História Na Real - Capítulo 3


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Isaak de Kraken, Kanon de Gêmeos, Marin de Águia, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Saga de Gêmeos
Tags Camus, Lemon Yaoi, Milo, Miro
Visualizações 289
Palavras 4.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!!!


Sim uma atualização a jato!!!


Mas não se acostume, pois como sabe tenho três fics em andamento e estou postando este capítulo agora,  primeiro porque está pronto, e segundo porque volto a trabalhar tecnicamente segunda, mas trabalho domingo, amanhã tenho uma reunião e minha semana será bem tensa.


o próximo capitulo devera demorar muito mais para sair, ele está em andamento, mas vida normal, sem ferias já sabe.


Quero agradecer a Vivi que betou este capitulo em tempo record muito muito obrigado amiga!!


E quero agradecer também a todos que leram e deixaram um comentários, vocês são a razão de todo este trabalho!!!

Sobre a imagem eu não consegui ainda descobrir o nome da artista, mas que todos os créditos sejam dados a essa pessoa diva demais!!!

Chega de papo e  vamos a fic!

Capítulo 3 - Capítulo 3 - O Começo


Fanfic / Fanfiction Na Real - Capítulo 3 - Capítulo 3 - O Começo


Na Real - Capítulo 3

— Boa noite, francês... se lembra de mim? — Milo perguntou calmamente enquanto andava na direção do ruivo.

Sem ação, e pego completamente de surpresa, o ruivo apenas respondeu. — Oui.

— Prefiro que fale minha língua, aliás, eu PAGUEI, por um profissional que falasse minha língua. — Ordenou Milo arrogante.

Como se tivesse sido esbofeteado Camus encarou o outro com surpresa por alguns instantes, mas, tentando novamente ter o controle de seus sentimentos e ações o ruivo respondeu cinicamente. — Claro, como quiser.

Os olhos de Milo faiscaram ao ouvir o canalha falando em grego quase sem sotaque.

O loiro foi até o pequeno bar que tinha em sua sala e se serviu de uma dose de whisky cowboy.

Camus estava atento aos movimentos do outro e temia por sua segurança.

— Então quer dizer... que você é um ator pornô e ainda um michê por fora? — Milo perguntou tentando ser ofensivo. — Eu me pergunto por que um garoto de programa transa com um desconhecido de graça? — Fazendo um gesto teatral Milo bateu em sua testa e continuou. — Ahhh claro! Você estava me usando para fazer um filme, como é mesmo o nome?

— Eu... — Camus começou inseguro.

— Na Real! Isso esse é o nome do nosso filme. — Milo estava falando quando ouviu o outro falar. Ao ouvir a voz do ruivo o escorpiano sentia-se ofendido como se o outro tivesse falado algum xingamento.

Camus não dizia nada, era bom deixar o loiro colocar pra fora tudo que tinha pra dizer, tentar explicar alguma coisa só poderia gerar alguma complicação em sua delicada circunstância, já que estava trancado naquele lugar.

— Você achou que eu era burro o suficiente para não descobrir nada sobre você, não é? — Tornou a falar Milo.

Camus nada dizia apenas observava seu interlocutor.

— Me diz uma coisa, você já estava me vigiando ou decidiu que me usaria assim que me viu? 

— Decidi assim que vi a oportunidade. — Camus respondeu pela primeira vez com seu habitual porte altivo.

— Você me usou da forma mais baixa possível. — Soltou Milo.

— Seus pais não o ensinaram a não confiar em estranhos? — Camus soltou não concordando com aquelas palavras, pois ele infelizmente conhecia as formas mais baixas que uma pessoa poderia ser usada. — Eu protegi sua identidade, ninguém pode te identificar, mas ainda assim posso te dar uma parte do lucro... — Camus começou a dizer, mas foi cortado por Milo.

— Uma parte dos lucros? Garoto, olha em volta, acha mesmo que preciso de uma parte dos seus lucros? 

Camus calou-se. Se o loiro morava naquele lugar realmente a metade dos lucros com o seu filme poderiam ser considerados meros trocados.

Os dois ficaram se olhando Milo tentava a todo custo manter a calma para não socar o homem a sua frente e colocar todo seu plano de vingança por água a baixo. O loiro decidiu então tomar outra dose de whisky.

