História Na sua pele - bughead - Capítulo 18


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, Dylan Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Riverdale
Personagens Cole Sprouse, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Lili Reinhart
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Palavras 4.743
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ultimo capítulo guys. 😢💔

Espero que gostem. ❤️

Capítulo 18 - 18


JUGHEAD

QUANDO CHEGUEI NA casa da Toni, meus nervos começaram a me atacar. Era minha última oportunidade de fazer as coisas darem certo e, se a Betty me mandasse embora, não sei se eu ia aguentar. As chances da mina partir meu coração eram grandes, e isso me dava muito medo, porque eu nem sabia que tinha coração antes de ficar com ela. Passei por um carrão novinho em folha e fiquei aliviado de não dar de cara com o jipe da Verônica.

Dava pra ouvir música vindo de dentro da casa. Ela tava ouvindo Heartless Bastards, e aquele climão sentimental da banda me deu vontade de rir quando toquei a campainha. Tive que esperar uns bons cinco minutos até a mina baixar o volume e espiar pela cortina que tem perto da porta. Achei bom ela não abrir a porta sem ver quem era, mas meus nervos ficaram ainda mais abalados com a demora.

Quando a Betty finalmente abriu a porta, parei de respirar e esqueci tudo o que queria dizer. Era óbvio que ela tava se arrumando pra sair, de vestido preto super justo e super curto que realçava aqueles olhos verdes e fazia aquele cabelo claro em volta do rosto dela parecer uma auréola.

Claro que interrompi o processo, porque a mina tava descalça, sem maquiagem e com o cabelo todo enrolado num penteado complicado. Era uma visão tão perfeita que meus olhos doíam. Só de pensar que ela tava se arrumando pra sair com outro cara, meus dentes travaram e quase voltei atrás na decisão que tinha sido tão difícil de tomar.

– Oi – eu disse.

Não foi nada muito eloquente ou romântico, mas tava difícil não escolher cada palavra com todo o cuidado, e acho que a Betty não ligou. 

Ela tava tremendo de frio naquela roupa quase inexistente. Deu um passo pra trás e disse:

– Entra. Tá frio aí fora.

Fiz o que a Betty mandou e fiquei aliviado quando ela foi até a cozinha e me trouxe uma cerveja. Pelo menos tinha o que fazer com as mãos e tinha ganhado um minuto pra pôr a cabeça no lugar.

– Não é lá grandes coisas. Mas é o melhor presente que deu pra arranjar assim, de uma hora pra outra. Feliz aniversário.

– Valeu. Você tá… hã… de saída?

Deixei meu olhar de desejo flutuar do topo daquela cabeça brilhante até a pontinha dos dedos dela. As unhas estavam pintadas de vermelho. A Betty já tinha quase sarado dos ferimentos e parecia tudo o que eu sempre quis, só com alguns machucadinhos e marcas pra me lembrar de como eu quase tinha perdido minha namorada pra sempre.

– Você tá muito bonita.

Ela deu um sorriso envergonhado e ficou enrolando os cabelos nos dedos.

– Eu estava me arrumando pra sair.

– Ah, tá. Então não vou tomar muito seu tempo. Só queria falar com você rapidinho.

Ela se encostou no balcão da cozinha, e eu sentei na mesa.

– A Verônica se esqueceu de um trabalho de química inorgânica que precisa entregar e vai demorar umas duas horas pra voltar. A Toni só sai do trabalho às sete. A gente vai jantar fora.

Fiquei tão feliz de saber que ela não ia sair com outro cara que soltei um suspiro alto que fez a Betty levantar aquela sobrancelha loira pra mim.

– O que você tem pra falar comigo, Jughead? É bom ver você e tudo mais, mas devo confessar que tô meio surpresa.

Queria dizer que precisava dela, que não era o mesmo sem ela, que ela era tudo pra mim, mas o que saiu da minha boca foi:

– Fui tomar café com minha mãe hoje.

Ela arregalou os olhos e falou:

– Uau! Isso é um grande acontecimento!

