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História Nada é por acaso - Capítulo 12


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Capítulo 12 - 12


Sua boca desceu para meu pescoço, mordiscando minha pele enquanto suas mãos dançavam pelo meu corpo. Suspirei ao senti-lo me morder, suas mãos me prenderam contra o colchão, deixando meu corpo perfeitamente encaixado no seu. 

Sua boca pecaminosa desceu pelo meu busto, sugando meu seio direito. Sua destra percorreu o caminho entre minhas pernas, seus dedos logo se lambuzaram, fazendo-me suspirar ao ser preenchida por dois deles. 

Gemi contra sua pele, enquanto seus dedos faziam movimentos de vai e vem. Sentia-me no paraíso, apesar de que aquele homem estava longe de ser um anjo. 

- Jenna - Sua voz soou rouca em minha orelha. 

Seus lábios voltaram para meu pescoço, mordiscando minha pele. Provavelmente deixaria marcas, apesar de que naquele momento eu não me importava com absolutamente nada que não fosse sua boca em algum lugar do meu corpo. 

Fechei os olhos, deixando seus toques em meu corpo ser meu foco total. Por mais bonito que ele fosse, seus toques eram mais necessitados por mim. 

Suas mãos forçaram minha cintura contra o colchão, fazendo-me soltar um gemido de dor. 

Não, não havia sido excitante, pelo contrário, estava doendo. 

Tentei me mexer, sentindo a dor piorar ainda mais, forçando-me abrir os olhos. Encontrando um par de olhos verdes esmeraldas e um sorriso doce. 

- Bom dia Clark. 

- Bom dia Liz - Sorri envergonhada, sentando-me na cama com a garota em meu colo. Amanda pulou sobre a cama também, mostrando os enfeites que haviam pego na noite anterior com a senhora Parker. 

- Foi essa nossa noite - Mandy finalizou sua longa explicação sobre como havia sido a noite com Victoria, e como tinham se divertidos juntas. Apesar de que eu duvidava que algum momento entre Elizabeth e Amanda fosse ruim, visto que as garotas se davam extremamente bem. - O que você fez sem a gente? 

- Andei pela cidade. 

- Sério? Conheceu a festa na praia? - Liz questionou. 

- Festa na praia? 

- É, o fogo na areia e várias pessoas em volta, sempre tem isso aqui. Meus tios sempre vão, mas minha mãe diz que é coisa de adulto. 

- Não fui - Menti, porém nenhuma delas notou, eram novas demais para notar. - Quem sabe vocês possam me levar quando estiverem adultas. 

- Mas até lá você já estará velha. 

- Liz! - Comentei rindo. 

- É a verdade. 

- Não estarei tão velha ao ponto de parecer uma avó. 

- Mas e se você for avó até lá? 

- Acredito que não serei, Mandy. 

- Você namora Clark? - Liz questionou, parecendo deverás interessada no assunto. 

- Não. 

- E aquele homem na praia? 

- Me sinto em um interrogatório - Brinquei, algo que não a abalou. Elizabeth manteve seus olhos fixos a mim, analisando cada reação minha. - Jason e eu somos apenas amigos, ele é filho do meu antigo patrão. 

- O dono da cafeteria? 

- Sim - Respondi surpresa por ela ainda se lembrar de quando nos conhecemos. 

Elizabeth se livrou do meu colo, passando a conversar com Amanda sobre o que fariam naquele dia. Entre a lista de desejos das garotas ainda tínhamos que lidar com as recomendações de Maria Parker, que felizmente para aquele dia era apenas uma: estar dignas de um óscar as dezessete em ponto no saguão. 

Aproveitei-me da agitação das garotas para deixar o sonho de lado, era o melhor a se fazer, para o bem da minha sanidade. Os poucos momentos que tentei pensar sobre Carlos em meu sonho, causou-me arrepios pelo corpo e uma sede infernal por aquele homem. 

- Não podemos jantar aqui? Não quero descer. 

- Desculpa Liz, vocês têm compromisso essa noite. 

- É o noivado - Mandy declarou, ganhando minha total atenção. 

- Noivado? 

- É, dos nossos pais. 

- Mais um motivo para estarem lá. 

- Não leve a gente a mal Clark, mas não queremos eles juntos. 

- E por que não? - Questionei, sentando-me na cama, atenta ao que Elizabeth dizia e Amanda assentia. 

- Eles não são felizes - Mandy falou. 

- Sabemos que nem todo mundo se casa pela felicidade, mas... é o segundo casamento de Cauã e quase o segundo de minha mãe também, eles deveriam procurar alguém feliz, não é? 