Camus ainda segurava o copo que Aioria havia lhe dado, mas apesar da vontade de beber algo para aliviar a tensão, achava mais prudente manter-se em alerta.

— Chega de conversas, você veio aqui para me dar prazer, então venha. — Milo começou, mas fez uma pausa em sua fala e olhou para o ruivo. — Por medida de segurança desligue o seu celular, “na minha frente”. – Frisou.

Camus retirou o aparelho do bolso e mostrando para Milo o desligou.

— Melhor assim, hoje em dia sexo seguro é camisinha no pau e celular desligado na nossa frente. — Disse o escorpiano ácido.

— Vamos para o seu quarto ou...?

— Levar um michê para o meu quarto? Não acho prudente. — Milo respondeu alfinetando o outro.

Camus já estava acostumado com este tipo de tratamento dos babacas que atendia e não disse nada. O ruivo tentava blindar seu coração, seus sentimentos contra estes tipos de insultos, ainda mais neste caso ele sabia que Milo tinha seus motivos para tratá-lo daquela forma.

— Se quiser podemos ficar aqui na sala mesmo, sou bom no que faço não importa o lugar. — Devolveu Camus falando indiferente como se o outro não estivesse tentando ofendê-lo desde o momento em que chegou naquela cobertura e também para alfinetar o loiro uma vez que sabia que o ruivo falava a verdade sobre o quanto era bom no que fazia.

Milo não queria admitir, mas a excitação em pensar que estaria novamente com o ruivo fazia seu coração bater mais forte, ele sentou-se no confortável sofá e ordenou. — Tire a roupa.

Com seus olhos cravados em Milo, Camus começou a se despir.

Primeiramente tirou o blazer preto o deixando no chão, sabia que o feito de seu número de stripper era mais impactante do que colocar a peça com cuidado no sofá.

Camus podia ver o desejo nos olhos do outro, trabalhava com o prazer e poderia reconhecer um olhar de cobiça quando via um.

Milo definitivamente o desejava.

O ruivo começou a desabotoar sua blusa, ainda com os olhos fixos em Milo.

O loiro voltou a beber um gole de seu whisky tentando disfarçar o desejo que sentia por aquele canalha que estava se despindo em sua sala.

Camus sabia ser sedutor e Milo tinha algo que mexia com ele.

Ao ver o torso alvo, Milo sentiu seu membro pulsar, "traidor" — pensou contrariado se referindo a sua genitália.

Camus olhava fixamente para o loiro enquanto tirava os sapatos, as meias... ele sorriu para Milo ao abrir o zíper de suas calças e remexendo-se sedutoramente, desceu as calças e ficou somente com a sua boxer preta de tecido transparente. Não tirou a última peça, aguardando as ordens de Milo.

Milo por sua vez estava hipnotizado com o corpo do “seu ruivo misterioso” aquela pele de porcelana contrastando com a boxer preta, o loiro não sabia se pedia para o ruivo tirar tudo ou se o mandava manter aquela peça para garantir sua sanidade.

— Devo tirar tudo? — Camus perguntou sonsamente, pois sabia que o outro estava vidrado em si.

Engolindo seco Milo sacudiu a cabeça tentando colocar os pensamentos em ordem, pôs a expressão mais arrogante que tinha na face antes de ordenar. — Tire tudo.

Com uma expressão altiva no rosto Camus obedeceu, tirou a peça e girou o corpo mostrando a Milo frente e costas. — Já estou nu, o que quer fazer agora?

— Me chupa! — Ordenou, podia sentir desejo pelo calhorda, mas jamais esqueceria seu plano de vingança.

Camus aproximou-se nu abaixou-se perante o loiro encostando em suas pernas acariciou sua virilha, abriu o zíper, olhou para Milo sorrindo malicioso e fechou a mão sobre o membro teso do outro.

Milo fechou os olhos soltando um leve gemido, Camus então libertou o membro duro do loiro e encarou os olhos de Milo, este não desviava o olhar do ruivo.

O michê abriu a boca colocando a língua pra fora de uma forma ousada e extremamente sexy na opinião de Milo, e lambeu toda a extensão daquele membro rijo.

— Puta que pariu! — Gemeu o loiro mordendo a mão.