– A gente se encontrou no túmulo do Dylan. Eu tava meio que xingando, meio que dizendo que tenho muita saudade dele. Vou lá todos os anos, no nosso aniversário. Você sabia que meu pai ameaçou se separar se minha mãe não se tratasse?

A Betty mordeu o lábio e tive que usar cada partícula do meu auto controle pra não me jogar em cima dela e morder eu mesmo aqueles lábios.

– Não sabia o que ele tinha dito, mas sabia que tinha sido grave. Os dois estavam acostumados com você dando problema, mas, quando o Cole cortou relações e se recusou a deixar os dois o levarem até a base, o estrago foi grande. Fico feliz que esteja dando certo. Vocês são uma família, precisam uns dos outros.

– Aí é que tá, Betty: nunca pensei que precisava até ficar com você.Nunca pensei que precisasse de nada nem de ninguém até você entrar na minha cabeça e começar a derrubar todos os muros que construí pra me proteger dos meus sentimentos.

A gente ficou se encarando em silêncio, num clima tenso. Até ela suspirar baixinho e dizer:

– Não posso dizer que sinto muito. Não é ruim ter sentimentos. Não é uma coisa horrorosa gostar dos outros.

Fiquei olhando pra mina com toda a atenção. Não dava pra saber o que ela tava sentido, e me declarar todo podia ser assustador.

– Não é ruim, não. Mas eu tenho medo. Nunca tive nada a perder, e perder você quase acabou comigo.

Ela segurou a respiração e, pelos olhos e pela expressão do rosto dela, dava pra ver que tava sentindo um milhão de emoções diferentes.

– Acabou comigo também – disse a Betty.

Enfiei as mãos nos cabelos e olhei nos olhos dela, tentando deixar transparecer tudo o que eu tava sentindo. Não sou muito bom de expressar esse tipo de emoção, e isso é frustrante pra caramba.

– Quero que você saiba que não fiquei com mais ninguém, Betty.Você me deixou andando em círculos e tão zoado que nunca mais vou conseguir ficar com ninguém que não seja você. Tenho muita saudade. Sei que você quer declarações de amor eterno. Sei que só tentar fazer dar certo não basta, e que preciso me jogar de cabeça, mas quero você. Preciso de você e, principalmente, sinto que também precisa de mim. Não uma versão sintética e desbotada de mim que torna as coisas mais fáceis entre a gente, mas a versão completa e complicada, com quem você sempre pode contar, porque sou forte, Betty. Não vou deixar ninguém, principalmente sua família, desmerecer tudo de maravilhoso que você tem a oferecer.

Levantei e cheguei perto dela. A Betty tava com os olhos muito arregalados e dava pra ver que o peito dela subia e descia, com a respiração acelerada. Como a mina não disse nada, puxei uma caneta do bolso de trás da calça, estendi a mão e falei:

– Não sou o Reggie, então não vou poder te escrever uma música pra você entender o quanto é importante pra mim. Não sou o Archie, então não vou poder encontrar um prédio e pintar um mural pra mostrar que tudo começa e termina com você.

Ela colocou a mão em cima da minha e não virou para o outro lado quando comecei a desenhar naquela pele super clarinha.

– Sou tatuador. Acho que vou ser tatuador pra sempre e não sei como isso se encaixa no seu futuro imediato ou no que planejou pra quando terminar a faculdade. E, pra ser bem sincero, nem ligo. É isso que tenho pra te oferecer, Betty. Fui seu primeiro e quero que você seja a primeira para mim.

Cobri toda a palma da mão dela com um desenho do Sagrado Coração, bem detalhado. Igual ao que eu tenho tatuado no meio do peito, com chamas por trás, uma coroa de espinhos em cima, e rosas na parte de baixo. Só que, no meio, desenhei uma faixa e escrevi meu nome.

