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História Na sua pele - Naruhina - Capítulo 25


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Notas do Autor


Oii, volteii 🤗

Capítulo 25 - 25


NARUTO UZUMAKI

JÁ ERA QUASE FIM da tarde quando cheguei em Kem. Fiquei feliz de ter tirado o dia de folga, levando em consideração todas aquelas revelações bombásticas e inesperadas. 

Tinha marcado de jantar com os caras, e depois a gente ia fazer uma festinha no Cerberus. A banda do Sasuke ia tocar, e todos os meus amigos e clientes fiéis iam passar lá pra tomar uma. Pena que o Sai já tinha ido embora. 

Me aproximei muito do meu irmão no tempo em que ficou por aqui. Falei um monte de vezes que ia beber a parte dele, pro cara estar presente na festa pelo menos em espírito. Mas a única coisa que eu sabia era que não ia ter comemoração nenhuma enquanto não encontrasse a Hinata e falasse tudo o que tinha pra dizer.

Quando cheguei na casa da Ino, meus nervos começaram a me atacar.

Era minha última oportunidade de fazer as coisas darem certo e, se a Hinata me mandasse embora, não sei se eu ia aguentar. As chances da mina partir meu coração eram grandes, e isso me dava muito medo, porque eu nem sabia que tinha coração antes de ficar com ela. 

Passei por um carrão novinho em folha e fiquei aliviado de não dar de cara com o jipe da Sakura. Dava pra ouvir música vindo de dentro da casa. Ela tava ouvindo Heartless Bastards, e aquele climão sentimental da banda me deu vontade de rir quando toquei a campainha. 

Tive que esperar uns bons cinco minutos até a mina baixar o volume e espiar pela cortina que tem perto da porta. 

Achei bom ela não abrir a porta sem ver quem era, mas meus nervos ficaram ainda mais abalados com a demora.

Quando a Hinata finalmente abriu a porta, parei de respirar e esqueci tudo o que queria dizer. 

Era óbvio que ela tava se arrumando pra sair, de vestido preto super justo e super curto que realçava aqueles olhos brancos e fazia aquele cabelo escuro em volta do rosto contrastar lindamente com a pele clara.

Claro que interrompi o processo, porque a mina tava descalça, sem maquiagem e com o cabelo todo enrolado num penteado complicado. Era uma visão tão perfeita que meus olhos doíam. 

Só de pensar que ela tava se arrumando pra sair com outro cara, meus dentes travaram e quase voltei atrás na decisão que tinha sido tão difícil de tomar.

– Oi – eu disse.

Não foi nada muito eloquente ou romântico, mas tava difícil não escolher cada palavra com todo o cuidado, e acho que a Hina não ligou.

Ela tava tremendo de frio naquela roupa quase inexistente. Deu um passo pra trás e disse:

– Entra. Tá frio aí fora.

Fiz o que a Hinata mandou e fiquei aliviado quando ela foi até a cozinha e me trouxe uma cerveja. Pelo menos tinha o que fazer com as mãos e tinha ganhado um minuto pra pôr a cabeça no lugar.

– Não é lá grandes coisas. Mas é o melhor presente que deu pra arranjar assim, de uma hora pra outra. Feliz aniversário.

– Valeu. Você tá… hã… de saída?

Deixei meu olhar de desejo flutuar do topo daquela cabeça brilhante até a pontinha dos dedos dela. As unhas estavam pintadas de vermelho.

 A Hinata já tinha quase sarado dos ferimentos e parecia tudo o que eu sempre quis, só com alguns machucadinhos e marcas pra me lembrar de como eu quase tinha perdido minha namorada pra sempre.

– Você tá muito bonita.

Ela deu um sorriso envergonhado e ficou enrolando os cabelos nos dedos.

– Eu estava me arrumando pra sair.

– Ah, tá. Então não vou tomar muito seu tempo. Só queria falar com você rapidinho.

Ela se encostou no balcão da cozinha, e eu sentei na mesa.

– A Sakura se esqueceu de um trabalho de química inorgânica que precisa entregar e vai demorar umas duas horas pra voltar. A Ino só sai do trabalho às sete. A gente vai jantar fora.

Fiquei tão feliz de saber que ela não ia sair com outro cara que soltei um suspiro alto que fez a Hinata levantar aquela sobrancelha escura pra mim.

– O que você tem pra falar comigo, Naruto? É bom ver você e tudo mais, mas devo confessar que tô meio surpresa.

Queria dizer que precisava dela, que não era o mesmo sem ela, que ela era tudo pra mim, mas o que saiu da minha boca foi:

– Fui tomar café com minha mãe hoje.

