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História Nada é por acaso - Capítulo 11


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Notas do Autor


perdão se tiver algum erro, acabei escrevendo pelo celular então muita coisa pode estar errada, de qualquer modo. Boa leitura

Capítulo 11 - 11


Sorri satisfeita com a minha roupa, o presente de Carlos seria muito bem utilizado naquela noite. 

Jason havia me respondido minutos depois da minha mensagem, dizendo que o convite ainda estava de pé e que me buscaria em uma hora. 

Aproveitei-me do tempo para me banhar e organizar o quarto, por mais que Elizabeth e Amanda não fossem voltar naquela noite, era uma coisa a menos para me preocupar no dia seguinte. 

Deixei meus pensamentos de lado ao ver o cômodo arrumado e meu celular vibrando sobre a mesa. Jason me esperava no saguão do hotel. 

Tranquei o quarto, descendo pelo elevador até o primeiro andar. Arrumei o vestido diversas vezes dentro daquela caixa de ferro, não existia motivos para se estar nervosa, porém eu estava. 

- Uou - Jason falou quando me aproximei de si, abrindo um belo sorriso. - Você está linda. 

- Obrigada, você também não está nada mal. 

- Adorei a parte em que me toca - Riu. 

- Para onde vamos? 

- É surpresa, terá que esperar para ver. 

- Você não seria tão ruim assim. 

- Vamos Jenna, não fica muito longe daqui. 

Aceitei seu mistério, acompanhando-o pelas ruas daquela cidade litorânea, que aparentemente ficava ainda mais bonito durante a noite. 

Talvez fosse o fato de que havia me focado mais na senhora Parker durante o dia, do que na paisagem a nossa volta, no entanto, naquele momento, tudo me pareceu mais bonito. 

As pessoas andavam calmamente, conversando e rindo em conjunto. As crianças corriam pela calçada, pulando e dançando aos gritos de suas mães. 

- Disse que gostaria daqui - Jason comentou. Apenas naquele momento percebi que havíamos parado de andar, e o rapaz me analisava. 

- É um lugar bonito. 

- Eu sei. Vêm, vai gostar da comida daqui. 

Deixei-me ser guiada para dentro da pequena lanchonete. Me surpreendendo com a quantidade de quadros que havia pendurados nas paredes, além das cores chamativas. Era muita informação para o local pequeno, porém era aconchegante, me sentia de volta ao Great coffee. 

Jason fez nossos pedidos, visto que eu me perdi no cardápio. Existia tantas opções que eu não conseguia escolher apenas uma. Acabei gostando do pedido dele, Jason havia puxado a Bob na questão de paladar, eu não tinha dúvidas sobre isso. 

Comemos e bebemos na lanchonete, enquanto ouvíamos a música ao vivo sendo tocada em um palco improvisado. 

- O que acha de darmos uma volta pela cidade? Ainda tem um lugar que acredito que você vai gostar. 

- O que estamos esperando então? 

Jason riu, levantando-se da mesa para pagar a conta. Dividimos o total, sem discussão ou coisa do tipo. 

Seguimos novamente pelas ruas com pessoas felizes e roupas frescas. Me alegrei ao lembrar que naquele momento eu também vestia algo fresco e não uma calça jeans, poderia acabar com trauma de calças e a culpa seria toda minha no final. 

- Chegamos - Jason avisou ao pararmos próximo a várias pessoas na praia. - É um luau, já participou de um? 

- Não. 

- Então espere que goste. 

Acompanhei-o para junto das pessoas, sentamo-nos ao redor de uma fogueira. Fui apresenta para as pessoas ali presente, porém não consegui guardar nenhum nome, não me julgue, a música cantada por um dos integrantes era mais interessante. 

Apenas desviei minha atenção do homem que cantava, quando outras pessoas se juntaram a nós. Essas meu cérebro fez questão de gravar os nomes: Diane, Loren, Dylan e Carlos. 

- O que quer beber Jenna? - Umas das garotas me perguntou, mostrando as diversas bebidas ali presentes. 