– Toma meu coração, Betty. Tá nas suas mãos, e prometo que você vai ser a primeira e a última pessoa a encostar nele. Você precisa cuidar bem dele, porque é muito mais frágil do que eu imaginava e, se tentar devolver, não vou aceitar. Não sei lá grandes coisas sobre o amor pra ter certeza de que é isso que tá rolando entre a gente, mas sei que pra mim só existe você. Só posso prometer ser cuidadoso e não me afastar de novo. Até consigo viver sem você. Mas, se puder escolher, quero você do meu lado, e já vou avisando que não vou sair correndo só porque vai dar um trabalhão. Não tenho mais medo da nossa história, Betty.

Quando terminei de falar, tava sem ar, mas senti que tinham tirado um peso enorme das minhas costas. A Betty podia até me rejeitar, mas pelo menos ia saber o que eu sentia. Soltei a mão, e ela dobrou os dedos em volta do desenho que fiz. Quando meu olhar cruzou com o dela, fiquei surpreso, porque vi lágrimas brilhando naquelas profundezas verdeesmeralda. Ela pôs a mão que eu não tinha desenhado do lado do meu rosto, passou o dedão no meu lábio inferior e parou na argola. Franziu a boca de um lado e, naquela hora, me liguei que tudo ia ficar bem entre a gente.

– Eu ia aparecer na sua festa hoje.

A gente estava bem perto, mas ainda tinha uns trinta centímetros nos separando. Não conseguia parar de olhar pra mina, e ela abriu a outra mão e colocou no meio do meu peito, bem na minha tatuagem.

– Era pra isso que eu estava me arrumando.

– Eu ia ficar muito feliz de ver você.

Ela deu um sorriso mais animado e disse:

– Resolvi um dia desses que tenho que parar de decidir meu futuro e deixar as coisas rolarem. Você se afastou, sim, Jughead, mas só porque permiti que isso acontecesse. Eu estava tão preocupada com o que você andava fazendo, com o que ia acontecer, que simplesmente deixei você fechar a porta e, quando você quis abrir de novo, estava com tanto medo de sofrer que não quis correr o risco de ficar sem você de novo. Foi uma decisão injusta com nós dois. Também não tenho mais medo do trabalhão que vai dar ter um relacionamento com você. Prometo que não vou mais deixar você me mandar embora. Preciso de você, sim, Jughead, é a única coisa que sempre quis de verdade. Deveria ter me esforçado mais, porque você tem razão: preciso cuidar muito bem disso aqui.

Aí ela bateu o coração que tinha desenhado na palma da mão naquele outro, que bate dentro de mim, e falou:

– Isso é muito precioso, o melhor presente que alguém poderia me dar.

Abracei minha namorada bem apertado e a levantei do chão. Queria beijar e fazer com ela tudo aquilo que passei semanas na vontade. Queria fazer a Betty esquecer as mãos cruéis daquele Davenport e imprimir nela cada um dos meus sentimentos. Mas, bem quando ia encostar minha boca na dela, a Betty se afastou, sacudiu a cabeça e avisou:

– Se a gente começar, não vai ir a jantar ou festa nenhuma.

Ela tinha razão, mas eu não tava nem aí. A Betty era minha, e era o único presente que eu queria. Isso devia ter ficado estampado na minha cara, porque ela me deu um beijinho sem graça, de boca fechada, e se soltou do meu abraço.

– Eu te amo, Jughead, de verdade. Quero te dar um presente de aniversário, mas você vai ter que esperar até a gente ficar sozinho. A Verônica e a Toni  vão chegar a qualquer momento. Então, vai se divertir com os meninos. Vejo você mais tarde no bar, e depois a gente pode fazer nossa festinha particular.

Fiz beicinho. Isso mesmo, fiz beicinho como uma criança de quem tiraram o brinquedo preferido, o que não deixava de ser verdade. A gente tinha ficado sem se ver um tempão. Eu precisava pegar nela, passar as mãos naquele corpinho, mas a Betty não tava cooperando nem um pouco.

– Vai, Betty. Só um beijinho. Hoje é meu aniversário, e tô com tanta saudade.

Parecia um molenga choramingando daquele jeito, mas ela tava quase cedendo, porque chegou um pouquinho mais perto de mim. Mas o clima acabou quando a gente ouviu a chave girando na porta, e a Verônica entrou, com aquela beleza de pernas compridas e cabelo preto. Deu uma olhada e abriu um sorrisão.

