História Na Garnet, na Ametista, na Pérola e na SOFIA!! - Capítulo 2


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Categorias Steven Universe
Personagens Alexandrite, Ametista, Bismuth, Blue Diamond, Blue Pearl, Buck Dewey, Connie, Garnet, Greg Universo, Jamie, Jasper, Jenny, Lápis Lazuli, Lars, Leão, Malaquita, Mr. Smiley, Opal, Peedee Fryman, Peridot, Pérola, Personagens Originais, Ronaldo Fryman, Rubi, Sadie, Safira, Sardonyx, Sugilite
Tags Blue Diamond, Blue Pearl, Rupphire, Sofia Universo, Steven Universo
Visualizações 22
Palavras 4.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O canhão de luz


-Ok. Agora que todos os personagens estão em ordem posso começar a escrever!


Ler já era um dos hobbies favoritos de Sofia, e agora com a opinião de Sadie que a recomendou escrever por si só ela estava mais animada ainda, e também ela adoraria destacar as crystal gems como elas eram ao seus olhos.

-Certo, capítulo um...- olhou para a tela do laptop onde estava escrito exatamente "capítulo 1", porém mas nada - Espera... como tudo começou?

Pergunta aceitável, as gems nunca haviam lhe contado exatamente como haviam sido a história delas, claro que soube superficialmente sobre as coisas, que elas lutaram para a vida na terra ser o que é hoje. Mas é só isso? Quais eram os detalhes? Onde está a ação, o drama, o clímax da história que ela ainda não sabia, onde estavam os detalhes?

A garota coçou a cabeça calmamente e olhou para a porta agora concertada por Pérola da última rajada de ácido da luta que tiveram. Ela lembrou do acontecimento da Centipoda mãe e de como seus poderes apareceram pela primeira vez com ela, não sabia como tinha feito aquilo, mas resolveu deixar isso de lado no momento em que percebeu que não tão cedo voltaria a fazer o que fez aquela hora. Mas o que a surpreendeu mesmo foi quando reparou em Garnet, pendurando um quadro no acima da porta. Afinal de conta, quando ela havia chegado ali?

-Já tem alguns segundos, falei com você mas você estava olhando para o nada - disse Garnet com seu jeito calmo. Sem nem ao menos perceber a garota acabou perguntando aquilo em voz alta.

-Eu estava olhando pro nada? - perguntou pra si mesmo, Garner já terminava de pendurar o quadro - Enfim, Garnet essa é minha mãe né?

O quadro que a gem acabou de pendurar era de uma mulher de pele azulada, seus olhos não eram visíveis pois os mesmos estavam fechados, seus lábios eram grandes, seus cabelos eram ocultados pela capa sobretudo que usava, as únicas partes visíveis eram duas mechas que saiam de fora do capuz e caíam e se arrebitavam pra dentro nas pontas, eram iguais a que Sofia tinha, o detalhe destacante era a estrela enorme que tinham em sua roupa por baixo da capa, a ponta de cima da ponta era onde se iniciava a gem pontuda que tinha no peito que agora a garora portava. A mulher estava sorrindo e acenando para a pessoa do outro lado da imagem.

-Sim. É ela, essa é sua mãe - disse Garnet soltando um raro sorriso nostálgico e melancólico - Celestina.

-Ela é bem bonita mesmo...- disse olhando para a imagem sorrindo fraco.

-Detalhe que você tem dela - disse a gem acariciando a cabeça da garota - E seu cabelo também é idêntico ao dela.

A garota sorriu.

-Percebi... onde estava isso?

-Estava no quarto da Pérola, como não tínhamos uma moldura não podíamos pendurar, mas encontramos uma com a Ametista - disse ela indo em direção a porta do templo - Agora eu tenho que ir, tenho coisas importantes a fazer.

-Você volta mais tarde né? - perguntou a garota com um sorriso meigo no rosto.

-Claro que sim - disse Garnet séria, porém com tom de risada na voz.

A gem entrou na sua porta no templo deixando Sofia pra trás sozinha.

-Ah droga! Esqueci de perguntar pra ela sobre a história delas - bufou frustrada - Agora só mais tarde... Espera, o meu pai!

