História Na Trilha da Chuva - Capítulo 6


Escrita por: e Blackwel

Postado
Categorias Eldarya
Tags Aquaria, Aventura, Drama, Eldarya, Friendship, Magia, Revelaçoes, Romance
Visualizações 14
Palavras 2.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola pessoal, vim como sempre, postar o cap fresquinho dessa... sexta feira *chuvosa aqui onde moro* Espero que gostem e... é agora que o bicho começa pegar POIDOPFIDOPFIOPD

Capítulo 6 - Capítulo V A quiet Village Parte 1


No outro dia, depois de mais algumas horas de caminhada, o quarteto chegou até um pequeno vilarejo, conhecido como Vila de Oletherus. Havia diversas casinhas espalhadas por todo lugar, mais ou menos distribuídas ao redor de uma rua principal, onde ficavam as lojinhas e também aonde acontecia uma feira . Podia-se ver alguns quitandeiros tentando venderem seus produtos, enquanto multidões se aglomeravam sobre as barraquinhas improvisadas, na tentativa de pegarem primeiro os melhores produtos. A movimentação era tanta que a maioria dos aldeões sequer notou a chegada do grupo.
Maki sentia-se bem mais disposta e revigorada. Seus ombros, embora ainda estivessem doloridos, davam graças ao oráculo pela elfa de armadura ter se oferecido para carregar sua jarra.  Lançou um olhar de canto para Isile, que estava distraída, checando os arredores e sorriu discretamente. O fato de ela ter aceitado treiná-la era como se ele tivesse finalmente dado um passo a mais para que a convivência entre eles melhorasse… não estava gostando de se sentir um peso ou um incômodo, ainda que a sensação fosse apenas com relação a elfa de cabelos loiros. Porém agora, finalmente estava sentido que começará ser aceita e isso a deixava de bom humor.
    Atrás de si, Sonam vinha caminhando calmamente, com os braços cruzados por debaixo do manto e ao seu lado, Kiri cheirava um de seus bolsinhos… provavelmente, ele estava carregando alguma guloseima que sua mascote cobiçava. Já Nim, que cruzou a maior parte do caminho flutuando em posição deitada, agora estava ereta e olhava para todos os lados com um sorriso empolgado no rosto. Principalmente para as barraquinhas de comida, que exalavam um cheirinho delicioso.

“O local parece mais movimentado do que o previsto”. Sonam gesticulou e Isile confirmou com um aceno de cabeça.

—Acho que melhor nos separarmos e colhermos informações… Nim e Sonam vão para os estabelecimentos da praça, eu vou para a periferia e ...Maki, você poderia procurar uma pousada para nós? Nada muito caro mas que pareça ter acomodações razoáveis.
—Claro. —  A morena responde. Mas antes que pudesse dar seguimento a sua frase, Sonam interveio, gesticulando:

“Isile, não somos todos de ferro como você, é melhor todos nós procurarmos um bom lugar para ficar, deixarmos nossas coisas lá e depois, você e Maki podem  irem investigar juntas, seria bom ter um reforço, para variar.”
Maki, que não havia entendido nada, olhou confusa para Nim, que traduziu rapidamente o que o irmão havia dito.

—Mas eu posso fazer isso sozinha Sonam… não quero atrasá-los ainda mais e, além disso, estou me sentindo bem melhor, agradeço a Isile por ter se oferecido para levar minha jarra, de verdade, virou-se para lançar um sorriso sincero a elfa, que ficou um pouco sem jeito, afinal, para ela aquilo não era nada demais, assentindo positivo  com a cabeça. — Vamos fazer assim, eu procuro um lugar para passarmos a noite e peço a kiri que vá avisá-los, para nos encontrarmos mais tarde!

O grupo se entreolhou e assentiu. Estava tudo certo e eles se separaram, cada um seguindo por uma direção distinta.
 

[...]

 

Depois da primeira meia hora, Nim e Sonam estavam, definitivamente, confusos. A maioria dos moradores ali sequer havia ouvido falar de Aquaria e os poucos que sabiam a respeito acharam graça dos dois, dizendo que a cidade não passava de um mito e que ninguém que realmente tivesse ido procurá- la  havia encontrado.

