História Na Teia - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Visualizações 15
Palavras 2.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá

Capítulo 13 - Perfeitinho


Nathaniel e Alexy já haviam passado bastante tempo pesquisando, buscando informações importantes, e explorando alguns pontos que eram bem relevantes na pesquisa, e naquele momento o loiro estava discutindo com o azulado sobre algumas coisas que ele devia ter dado mais atenção, já que eram mais importantes do que os outros que este tinha focado

Nath- Alexy, é sério.. Você devia ter dado mais atenção às outras coisas.

Alexy- Nathaniel, eu tive que ler tudo isso e escolher as informações que eu ia colocar, e agora você vem dizer que eu não fiz direito? Me poupe!

Nath- ...

Alexy- Olha, se quer saber minha opinião, não tenho tantas "esperanças" de que a professora vai "notar" minhas falhas nessa pesquisa. E também não acho que vai causar tanto "impacto" como você diz - ele falava, já bem estressado, fazendo aspas com os dedos em algumas palavras

Nath- E se ela "notar" Alexy?! Me diga? - o loiro já estava ficando sem paciência

Alexy- Sabe, foi realmente um azar ter acabado tendo que fazer dupla com você! Perfeitinho. Se eu soubesse tinha me ajeitado cedo pra ser o primeiro aluno a chegar na escola e poder escolher minha dupla! Você quer tudo certo, e do seu jeito! Que diabos vai acontecer se a gente não fechar essa droga de nota? Você é muito chato. Não acho que esses "erros", como você nomeou, vão diminuir tanto assim a nota. O trabalho tá bastante bem feito, e menos do que 9 ou 8 a gente não tira! Você devia relaxar

Nathaniel respirou fundo. Precisava manter a calma.

Nath- Você não entende Alexy...

Alexy- É. Não entendo mesmo. E se você quer tanto assim priorizar os assuntos que eu esqueci de priorizar, olhe você mesmo e corrija os erros, por que eu não vou fazer isso. Que droga! Eu sou sempre aquele que faz errado, que não consegue fazer nada certo como os outros querem que eu faça. Então pronto! Se vire. - ele disse, saindo do quarto e batendo a porta atrás de si

De lá ele foi até o quarto do irmão. Quando entrou, viu o moreno jogando no psp, deitado na cama.

Ele se jogou na cadeira que ficava na frente da mesa com o computador - sim, além de um notebook, Armin também tinha um computador - e cruzou os braços, bufando.

Armin- Ué

Alexy- Não enche o saco Armin!

Armin- ... T-ta.. Se você quer assim.. Mas olha, se quiser conversar eu tô aqui

Essa era uma das coisas que Alexy gostava no irmão: o fato de ele não insistir irritantemente em alguma coisa quando o de cabelos azuis na verdade não queria nem tocar no assunto.

E Nathaniel permanecia naquele quarto, com os olhos fixos no trabalho do menor.

Se eu não fizer, ele também não vai fazer. Não tenho escolha - ele pensou

Pegou o notebook e começou a fazer novas pesquisas para complementar. Não podia deixar a chance de deixar o trabalho perfeito. Mesmo que ele precisasse ficar sem dormir, nunca deixava de fazer o máximo que podia em alguma coisa.

Todos ao redor pensavam que ele era assim por natureza, e que realmente vinha de si aquela vontade de fazer tudo direitinho, e ser sempre o melhor da turma.

Mas será que era só por que ele queria ser assim mesmo?

<><><>

Depois de um tempo significativo, o loiro finalmente terminou de 'complementar' o trabalho, então pegou suas coisas e as levou consigo, não antes de escrever um bilhete curto dizendo que só faltava imprimir o conteúdo, e deixar sobre o notebook em cima da cama.

Chegando no quarto que lhe tinham emprestado, jogou suas coisas de qualquer jeito no chão e se direcionou ao banheiro, levando uma toalha sobre um dos ombros. Precisava tirar aquela tensão de cima de si.

Complementou o clima colocando Crawling, de Linkin Park, para tocar. Era uma de suas músicas preferidas.

Ele precisava se distrair para não pensar em besteiras, por que era uma das coisas que mais predominavam em sua mente quando estava sem fazer nada: as "besteiras" que ele não conseguia tirar da cabeça.

A música o levaria a prestar atenção nos sons e na voz do cantor, e ele mergulharia naquela onda, prestando atenção principalmente nas batidas da bateria.

A batera era seu instrumento preferido. Talvez por que era realmente bem interessante, ou talvez por que era o único instrumento que ele "sabia tocar".

Sabia tocar entre aspas por que ele sabia de algumas coisas, mas não tinha um conhecimento tão aprofundado, já que seu pai não deixou que ele continuasse com as aulas, por que, segundo ele, era perda de tempo, e também o distrairia nos estudos, não tendo um bom rendimento.

Era 'engraçado' como seu pai sempre conseguia arranjar um motivo para tirar dele aquilo que ele gostava. Sempre deixando a vida do filho quase que completamente monótona.

E tudo que este fazia, não era suficiente para o surpreender, ou o deixar feliz, ou qualquer coisa do gênero.

