História Na Linha do Tempo - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kizashi Haruno, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Akatsuki, Família, Muito Amor, Romance
Visualizações 126
Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, pessoal. Resolvi reservar alguns minutos da minha agenda para escrever este capítulo. A fanfic chega em sua reta final. Peço desculpas pelo meu desaparecimento de meses, e agradeço pela fidelidade para com a história, mas pretendo termina-la.
Um grande abraço, e que Deus vos abençoe.

Capítulo 25 - O Revés.


Fanfic / Fanfiction Na Linha do Tempo - Capítulo 25 - O Revés.

15. O Revés.

 

 

Um mês havia se passado desde o acidente, e ainda assim durante esse tempo, as memórias de Sasuke não pareciam querer voltar. Era como se estivessem em queda livre em um buraco negro.

Seus sentimentos com relação a Sakura andavam conturbados. Quando olhava para ela, tinha a momentânea sensação de ter vivido uma vida inteira com a mesma, apesar de não fazer a mínima ideia de quem realmente ela era.

Em janeiro, após a passagem do ano novo, Sakura comprou-lhe um cartão de felicitações junto com uma bola de futebol novinha. Ela implorou ao eu mais velho de Sasuke que conseguisse o autógrafo do antigo craque da seleção nipônica, Maito Gai.

No primeiro dia do ano, ele encontrou o cartão sobre sua cama e uma caixa cinza de tamanho mediano. Aproximou-se do embrulho, pegou o cartão branco floreado e o abriu. Não havia muita coisa escrita ali. Apenas uma frase, e ela dizia...

 

Tente se lembrar de mim...

 

Ele se questionava sobre o verdadeiro sentido de tudo aquilo. Tomava café da manhã, almoçava, merendava e jantava com um grupo de estranhos. Realmente, nada fazia sentido.

Em fevereiro, todos saíram juntos para assistir ao primeiro jogo do Red Saitama da nova temporada. Era o início do campeonato da Taça Imperial. Sasuke iria jogar nessa noite ao lado de toda equipe.

Sakura mais velha estacionou o carro em uma das vagas devidamente pavimentadas, passou pelo portão entregando os ingressos especiais. Dan carregava seu dinossauro verde e estava enrolado a um cachecol do Red Saitama.

Nevava, e a temperatura estava menos dez graus. Se encontraram com Hinata e as crianças na praça de alimentação do estádio. Sakura mais velha ergueu um dos braços, balançando-o e chamado a atenção da Hyuga. Hinata veio ao seu encontro, junto com seus filhos.

Ao lado de Sakura mais velha estavam Dan, Aki, Sasuke mais novo e sua sósia.

 

- Deus do céu. Na estrada ouvi que estava menos dez graus. – Hinata segredou. – Animados para o jogo?

- O Sasuke me falou sobre isso o mês inteiro. O coitadinho estava aos nervos.

 

- Nem me fale. O Naruto-kun falava sobre o jogo dormindo. Eles já estão perto de se despedirem da carreira, acho que é por isso.

 

- Ok... – Sakura apertou uma das bochechas de Dan, e acariciou a cabeleira escura de Aki. – Vamos para nosso camarote.

 

- Érr... eu quero alguma coisa para beber. – Sakura mais nova dizia. – Vou buscar uma bebida. Vocês também querem?

 

- Só se não for te atrapalhar. – Hinata dizia.

 

- Por mim tudo bem.

 

Sakura mais nova sorriu.

 

- Humm... – A mais velha então começou a sussurrar. – É muita coisa para você trazer sozinha. Seiji, por que não a ajuda?

 

Sakura mais nova se sentiu como tivessem chutado seu estômago com força. Sasuke meneou a cabeça, não sabendo direito o que fazer.

 

Então o grupo se separou. Ela caminhava mais à frente, dando a Sasuke espaço. Ele ia atrás, com as mãos dentro do bolso de sua calça jeans. A observava mudo. E ela não queria ser inconveniente.

Durante esses dois meses, haviam trocado no máximo sete palavras, e aquilo estava acabando com ela. Seu coração estava preenchido por feridas, e guardava muito sentimentos reprimidos. Pensava sobre isso, quando sentiu alguém segurar-lhe o braço direito.

Sua consciência retornou a realidade, e após se virar, viu que era ele quem segurava o seu braço. Ele disse...