Camus sorriu vitorioso passou a ponta da língua pela fenda e logo abocanhou aquele pedaço de nervo o sugando com delicadeza.

"Filho da puta, por que você tem que ser tão gostoso?"— pensava Milo segurando os gemidos o quanto podia.

Milo acariciou o rosto de Camus e o puxou para um beijo, mas o ruivo se esquivou. — Não beijo na boca.

Milo estranhou. — Mas e no aeroporto? E no avião?

— Não beijo meus clientes. — Camus informou e voltou ao que estava fazendo.

Milo, que por um momento esqueceu-se de seus planos de vingança, então estreitou os olhos disposto a não mais fraquejar.

Camus voltou a olhar Milo diretamente nos olhos e a massagear-lhe os testículos, o loiro fechou os olhos e voltou a aproveitar as sensações que o michê lhe dava.

Quando Milo sentiu que estava próximo ao orgasmo puxou os cabelos de Camus manipulando seu membro para ejacular no rosto do ruivo.

Camus estava acostumado a esse tipo de fetiche de seus clientes abriu a boca para receber o jato.

— Hunng! — Manipulando seu membro, Milo ejaculou no outro sujando seu rosto e aqueles belos cabelos, urrando de prazer.

Após o orgasmo Milo se jogou no sofá ofegante.

Camus sentou sobre seus joelhos observando o efeito do seu trabalho realizado.

— Uau, cara! Você sabe mesmo dar prazer a um homem, parabéns! — Elogiou Milo.

Camus sorriu presunçoso pegando um pouco do esperma com o dedo e lambendo de forma sexy. — Obrigado, mas agora preciso tomar um banho.

— Banho? — Milo falou estranhando teatralmente enquanto se recompunha. — Eu não vou deixar um reles michê tomar banho na minha casa.

— O quê...?

— Aqui, rapaz, seu dinheiro, agora saía daqui. — Falou Milo jogando o dinheiro em Camus.

O ruivo pegou o dinheiro, mas voltou a falar. — Eu não posso sair daqui assim. — Camus falou apontando para seu rosto e cabelo. — Estou todo sujo.

— Não tenho nada a ver com o seu problema, rapaz, já paguei pelos seus serviços, vamos, saía. —  Ordenou Milo pegando as roupas de Camus e jogando para o ruivo.

Quando Camus apanhou as roupas em suas mãos, o loiro segurou firme em seu braço direito, o conduzindo rigidamente até a saída da área de serviço.

— Ei, espera! Você não pode fazer isso, por favor! — Camus tentou argumentar, mas o loiro decidido simplesmente o jogou completamente nu, porta afora.

— Você deveria ter entrado pela área de serviço, gente da sua laia não deve frequentar o elevador social onde pessoas de bem andam com suas famílias. — Dito isso Milo fechou a porta na cara de um atônito Camus.

— Maldito! — Gritou Camus batendo na porta.

Se percebendo nu Camus começou a se vestir antes que o filha da puta chamasse os seguranças do prédio e acabasse preso ou coisa pior.

Camus limpou o rosto como pôde com sua camisa, praguejando contra o loiro por estar o fazendo estragar uma de suas melhores roupas, quando percebeu que seus sapatos não estavam ali. — Meus sapatos!

Mas assim que o ruivo falou ouviu o barulho da porta se abrindo. Milo jogou os sapatos em Camus, e voltou a bater a porta.

Camus tremia de raiva, odiava passar por esse tipo de situação, mas Milo havia se mostrado exatamente igual aos outros...homens jovens, bonitos e ricos só serviam para humilhá-lo.

Até aquele dia Camus não havia encontrado uma exceção, não podia negar que estava decepcionado, pois chegou a nutrir secretamente sentimentos para o loiro.

Fantasiava em sua mente que reencontrava Milo e este o perdoava e o aceitava mesmo sabendo a vida que Camus levava... claro que eram fantasias idiotas, mas serviam para tirá-lo de sua realidade.

Recomposto na medida do possível, Camus chamou o elevador, mas só depois viu uma placa avisando que o equipamento estava com defeito.

— Merde! — Praguejou antes descer pelas escadas.

