História Nada é mais o mesmo - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance
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Palavras 2.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


dale dale dale

Capítulo 2 - Começo


Há 3 anos atrás 

- ...Eu amo muito vocês! Juro que já sinto muita, muita, muita, muita saudade.  

-Pois é né, quem mandou você ir para longe. 

-Se você não fosse tão cuzona, talvez eu tivesse ficado. 

-Tá, já chega, vocês duas. Acabaram de fazer as pazes, tive um baita esforço para juntar vocês de novo. 

-Desculpas Gio! 

-Enfim, Lau, se cuida e dorme cedo porque amanhã é seu primeiro dia de aula e conta tudo para nós. Amo vocês, boa noite. 

-Obrigada, boa noite. Amanhã eu conto tudo, prometo - Giovanna sai da videoconferência. 

-E aí, Liv? Não tem nada para me falar? 

-Eu não sei... Você decidiu ir estudar do nada em outro lugar e eu fico meio perdida porque se for parar para pensar, já estamos ficando adultas e eu ainda nem sei quem eu sou direito, nem sei o que eu quero fazer, o que quero cursar, se vou conseguir, etc.

-Amiga, você é uma das pessoas mais determinadas que eu conheço, então, não importa quanto tempo leve para decidir, com certeza você terá um futuro brilhante - Lívia começa a chorar e eu fico comovida ao vê-la assim. 

-Queria ter te dado um beijo de despedida, mas estava todo mundo lá e não tive coragem. 

-Quando eu voltar te prometo que vai ser a primeira coisa que eu farei. Você me tem, sabe disso - dou um riso frouxo nem acreditando no que acabei de dizer e vejo seu rosto ficar vermelho. 

-Sempre te amei você diferente da Gio. Vamos parar por aqui, Marcari.

-Boa noite, Arruda - videoconferência terminada (1 hora e 30 minutos)

No final do quinto dia já estava exausta da minha rotina. Era bem deprimente ter que voltar para casa e não ter ninguém me esperando no meu apartamento de 20 m², porém ao mesmo tempo era libertador. 

Estávamos no final do verão e eu ainda tinha algumas horas antes de escurecer, portanto decido dar uma volta no campus para conhecer alguma coisa além do meu prédio. Caminhei por algum tempo e encontrei atrás do enorme pavilhão de ciências biológicas o lugar perfeito, era apenas um banco de concreto entre duas árvores, e o melhor de tudo era que não tinha ninguém por perto. Deitei nele a fim de relaxar e ficar matando tempo, só que estranho uma fumaça com cheiro de cigarro subindo, por isso levanto para ver o que tinha ao lado do banco e meus olhos encontram outro par de olhos castanhos de um menino fumando deitado na grama. 

-Quer um? - ele me pergunta e eu apenas assinto com a cabeça. 

Ele se senta na grama e me estende um cigarro. Tenho apenas 17 anos aceitando algo que não deveria de um desconhecido e para completar sem a menor experiência com cigarros. 

-Posso me sentar? - ele diz se referindo ao banco e novamente assinto com a cabeça.

Assim que eu estou com o cigarro na boca, ele se aproxima e acende o meu encostando o dele, e bem na minha primeira tragada me dá uma vontade absurda de tossir, tento aguentar o máximo para me fazer parecer madura, mas a vontade é tanta que eu vou tossindo baixo e sem parar, o que faz ele rir. 

-Você nunca fumou antes, não é? 

-Não - tive que ri para disfarçar o constrangimento. 

-Esse é o meu primeiro cigarro também - o olho incrédula e ele continua. - Primeiro do dia.

-Você tem cara de quem vai morrer de câncer de pulmão - ele ri.

-É mais fácil eu morrer de bala perdida do que disso. Só fumo às vezes. 

-Vamos fazer uma promessa - digo por impulso.

-Pode falar.

-Esse vai ser meu primeiro e esse vai ser teu último. 

-Em troca do que? 

-Não sei, da sua saúde?! 

-Não, quero algo mais interessante. 

-E qual é a sua sugestão?  

-Conhecer você - ele diz e sinto meu corpo estremecer, mas reviro os olhos para ele. 

-Que papo furado esse o seu! 

-Claro que não, eu falei sério! - disse em um tom de divertimento. -  Já que ficou brava, vou me contentar apenas com seu nome em troca. 

-Laura Marcari - estendo minha mão para ele. 

-Prazer! Sou Felipe Botelho - e aperta minha mão em resposta. 