—Talvez nosso contratante seja um velho louco que acredita em conto de fadas… —  Nim deu de ombros, enquanto arrancava um naco do seu espetinho de lagarto vermelho.

“ Não devemos tomar conclusões precipitadas e nem supor nada. Além disso, o vilarejo é bem pequeno e isolado, talvez tenham acesso limitado às informações que buscamos.”

—Talvez, mas ao menos a comida aqui é ótima! Mal posso esperar pelo jantar, espero que Maki encontre uma pousada com um bom cozinheiro.

“E eu espero que nossa irmã tenha tido mais sorte com relação ao que viemos buscar.” Nesse instante, o monge sentiu  um arrepio lhe percorrer a espinha e ele parou sua caminhada, de repente, fazendo a elfa que flutuava virar-se para encará- lo confusa:

—O que foi? Porque parou de repente? —  Ela perguntou, agora mais séria.

”Acho que nossa estadia aqui não será tão pacata quanto eu previa… Por alguma razão, sinto que problemas se aproximam.” E naquele momento, os dois se encararam sério. Até Nim, que geralmente está sorrindo, ficou com a expressão fechada, terminou de dar as últimas mordidas em seu espetinho e, antes de virar-se para que os dois prosseguissem com sua caminhada, olhou para o céu, que estava se tornando coberto e cinzento, repentinamente, indicando que um temporal se aproximava.

 

[...]

 

Enquanto isso, Isile voltava de sua caminhada até a periferia, com uma expressão mal humorada, indicando que ela também não havia tido tanto sucesso com sua investigação.

—Mas que infernos de cidade é essa de quem ninguém quase ouviu falar? Começo a achar que talvez, os aldeões daqui estejam certos. Talvez tudo isso não passe de um conto de fadas ridiculo e eu esteja apenas perdendo o meu tempo… —  A elfa vinha caminhando, enquanto pensava sobre. Olhou para o céu e soltou e suspirou. Para completar iria cair uma chuva daquelas, o que significava que a estrada toda ficaria embarrada e isso os atrasaria, de alguma forma ou de outra. Porém, melhorou um pouco a sua expressão ao notar que Kiri vinha em sua direção e trazia consigo um pequeno bilhete, assinado por Maki.


“Encontrei uma pequena estalagem mais próxima da saída da cidade. Ela parece bem aconchegante, é barata e a comida daqui é… digerível. Ao menos, quando partirmos, não iremos chamar a atenção de ninguém, já´que ela dá acesso direto a estrada. ps: tentei desenhar um mini mapinha do endereço porque não soube explicar muito bem como chegar até aqui...“

 

Isile virou o pequeno papel para olhar o desenho e fez uma careta. O desenho, apesar de não ser dos melhores, era, ao menos compreensível. Depois disso, ela guardou o papelzinho em um bolsinho, estrategicamente costurado por debaixo da cota de malha que usava e virou-se para olhar novamente a mascote, que a encarava sentada e vez ou outra, virava-se para mordiscar as folhinhas de menta que percorriam seu corpo.
—Então é isso. Vamos lá. Me leve até onde sua dona está.

 

[...]

 