Chegou ao térreo mais calmo, porém mais descomposto do que gostaria. Uma vez que estava com o blazer, mas sem a camisa por baixo, essa peça Camus levava nas mãos. Contudo estava suado e por este motivo achava que o cheiro do esperma se acentuava.

Ao chegar à saída de serviço, Camus avistou o porteiro e reclamou. — Deviam avisar aqui embaixo que o elevador de serviço está com defeito.

— Mas, senhor, elevador de serviço está funcionando normalmente. — O homem respondeu.

— Bastardo filho de uma puta. — Praguejou Camus baixo, aquele ato infantil havia sido coisa de do loiro do aeroporto.

Assim que saiu do prédio felizmente um táxi veio em sua direção, sendo pilotado por Carlo.

— Boa noite, senhor. — O motorista cumprimentou assim que o ruivo entrou no carro.

— Para Galatsi, por favor! — Pediu o ruivo.

Máscara se surpreendeu, pois Galatsi ficava na periferia da cidade, além de ser um bairro perigoso.

 

*-*-*-*

 

— Nossa, Milo como você é mal. — Aioria, Carlo e Shura riam na sala da cobertura de Milo.

— Você colocou o cara pelado porta afora? — Shura ria ao imaginar a cena.

— Mas que grande vingador você está me saindo, tratar um garoto de programa como um lixo, deve ter sido uma surpresa pra ele, acho que ninguém nunca deve ter feito isso com ele antes. — Comentou Carlo com sarcasmo.

Os outros riram menos Milo que olhou para o amigo com desdém.

— Quem disse que conclui minha vingança? Isso foi só o começo, um aperitivo. — Milo falou tranquilamente. — Mas me diga, descobriu onde o bastardo mora!

— Sim, descobri. — Carlo começou.

Milo girou os olhos. — E então?

— É estranho, Milo, ele mora num prédio muito simples no Galatsi, sabe aquele lugar na periferia e que hoje está tomado de refugiados? — Máscara revelou.

— Mas com a grana que ele cobra esse cara poderia morar num lugar muito melhor. — Comentou Aioria.

— Me conte os detalhes. — Pediu Milo.

— Nós saímos daqui e ele pediu para irmos até Minapolis* onde paramos em frente a uma bela casa, achei que ele morava lá, mas não, ele me deu um dinheiro e pediu que eu entregasse a um homem chamado Saga, e mandou dizer, caso o outro perguntasse por ele, que estava muito cansado. — Começou a detalhar Máscara da Morte. — Eu toquei a campainha e logo um homem alto e forte de cabelos negros* abriu a porta.

— Quem é esse cara? — Milo questionou.

— Ainda não sei, mas dei o dinheiro a ele que realmente perguntou sobre o rapaz e eu disse que ele estava cansado no carro, depois fomos até Galatsi, onde parei em frente a um prédio velho, ele desceu e entrou com a chave.

— Não faz sentido. — Milo comentou, mas foi cortado pro Shura que se pronunciou pela primeira vez.

— Faz todo o sentido Milo, o Aquário deve ter dado a porcentagem do programa ao "cafetão" e seguiu para sua casa, claro que não justifica ele morar num lugar tão ermo, isso temos que descobrir.

Milo estava atento as palavras do amigo.

— Saga Nikolos é um conhecido agenciador de homens e mulheres de programa aqui na Grécia. — Esclareceu Shura.

— Se a polícia sabe que existe tal tipo de gente, por que não o prendem? — Aioria questionou, ele era terminantemente contra a exploração sexual e era sabido que a Grécia era um dos destinos principais do tráfico de pessoas.

— Porque é complicado, ele tem costas quentes e nunca conseguimos pegá-lo em flagrante delito. Não temos um forte motivo para colocá-lo atrás das grades. — Shura respondeu sentindo certo rancor em seu coração, pois tinha quase certeza que Saga Nikolos estava por trás de coisas muito pesadas, mas investigá-lo sem "motivo" poderia colocar sua carreira em risco.

— Carlo, volte lá onde o canalha mora e veja o que consegue descobrir, não quero saber desse Saga por enquanto, vamos nos concentrar no tal Camus. — Milo ordenou, e para Shura ele falou: — Shura, aqui estão as impressões digitais dele, veja o que consegue descobrir, de repente o cara é um foragido da justiça ou algo do gênero.