 

- Está caminhando em direção ao banheiro. O refeitório é para lá. – Apontou.

 

- Oh... Eu sinto muito. – Fez uma breve reverência, se desculpando.

 

Ela girou os calcanhares dando meia volta. Sasuke ficou um pouco ali, parado em frente ao banheiro feminino. Encarava a placa sem parar. Alguma coisa começava a incomodá-lo.

Ele fechou os olhos por um instante, e imagens terríveis de fogo vieram a sua mente. Pessoas correndo, um globo de luz de cristal despencando e se espatifando em mil pedaços. Se viu num lugar, tentando arrombar a porta de um banheiro, estava desesperado.

Quando abriu os olhos novamente, ela o chamava. Segurava alguns refrigerantes e num saco, batatinhas fritas.

 

- Tudo bem?

 

- Sim, é só que... Eu me lembrei de alguma coisa. De um lugar, em chamas. Eu estava arrombando uma porta...

 

 

- O-O quê? – Ela gaguejou.

 

- Acha que é algo importante?

 

- Eu preciso te levar a um lugar.

 

- Um lugar?

 

- Sim.

 

Ele a ajudou a carregar o lanche e a seguiu. Chegaram ao museu do estádio. Bem ali, aonde há alguns meses atrás acharam uma das peças do quebra-cabeça. Sakura pediu a Sasuke que entregasse o lanche ao vigilante do museu para que o guardasse, e quando o mesmo estava distraído, ela entrou por uma porta, levando-o consigo.

Naquele espaço vazio com uma moldura velha de um espelho, ela o arrastou e o pôs diante da moldura.

 

- Por que estamos aqui? – Ele questionou incomodado.

 

- Este é um lugar importante.

 

- É vazio...empoeirado. Não entendo o significado disso.

 

- Sasuke, olhe para mim. – Ela pediu. Então ele se virou, olhando-a confuso. – Quem sou eu?

 

- Sakura? Aya? Eu sei lá!

 

- Sérá mesmo? – Ela sorriu. – Procure por memórias minhas na sua cabeça. Feche seus olhos...

 

Ele não fez o que ela pediu, mas quando a ouviu dizer para vasculhar memórias sobre ela, imediatamente ele retornou para àquela noite, observando-a nua e entrando na banheira.

Suas bochechas ganharam um leve rubor, ele deu de costas e voltou a caminhar em direção a saída daquele lugar. Indignada, Sakura o segurou pelo pulso, então o olhar dele se voltou pra ela.

 

- O que você quer? – A questionou.

 

Sua mão soltou o pulso dele, liberando-o. Até que ela as colocou sobre o rosto de Sasuke, acariciando gentilmente seu rosto.

 

- O que está fazendo?

 

- Posso te pedir uma coisa? – Ela sorriu, então puxou as duas lapelas do cachecol vermelho de Sasuke, atraindo-o para perto de si.

 

Ele parecia meio desconfortável, mas quando a sentiu atraindo-o para si, seu coração misteriosamente acelerou.

Sakura sorriu travessa, e milhares de coisas se passavam por sua cabecinha. Jamais se imaginaria fazendo aquilo.

 

- O que você quer? – Foi duro.

 

- Um beijo.

 

- É o quê? – Questionou-a chocado.

 

- Me beije só dessa vez, e tenho certeza de que se lembrará de mim! – Pediu desesperada.

 

Seus olhos pidões cintilavam feito duas esmeraldas gigantescas. No entanto...

 

- Eu não queiro beijar você. – Olhou-a firme, até que soltou as mãos dela de seu cachecol e girou os calcanhares, dando-lhe as costas e saindo emburrado.

 

 

Sakura ficou ali, paralisada. Sozinha, e a solidão daquele lugar parecia ser a única coisa que a confortava. Não percebeu seus olhos marejarem, ou a raiva em seu coração. Não culpava as circunstâncias pelos caminhos tortuosos que ambos tiveram que passar. Mas Deus! Aquilo estava acabando com ela.

Não havia esperança de um talvez. Ele havia morrido naquele dia, e junto com sua morte fora levado embora tudo referente ao velho Sasuke. Ela não sentia uma energia atraente emanando dele. Tudo parecia tão frio quanto o clima.