Ela arregalou os olhos e falou:

– Uau! Isso é um grande acontecimento!

– A gente se encontrou no túmulo do Menma. Eu tava meio que xingando, meio que dizendo que tenho muita saudade dele. Vou lá todos os anos, no nosso aniversário. Você sabia que meu pai ameaçou se separar se minha mãe não se tratasse?

Hinata mordeu o lábio e tive que usar cada partícula do meu autocontrole pra não me jogar em cima dela e morder eu mesmo aqueles lábios.

– Não sabia o que ele tinha dito, mas sabia que tinha sido grave. Os dois estavam acostumados com você dando problema, mas, quando o Sai cortou relações e se recusou a deixar os dois o levarem até a base, o estrago foi grande. Fico feliz que esteja dando certo. Vocês são uma família, precisam uns dos outros.

– Aí é que tá, Hina: nunca pensei que precisava até ficar com você. Nunca pensei que precisasse de nada nem de ninguém até você entrar na minha cabeça e começar a derrubar todos os muros que construí pra me proteger dos meus sentimentos.

A gente ficou se encarando em silêncio, num clima tenso. Até ela suspirar baixinho e dizer:

– Não posso dizer que sinto muito. Não é ruim ter sentimentos. Não é uma coisa horrorosa gostar dos outros.

Fiquei olhando pra mina com toda a atenção. Não dava pra saber o que ela tava sentido, e me declarar todo podia ser assustador.

– Não é ruim, não. Mas eu tenho medo. Nunca tive nada a perder, e perder você quase acabou comigo.

Ela segurou a respiração e, pelos olhos e pela expressão do rosto dela, dava pra ver que tava sentindo um milhão de emoções diferentes.

– Acabou comigo também – disse a Hinata.

Enfiei as mãos nos cabelos e olhei nos olhos dela, tentando deixar transparecer tudo o que eu tava sentindo. Não sou muito bom de expressar esse tipo de emoção, e isso é frustrante pra caramba.

– Quero que você saiba que não fiquei com mais ninguém, Hime. Você me deixou andando em círculos e tão zoado que nunca mais vou conseguir ficar com ninguém que não seja você. Tenho muita saudade. Sei que você quer declarações de amor eterno. Sei que só tentar fazer dar certo não basta, e que preciso me jogar de cabeça, mas quero você. Preciso de você e, principalmente, sinto que também precisa de mim. Não uma versão sintética e desbotada de mim que torna as coisas mais fáceis entre a gente, mas a versão completa e complicada, com quem você sempre pode contar, porque sou forte, Hinata. Não vou deixar ninguém, principalmente sua família, desmerecer tudo de maravilhoso que você tem a oferecer.

Levantei e cheguei perto dela. A Hinata tava com os olhos muito arregalados e dava pra ver que o peito dela subia e descia, com a respiração acelerada. 

Como a mina não disse nada, puxei uma caneta do bolso de trás da calça, estendi a mão e falei:

– Não sou o Sasuke, então não vou poder te escrever uma música pra você entender o quanto é importante pra mim. Não sou o Shikamaru, então não vou poder encontrar um prédio e pintar um mural pra mostrar que tudo começa e termina com você.

Ela colocou a mão em cima da minha e não virou para o outro lado quando comecei a desenhar naquela pele super clarinha.

– Sou tatuador. Acho que vou ser tatuador pra sempre e não sei como isso se encaixa no seu futuro imediato ou no que planejou pra quando terminar a faculdade. E, pra ser bem sincero, nem ligo. É isso que tenho pra te oferecer, Hina. Fui seu primeiro e quero que você seja a primeira para mim.

Cobri toda a palma da mão dela com um desenho do Sagrado Coração, bem detalhado. Igual ao que eu tenho tatuado no meio do peito, com chamas por trás, uma coroa de espinhos em cima, e rosas na parte de baixo.

Só que, no meio, desenhei uma faixa e escrevi meu nome.

– Toma meu coração, Hina. Tá nas suas mãos, e prometo que você vai ser a primeira e a última pessoa a encostar nele. Você precisa cuidar bem dele, porque é muito mais frágil do que eu imaginava e, se tentar devolver, não vou aceitar. Não sei lá grandes coisas sobre o amor pra ter certeza de que é isso que tá rolando entre a gente, mas sei que pra mim só existe você. Só posso prometer ser cuidadoso e não me afastar de novo. Até consigo viver sem você. Mas, se puder escolher, quero você do meu lado, e já vou avisando que não vou sair correndo só porque vai dar um trabalhão. Não tenho mais medo da nossa história, Hinata.