Shura olhou para Milo com olhos estreitos, mas pegou o copo que estava dentro de um saco plástico. — Não trabalho pra você, Milo, só vou fazer este favor para saber com quem está se metendo, mas só isso.

Milo sorriu e acrescentou. — É só isso que peço, amigo.

 

*-*-*-*-*

 

Camus abriu a porta de casa ainda xingando baixo quando uma moça ruiva saiu da pequena cozinha.

— Camus, fiquei preocupada com a mensagem que me enviou, está tudo bem? — Marin perguntou para o recém-chegado, mas parou de falar quando viu o estado do amigo, todo desalinhado. — Pelos deuses, o que houve?

— Cliente babaca, foi isso que houve. — Camus respondeu passando pela moça. — Marin me dê alguns minutos para eu tomar um banho, daí conversamos tudo bem?

— Claro, vá. Eu preparo um lanche para você.

Camus foi até seu quarto pegou sua toalha e se encaminhou para o banheiro, lá se despiu jogando as roupas usadas no cesto de roupas sujas e se olhou no espelho, seus cabelos estavam grudados como se tivesse usado um gel em algumas partes o rosto estava "limpo", mas Camus queria tirar o cheiro de Milo, que estava impregnado nele.

Lembrou com tristeza do loiro, não pensou que aquele homem tão apaixonante que conheceu no aeroporto francês pudesse se sair tão grosseiro, arrogante, estúpido e... Camus analisou o caso, de certa forma aquele homem teve seus motivos.

Mais uma vez Camus era o culpado das consequências dos seus atos.

Mas também havia uma revolta, uma vez que ninguém nunca sofria pelas ações que praticavam contra si.

Só Camus era punido pelo destino.

— Maldição! — Praguejou antes de entrar embaixo do chuveiro. Analisando friamente a situação até que havia saído no lucro, uma vez que não precisou devolver o dinheiro ganho, não recebeu nenhum processo e a "vingança" do pato foi apenas uma humilhação infantil.

Sim, infantil! Camus já havia passado por tantas humilhações em sua vida, tantas mais cruéis e mais perversas que aquilo parecia brincadeira de criança.

Camus riu por fim, o loiro não passava de um babaca mimado e infantil.

Não era mais o Príncipe Encantado de seus devaneios, o que de fato era bom, uma vez que lidar com a realidade era sempre mais cruel depois de ficar fantasiando histórias de amor em sua mente.

Ao sair do banho, Camus ainda enrolado em sua toalha de banho, foi para o seu quarto para se trocar, no quarto havia uma cama de casal, uma estante cheia de livros e um pequeno guarda roupas.

Assim que o ruivo saiu do quarto encontrou a amiga na pequena sala.

O apartamento era bem pequeno ao todo tinha apenas quarenta e cinco metros quadrados, divididos em dois quartos um pequeno que era o seu e outro pouco maior onde ficavam seus irmãos Isaak de onze anos e Hyoga de oito. Na sala também pequena havia um sofá de dois lugares e duas cadeiras, além na mesa de centro e na cozinha cabiam fogão, geladeira e as refeições eram feitas na pequena bancada estilo americano que dividia o ambiente. Três baquetas completavam a decoração.

— Venha meu amigo, fiz um lanche pra você. — Marin informou conduzindo o amigo até a banqueta e colocando o pão integral com queijo branco na frente do ruivo.

— Obrigado, Marin. — Camus agradeceu.

Marin era DJ e trabalhava em uma badalada boate da cidade, a Inferno de Hades, ela não fazia programas, mas havia conhecido Camus lá quando este estava a "trabalho".

Ela morava no apartamento da frente, ambos ficaram grandes amigos, principalmente por ela saber algumas coisas da vida de Camus que quase ninguém mais sabia, às vezes ela ficava de babá dos meninos quando Camus tinha algum cliente nos dias que a boate não tinha movimento.

— Como foi com os meninos? Por aqui tudo tranquilo? — Camus perguntou antes de morder seu lanche.

— Mais ou menos, o Isaak teve febre, mas não se preocupe, já o mediquei e a febre passou. — Respondeu Marin já se adiantando em acalmar o amigo.