– Aleluia! Já era hora dos dois idiotas se ligarem que foram feitos um pro outro.

A Betty deu risada e sacudiu a cabeça. Aí me deu mais um beijinho rápido, se afastou e disse:

– Mais tarde. Prometo que vai valer a pena esperar.

Concordei, sob protesto. Eu ainda queria dar uns amassos, mas ficou óbvio que a Betty não ia arredar o pé. Tenho que admitir que minha curiosidade tava a mil, tentando adivinhar que presente era aquele, que ela queria me dar em particular. Fui pra casa, tomei um banho gelado e me arrumei pra sair. Não queria beber muito, porque não ia deixar o álcool atrapalhar meu reencontro com minha mina de jeito nenhum. Nunca acreditei que fazer sexo com alguém de quem se gosta era muito melhor, mas era a mais pura verdade.

Os caras me levaram pra um restaurante que serve carne de caça, chamado Buckhorn Exchange. A gente devorou uns pedaços gigantes de cervo, estilo homem das cavernas, e ficou zoando pra caramba. Agora que as coisas com a Betty tinham voltado pros trilhos, eu tava mais leve e feliz, como há meses não me sentia, e meus amigos perceberam. Ficaram me enchendo o saco por causa do meu mau humor crônico, falando que era um vacilão grau mil, mas deu pra perceber que tavam aliviados e felizes por eu ter voltado a ser quem devia ser. O jantar foi bem divertido, mas eu queria continuar a noite logo, levar a Betty pra casa e fazer um sexo gostoso de reconciliação, pra garantir que esse ia ser o melhor aniversário de todos os tempos.

Um monte de gente foi lá no bar me dar feliz aniversário. Até o tio Phil saiu da toca. Fui levando os tapinhas nas costas e os abraços do povo, procurando por uma loira em especial no meio daquela multidão. Precisei me segurar para não aceitar as bebidas que as pessoas me ofereciam, mas consegui. Vi um brilhinho branco e preto perto do palco. A Betty tava parada lá na frente, com a Verônica e a Toni e fiquei irritado de ver que o Reggie já estava na mesa, dando em cima daquela morena linda. Ignorei todo mundo que ficou me chamando, querendo minha atenção, e levantei minha namorada. Ela tava com um saltos enormes e, pela primeira vez, ficou quase da minha altura, mas levantei a mina mesmo assim e dei um beijão nela. Nem liguei quando reclamou. Eu queria um beijo e era meu aniversário, então roubei um, da menina que é tudo pra mim, caralho. 

A Betty se sacudiu um pouquinho, até conseguir pôr as mãos nos meus cabelos, e mandei ver no beijo, cruzando minha língua com a dela. Soltou um gemidinho, e eu pus a mão na bunda dela, apertando o máximo que pude, até que me liguei que o povo em volta estava gritando e aplaudindo loucamente. Quando levantei a cabeça, minha mina tava sem ar e arfando, e eu também. O pessoal que tava sentando no balcão aplaudiu de pé. A gente se olhou, chocado, e caiu na risada ao mesmo tempo. Eu me curvei pra agradecer as palmas, e ela fez uma reverência, e o pessoal caiu na risada com a gente. A Betty se encostou em mim e me deu mais um beijo que transformou meu cérebro em geleia. A combinação de cerveja, aquela boca macia e aquele vestido ridiculamente curto foi o que bastou pra eu ir embora mais cedo da minha própria festa. A gente só esperou o Reggie cantar “parabéns pra você” lá no palco e falou pro Archie não fazer muito barulho quando chegasse em casa. Catei os presentes que me deram e empurrei a Betty pela porta bem antes da meia-noite.

A gente ficou de mãos dadas dentro do carro, jogando conversa fora, contando o que tinha rolado no tempo em que ficou separado. Fiquei feliz de saber que ela tinha feito praticamente as mesmas coisas que eu e tava lidando com a situação do Gabe com ajuda de gente profissional e de um jeito bem objetivo. A mina era demais, e eu tinha muita sorte de ela ser minha.