Não... Ele não seria aquele que a salvaria. Ela estava perdendo-o aos poucos.

 

Tomou o caminho de volta emudecida. Os corredores escuros não significavam nada, ou a poeira, ou as teias de aranha e o vazio. Pegou o lanche que estava com o vigilante, e dirigiu-se para o camarote.

 

...

 

Na volta para casa, não trocaram palavras. Sakura virou o olhar de relance para observar a feição dele, mas Sasuke parecia distante, observando a paisagem pela janela. 

Ao entrar em casa, ele passou correndo para o seu quarto, sussurrando um breve “boa noite a todos”. O casal mais velho se encarou, mas sabiam que não podiam forçar a barra. Ele teria de se lembrar das coisas sozinho.

 

- Querido, deixa que eu levo o Dan para a cama. – Dizia Sakura, porque Dan estava adormecido no colo de Sasuke mais velho.

 

- Eu te ajudo, mãe. – Aki se prontificou, e as duas seguiram rumo ao quarto de Dan, subindo as escadas.

 

Sakura mais nova distanciou-se deles, indo para a cozinha. Ela sentou-se em uma das cadeiras da mesa redonda, segurando uma caneca verde. A mesma caneca em que bebeu chocolate quente feito por Sasuke.

Seu olhar triste analisava a caneca, com seus dedos brancos e finos acariciando a alça. Lágrimas discretas rolaram de seus olhos, gotejando sobre a mesa. E ela estava desejando profundamente em seu âmago beber chocolate quente com ele outra vez, e ser beijada. Desejava brigar por coisas simplórias e sem importância, mas logo depois se reconciliar com um beijo de tirar-lhe o fôlego.

 

- Chorar não vai trazê-lo de volta.

 

Ela ergueu o olhar, e lá estava o sósia de Sasuke. Sua cópia perfeita, perfeitamente maduro. Ele procurou um lugar ao lado de Sakura, e sentou-se por ali.

 

- A culpa é minha. – Ela dizia, apoiando a testa com uma das mãos e se martirizando. – Ele não se lembrar de mim, ou de todos nós. Eu o rejeitei tanto que acabei fazendo com ele se esquecesse de mim.

 

- Isso não é verdade. Hey... – Ele a chamou. Sakura ergueu seus olhos, encarando Sasuke. – Do que você gosta no Sasuke? Érr... em mim?

 

Ela foi pega de surpresa. Olhou-o de soslaio, e suas bochechas ficaram vermelhas.

 

- Não precisa ficar com vergonha. Gostaria de ouvir uma coisa?

 

Ela meneou a cabeça, afirmando.

 

- Quando eu tinha a sua idade, era completamente inseguro com relação a Sakura. Eu a observava desde que ela havia entrado no Gakuen. Deus... – Ele gargalhou levemente. – Ela passava horas e horas naquela biblioteca, estudando e lendo aqueles benditos livros. E eu não conseguia encontrar uma desculpa para dizer um olá, para me aproximar. Então comecei a fazer burrices, e a maltratá-la. Coisas que garotos idiotas fazem para demonstrar que se importam quando na verdade estão apenas assustados em dizer a verdade.

 

Sakura o observava muda e encantada.

 

- Cheguei a um ponto de achar que não era o cara ideal para ela. Mas estava errado. Eu não era um cientista, um estudioso, mas ela era tudo o que eu realmente queria. E sabe por que estou te contando tudo isso?

 

- Não...

 

- Porque esse Sasuke ainda existe. Está lá adormecido dentro dele, mas ainda está lá. É só uma questão de tempo. Não se preocupe com isso.

 

Algo dentro de seu coração começou a mudar. Aquele espaço vazio encheu-se de fogo e esperança, e seu coração começava a bater mais rápido. De certa forma, era Sasuke quem estava ali. Um Sasuke mais velho, mas um Sasuke.

Sinceridade com seus sentimentos não era uma coisa que Sakura tinha com facilidade. E agora que estava sofrendo, compreendeu o quanto as coisas trabalharam para aproximá-la dele.

 

- Quer saber uma coisa que jamais disse para ele? – Ela perguntou.

 

- Quero.

 

Ela então pôs a xícara sobre a mesa, afastando suas mãos dela. Olhou para o Uchiha e devolveu-lhe um sorriso arrebatador.