Ela correu em direção a mesa em frente ao sofá e juntou um bloquinho de notas com uma caneta também que achou ali no meio, fechou o laptop e correu ao encontro da pessoa mais sábia que convencia.

-Quer dizer, ele pode não saber sobre história gem e essas coisas, mas ele deve conhecer muito bem uma pessoa!

Ela andou por toda Beach City sem nenhum cansaço evidente até chegar em um lava jato.

A princípio parecia deserto, porém lá no meio, perto da calçada, estava um homem sentado em uma cadeira de praia dedilhando um violão de olhos fechados, seus cabelos castanhos eram grandes, entretanto tinha um buraco calvo no topo da cabeça, também tinha uma barba volumosa tampando parte de seu maxilar, suas roupas simples se resumia a uma camisa branca, um short jeans e um chinelo, era possível ver as marcas de sol em seus pés e mãos, enquanto o resto era mais claro.

Sofia se aproximou sorrateiramente do homem e gritou um grande e audível:

-PAI!

-Ahhh - o susto foi tão grande que o homem acabou derrubando o violão de sua mão, o mesmo caiu do chão e soltou uma das várias cordas - Ah cara. Sofia! Quase me matou de susto, o mundo não está pronto pra viver sem Greg Universo - disse de forma brincalhona.

-Ah não, desculpa pai eu não fiz de propósito era pra ser uma surpresa e não isso eu juro que não queria quebrar seu violão me desculpa mesmo.

-Ou ou ou, calma aí, eu não estou bravo com você, foi um acidente, relaxa - disse colocando a mão no ombro da garota que já estava com os olhos marejados - Até porque eu queria uma desculpa pra largar de preguiça e pegar um violão novo - disse ele levantando o violão velho que soltou mais duas cordas.

-Oh, me desculpa mesmo assim - disse a garota abaixando o olhar.

-Eu disse pra relaxar, olha, por que não vamos ao depósito com seu pai enquanto você me conta o motivo de sua visita, em?

-Claro - disse ela soltando um sorriso fraco.

-Legal, vamos lá - ele puxou um molho de chaves do bolso.

Como Greg morava em uma van, ele não tinha um lugar fixo pra guardar suas coisas, por tanto ele as mantia em um depósito, e sempre que precisava de algo, esse algo estava lá com certeza.

-Bom vejamos, eu tenho um violão em bom estado aqui que dá para usar por um bom tempo.

Ele puxou a porta do depósito, e lá estava uma pilha de coisas e mais coisas das mais aleatórias possíveis, uma bola de basquete caiu do alto de uma pilha e parou nos pés de Sofia.

-Em algum lugar...

-Bem, eu posso te ajudar a achar, quer dizer, não tenho nada pra fazer mesmo - disse a garota girando a bola no dedo, a mesma de desequilibrou e caiu - Até porque, sei que tenho uma parcela de culpa nisso.

-Não tem problema Sofia.

Greg conhecia ela, sabia que ia ficar batendo na tecla de culpa dela por um longo tempo

-Afinal de contas, se o porco inteiro fosse perfeito não existira cachorro quente - aquela era a frase de família que Greg sempre dizia quando algo dava errado.

-É, talvez - a garota se sentiu um pouco melhor com a frase de seu pai, achava ela um pouco engracada, mas mesmo assim, de certa importância.

-E agora, por onde devemos começar? - falou Greg coçando a cabeça olhando as pilhas e mais pilhas de coisas.

No final o dia todo foi bem descontraído, o que começou com um "desastre" terminou de um dia bem divertido entre pai e filha. O objetivo nem era mais achar o violão para Greg, na verdade Greg o achou, mas o deixou de canto com medo que isso significasse o fim daquela diversão entre eles. No final das contas Sofia realmente estava se divertindo com seu pai que até tinha esquecido o real motivo dela estar ali, entre jogos e brincadeiras eles passaram o dia.

No meio de sua procura, Sofia pissou em algo e acabou caindo, por sorte caiu em uma caixa de travesseiros, ela olhou do lado da caixa e lá estava escrito "caixa de travesseiros convenientes".