Quando a gente entrou no apartamento, minha vontade era de arrastar a Betty pro quarto e meter logo, mas ela tirou aqueles saltos sensuais e foi descalça até a cozinha pra pegar alguma coisa pra gente beber. Eu tava ansioso e excitado, mas não queria forçar nada, então sentei no sofá e peguei a cerveja que ela me ofereceu. A Betty sentou de frente pra mim e passou a mão no meu cabelo. Era gostoso, mas eu queria que ela pusesse as mãos em vários outros lugares e perguntei:

– Por que você tá sempre mexendo no meu cabelo?

– Por que você muda ele tanto que sempre parece diferente. É a primeira vez que tá natural e nem acredito em como é macio.

– Achei que você gostasse do moicano.

– E gosto. Gosto do seu cabelo de qualquer jeito. Mas, quando ele tá assim, normal, parece mais fácil lidar com você.

A Betty tava com uma cara nervosa, e achei estranho. Nunca tinha levantado essa questão antes, e não soube o que dizer pra ela ficar mais tranquila. Bati minha garrafa de cerveja na dela, dei um sorriso meio sem graça e falei:

– Feliz aniversário pra mim.

A Betty retribuiu meu sorriso e, quando se mexeu, o cabelo dela escorregou pra frente.

– Então, preciso dizer uma coisa antes de mostrar seu presente – disse.

O tom era bem sério, e na mesma hora fiquei pensando em tudo de pior que podia ter rolado: ela ficou com outro cara enquanto a gente tava brigado, o Gabe tinha machucado ela além do que todo mundo sabia, e a Betty ainda não podia transar, não tava a fim de namorar, tinha resolvido ir morar no Peru. Precisei usar todo o meu autocontrole pra não surtar e estragar o pequeno progresso que a gente tinha feito.

– Tá. Manda.

– É meio constrangedor.

– Betty assim você me mata. Fala comigo logo.

A Betty colocou a cerveja em cima da mesa e chegou mais perto de mim. A bainha do vestido subiu, revelando mais um pouco daquelas coxas branquinhas. Se aquela mina não desembuchasse logo, eu ia levar ela pra cama de qualquer jeito, e a gente poderia discutir a relação amanhã de manhã. A Betty pôs uma mão de cada lado do meu rosto e puxou pra baixo, pra gente ficar olho no olho.

– Todo esse negócio de você ser legal e tentar ser alguém diferente pra ficar mais fácil a gente ficar junto também se aplica na cama, certo?

Fiquei com a maior cara de susto. Puxei a Betty pela cintura até ela sentar no meu colo.

– Aonde você quer chegar, Gasparzinho? Fala logo!

Ela fez uma careta e ficou corada, toda linda.

– O Jughead legal, o Jughead que usa esse cabelo, é chato na cama. Não gosto dele. Só quero o Jughead normal de volta, com todas as qualidades e todos os defeitos. Faz tempo que a gente não transa, e só queria me certificar de que você pensa a mesma coisa que eu.

Caí na gargalhada e dei um apertão nela, enquanto passava as mãos por baixo do vestido pra encher minha mão com aquela bunda que dava vontade de morder.

– Não consigo me decidir: devo me sentir feliz ou insultado?

A Betty se inclinou pra frente, e nossas bocas quase se tocaram:

– Só quero você.

Respondi com um grunhido e resolvi que tava na hora de acabar com o papo. A Betty deu um gemidinho de surpresa quando fiquei de pé, com ela nos braços. Aí enrolou as pernas na minha cintura e enroscou os braços no meu pescoço, mas sem apertar.

– Posso concluir que a entrega do presente poder ser feita no quarto?– perguntei.

