História Na estrada de Hwangcheon - Capítulo 45


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Categorias Bangtan Boys (BTS), NU'EST, SHINee
Personagens Min Yoongi (Suga), Minho Choi, Personagens Originais, Ren
Tags Bts, Ceifeiros, Nu'est, Shinee, Sobrenatural, Suga
Visualizações 29
Palavras 1.348
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 45 - Não aceite nada de estranhos


Fanfic / Fanfiction Na estrada de Hwangcheon - Capítulo 45 - Não aceite nada de estranhos

Eu vejo mais Min-ho do que ele me vê, sempre tão ocupado, até parece o presidente da república. Mas sempre conversamos quando dá desde que nos separamos naquela viagem de navio.

Quanto a mim, sou a mais nova aluna do curso de Artes da Universidade Nacional de Seul. Ok, chega de Arqueologia e ficar procurando coisas velhas. O que eu quero mesmo é ser livre e exercitar a minha juventude enquanto posso, afinal ninguém vive para sempre. E quando não estou em aula, estou em um trabalho de meio período em uma lanchonete charmosinha que por um motivo muito estranho possui o gerente mais patético e atrapalhado que já tive a honra de conhecer. Além dele, tem a Sa-gwa e a Soon-kyu com quem divido o turno e a atenção que deveria ser inteiramente dos clientes.

—Você tem carteira de motorista, unnie! Bem que podia nos levar nesse evento. –Sagwa choraminga no meu ouvido desde que eu cheguei hoje.

E isso só serviu para deixar o dia e a noite ainda mais longos. Já são quase dez da noite e ela ainda não desistiu dessa bobagem. Na verdade, ficou bem mais insistente desde que Myung Jun me passou as chaves do caixa e foi para casa deixando-me com essas duas garotas estranhas.

Sa-gwa é viciada em cosplays e Comic Con’s, mas não tem nem dinheiro e muito menos idade para ir a eventos assim sozinha já que os pais são bastante rígidos. E não lhes tiro a razão. Se tivesse uma filha tão fofa e atrapalhada não deixaria nem sair de casa, mas a louquinha vai para a faculdade no fim do ano então conseguiu convencer a família a deixa-la fazer um pé-de-meia.

—Fale por si mesma. —Soon-kyu rebate enquanto limpa a última mesa. —Nem de animes eu gosto.

Ambas sabemos que é mentira dela. As duas garotas não vão crescer nunca se continuarem a imaginar que o mundo é uma revista em quadrinhos.

Já estamos nos arrumando para fechar o estabelecimento quando certa comoção nos para no meio do caminho entre o balcão e a porta da frente.

Sa-gwa tenta esconder um gritinho quando aqueles garotos entram, com máscaras e bonés. Onde eles pensam que estão para ir entrando assim feito um bando de búfalos selvagens? Eu estou pronta para lhes dar um sermão sobre assustarem a minha dongsaeng, mas eles apenas se sentam e começam a conversar.

—Nosso turno não vai terminar ainda, pelo visto. —Soon-kyu cochicha quando passa perto de mim e vai atender os novos clientes com todo o profissionalismo que lhe permitem suas madeixas azuis.

Ao tirarem as máscaras, novamente Sa-gwa tenta esconder um gritinho.

—Unnie, são eles!

Nem fico para continuar vendo a miúda se derreter em dúvidas entre pedir um autógrafo ou se esconder de tanta vergonha. Vergonha tenho eu, penso enquanto recoloco o meu avental e religo as máquinas que tive tanto trabalho para limpar.

—É com você. –Soon-kyu me entrega a lista com os pedidos. —É certo que nosso trabalho vai dobrar amanhã se descobrirem que eles tomaram milk-shakes aqui. Melhor guardar os copos que eles usarem para leiloar depois no E-bay.

Eu reviro os olhos e começo a preparar as bebidas o mais rápido que posso.

—E por que tudo isso? –eu pergunto sem muito interesse.

—Por que são os idols que vão se apresentar na Comic amanhã. –ela explica sentando-se em um banquinho e massageando os ombros.

—Hum... o nível dos eventos de vocês está aumentando. Então é por isso que a Sa-gwa quase teve um infarto? Por causa de simples idols? Aposto como até eu consigo dançar como eles.

—Onde você passou os últimos anos, unnie? –ela me pergunta estranhando meu visível desinteresse nos sete recém-chegados.

—Por aí, por que?

—Aqueles não são simples idols e por mais que eu respeite o seu imenso dom para a dança, nunca vai conseguir dançar como eles.