Nunca fui uma pessoa boa em puxar assunto e hoje não foi diferente. Tive que continuar fumando para amenizar o silêncio constrangedor, e de vez em quando o olhava de canto de olho.  Felipe até que era um cara bonito, bem acima da média, eu diria. Alto, magro, pele clara, olhos castanhos e cabelo liso. Padrão, mas seus traços faciais eram o que chamavam muita atenção, e sinceramente, queria enfatizar que seu sorriso era lindo.

-Bom… - diz se levantando - Obrigada pela companhia.

-Até mais. Ah! E obrigada pelo cigarro - ele sorri e o vejo se afastar.

Depois desse encontro comecei a ver Felipe frequentemente pela universidade e todas as sexta feiras nos encontrávamos no mesmo lugar e hora. Ele era mais velho que eu e estava prestes a se formar em biomedicina e por isso, frequentemente notava que apesar de estar sempre sorrindo, às vezes deixava o cansaço transparecer. Toda vez que eu perguntava se ele estava bem, apenas me dizia que tinha um milhão de coisas para entregar. 

Hoje era uma sexta, e como usual estamos deitados na grama como na primeira vez que o encontrei. Dependendo do dia conversávamos por horas a fio, enquanto e outros ficávamos quietos, só que nessa caso não me incomodava mais, era reconfortante ter alguém por perto.

 Estava distraída olhando para o céu e o ouço me indagar.

  -Quer ir em uma festa? 

-Depende, me fala mais sobre.  

-Hoje mais tarde vai ter uma festa na casa de um amigo e se você quiser ir tá convidada.

-Que tipo de festa é? 

-Sei lá! Vai uns amigos meu da faculdade e do colégio. Vamos se juntar para beber, ouvir música alta etc etc.

-Ok! Eu vou, não tenho nada melhor para fazer mesmo. E onde que vai ser? - ele deu risada.

 -É um pouco longe. Quer carona?

-Amo carona, só que queria ir para casa antes, tomar banho e me trocar. Como faz agora? 

-Vou pra minha casa me arrumar e depois posso passar na sua e te busco. 

Logo após chegar em casa, tomei meu banho e renovei minhas energias. Tinha ainda 50 minutos até Felipe chegar aqui e não separei minha roupa ainda. Estava decidida que queria causar na minha primeira festa na nova cidade e colocar a roupa mais cachorra que eu tinha no armário. Então decido colocar um sutiã rendado e por cima uma blusa transparente com uma saia preta colada. Não tinha o costume de me maquiar e nem usar esse tipo de roupa, portanto fiz algo bem básico e rápido e quando olho no espelho me sinto incrivelmente bem. O relógio alertava que Felipe já ia chegar, por isso eu desço para esperá-lo.

Pouco tempo depois ele chega em um carro esportivo possivelmente muito caro, parando bem na minha frente. 

-Pronta? - ele diz abaixando a janela e eu faço que sim com a cabeça - Entra aí! 

-Valeu pela carona - digo afivelando o cinto. 

-De nada! Ou, você tá bem gata. Combinou contigo esse risco no olho. - gargalho ficando sem graça de seu elogio. Ele estava bonito também, com uma camiseta branca e calça jeans, simples, mas bonito. 

-Obrigada, você também não está nada mal. 

Depois de pouco minutos chegamos na casa de Matheus, que era um dos melhores amigos de Felipe. Ele me disse que Matheus, Henrique e Pedro eram inseparáveis desde a época de escola e prestaram vestibular para a mesma faculdade, que no caso é a mesma que eu estudo também e são inseparáveis desde então. 

O local era gigante e muito elegante, apesar disso estava lotado de gente, muita bebida e quase não dava para ouvir o que Felipe dizia por causa da música alta. Caminhamos em direção a piscina, onde seus amigos se encontravam, mas do nada uma mulher loira, que parecia da idade dele, pula em seu colo e descaradamente lhe dá um beijo apaixonado. Esperei a cena acabar de costas para os dois e depois ele me apresentou a ela um pouco envergonhado.

-Laura, essa é Gabriela. Minha amiga e dos meninos desde sempre, ela é irmã do Henrique. 

-Oi! Prazer - sorrio em direção a ela, mas ela me olha de cima para baixo com desdém. 

-Oi… - ela me responde e se vira para Felipe - Fe, vem aqui comigo, quero te mostrar uma coisa. 

-Espera um pouco, Gab, vou apresentar a Laura para os meninos e já te alcanço. 

-Ok. Não demora! 

Seguimos em direção a três homens lindos, muito diferentes um do outro. Estavam comendo e jogando um jogo de cartas qualquer em uma mesa, quando nos viram  chegar. 