- Qual você me recomenda? 

A garota sorriu, enchendo meu copo com um líquido azul, que não me dei o trabalho de descobrir do que se tratava, apenas virei a bebida em minha boca, sentindo a garganta arder. O trio próximo a mim riu da careta que fiz com a bebida. 

Tentei me focar na pessoa que cantava para a roda, porém meu olhar sempre recaia sobre o Parker, que por sua vez estava ocupado com Diane. 

Virei mais dois copos com o líquido azul, que continuou a queimar minha garganta como dá primeira vez. Certo, por que as pessoas bebiam aquilo? 

Desisti de focar-me no cantor do grupo, meu olhar sempre caía em Carlos e Diane, porque não os observar realmente? 

Senti meus pelos se arrepiarem ao vê-lo... beijá-la? Não, beijar era um termo muito fraco para o que faziam ali, estavam praticamente se comendo naquele lugar. 

As mãos do homem seguravam firmemente a cintura alheia, me deixando extasiada, ou seria melhor dizer excitada? Eu já não sabia mais. 

Meu corpo esquentou ao ver sua mão passear pelo corpo alheio, sentia como se fosse meu corpo a ser explorado por aquelas mãos. 

Diane sentou em seu colo, enquanto ainda se beijavam. Continuei a observa-los até a boca da mulher descer para o pescoço do Parker, que por sua vez desviou o olhar da garota para mim. Céus, estava ferrada naquele momento. 

Cruzei as pernas, sentindo o quão molhada se encontrava minha calcinha. Desviei o olhar, mordendo o lábio inferior, e tentando ao máximo entrar na conversa alheia ao meu lado. Ri junto a eles, mesmo não sabendo do que riamos. Ainda me sentia encharcada e a cada momento que se passava eu me sentia mais tentada a olhar o casal novamente. 

Certo, eu tinha que parar com aquilo, não era certo fantasiar com Carlos Parker. 

- Jason eu já vou, obrigada pela noite. 

- Já? 

- Sim, estou morta e preciso levantar cedo amanhã. 

- Tudo bem - Sorriu, levantando-se junto a mim. - Eu te acompanho. 

- Não precisa, o hotel fica a dois minutos daqui, vou ficar bem. 

- Tem certeza? Não me importo em acompanhá-la. 

- Obrigada novamente, mas estou bem. 

- Boa noite Jenna. 

- Até mais Jason - Sorri, afastando-me o mais rápido daquele lugar. 

Suspirei aliviada ao ganhar uma certa distância do luau, seria mais agradável caso minha bela mente não tivesse maliciado com Parker. 

- Pensei que estivesse com as garotas. 

MALDITO! 

Sua voz soou próxima de mim, e apenas naquele momento senti seu perfume me atingir. O cretino não estava com Diane? O que fazia ali? 

- Sua mãe me deu a noite de folga - Dei de ombros ao adentrar o saguão do hotel. Parei em frente ao elevador, esperando-o abrir-se para mim. - Pensei que estariam todos juntos. 

- Estava cansado demais para jantar - Sorriu, fazendo-me revirar os olhos. 

- Entendi, bom... aproveite sua noite senhor Parker - Falei, adentrando o elevador recém aberto. Para minha tortura mental, o homem se juntou a mim. 

- Aproveitou o show? 

- Sim, eles cantavam bem. 

Carlos riu, negando com a cabeça. Perdi o fôlego quando o Parker se virou para mim, focando seus olhos nos meus. 

- Você sabe ao que me referi. 

- Não eu não sei. 

- Aquele com você era seu namorado? - Questionou, no instante que as portas do elevador se abriram. 

- Eu não namoro senhor Parker - Respondi, saindo do elevador. Parei na porta do quarto, virando-me de frente para Carlos que havia me seguido até ali. 

- Boa noite Clark - Sussurrou, deixando um selar sobre minha bochecha. 

Perdi o fôlego ao vê-lo se afastar, aquele homem era o mau caminho em pessoa. Céus, me leve para o lado bom e não para a tentação. 



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