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História Na mesma direção - Capítulo 1


Escrita por: e taeso_


Notas do Autor


Heyyy!

Tudo bem? Espero que sim!

Sobre a fanfic: eu tava morrendo de vontade em escrever uma chaeyu e quando vi, já estava tudo formado e escrito, só precisava tomar vergonha na cara e postar ksksksksja.

Caso tenha algum erro, peço desculpa porque não estou publicando pelo meu celular e no momento estou bem ocupada, porém caso não o fizesse agora, talvez só no mês seguinte e não queria esperar mais.

Quero super agradeceu a @ray pela capa linda, eu verdadeiramente amei muito ♡

Capítulo 1 - Sobre término, aceitação e viagem.


Fanfic / Fanfiction Na mesma direção - Capítulo 1 - Sobre término, aceitação e viagem.

Se arrependimento matasse, rapaz... Chaeyoung acreditava que não estaria parada com uma mala pesada na frente da casa de sua amiga, e sim – como sua mãe dizia –, mortinha da Silva.

Ok, veja bem: já havia contado os minutos, mas quando tornou-se uma hora desde que chegou à residência de Nayeon, ela estava irritada. Porque elas tinham marcado antes das dez e faltava pouco para meio dia.

Por que continua esperando?

A questão era que tinha prometido à coreana e não ultrapassava o princípio de sua palavra, era fato; se garantiu sua presença na festa de casamento dos pais da Im, estaria lá.

Mas você não está desmarcando, Nayeon que não deu as caras.

Oh... 

O problema não era sua ausência ou indisposição, e sim que a amiga tinha marcado de se encontrarem na casa dela e agora Chaeyoung permanecia à espera da mais velha abrir a estúpida porta para que fossem.

Inferno.

Se ela estivesse de bom humor, com certeza aceitaria o fato e ligaria em busca de respostas. Mas Son se encontrava em um período leproso, com o coração partido e sem tempo para mais empecilhos.

— Velha idiota... 

Quando desistiu de esperar, bufando em descrença e murmurando mais xingamentos, segurou a mala, erguendo a alça e empurrando para que as rodinhas fizessem o seu trabalho. O barulho do baque surdo expôs seu furor assim que escapou de sua mão e voltou ao chão.

Chaeyoung quis chorar de desgosto, porque nada lhe ajudava e estava assim há quatro meses.

No momento que abaixou-se para pegar novamente sua bagagem que era para durar o final de semana, seus olhos focaram no elevador abrindo.

Aigoo, finalmente chegou, eu já estava indo embora e... — A baixinha calou-se ao que notou não ser Nayeon. 

O coração pulou no peito, sendo seguido pela dorzinha da perda ao ver Tzuyu na sua frente, tão desconcertada quanto ela. 

Ah, não, não, não.

Só podia ser um pesadelo.

Mas não era e Chaeyoung achou irônico demais.

Chou sorriu sem graça, a mochila de viagem atravessada em torno do tronco, enquanto suas mãos apertavam a alça de modo que deixava notório o desajuste.

Fala sério, vocês terminaram há quatro meses. Está na hora de superar, pensou a coreana.

— Oi, Chae — a morena disse, baixinho enquanto caminhava para fora do cubículo metálico. 

A mais velha não respondeu, somente maneou a cabeça em concordância, voltando sua atenção à mala ainda caída. Seu coração bombeava sangue de modo desesperado, fazendo-a sentir-se inerte. Os dedos trêmulos se atrapalharam para que agarrasse a alça, resultando em irritação.

Por que ela precisa estar aqui?

Mas sabia a resposta. Elas duas haviam concordado aos pais da Im – quando ainda namoravam —, que iriam à festa de aniversário do casamento deles, porque fariam uma reunião somente aos mais íntimos e estavam incluídas. 

Pelo visto as duas iriam honrar as palavras e confiança.

Porra... — a coreana deixou escapar, por fim pegando a mala. 

A questão era que tinham terminado de um modo nada bom. Chaeyoung que havia encerrado a relação e depois do rompimento, não tinha coragem de ficar no mesmo ambiente que a ex-namorada (embora tivessem o mesmo ciclo social).

Agora, bem ali no corredor com a garota que havia ficado consigo durante cinco anos, sentia-se estúpida por parecer tão desordeira enquanto a mais nova denunciava ter superado.

Não querendo começar um diálogo desconfortável por parte sua, dedilhou até o bolso da calça jeans, capturando o celular para que tentasse novamente contato com Nayeon.

"Cadê você? Eu tô aqui com Tzuyu

TZUYU!

TEM IDEIA DA PUTA TORTA DE CLIMÃO, COELHO?!"