—Valeu. –eu reviro os olhos entregando-lhe as bebidas. —Com essa eu acabo de ganhar o dia, pequena. Agora vá e tente ser bastante grosseira para que eles se manquem e caiam fora de uma vez por todas.

—Nunca que eu vou expulsar os meninos do BTS daqui. –ela sai me dando a língua. —Se duvidar os sequestrarei e nunca mais ninguém ouvirá falar nada deles.

Eu estava pronta a encerrar o meu turno por hoje, mas depois dessa declaração decido que é melhor vigiá-la para que não caia na tentação de fazer alguma bobagem. Sa-gwa pode ser viciada nessas coisas, mas é da Soon-kyu que eu tenho medo.

—Olha, deixa que eu faço isso. –eu lhe tiro as bandejas das mãos. —Apenas limpe as máquinas.

Ela sabe que não adianta teimar comigo então apenas assente enquanto eu sirvo os garotos espalhafatosos que ficam praticando bullying uns com os outros. Tão grandinhos, mas tão infantis, eu penso enquanto estampo em meu rosto o sorriso mais profissional que consigo.

E só então eles percebem a minha presença.

—Hwanyonhamnida*! –eu lhes digo.

—Você é a dona? –um deles me pergunta.

—Anyo*! –eu respondo. —Estou apenas fazendo as vezes de gerente hoje.

—Hum... desculpe pelo horário. Eu sei que vocês já iam fechar, mas como chegamos muito tarde quase não tivemos tempo para comer nada.

—Kwenchanayo*. —eu falo gentilmente. –Podem ficar o tempo que precisarem.

Nem sei exatamente porque ao invés de sugerir-lhes que saiam eu os estou incentivando a ficarem mais tempo.

Só então nossos olhos se cruzam. Não com o rapaz com quem eu estava conversando, mas com o outro lá do canto que estava puxando a máscara do que estava ao seu lado. Ele parecia divertir-se amolando o amigo que tentava libertar-se de sua brincadeira sem graça.

Eu não posso acreditar! É ele! Não acredito que mesmo tendo me afastado nós continuamos nos encontrando!

—Meu milk-shake de banana! –ele estica o braço e pega o copo levando o canudinho à boca.

Ele não me reconheceu. Para a minha sorte.

Apenas chamo Sa-gwa para que continue atendendo-os e me retiro para a área de funcionários. Não entendo porque mesmo eu tendo optado por me afastar sinto que não foi a decisão mais correta para o meu coração. O jeito como ele me olhou... por um instante foi como se tivesse me reconhecido, mas então aquele gesto frio e calculado de quando não está interessado em algo. Que burra eu sou em achar que ele poderia me reconhecer!

E por que eu quero que isso aconteça? Não fui eu mesma quem decidiu por ficar fora do caminho dele? As coisas são melhores assim do que quando eram antes. Será?

Quando enfim me recupero, passo um pouco de água no rosto e volto para onde estão as meninas. O grupo há muito já se retirou e as pequenas já me aguardam para juntas fecharmos o estabelecimento.

—Unnie! —Sa-gwa me chama puxando a manga da minha jaqueta. —Você está bem? Parece até que viu um fantasma.

—Não seja boba! –eu a repreendo com frieza. —Fantasmas não existem.

Mas ao ver a carinha magoada que ela faz eu a puxo pelos ombros e lhe dou um beijo no topo da cabeça.

—Venha, eu te levo em casa. –eu falo ao ver que o namorado de Soon-kyu já a aguarda no carro dele do outro lado da rua.

Quando Sa-gwa desce do carro, dá a volta e se debruça na minha janela.

—Sabe, unnie... –ela enfia a mão no bolso e me estende um papelzinho amassado. —Aquele oppa deixou isso para você. Você os conhece? É por isso que eles se sentiram à vontade para chegar tão tarde lá na lanchonete?

Eu pego o papel e o amasso ante o olhar da menina que vai de esperançoso para decepcionado.

—Por que fez isso?

—Nunca te ensinaram a não aceitar nada de estranhos? –eu a repreendo. —Bons sonhos, maçãzinha.

Mas eu tenho certeza de que ela não vai dormir pensando em tudo, principalmente nos oppas bonitos que foram no trabalho dela. Aposto como deve estar agora mesmo mandando mensagens via Line para todas as amigas da escola. Só eu que não consigo parar de pensar em apenas um dos oppas?

 

 

 


Notas Finais


*Hwanyonhamnida =sejam bem-vindos
*Anyo =não
*Kwenchanayo =sem problemas.


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