-Totalmente útil pra alguém como eu - disse revirando os olhos sorrindo - Huh?

Ela olhou para o chão para ver o que tinha pisado, se deparou com uma moldura, e lá uma foto de seu pai, não só seu pai, também tinha sua mãe, na foto seu pai fazia uma cara engraçada com um cachorro quente na boca e Celestina rindo com a mão na boca, o vidro da moldura estava estilhaçado, porém a foto estava intacta.

-Pai! - Greg que estava olhando algumas partituras em uma caixa virou o pescoço para olhar a garota - Estava no chão, não vi e acabei pisando sem querer, me desculpa.

-Ah - ele chegou perto dela e viu a foto - Sem problemas, é só a moldura, pode ser trocada, se bem que tem uma por aqui também.

-Oh, ah é mesmo, eu ia perguntar para o senhor sobre minha mãe.

-Huh? Que pergunta mais aleatória, mas diz aí, o que você quer saber sobre ela, tenho tempo ainda

Falou ele olhando para um relógio ali no meio das pilhas, que por coincidência ainda funcionava.

-Quer dizer, são oito da noite e eu devia ter fechado o Lava rápido, mas não é como se tivesse algo importante lá.

-Espera, o que disse?

-Hã... Que não tem nada de importante lá?

-Não pai, antes - disse ela com afobamento na voz.

-Que eu devia ter fechado o Lava rápido? - deu de ombros.

-Não pai! Que horas são?

-Oito horas - deu de ombros novamente e se perguntou o motivo da preocupação da garota, quer dizer, era tarde pra ela estar fora de casa, mas ela estava com ele, e qualquer coisa era só explicar para as gems sobre onde ela estava.

-São oito horas!?

-Sim, mas por que tudo isso? As gems não vão ficar bravas, é só falar que estava comigo, e eu te dou uma carona pra ca--

-Não é isso pai, tá dia lá fora ainda! - gritou ela apontando para o lado de fora que realmente estava brilhante como dia.

-Espera, o que? - os dois correram lá pra fora e viram o céu todo em tom vermelho meio alaranjado - Vem cá, é impressão minha ou o sol tá parado ainda?

A garota olhou para o céu onde viu uma bola vermelha no céu, era menor que o sol ela afirmava, porém ele estava lá parado, fazendo o mesmo papel que um sol normal. Até que ela viu um ponto roxo cruzar o céu vermelho e acertar o sol vermelho em cheio.

-As gems - pensou rapidamente e saiu correndo sem mais nem menos em direção ao templo deixando seu pai gritando preocupado ali.

Chegou correndo na praia onde viu Garnet e Pérola paradas ali, Garner olhava para o sol vermelho cerrando os dentes, e Pérola olhava por um telescópio com preocupação.

-Não surgiu efeito Garnet.

-Pérola! O que é aquilo? - perguntou a garota apontando para o brilho vermelho.

-Sofia? Por onde esteve?

-Eu estava com meu pai, perguntando novamente, o que é aquilo!? - perguntou ela com mais força.

-É um olho vermelho - ajeitando o visor Garnet respondeu - Veio para checar se ainda existem gems nesse planeta.

-Não podemos deixar isso chegar aqui, não sabemos quais as catástrofes aconteceriam - completou Pérola, nesse instante Ametista chegou na praia correndo pelo mar toda molhada e sem enrolar gritou:

-De novo!

Garnet assentiu e segurou ela pela cintura a erguendo no ar.

-Conseguem lidar com isso? - Sofia perguntou olhando para Pérola, a mesma tocou calmamente seu ombro.

-Sua mãe tinha um canhão de luz capaz de destruir até mesmo esse olho vermelho, porém não sabemos onde ele está mais - disse Pérola agora fechando os olhos - Será difícil, mas não precisa se preocupar, nós lidaremos com isso - sorriu.

-Bom ok... Se você diz - a garota ainda estava descrente sobre as palavras de Pérola.

-Temos tudo sobre controle e conseguiremos acabar com aquilo tão rápido quanto chegou.