Isaak irmão de Camus tinha uma doença degenerativa e o ruivo gastava quase tudo que tinha com seu tratamento.

— Amanhã vou levá-lo ao médico, essa febre...

— Camus, crianças ficam doentes não se preocupe tanto, seu irmão está bem. — Marin aconselhou.

Camus a olhou e sorriu. — Obrigado por tudo, Marin.

— Meu amigo... eu vejo sua luta e vocês são a família que eu não tenho. — A moça falou retribuindo o sorriso.

Marin não tardou em ir embora e Camus se levantou para ir dormir, mas antes foi no quarto dos irmãos, os dois estavam dormindo tranquilamente.

Camus cobriu Hyoga e beijou seu rosto, depois foi até Isaak conferiu a temperatura, a febre tinha baixado, Camus beijou o irmão e foi para o seu quarto.

Deitado ficou relembrando a humilhação que o loiro misterioso do aeroporto o fez passar naquela noite.

 

*-*-*-*-*

 

“Quero falar com você, venha até minha casa ou eu irei até a sua" — Dizia a mensagem que Saga havia lhe enviado naquela manhã.

Camus sempre fazia de tudo para evitar que Saga fosse até sua casa, sempre que o "agente" aparecia, o ruivo fazia o possível para evitar o contato dele com seus irmãos, trancando os meninos no quarto até que o visitante fosse embora.

Então após deixar os irmãos na escola o ruivo se dirigiu até a casa do seu "chefe".

O carro do ruivo era um modelo antigo popular havia comprado somente por causa dos irmãos, ajudava muito quando tinha que correr com Isaak para o hospital.

Parou em frente a luxuosa casa de Saga e tocou a campainha, não demorou para o dono da casa abrir.

Camus ficou parado olhando o homem a sua frente como se tentasse identificá-lo. — Kanon está viajando, sou eu.

— Como posso ter certeza? — Perguntou o ruivo ainda encarando o homem.

Saga sorriu e abriu o roupão que usava mostrando seu corpo intacto de tatuagens, seu irmão havia tatuado um dragão marinho na virilha. — Sou eu, mas gosto quando vejo que você não se deixa levar somente pela aparência, não quero ver você transando com meu irmão novamente.

— Eu transei com ele, uma vez por sua ordem e depois porque ele se fez passar por você. — Camus respondeu sem emoção. Achava Kanon desprezível.

Fechando o roupão Saga deu passagem ao ruivo.

A casa era grande, havia uma bela piscina nos fundos, duas salas com ambientes diferentes, Saga fazia alguns vídeos e filmes ali mesmo na sua casa.

— Está sozinho? — Camus perguntou ao entrar.

— Sim, hoje tirei meu dia para você, meu querido. — Saga respondeu abraçando Camus por trás e beijando sua nuca.

— Vai pagar? — O ruivo perguntou sem se desvencilhar dos braços do outro.

— Que mercenário você está se saindo! — Comentou Saga rindo.

— Aprendi com o melhor. — Camus respondeu olhando nos olhos do moreno que sorriu e tentou beijar o ruivo na boca que se desvencilhou enfim dos braços do maior.

— E o programa de ontem como foi? — Quis saber Saga.

— Normal.

— Normal como? Não gostou?

— Um babaca rico, como a grande maioria dos babacas ricos, nada de novo. — Respondeu Camus sem entrar em detalhes.

— Ele gostou de você. — Revelou Saga fazendo Camus sorrir pelo nariz incrédulo. — Por que acha que ele não gostaria de você? — Quis saber o “chefe” de Camus.

— Porque ele foi um babaca, por que você acha que ele gostou de mim? — Foi a vez do ruivo perguntar.

— Simples, meu querido, ligaram da parte dele querendo um novo encontro. — Saga sorriu ao dar a notícia a Camus que ficou sério.

— Espera! O cara de ontem? É dele que você está falando? — Camus perguntou incrédulo.

— Sim, o cara de ontem, ele quer um novo encontro. — Confirmou Saga, mas ao olhar a expressão do ruivo perguntou. — Ele te machucou?

— O quê? — Perguntou Camus que estava ainda absorvendo a informação de que o loiro queria vê-lo novamente.

— Ele te machucou? — Perguntou novamente Saga analisando o rosto do ruivo.