- Talvez eles se gostam e são felizes juntos. 

- Não são - Responderem em uníssono. 

Mordi o lábio inferior, incapaz de palpitar naquela situação. O pouco contato que tive com o casal junto, havia sido no Natal e não pude tirar minhas próprias conclusões. 

- Seja como for, eles já são grandes, e sabem o que estão fazendo. Agora vamos nos arrumar, abrir um belo sorriso e comer todos os doces que tiver por lá. 

Terminei minha fala atacando-as com cócegas, fazendo-as cair deitadas sobre a cama e soltar gargalhadas gostosas de se ouvir. 

Passamos o dia inteiro no hotel, a grande parte dele no quarto e a outra parte na área da piscina. Brincamos juntas o máximo que conseguimos, até fizemos competição na água. 

Felizmente ao entardecer, Amanda e Elizabeth não me deram trabalho na hora de se arrumarem. Aceitaram tranquilamente o final das nossas brincadeiras, claro, com a promessa de que no dia seguinte continuaríamos com aquela farra toda. 

Às dezessete em ponto descemos do elevador no saguão, os Parker estavam reunidos ali, e para meu alívio pessoal, as meninas e eu não estávamos tão distantes das roupas que os outros usavam. Poderia dizer que estávamos vestidas como verdadeiras Parker, apesar de que não seria totalmente uma mentira, visto que Elizabeth era uma Parker. 

- Podemos ir? - Cauã questionou Maria, ganhando um aceno de cabeça da mulher. 

Seguimos hotel a fora, onde três carros nos esperavam. Cauã, Maria, Elizabeth, Amanda e eu fomos em dos carros, com o Foster no volante e a Parker ao seu lado, ocupada com o smartphone em suas mãos. As duas mais novas assistiam desenho no iPad dado por Maria assim que entramos no automóvel. 

O trajeto foi curto, e internamente eu agradeci por isso. Apesar da fachada do restaurante me intimidar completamente quando desci do carro. 

Demoramos alguns minutos até todos estarmos reunidos na mesma mesa, e com o pedido feito. Para minha tortura pessoal, Carlos - e toda aquele charme dele - estava sentado ao meu lado. 

O sonho da noite anterior me veio à mente, sua boca em minha pele era algo tão... real. Juntei minhas pernas rapidamente, e pude jurar que o sorriso aberto por ele era graças ao meu movimento, ou talvez Cauã Foster fosse um humorista enquanto falava sobre as ações da empresa. 

Aquele jantar me pareceu durar dias, mesmo durando apenas duas horas segundo o grande relógio do restaurante. O perfume do homem ao meu lado passou a me enlouquecer depois de dez minutos sentada ao seu lado, minha mente - nada puritana - não ajudava em nada. 

Imaginei-nos sobre aquela mesa, com todas aquelas pessoas como telespectadoras, porém logo desfiz esse pensamento, o banheiro me parecia uma opção muito melhor, ou então seu carro. 

Quando a sobremesa foi posta em nossa mesa, o tão esperado pedido veio. Cauã mostrou um anel prata com uma pedra de rubi no centro, e naquele momento todos no restaurante olharam para ele. Maria sorriu, ouvindo pacientemente o pedido do rapaz antes de dizer sim e ganhar uma chuva de palmas e felicitações pelo noivado. 

- Está tudo bem Clark? - Carlos questionou, deixando de lado a salada de frutas que comia. 

- Sim, senhor Parker. 

- Pode me chamar de Carlos. 

- E o senhor pode me chamar de Jenna. 

Ele sorriu, negando com a cabeça e voltando-se para suas frutas. 

Amanda e Elizabeth grudaram em seus pais, tirando diversas fotos e brincando com o novo anel da Parker. Parte minha entrou em pânico com aquela brincadeira entre as duas, afinal, aquele anel valia mais que meu salário. 

- Está dispensada essa noite, o que acha de uma festa? 

- Não estou dispensada. 

- Não? 

- Não. 

- E se estivesse, diria sim? 

- Talvez – Respondi sem pensar, havia me esquecido de limites assim que sonhei com a boca de Carlos sobre meu corpo. 

Carlos sumiu por alguns minutos, voltando apenas quando já nos organizávamos para sair. E para minha surpresa, não fui designada para o carro com as garotas e sim, para o carro de Carlos, trocando com Victoria Parker. Questionei internamente o que ele havia feito para que aquilo ocorresse, e o motivo para tal. 

Não me surpreendi ao vê-lo mudar a rota e seguir para o lado oposto da cidade, me surpreenderia caso não o fizesse. 



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