Sofia se virou e viu Garnet pulando no ar com um rodopio e arremessando Ametista em direção ao olho vermelho, a gem soltava um grito de guerra no percurso até bater no seu alvo e cair de volta pro mar, com o olho intacto. A garota suspirou.

-Hmm...


-Realmente eu não entendo muito bem as gems.

Disparou Sofia aleatoriamente, ela estava sentada em uma cadeira de praia, tomando uma lata de refrigerante e junto com seu pai que estava em outra cadeira, os dois estavam do lado de fora do depósito.

Greg encarou a garota um pouco e depois sorriu.

-Nossa, geralmente eu quem fala isso - disse brincalhão fazendo a garota sorrir.

-Pois é realmente, mas é que tipo, eu sei que as coisas estão más, só que elas ainda falam que está tudo bem - ela falou bufando no final da frase.

-Elas só não querem te preocupar. Estão fazendo isso para seu bem - disse Greg colocando a mão no ombro dela.

-Eu sei, mas... Eu acho que já sou bem grande para aguentar a verdade - disse dando de ombros - Ainda acho que elas não me tratam como uma Crystal Gem.

Um silêncio súbito preencheu o espaço, Greg não entendia muito bem essas coisas de gems, porém tentava a todo custo ajudar sua filha e apesar de tudo ele entendia parte de sua frustação. Ele pensou em mudar de assunto para algo mais agradável para a garota, porém não pensou em nada, até que ele olhou para o céu alaranjado e teve uma lembrança nostálgica na sua cabeça.

-Isso me lembra uma vez que eu fiquei preso em uma roda gigante e sua mãe teve que me tirar de lá, foi bem assustador, mas vejo que hoje rendeu uma boa história - Greg riu - Sua mãe era bem quieta e introvertida, porém quando se tratava de doces ela se animava muito, parecia até outra pessoa... Ela gostava muito de chocolate, assim como você. Não sei se gems tem cáries ou algo do tipo, mas ela realmente amava comer besteira sempre que podia. Ela era tão boa, não sei o que viu em um cara malucão que nem eu, mas ela sorria comigo até o dia que teve que abandonar sua forma física pra você nascer - o homem riu mais uma vez e olhou para Sofia que estava em silêncio, entretanto prestava atenção em cada palavra.

-Eu não sabia sobre esse lado da minha mãe - falou Sofia sorrindo fraco.

-Nem as gems sabiam muito também, geralmente ela era séria com elas, mas era divertida também - falou tomando sua bebida - E ela se animava demais comigo, Garnet uma vez me disse que ela raramente agia daquela forma, ah cara, eu me senti tão especial como um disco autografado pelos Beatles - disse alegre e Sofia sorriu.

-Isso me lembra que eu estava querendo perguntar para o senhor sobre minha mãe hoje - ela se encostou na cadeira e fechou os olhos - Só que eu sempre me esquecia.

-Quando tinha sua idade costumava esquecer as coisas de vez em quando.

-E esse meu lado desastrado? - ela questionou - É só eu mesmo ou é algo que puxei de você?

-Ah, isso talvez tenha algo haver com sua mãe, ela era um pouco desajeitada as vezes.

-Oh, agora faz sentido... - Sofia ficou em silêncio por um tempo - É isso! - ela gritou se levantando.

-Pai! O senhor sabe tanto sobre minha mãe, então deve saber onde o canhão dela está! - gritou Sofia pulando em cima da barriga dele.

-Hei, hei, calma aí garota, pra falar a verdade eu nem sei como é esse canhão da sua mãe - disse Greg coçando a cabeça.

-Deve estar aqui mesmo! - ela apontou para o depósito - Aqui tem todo tipo de coisa que o senhor guardou, então deve realmente estar aqui!

-Bom... Em algum lugar - pela segunda vez no dia, Greg coçou a parte de trás da cabeça encarando as pilhas e mais pilhas de caixas e coisas.

E eles começaram a procurar. Reviravam em todo canto a procura de algo com formato de canhão de luz de tecnologia gem, mas nos acharam nada. Chegou a uma hora que Sofia opinou por irem mais ao fundo e a parte inexplorada, Greg aind meio apreensivo concordou com a ideia, mas não sem antes amarrar um liga extensão de cabo de antena na cintura dela e colocar um capacete com uma luz em sua cabeça.