Ela não respondeu, só começou a me beijar por todo o pescoço. Meu sangue subiu, e duvidei que ia conseguir chegar na cama quando ela começou a morder minha orelha com aqueles dentinhos afiados e a sussurrar tudo quanto era safadeza que eu sempre quis ouvir. Dei um chute na porta com o coturno e beijei a Betty e a coloquei em cima do edredom preto. Ela abriu as pernas e fiquei aninhado ali, no único lugar que sempre quis estar. Enfiei um dedo naquelas calcinhas minúsculas e dei um puxão. Se eu soubesse que era só isso que ela tinha por baixo do vestido, não teria aguentado nem até metade da festa. Quando nossa pele encostou pela primeira vez, a gente gemeu, e ela arrancou minha camiseta. Mas ainda tava de roupa o suficiente pra conseguir ficar se beijando e se esfregando, fazendo uma fricção deliciosa nela. Eu e ela ficamos super excitados, arfando e se roçando um contra o outro do jeito mais gostoso que há.

Fiquei feliz de ela não querer transar de um jeito tranquilo e com carinho, feliz por curtir qualquer coisa que fizesse com ela na cama, porque fazia muito tempo que a gente não trepava, e eu sentia que minha cabeça ia explodir de tanto tesão. Reclamei, com um rugido, quando ela se soltou, me empurrou e me fez cair de costas. Só de saber que estava sem nada por baixo daquele vestido me deixou louco pra pôr as mãos em tudo o que estava molhadinho e excitado, mas a Betty tinha outra coisa em mente.

Ficou mexendo na fivela do meu cinto e falando pra eu tirar os coturnos. Mas, pelo jeito, fui lento demais, porque a Betty se encarregou disso, e fiquei esticado embaixo dela do jeito que vim ao mundo num piscar de olhos. Aí a mina virou de costas pra mim e pediu pra eu abrir o zíper do vestido, que começava nos ombros e ia até o fim das costas. 

Obedeci na hora, e todo aquele tecido preto que cobria a pele sedosa formou um montinho perto das canelas dela. Passei os dedos naquela espinha dorsal proeminente e curti, porque vi que ela ficou toda arrepiada.

Olhou para trás e senti um aperto no coração quando vi a expressão de safadeza no olhar dela.

– Bom, já faz um tempinho que comprei seu presente, foi bem antes dos problemas começarem. No fim, até foi bom, porque já cicatrizou, e você pode pôr a mão.

Aí ela segurou aquele cabelo comprido com uma mão e se virou de frente pra mim, quase me matando de curiosidade, porque deixou o outro braço cruzado sobre o peito nu. Subiu de novo na cama, sentou de pernas abertas em cima de mim, o que era meio engraçado e fez meu pau, que já tava duro, virar tipo um cano de metal entre nós dois. A Betty soltou o braço, e arregalei os olhos. Tenho quase certeza de que babei. Eu já achava minha mina a mulher mais linda do mundo. Mas agora, com piercings nos mamilos, pelada em cima de mim, era de entrar em parafuso. Todo sangue que eu ainda tinha no corpo foi direto pro meio das minhas pernas, e eu falei:

– Cara, isso é sexy pra caralho.

Ela deu uma risadinha, que se transformou num gemido quando passei o dedo em volta daquele metal frio.

– É a pedra do meu signo.

No meio de cada argola, tinha uma água-marinha brilhante, de um tom lindo de azul-esverdeado, bonito e delicado como a Betty.

Ela soltou um suspiro quando eu dei um puxãozinho na joia, e meio que fechou os olhos, de puro e simples desejo. Sei melhor do que ninguém que ter piercing nas partes íntimas pode melhorar as experiências sexuais.

Agora meu objetivo na vida ia ser ensinar pra Betty tudo o que aprendi. 

Ela se abaixou pra me beijar e disse:

– Feliz aniversário, Jughead. Estou te dando minha alma e, se você quiser devolver, não vou aceitar.

Virei a gente pra eu ficar em cima dela e a beijei como se o mundo fosse acabar, como se a gente nunca mais fosse se beijar de novo, beijei como… sei lá, como se eu a amasse e nunca mais fosse me separar dela.

As línguas deslizando e a pressão da minha argola no lábio demostraram o quanto eu tava com saudade. Nossas mordidas deixaram marcas pra mostrar pro mundo que a gente tava junto, e a gente se arranhou até ficar quase sem ar.