— Não. — Camus respondeu, não queria que Saga fizesse algo contra o cara.

— Ele disse que pagará o dobro neste novo encontro, mas por que ele pagaria o dobro e você está com essa cara, tem algo que eu precise saber nesta história? — Voltou a questionar Saga sério com sua voz grave. — Ele bateu em você ou te agrediu?

— Não, Saga! Ele não me agrediu... Ele só se comportou como um babaca, gozar na cara, esses fetiches de playboys mimados. — Respondeu Camus sem revelar a leve humilhação que sofreu.

Saga olhou Camus nos olhos a procura de alguma mentira, mas o ruivo sabia como ninguém fazer sua cara de “paisagem” sem encontrar vestígios de alguma mentira o moreno então voltou a beijar pescoço do ruivo se esfregando nele.

Camus não sabia como definir seu relacionamento com Saga, pois ao mesmo tempo em que gostava dele e tinha gratidão, também sentia nojo e asco por ele ter o jogado naquele mundo. Saga o protegia, Camus se sentia seguro quando estava com ele, mas o tratava como uma simples mercadoria em grande parte das vezes.

Contudo Camus aprendeu a duras penas que precisava de Saga e de sua proteção, o ruivo aprendeu que uma vida “normal” não era pra ele.

— ...Ele queria você lá hoje à noite. — Falou Saga quando já estava deitado sobre o ruivo em seu confortável sofá, com o roupão aberto e seu membro desperto. – Mas eu disse que hoje você não estaria disponível.

- Mas porque? Eu não tenho nada agendado para hoje. – Comentou Camus.

- Primeiro porque hoje você é meu e segundo porque tenho que valorizar meu produto, não posso dizer que você está disponível para o bel prazer dele, não é mesmo? – Respondeu Saga. – Amanhã você volta a atender aquele homem.

— O quê? — Perguntou Camus saindo de debaixo do moreno e ficando em pé. — Não sei se quero sair com ele novamente.

— Por que não?

— Porque ele se comportou como um babaca, já disse. — Voltou a falar Camus. — Me tratou como um lixo.

Então Saga sorriu e fez Camus ficar em frente a um grande espelho que havia na sala. — Camus, meu belo, você é o mais belo de todos, se esse cara o tratou mal cabe a você reverter essa situação. — Começou a falar Saga com seu jeito sedutor.

— Como? — Quis saber o ruivo.

— Vá até lá e dê a melhor foda que aquele cara já teve, o faça se apaixonar por você, deixe-o ao seus pés, tire tudo que puder tirar dele e depois o abandone. — Saga concluiu seu plano.

— Acha que posso fazer ele se apaixonar por mim? — Perguntou Camus um tanto inseguro, mas mantendo seu olhar sempre altivo.

— Meu querido, com esse olhar gelado e indiferente que você ostenta, e esse seu jeito de intocável faz qualquer um cair a seus pés. — Voltou a dizer Saga lambendo o pescoço do ruivo e tirando sua blusa. — Mas lembre-se...

Camus olhou para Saga pelo espelho.

—... Não se apaixone por ele, você já aprendeu que não deve amar ninguém não é? — Camus abaixou os olhos e confirmou com a cabeça. — Somente a mim, claro. — Saga completou fazendo o ruivo girar os olhos antes de ter a boca tomada num beijo cheio de desejo, Camus não o afastou. 


Notas Finais


* Minapolis é um bairro grego criado por mim para essa fic XD

* Eu gosto do Saga e do Kanon com cabelos pretos, acho que orna mais.

* Gatalis é um bairro da periferia grega que atualmente está tomado por refugiados.


-*-*-*-


Eita!!! E agora? (ops essa é outra fic), O Camus vai tentar seduzir o Milo como vingança?


E o Saga quão perigoso esse homem pode ser? Sinto cheiro de treta muita treta a caminho.


Comentários são sempre bem vindos como já disse, são nosso combustível para ficar digitando as fics nas horas vagas, é o que nos leva a ficar em casa postando uma fic em plena sexta ou feriado. Então comentem sempre que puderem nas fics que vocês lerem!!! 


No mais um beijo e até o próxima cofcofTRETAcofcof ops digo capitulo. 


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