-Lipe!!! Até que enfim, caralho! - gritou um menino loiro, talvez o maior entre eles. 

-Oi Rique, demorei porque vim trazer a Laura. Deem oi para ela - estava morrendo de vergonha deles. E Henrique foi o primeiro a me cumprimentar, porém só acena de longe.

Havia mais dois meninos que me foram apresentados. Matheus era o mais baixo, tinha olhos gentis, pele escura e cabelo longo e cacheado, e Pedro, que era simplesmente o cara ideal para mim, ou o que eu achava que seria. Ele era alto, e sua pele parecia uma porcelana de tão clara que contrastava com seus olhos e cabelos muito escuros.

-Bem, cuidem da Laurinha. Vou atrás da Gab, já volto. - Ele estava com pressa e logo me sentei com o eles.

-Oi, Laura! Conta para nós como ficou amiga do Lipe. - Matheus começa a puxar assunto como um bom anfitrião.

-Hm, foi algo simples. Encontrei ele deitado pelo campus e começamos a conversar, só isso. 

-Você também é da universidade? - aceno afirmando. 

-E vocês fazem o que lá? 

-Administração, cinema e psicologia - Henrique respondeu por todos, apontando para ele mesmo, Matheus e Pedro respectivamente. 

-E tu ? - pela primeira vez ouço Pedro falar.

-Engenharia de computação. 

-Uau, nunca que iria dizer que você faz um curso de nerd - Matheus diz e eu dou risada com ele, mas percebo que Henrique está inquieto na cadeira, um pouco desconfortável? Ou será que irritado? 

-Mas então, "Laurinha" - e faz aspas com as mãos - você é ficante do Lipe ou apenas uma garota que chupa o pau dele de vez em quando? - não acredito no que ouvi, levanto e aponto o dedo do meio bem na cara dele.

-Vai se fuder, você nem me conhece e tá falando merda, bem pau no cu!

Afasto daquela mesa o mais rapidamente possível, achei a atitude dele bem desrespeitosa, e decido  ir embora, pessoas fedendo a álcool atrapalhavam minha passagem e só depois de algum tempo consigo chegar na frente da casa. Peguei meu celular para chamar um carro pelo aplicativo, só que não confirma a corrida, pois não tenho nenhum saldo no cartão de débito e não tenho dinheiro nenhum comigo. - Me fudi. - O pior é que eu nem sei onde estou e como faz para voltar para casa. "Preciso achar o Felipe", é tudo o que eu penso. O procuro pela casa inteira, evitando a piscina, mas não achoe ele, deveria estar fodendo aquela loira desgraçada. A antipatia é um gene hereditário naquela família, certeza.

Sem mais esperanças, tenho que esperar até ele aparecer. Foda-se, começo a tomar um copo depois do outro e dançando loucamente na sala de estar com várias pessoas, até que sinto um toque no meu ombro.

-Te achei! Olha, vim pedir desculpas pelo Henrique, ele é babaca às vezes. - e para minha surpresa era Pedro. Ele estava bem preocupado e demonstrava isso passando a mão no cabelo.

-Percebi. Mas está tudo bem. 

-Tem certeza? Tem algo que eu possa para consertar a merda do Rique?

-Talvez…

-Talvez? 

-Quero que dance comigo até eu cansar e depois queria uma carona para casa. Esse é o seu castigo por sua amizade. 

Ele não me respondeu verbalmente, apenas me puxou para mais perto pela minha cintura e começamos a dançar bem próximos. Pedro era maravilhoso e a tensão sexual que existia entre nós dois nunca tinha sentido com um homem, e ficamos assim por algumas horas até me sentir exausta. 

-Pedro, pode me levar agora?  

-Posso. - Ele sussurrou no meu ouvido e foi um gatilho para eu beijá-lo com toda a minha vontade. Nossas bocas se encaixavam bem.

Eram cinco da manhã e ainda havia muita gente, só que meu corpo não aguentava mais. Pedro entrelaçou sua mão na minha e me conduziu até o seu carro, que era do mesmo nível que do Felipe.  

O trajeto todo foi feito em silêncio, nosso único contato era sua mão sobre minha coxa, e por fim chegamos no meu destino. 

-É aqui? 

-Sim 

-Gostei de ter te conhecido. - Como de praxe, fiquei com o rosto todo vermelho.

-Eu também gostei de ti. - Me aproximo para lhe dar um beijo de despedida, porém perco facilmente o controle da situação e depois que recupero o fôlego pergunto - Você quer subir? 


Notas Finais


oq acharam?


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