Impotente, ridículo, imbecil, burro, idiota, faça isso direito, você é inútil, imprestável, fracassado...

Realmente eram muitas as coisas que seu pai falava para si.

O loiro era o "objeto" principal para se xingar e fazer outras coisas (não pensem besteiras) em casa, pois sua mãe tinha se separado de seu pai a bastante tempo - bastante mesmo - e tinha levado a filha consigo, já ele não teve tanta sorte, pois acabou ficando com o pai - simplesmente por que este queria com todas as forças ficar com um dos filhos, e até fez algumas ameaças para conseguir o que queria.

Nathaniel e Ambre ainda eram crianças na época, e seus pais viviam se desentendendo.

Um dos principais motivos para terem se separado era o fato de que Francis era muito agressivo, principalmente quando estava bêbado.

As crianças, claro, não sabiam o que se acontecia entre quatro paredes, e depois da separação, apenas um dos gêmeos ganhou conhecimento dos fatos: Nathaniel.

Ele não gostava muito da irmã, mas agradecia por não ter sido ela a ficar com o pai, pois as coisas que acontececem com ela poderiam ser até piores.

Saindo agora do chuveiro, o rapaz de olhos âmbar tirou o exesso de água do corpo e vestiu uma calça moletom cinza e uma regata branca. Já vestido, ele se jogou na cama, de cara com o travesseiro. Nem se deu o trabalho de pentear o cabelo. 

Na verdade ele só não queria ver seu reflexo no espelho.

O banho tinha funcionado um pouco, mas não o bastante pra fazer uma lavagem cerebral e tirar completamente seu pai da cabeça.

As memórias sempre vinham à tona de novo, e de novo, e de novo.

Podia ser 'meio' louco, mas ele já tinha pensado em fazer alguma besteira pra tirar aquele ser de suas memórias, mas concluiu que não seria muito sensato, então desistiu.

Mas algo ainda passava por sua cabeça de vez em quando, e ele não tinha coragem de falar disso para ninguém.

Sempre que podiam, as pessoas diziam que ele era um besta que se importava com um monte de coisinha boba sem muita importância, então também não adiantaria ele falar daquelas coisas com ninguém. Só receberia os mesmos elogios de sempre, então nem faria diferença.

Pegou o celular, que tocava uma música aleatória, e colocou os fones - pois até o momento estava no auto falante - e selecionou novamente uma música de LP para tocar, dessa vez era Numb.

*Música on*

(Original)

I'm tired of being what you want me to be

Feeling so faithless, lost under the surface

I don't know what you're expecting of me

Put under the pressure of walking in your shoes

Caught in the undertow, just caught in the undertow

Every step that I take is another mistake to you

Caught in the undertow, just caught in the undertow

I've become so numb

I can't feel you there

I've become so tired

So much more aware

I'm becoming this

All I want to do

Is be more like me

And be less like you

Can't you see that you're smothering me?

Holding too tightly, afraid to lose control

'Cause everything that you thought I would be

Has fallen apart right in front of you

Caught in the undertow, just caught in the undertow

Every step that I take is another mistake to you

Caught in the undertow, just caught in the undertow

And every second I waste is more than I can take

I've become so numb

I can't feel you there

I've become so tired

So much more aware

I'm becoming this

All I want to do

Is be more like me

And be less like you

And I know

I may end up failing, too

But I know you were just like me

With someone disappointed in you

I've become so numb

I can't feel you there

I've become so tired

So much more aware

I'm becoming this

All I want to do

Is be more like me

And be less like you

I've become so numb

I can't feel you there

I'm tired of being what you want me to be

I've become so numb

I can't feel you there

I'm tired of being what you want me to be

(Tradução)

Estou cansado de ser o que você quer que eu seja

Me sentindo tão sem esperança, perdido abaixo da superfície

Eu não sei o que você está esperando de mim

Vivendo sob a pressão de seguir seus passos

Pego pela correnteza, simplesmente pego pela correnteza

Cada passo que eu dou é outro erro para você

Pego pela correnteza, simplesmente pego pela correnteza

Eu me tornei tão insensível

Não posso te sentir aí

Fiquei tão cansado

Tão mais consciente

Eu estou me tornando isso

Tudo o que eu quero fazer

É ser mais eu mesmo

E ser menos como você

Você não consegue ver que está me sufocando?

Segurando tão apertado, com medo de perder o controle

Porque tudo o que você pensou que eu poderia ser

Desmoronou bem na sua frente

Pego pela correnteza, simplesmente pego pela correnteza

Cada passo que eu dou é outro erro para você

Pego pela correnteza, simplesmente pego pela correnteza

E cada segundo que perco é mais do que eu posso suportar

Eu me tornei tão insensível

Não posso te sentir aí

Fiquei tão cansado

Tão mais consciente

Eu estou me tornando isso

Tudo o que eu quero fazer

É ser mais eu mesmo

E ser menos como você

E eu sei

Eu posso acabar falhando também

Mas eu sei que você era como eu

Com alguém desapontado com você

Eu me tornei tão insensível

Não posso te sentir aí

Fiquei tão cansado

Tão mais consciente

Eu estou me tornando isso

Tudo o que eu quero fazer

É ser mais eu mesmo

E ser menos como você

Eu me tornei tão insensível

Não posso te sentir aí

Estou cansado de ser o que você quer que eu seja

Eu me tornei tão insensível

Não posso te sentir aí

Estou cansado de ser o que você quer que eu seja

*Música off*

<><><>

Alexy, à alguns metros de distância, estava jogado em sua própria cama, olhando fixamente para o teto.