A estalagem que Maki havia escolhido era toda construída de madeira e o chão era de pedras. O taverneiro era um homem gordinho de cabelos ruivos, com orelhas pontudas e pescoço longo e fino, que contrastava com a pança redonda. Ela sequer soube dizer de que espécie ele fazia parte. Havia diversas mesinhas de madeira redonda por lá, um pequeno palco improvisado com barris e caixotes de madeira, ao centro e uma bancada de mogno rústico bem velha e cheia de pequenos arranhões.
    Quando ela havia adentrado o local, havia bem pouco movimento, mas ela havia esquecido do fato de que esse tipo de estabelecimento, geralmente, fica mais movimentado durante a  noite. Também havia o fato de que, naquele dia, a feira havia reunido a maior parte dos moradores e por isso, não havia quase ninguém na taverna. Sentados perto de uma janela de vidro, dois homens que aparentavam ter lá pela casa dos cinquenta, conversavam. Mais ao fundo, havia um outro grupo de homens, que conversavam baixo e que ela quase não conseguia identificar quantos eram, devido a pouca luz projetada ali. A mesa deles ficava abaixo da escada que dava para o segundo andar e Maki notou que um deles, ao avistá-la mais de perto, pareceu ficar inquieto. Era um faeliano magro, com um dos olhos vazados e orelhas pontudas. Estranhou a atitude, afinal, nunca o tinha visto em toda sua vida… ao menos não lembrava-se de conhecê-lo. Porém, decidiu ignorá-lo. Ela e seus companheiros partiriam amanhã cedo e não tinha porque se preocupar com alguém que ela sequer sabia quem era, certo?

Subiu até o quartinho que alugará no segundo andar e decidiu trocar de roupa, a outra já estava muito suja e começando cheirar mal devido a viagem. Ao tirar a vestimenta, deu uma rápida olhadela na cicatriz em seu abdômen. Um lembrete constante da sua falta de memória em relação ao porquê de ela ter abandonado Aquaria e de como ela havia ido parar no QG. Também tocou na sua marca de nascença no peito, uma espécie de sinal em formato de uma pequena chama, meio azulada.  Por fim, vestiu-se e desceu para pedir algo para beber e aguardar seus companheiros. Foi quando notou que, ao descer as escadas, o homem suspeito havia ido embora.
    Já estava anoitecendo e a movimentação na taverna estava crescendo. Isile chegou rápido na taverna, afinal, estava acompanhada de kiri. Já Sonam e Nim, um pouco depois, já que a mascote precisou retornar para encontrá-los. Por causa disso, Estavam apenas Maki e a elfa loira no bar, aguardando os irmãos terminarem de tomar banho e se vestirem. Queriam comer todos juntos e aproveitar que, naquele dia, haveria uma apresentação de música, onde uma jovem chamada Penny cantaria e tocaria alaúde.

—Esse lugar está muito cheio para o meu gosto. —  reclamou Isile.

—Sinto muito… quando eu vim para cá estava praticamente vazio, além disso, é a mais afastada do centro, pensei que seria uma boa opção. —  Maki respondeu, enquanto olhava as pessoas chegando e irem se sentando nas poucas mesas disponíveis. O grupo suspeito que avistara ao chegar não estava mais lá e ela decidiu não comentar nada com a outra, para não alarmar a toa.

—Tudo bem, não ficaremos mais do que algumas horas, de qualquer forma. —  E dizendo isso, Isile puxou uma pequena faquinha de dentro de sua bota e começou a descascar uma pequena papaya açucarada.

Um tempo depois, Nim e sonam se juntaram a elas e a música começou a tocar. O quarteto conversava sobre banalidades, evitando tocar em sua missão, já que estavam cercados de estranhos e Nim se divertia enquanto uma das garçonetes não parava de paquerar Sonam, que parecia alheio às provocações e insinuações da mulher. Enquanto isso, Maki tomava um chá de menta que ela mesma preparará com as folhas de kiri e Isile, como sempre, não conseguia relaxar, ficando atenta a todos que se aproximava, até mesmo das garçonetes, em especial, daquela que estava paquerando seu irmão.

Lá fora a chuva era torrencial. Trovões soavam e só não eram muito ouvidos de dentro da taverna porque as vozes altas e a música abafavam seu som, ainda assim, vez ou outra algum morador ou viajante adentrava o lugar em busca de um local seco para ficar ou apenas para apreciar a boa música e comida.  Foi quando Maki percebeu o homem magro de olho vazado retornar, ele parecia inquieto e a procura de algo ou alguém. Maki fechou a cara e Isile, percebendo a atitude da morena, perguntou se havia algum problema.

Antes de responder, Maki viu o olhar do homem parar sobre si e logo em seguida, ele saiu em direção aos fundos da estalagem.