Chaeyoung permaneceu com o celular em mãos, dando a desculpa de que ainda estava ocupada. Demorou alguns minutos para que a Im visualizasse, então em seguida o celular da Chou começou a tocar.

O coração da coreana apertou ao escutar a música delas. 

Droga, ela não trocou, pensou.

Tzuyu murmurou algumas coisas para a pessoa da outra linha, virada na direção da garota, mas com os olhos baixos na direção dos sapatos.

A mais velha aproveitou a distração alheia para observar as diferenças após o término; o cabelo que antes era escuro, estava mais claro e chegava um pouco abaixo dos seios. O rosto estava abatido e notoriamente exausto.

Por mim ou pelo trabalho?

Antes que se perdesse mais no devaneio, Chaeyoung se desconcertou quando os olhos da mais nova focaram nos seus, para dizer algo baixo, antes de colocar no viva-voz.

— Nayeon — apenas informou, estendendo o aparelho para que ficasse no meio das duas, como um muro para manter distância.

ChaeChae, está me ouvindo

— Onde caralho você está? — Ok, se acalme, mulher.

As duas meninas escutaram risadinhas e conseguiram associar como proprietária da voz, Sana, uma japonesa que era muito amiga da namorada de Nayeon. 

Mantenha a ordem, tigrinho.por conhecê-la há muito tempo, Son notou a falsa inocência e decepção que a Im ditava. — Ocorreu um imprevisto no trabalho da Mina ontem e nos duas acabamos indo à empresa na madrugada. Decidimos levar nossas malas no carro e quando acabou o que tinha que resolver, dormimos por lá mesmo. Nayeon estava controlando a droga da risada, Chaeyoung escutava atentamente. — Então quando a gente acordou, já partimos para estrada.

A baixinha piscou inúmeras vezes encarando o celular. Não acreditava no que tinha acabado de escutar.

A intenção era receber uma carona até a casa dos Im, porque eles moravam longe e a distância era cerca de oito horas. Não tinha ideia de como chegar lá em meio de outro transporte que não fosse de carro – e ela não sabia dirigir.

— Por que não avisou? Eu nem teria saído de casa!

Desculpa, eu não sabia que meu celular estava com carga, tigrinho.

Você prometeu que iria. Pega uma carona no carro da Tzu! desta vez foi Sana quem disse, carregada de bom humor. — Ela não irá negar, certo, Yoda?

Chaeyoung não teve coragem para encarar a ex-namorada. Ela simplesmente não teve e somente permaneceu com sua atenção dada ao celular com o visor acesso na ligação. Uma foto de Nayeon com Mina era visível pelo contato. 

— Certo, é claro.

Son engoliu em seco.

— Eu ainda preciso mesmo ir? Já 'tá tarde e irei chegar na casa da sua mãe à noite...

Me prometeu. Sabe que minha mãe ficará chateada com a ausência das duas. Apenas se apressem.

Com isso, a coreana encerrou a ligação, deixando o ex-casal afogado no silêncio.

Aquela velha sem noção...

Chaeyoung pressionou os lábios e apoiou suas costas na porta do apartamento da Im. Nayeon morava com Sana e Mina há dois anos e a baixinha não tinha dúvidas ao dizer que era o período que a mais velha estava mais feliz. 

Minatozaki havia entrado na vida do casal de modo trambiqueiro, assim que tornou-se a dupla da Myoui na empresa. Elas se apegaram rápido, fazendo obrigatoriamente com que Nayeon também ganhasse um laço com a outra japonesa, então elas não se desgrudaram mais.

— Bem...

A baixinha rolou os olhos, sentindo o coração disparar ao que Tzuyu lhe encarou de volta. A mais alta esfregava as mangas de sua blusa de frio, ato que deixava aparente sua hesitação.

Son poderia dizer que não iria mais e ponto. No entanto, tinha se programado para viajar; tinha pegado uma folga no trabalho, comprado um vestido novo e se depilado. 

Ok, talvez a última parte tivesse sido somente para ajudar sua autoestima.

A questão, era que tudo englobava o fato de que precisava ir. 

Mas com Tzuyu...

Chaeyoung sentiu um bolo formar em sua garganta, os olhos querendo marejar e seu corpo querendo fraquejar perante o olhar atento de quem mais queria manter distância.

— Não é tão ruim assim... — Chou murmurou, tentando sorrir. — É só uma carona. Você não precisa falar comigo no percurso.

A baixinha se ofendeu, erguendo o queixo e fazendo uma careta.

— Não diga isso. 

A outra deu de ombros, virando-se para que apertasse o botão do elevador. Demorou alguns minutos para que chegasse ao andar. No que começou a abrir, a mais alta virou a cabeça para apenas dizer:

— Você não vem?

Chaeyoung suspirou meio incerta, para então ir.



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