 

- Quando uma garota verdadeiramente de apaixona, seus sentimentos não mudam com facilidade.

 

 

Ele sorriu gentil, e próximo ao batente da porta, Sakura mais velha ouvia a conversa dos dois com um sorriso abrasador em seus lábios. E a cozinha de repetente ganhou vida.

 

...

 

- Claro. Quando ela poderá vir? – Sakura mais velha conversava em seu telefone. Ouviu alguma resposta no final da linha. – Posso entrevista-la para você, Hinata. Se é tão importante, eu posso fazer. Confia na minha aprovação?

 

- Jesus, claro que sim! Vou fazer uma pequena viagem nesse final de semana com o Naruto-kun e as crianças. Ela aparecerá aí por volta das treze horas. Ela é a filha mais velha de uma prima do Naruto-kun. Muito estudiosa.

 

- Ok. Aguardarei.

 

 

Sakura mais velha cozinhava com a ajuda de sua sósia. As férias de verão se aproximavam, e Dan estava animado para brincar com sua nova pipa. Tomate abocanhava um osso de plástico gigante, amolando suas presas.

Aki passaria a tarde na casa de sua colega de escola, e Sasuke mais velho tinha assuntos administrativos no clube, antes de compra-lo. Quanto a Sasuke mais velho, folheava algumas revistas em seu quarto, mas parecia mais irritado do que antes.

 

- Aya, pode colocar a mesa para mim?

 

- Claro.

 

- Apenas três lugares, por favor.

 

Sakura mais nova então a olhou preocupadamente.

 

- O Seiji não virá almoçar conosco?

 

- Ele quer almoçar no quarto. Você pode levar o almoço dele, se quiser.

 

- Tudo bem. – Ela sorriu, animada com a possibilidade de vê-lo e dizer um “olá”.

 

Sakura subiu com uma bandeja cheia de manjares deliciosos, na esperança de ficar na presença daqueles olhos incríveis por alguns minutos. Mas ele abriu a porta, recolheu a bandeja e fechou-a novamente na cara de Sakura, sem conversa.

Pois é... os dias não estavam sendo fáceis.

 

Sakura desceu as escadas com fumaça saindo de suas narinas e uma veia alterada pulsando em sua testa. Almoçou calada, e se prontificou a arrumar a cozinha para preencher sua mente nebulosa.

Dan foi para o quintal brincar com tomate, e Sakura mais velha subiu para se ajeitar para receber a visita da tarde para a entrevista.

Quando o relógio bateu as treze em ponto, a campainha soou. Sasuke descia com sua bandeja para devolvê-la para a cozinha. No momento em que fazia isso, ouviu a campainha soar e foi atender a porta.

Ao atender a porta, deu de cara com uma garota bonita, de cabelos vermelhos longos que lhe devolveu um sorriso encantador. A brisa bagunçava seus cabelos, e ao ver Sasuke, ela ficou sem fôlego.

 

- D-Desculpe. Será que bati na porta certa? – Ela questionou ao Uchiha.

 

- Érr... Hum... – A observou emudecido, e suas bochechas ficaram rubras. – O que disse?

 

Ela então gargalhou levemente e ele também sorriu.

 

- Aqui é a casa de Sakura Uchiha? A médica...

 

- Oh, sim. Esta é a casa certa. Pode entrar.

 

Ela então entrou e ele pediu a ela que se sentasse. Ficaram na sala conversando. Sasuke sentiu uma interessante energia emanando daquela estranha garota. Misteriosamente, alguma coisa o arrastava para ela.

...

 

 

Pôs o último prato no escorredor, e observou Dan brincando com tomate no quintal, e sorriu gentilmente. Ao remover o avental, ouviu um som de gargalhadas vindo diretamente da sala de estar.

Curiosa, caminhou em direção ao cômodo para ver do que se tratava. Ao se aproximar, viu que uma garota de cabelos vermelhos de aparência que lhe lembrava a alguém gargalhava, e reconheceu a voz de Sasuke que dizia...

 

- Seu sorriso é lindo.

 

- Obrigada!

 

A feição de Sakura imediatamente se alterou, e no lugar do sorriso, indignação. Ele estava a matando aos poucos, e nem sequer fazia ideia disso.

 

 

 

Continua....


Notas Finais


Obrigada por ler e comentar.


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