-Agora me explica, de onde você arranjou essas coisas? - perguntou ela ajeitando o capacete. Greg apenas deu de ombros.

-Eu me pergunto a mesma coisa.

A garota se virou para a pilha de coisas, ela encarou por um tempo e respirou fundo se adentrando em uma passagem ali no meio. Entre coisas e mais coisas ela foi traçando seu caminho procurando por uma das poucas e raras coisas que sua mãe havia deixado para trás com sua essência, bem lá no fundo Sofia não estava procurando a arma para destruir o olho vermelho, mas sim para suprimir seu desejo egoísta de ter algo que já foi de Celestina. Mas isso era no mais profundo de seu ser, um sentimento que provavelmente ela nem se deu conta que tinha, em sua cabeça só queria ajudar as gems e a cidade, mas mesmo assim não deixou de ficar ansiosa com cada engatinhada que dava ali no meio de um mundo aleatório de lembranças.

Ela continuou ali por alguns minutos falando de tempos com seu pai que perguntava sempre se "ela estava bem", "se queria voltar" ou "se já havia achado o canhão". Sofia já estava quase respondendo não quando ele perguntou de novo sobre a arma quando ao longe viu um brilho azulado claro saindo de uma fresta por entre algumas camisas que ali tinham, se aproximou mais rápido de lá e jogou a pilha de roupas para o lado com tudo. Seus olhos bateram no que ela julgou com 99% de certeza ser o seu objetivo. Era alto e de uma base arredondada que ia afinando levemente conforme iria chegando a ponta, que tinha várias camadas fechadas que lembravam um botão de violeta, por falar em violeta, sua cor era exatamente azul, um azul bem forte e vibrante que brilhava conforme a luz que passava pelos buracos entre as caixas.

-Eu achei! - gritou ela correndo em direção a arma que dava quase que duas vezes seu tamanho.

-É sério!? - a voz abafada de Greg soou do outro lado.

-Sim! É sem dúvidas isso que as gems estão procurando - ela colocou a mão na base do canhão e tentou o mover de lugar, falhou miseravelmente - Como é que trouxeram isso pra cá?

-Algum problema!? - Greg perguntou ao longe.

-Esse negócio deve pesar toneladas! Não sei como vamos tirar isso da-- seu raciocínio foi interrompida por si mesma quando seus olhos bateram em um objeto vermelho com rodas ali perto - Que... Inconveniente.

-Ok pai, vamos lá.

Greg e Sofia estavam dentro da van, atrás dela, em seu para-choque, estava o cabo antes ligado a garota, que estava agora na outra ponta amarrado ao cabo de um carrinho vermelho e nele estava o canhão, os dois haviam o colocado lá com muito esforço.

-Ok garota, é sua vez agora! - ele girou a chave do veículo e saiu andando devagar puxando o carrinho, quando viu que não tinha nenhum problema ele pisou fundo em direção a praia.

-Esse olho já está maior do que antes - Sofia falou observando o céu agora todo vermelho e o imenso olho totalmente nítido chegando - Acelera pai!

Ao pedido, Greg acelerou mais ainda quase chegando ao templo, o carrinho estava raspando no chão soltando faíscas, muitas pessoas no calçadão e fora de suas casas olhavam o olho vermelho com medo e confusão no olhar.

Greg chegou na praia, sem se importar se estava entrando na areia ou não, as Garnet e Pérola se viraram para olhar enquanto Ametista chegava sendo arrastada pelas ondas.

-Vamos lá Garnet, eu tô quase conseguindo rachar ele! - ela gritou sorrindo e logo olhou para a mesma direção que ela.

-Olha o que eu achei! - Sofia gritou saindo da van e as gems só olhavam sem reação - O canhão da minha mãe.

-O que!? Onde você achou isso!? Procuramos por todos os lugares possíveis! - Pérola exclamou sacudindo um pouco Sofia pelos ombros.

-Com o meu pai - ela apontou por cima do ombro com o polegar.