A caixinha de som já estava desligada, e o silêncio predominava ali.

Ele pensava em muitas coisas, mas o centro de tudo era o representante de turma.

Algumas vezes ele pensava em coisas que nunca iam acontecer, outras ele apenas xingava o loiro por não prestar mais atenção nas "coisas ao redor", ou por simplesmente ter dito na cara dele que o trabalho não estava tão bom.

Ele deve ter sérios problemas, aquele babaca - favala em pensamento

À alguns minutos atrás, ele estava no quarto do irmão, e de vez em quando passava na frente do próprio quarto para saber se o loiro já tinha saído de lá.

Como ele ia saber sem abrir a porta?

Simples: ele tinha pegado um pedaço de papel e colocado na brecha que havia entre a porta e a parede. Dessa forma, quando Nathaniel abrisse a porta para sair, o papel cairia, e Alexy, em uma das voltinhas que dava em frente a seu quarto uma vez ou outra, encontraria o papel no chão, como que dizendo: "Olha! Não tem mais ninguém no seu quarto!"

Ele tinha visto algo parecido com isso num anime que tinha assistido com Armin. Era uma coisa super simples, mas útil em momentos como esse.

Na quarta ou quinta vez que o menor passou na frente do quarto, o papel estava caído no chão, então ele entrou.

Pra que era tudo aquilo? Por que ele simplesmente não queria estar no mesmo ambiente em que Nathaniel estava. Sim, ele podia ser infantil, e daí?

Mas agora lá estava ele, pensando no maior.

Foi então que se lembrou de algo super importante:

Alexy- Eu não coloquei a senha do wi-fi no celular dele! - quase gritou, mesmo sozinho dentro do quarto

Se levantou e saiu para fora, indo em direção à porta do quarto em que o outro estava.

Estando em frente ao cômodo, levantou uma mão em punho para bater, mas ela ficou suspensa no ar.

Ele pensou na possibilidade de que o loiro já estivesse dormindo, e não queria o acordar. Então colou o ouvido na porta, tentando ouvir alguma coisa.

Mas estava meio difícil.

Ele ouvia algumas coisas estranhas, e não conseguia indentificar o que era.

Quando ele pensava que ia conseguir entender o que estava acontecendo, sentiu uma mão pesar sobre seu ombro, o que quase o fez gritar de susto.

Virou-se abruptamente, e viu seu irmão gêmeo o encarando risonhamente.

Armin- Que tá fazendo?

Alexy- Nada ué

Armin- Rummmmm

Alexy- Não enche! E você quase me matou de susto! Não faca mais isso. Aliás, o que você tá fazendo aqui? Você nunca sai do quarto

Armin- Eu tô com fome e sai pra ir à cozinha, mas vi você ai quase grudado na porta..

Alexy- Eu vim botar a senha do wi-fi no celular dele

Armin- Pois não é o que parece

Alexy- Tá tá.. Agora sai daqui se não te dou um chute

Armin- Tô morrendo de medo - ele disse, dando as costas.

Quando o moreno já não podia mais ser visto de onde Alexy estava, este bateu na porta.

Lá de dentro ele ouviu um barulho de algo caindo no chão.

Alguns segundos depois a porta foi aberta.

Nath- O-oi

Ele não conseguiu deixar de prestar atenção no modo como o loiro estava: todo produzido nos moletom, uma calça moletom cinza e um moletom preto cobrindo seus braços quase que completamente. Era meio grande para ele, mas ainda assim ele ficava lindo - lindo?. 

O menor se pegou perguntando a si mesmo se o loiro vestia apenas o moletom ou havia alguma camisa por baixo.

Era bem besta, mas quem dá atenção a isso?

Alexy- Oi. Eu só vim colocar a senha do wi-fi no seu celular, pro caso de você precisar, ou sei lá.. Não botei antes por que não lembrei

Nath- Humm - ele adentrou o quarto novamente para pegar o aparelho, e depois voltou, desbloqueando e o entregando ao de olhos violeta, que o pegou e colocou rapidamente a senha - obrigado

Alexy- De nada. Você.. Ta bem?

Nath- Eu? Ah.. S-sim, sim..

Alexy- Humm.. Ta certo. Até depois

Nath- Até

Os dois deram as costas. Nathaniel fechou a porta e se deitou de novo na cama, do mesmo jeito de antes, e Alexy fez o caminho de volta para seu quarto.

Alexy- Mas você não parece bem... - falava consigo mesmo, lembrando-se do rosto do maior, que estava com um tom avermelhado. Ele estaria chorando?


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...