Quando pus as mãos no meio das pernas dela e a boca naquela joia bonita que enfeitava aqueles mamilos ainda mais bonitos, a gente se enroscou de um jeito selvagem, louco de desejo, e ficou se pegando sem nenhuma delicadeza. As unhas dela arranharam a curva em cima da minha bunda, enquanto eu deixava a mina louca com minhas mãos e minha boca, mas não tava nem perto de terminar. A gente tinha ficado muito tempo longe um do outro, e as semanas anteriores, quando estava me esforçando tanto pra ser alguém que eu não era, tinham estragado um lance sensacional que a gente tinha. Eu queria passar uma borracha em cima daquilo tudo, mas a Betty tinha outra coisa em mente.

– Jughead...

Ela puxou meu cabelo com uma mão e, com a outra, tentou pegar meu pau, que pulsava, insistente, entre nossas barrigas.

– Gosto muito das preliminares, e fico muito feliz de saber que aquele Jughead bonzinho já era. Mas, se você não me comer nos próximos dois segundos, vou começar a gritar. Faz muito tempo que a gente não transa.

Os olhos dela brilhavam e ficaram ainda mas claros. Eu queria fazer minha mina gozar pelo menos uma vez antes de derrubar toda a minha frustração sexual das últimas semanas em cima dela, mas a Betty não me deu essa opção. Soltei um urro porque ela enrolou os dedos no meu pau e deslizou a mão na minha pele, que tava toda esticada por causa dos piercings e da minha ereção violenta. Aquilo era jogo sujo, então dei um impulso na vertical, me posicionei na frente da entrada ardente dela e deixei a mina me mostrar o caminho. Na primeira metida, a gente congelou. Aquela perfeição absoluta dos nossos corpos juntos era muita coisa pra assimilar, e precisamos de um minutinho pra entrar no clima.

Ela segurou os grandes lábios pra cima, e enfiei até o fundo, até cada um soltar um palavrão diferente.

A coisa não foi devagar e delicada, tava mais pra frenética e selvagem, mas era maravilhoso e tão gostoso que achei que a gente ia pegar fogo, porra! Urrei toda vez que o metal naqueles mamilos durinhos roçou no meu peito. Dava pra sentir cada vez que a bolinha de cima do piercing na cabeça do meu pau batia no clitóris dela, porque a Betty arqueava o corpo e ficava com a respiração cada vez mais rápida. Era o tipo de sexo que eu só podia fazer com essa mina e, quando vi que ela tava quase gozando comigo dentro me dei conta de que eu até podia não saber direito o que era o amor, mas sabia reconhecer esse sentimento brilhando na Betty quando ela me olhava daquele jeito. E acho que ela enxergava a mesma coisa dentro de mim quando eu olhava pra ela. Diminuí o ritmo, a Betty ficou passando as mãos nas minhas costas e agarrou minha bunda, depois se soltou e virou uma coisa toda molhada que era linda de se ver.

Ela virou a cabeça, me deu um beijo e disse:

– Te amo.

Encostei a cabeça naquela curva entre o pescoço e o ombro dela, dei um chupão e respondi:

– Eu vou te amar, Betty.

Aí ela apertou os cantinhos dos olhos e falou:

– Você já me ama.

Nem precisei dizer nada, porque me liguei que tinha toda a razão. Eu e ela perdemos muito tempo tentando ser coisas diferentes para muitas pessoas, por motivos muito errados. Agora quem tinha que decidir era a gente: ser o que cada um era de verdade e se amar pelos motivos certos.

A Betty se enrolou em mim, jogou as pernas na minha cintura, e tive certeza de que era assim que tudo sempre deveria ter sido. Talvez fosse um presente que eu podia compartilhar com o Dylan, porque eu tava feliz, a Betty tava feliz e, no fim das contas, era só isso que ele desejava pra nós dois.


Notas Finais


Gente se falta o epílogo agora. Sério tô muito triste. 💔

Comentem e apertem o coraçãozinho. ❤️


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