Quando terminei de falar, tava sem ar, mas senti que tinham tirado um peso enorme das minhas costas. Hinata podia até me rejeitar, mas pelo menos ia saber o que eu sentia. 

Soltei a mão, e ela dobrou os dedos em volta do desenho que fiz. Quando meu olhar cruzou com o dela, fiquei surpreso, porque vi lágrimas brilhando naquelas profundezas peroladas. 

Ela pôs a mão que eu não tinha desenhado do lado do meu rosto, passou o dedão no meu lábio inferior e parou na argola. Franziu a boca de um lado e, naquela hora, me liguei que tudo ia ficar bem entre a gente.

– Eu ia aparecer na sua festa hoje.

A gente estava bem perto, mas ainda tinha uns trinta centímetros nos separando. Não conseguia parar de olhar pra mina, e ela abriu a outra mão e colocou no meio do meu peito, bem na minha tatuagem.

– Era pra isso que eu estava me arrumando.

– Eu ia ficar muito feliz de ver você.

Ela deu um sorriso mais animado e disse:

– Resolvi um dia desses que tenho que parar de decidir meu futuro e deixar as coisas rolarem. Você se afastou, sim, Naruto, mas só porque permiti que isso acontecesse. Eu estava tão preocupada com o que você andava fazendo, com o que ia acontecer, que simplesmente deixei você fechar a porta e, quando você quis abrir de novo, estava com tanto medo de sofrer que não quis correr o risco de ficar sem você de novo. Foi uma decisão injusta com nós dois. Também não tenho mais medo do trabalhão que vai dar ter um relacionamento com você. Prometo que não vou mais deixar você me mandar embora. Preciso de você, sim, Naruto, é a única coisa que sempre quis de verdade. Deveria ter me esforçado mais, porque você tem razão: preciso cuidar muito bem disso aqui.

Aí ela bateu o coração que tinha desenhado na palma da mão naquele outro, que bate dentro de mim, e falou:

– Isso é muito precioso, o melhor presente que alguém poderia me dar.

Abracei minha namorada bem apertado e a levantei do chão. Queria beijar e fazer com ela tudo aquilo que passei semanas na vontade. Queria fazer a Hina esquecer as mãos cruéis daquele Toneri e imprimir nela cada um dos meus sentimentos. 

Mas, bem quando ia encostar minha boca na dela, a Hina se afastou, sacudiu a cabeça e avisou:

– Se a gente começar, não vai ir a jantar ou festa nenhuma.

Ela tinha razão, mas eu não tava nem aí. A Hinata era minha, e era o único presente que eu queria.

 Isso devia ter ficado estampado na minha cara, porque ela me deu um beijinho sem graça, de boca fechada, e se soltou do meu abraço.

– Eu te amo, Naruto, de verdade. Quero te dar um presente de aniversário, mas você vai ter que esperar até a gente ficar sozinho. A Sakura e a Ino vão chegar a qualquer momento. Então, vai se divertir com os meninos. Vejo você mais tarde no bar, e depois a gente pode fazer nossa festinha particular.

Fiz beicinho. Isso mesmo, fiz beicinho como uma criança de quem tiraram o brinquedo preferido, o que não deixava de ser verdade. 

A gente tinha ficado sem se ver um tempão. Eu precisava pegar nela, passar as mãos naquele corpinho, mas a Hina não tava cooperando nem um pouco.

– Vai, Hina. Só um beijinho. Hoje é meu aniversário, e tô com tanta saudade.

Parecia um molenga choramingando daquele jeito, mas ela tava quase cedendo, porque chegou um pouquinho mais perto de mim. 

Mas o clima acabou quando a gente ouviu a chave girando na porta, e a Sakura entrou, com aquela beleza de pernas compridas e cabelo rosa.

Deu uma olhada e abriu um sorrisão.

– Aleluia! Já era hora dos dois idiotas se ligarem que foram feitos umpro outro.

Hinata deu risada e sacudiu a cabeça. Aí me deu mais um beijinho rápido, se afastou e disse:

– Mais tarde. Prometo que vai valer a pena esperar.

Concordei, sob protesto. Eu ainda queria dar uns amassos, mas ficou óbvio que a Hina não ia arredar o pé. 

Tenho que admitir que minha curiosidade tava a mil, tentando adivinhar que presente era aquele, que ela queria me dar em particular.


Notas Finais


Quem gostou da declaração? Porquê eu confesso que chorei.

Mais tarde eu estou de volta com a ultima capitulo ( agora, para valer mesmo ), e depois eu venho com o epilogo.

Comentem o que acharam. ❤


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