—Nada não… —  A garota respondeu desconfiada. Mas a resposta não convenceu Isile, que limpou sua faca na bainha da camisa de linho, que usava por baixo da armadura  e a guardou dentro da bota. Sonam olhou para ambas, mas não fez nenhum comentário, apenas permaneceu em silêncio e levou mais uma colher de sua sopa a boca. Já Nim ergueu uma sobrancelha para a irmã, que não disse nada, e depois deu de ombros, voltando sua atenção para a cantora, que agora começava uma nova canção.

Já estava ficando tarde e o quarteto sabia que precisavam descansar para partirem cedo, pela manhã. Decidiram subir e se prepararem para dormir. Isile, que ainda não havia se banhado, decidiu aproveitar que a movimentação havia diminuído para fazer isso.  Enquanto isso, Maki organizou seus poucos pertences em uma trouxinha de roupa e depois de tudo pronto, sentou-se próxima da janela que dava para a estrada, observando a chuva lá fora. Sonam estava meditando, como da primeira vez em que ela o encontrou e Nim havia caído como pedra na cama de palha. Tinha bebido além da conta.
    Foi quando a morena percebeu certa movimentação suspeita do lado de fora da taverna e reconheceu as vestimentas de seu povo em um dos rapazes, que atravessou a estrada de chão batido e , ao se encontrar com mais dois homens, que ela não conseguiu ver o rosto, já que usavam capas, contornou a estalagem, fazendo-a perdê- los de vista. Lançou um rápido olhar para Nim, que provavelmente só acordaria no outro dia, e depois para Sonam, que parecia estar concentrado demais para notá-la sair. Fez sinal para que kiri ficasse quietinha. Desceu as escadas de madeira na ponta dos pés. Queria saber o que um mizu senshi estaria fazendo tão longe de casa, até porque, ela mesma não sabia como havia chegado tão longe… não conseguia lembrar. Agora estava tudo muito mais silencioso, a maioria havia voltado para casa, e o dono da taverna, agora, limpava a bancada de mogno com um pano úmido. Maki decidiu passar por debaixo da escada, evitando chamar a atenção para si e depois saiu pela portinha dos fundos, que dava para a rua e que era por onde chegavam os alimentos que ficariam armazenados na dispensa.  
    A noite estava ainda mais escura por causa da chuva, que caía incessantemente. Maki tentou localizar os homens que havia visto, mas parecia que já não estavam mais ali. Pensou se deveria ou não sair para procurá- los, ao menos dar a volta na taverna… que mal isso poderia fazer? Estavam com um de seus antigos colegas do templo Mizukai, portanto, não deveriam ser de todo ruim. Porém, recuou ao perceber, que de repente, a água da chuva que batia no chão de madeira abaixo de seus pés começou a correr para uma direção contrária a do vento, condensando- se toda em um único ponto e tomando a forma de um homem, que aos poucos, ela foi reconhecendo como um de seus antigos veteranos do templo. Mal teve tempo de esboçar alguma reação, uma mão tampou-lhe a boca e pressionou a lâmina de uma adaga em seu pescoço.

—É melhor se comportar, princesa.

Enquanto isso, Isile que voltava de seu banho já recolocando a cota de malha, adentrou o quarto e seus olhos se arregalaram ao perceber que Maki não estava mais ali e que seus irmãos sequer notaram a ausência da garota.

—Cadê a garota, Sonam? —  E suas palavras fizeram o monge despertar de seja lá onde estivesse. Ele olhou para o quarto ao seu redor e depois para a cama vazia da jovem. Sequer teve tempo de dizer alguma coisa, a elfa loira saiu do quarto, refazendo o seu caminho e Sonam se dirigiu até onde Nim dormia para acordá-la.

Bastou ela abrir os olhos, para ele gesticular rapidamente o que ele já havia previsto horas atrás:

“Temos problemas”.

 


Notas Finais


Eu tenho ilustrações desse cap, mas preciso organizar elas melhor para postar! Por hora não terei os links mas enfim, espero que tenham gostado e que comece a temporada de tretas!


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