-Com o Greg? - sua voz saiu seca e quase ameaçadora quando o homem acenou para ela.

-Não importa agora! - a voz de Garnet cortou o ar - Temos que acabar com o olho vermelho de uma vez!

-Certo! Mas como fazemos pra ativa-lo? - ela olhou para o canhão e depois para Sofia - Como ele um dia pertenceu a sua mãe então quer dizer que você pode ativar ele, mas como eu não sei! Talvez uma frase.

-Ok vejamos - a garota coçou a garganta - Fogo! - nada - Disparar! - nada outra vez - Atirar! Manda bala! Alakazam! Chocolate! - mesmo assim nada aconteceu, ele continuou imóvel e sem nenhum resultado.

-Vamos lá, talvez sua gem seja a resposta! - Ametista pegou Sofia e a pressionou contra o canhão em um ato desesperado - Não funciona!

-Gems, se concentrem! - Garnet gritou olhando o olho vermelho que já soltava um zumbido insano e perturbador.

-Vamos lá, funciona por favor - a garota bateu de leve no canhão como uma súplica - Por que nada funciona? - ela começou a derramar lágrimas que rolavam e caiam até o chão.

-Sofia! Se acalme - ela virou a cabeça lentamente em direção a Greg, com os olhos cheios de lágrimas viu apenas seu borrão e o que parecia ser um sinal de joia com o dedo para ela - Lembre-se do lema da família!

A garota soltou uma risada fraca, e suspirou.

-É, ele tem razão, afinal...- ela abraçou o canhão - Se o porco inteiro fosse perfeito não existiria cachorro quente.

Ela escutou um zumbido agudo e mecânico e sentiu um calor agradável ao seu redor. Ela se afastou do canhão quando escutou o mesmo estalar, limpou as lágrimas de seu rosto e olhou para o mesmo que abria as camadas uma por uma igual uma flor se desabrochando.

-Funcionou! - gritou animada e então a boca do canhão caiu na areia da praia - Ah não.

A garota foi correndo e tentou erguer o mesmo do chão e falhou de novo no dia, porém ela não tinha desistido, respirou fundo e usou toda sua força para o levantar de novo, se surpreendeu quando viu que o mesmo subiu com Imensa facilidade, mas ao olhar para trás viu Garnet, Pérola e Ametista apontando o canhão para o olho.

O disparo foi forte e rasgou o céu com seu brilho, a luz que antes de acertar o alvo tomou a forma humanóide de capa e daí tão rápida como saiu ela atingiu o Olho Vermelho, a explosão foi curta e devastadora, fazendo com que o alvo maligno fosse reduzido a pedaços.

E assim o brilho vermelho foi substituído pelo brilho das estrelas junto com a lua crescente que tinha no céu. O canhão fechou suas pétalas e voltou a apontar para cima.

-Wow...- foi a única coisa que a garota pode dizer.

-Isso que eu chamo de noite agora - disse Greg abraçando a filha pelos ombros.

-Como fez o canhão funcionar? - perguntou Pérola.

-Falei a frase que meu pai sempre diz.

-Aquela coisa de torresminho - ela ergueu o cenho e sentiu a mão de Ganet em seu ombro.

-Cachorro quente.

-Isso mesmo - Sofia sorriu.

-Ah nem foi tão legal assim - disse Ametista - Achei que teria algo a mais, com mais destruição!

No momento que ela terminou sua frase, um pedaço imenso de destroço vermelho caiu em cima da van de Greg, ela começou a soar seu alarme enquanto o motor saia fumaça negra.

-Tipo isso.

-A minha van!! - puxando os cabelos Greg olhou o estrago que tinha sido feito, saiu correndo em direção ao seu local de moradia agora destruído.

-Bom. Tudo acaba bem quando começa bem - disse Sofia sorrindo com as mãos na cintura.

-Que bem o que! Eu moro nela! - gritou Greg.

-Oh... Então tudo está parcialmente bem - ela começou a rir - Relaxa pai, a Pérola pode te ajudar.

-Eu posso?

A gem olhou para Sofia que sorriu marota dando o polegar para ela.



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