História Nada é por acaso - Capítulo 51


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Categorias David Luiz, Nina Dobrev, Thiago Silva
Personagens David Luiz, Nina Dobrev, Personagens Originais, Thiago Silva
Tags David Luiz, Nina Dobrev, Thiago Silva, Zoe Infante
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Palavras 2.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieeeeeeee
Em homenagem ao dia das Mãessssssss...

A todas deste mundooo.... em especial a minha querida mãe ♡

Você é chata mais eu AM♡ você Mãeeeeee♡

Capítulo 51 - Coração De Mãe


Fanfic / Fanfiction Nada é por acaso - Capítulo 51 - Coração De Mãe



Zoe On:


Seu coração é assim...Não sei porque mas é assim...

 Parece que não tem mais fim...Um oceano de afeto...

Quanto mais ama mais tem amor...Quanto mais serve mais tem pra dar...

Tanto querer, tanta emoção, tanto carinho por mim...

 Seu coração é assim...Flor que desabrocha a cada manhã... Fonte de amor que é sem fim...

 Deus te fez assim pra cuidar de mim... Quero crescer com você...

 E a cada dia aprender...Que o seu coração é assim...

Minha Mãe...


Hoje eu entendo o que é ter um coração assim, porque hoje eu tenho esse coração, coração de mãe. 

Só ama, protege, ama, quer o bem, ama, faz o bem e ama. Incansavelmente ama.  

E tamanho amor que há uma semana que tenho morado nesta UTI ,incansavelmente. 

Me tornar mãe me tornou também incansavel quando se trata de Benjamin e Matteo, me fez entender muita coisa e desentender outras. 

Como por exemplo o facto de Dona Lígia viver atrás do David, ainda acho o seu comportamento exagerado mais já consigo me colocar em seu lugar. 

E desentendo outras coisas como o facto de a minha própria mãe ter me abandonado, só no momento em que eu mais precisei dela na minha vida. 

Se o amor das mães pelos filhos e igual em todas, como alguém que sente por mim tanto como eu sinto pelos meus filhos foi capaz de soltar a minha mão? 

Eu não entendo. Porque eu ia até o final do mundo pelos meus filhos, eu estaria do lado deles nas mais improváveis situações e circunstâncias.

Me sentei na maca e suspirei, senti o olhar de David me observar na poltrona ao lado da minha cama que tem sido sua cama ultimamente. 

-Caraca eu sou tia. -Andreia festejou. -Tia a exactamente uma semana, e ainda nem peguei neles. 

-Vai pegar muito quando eles saírem da UTI. -David ironizou.  -Vou deixar eles com você a vida inteira inclusive. 

-Engracadinho, são seus filhos sim, não precisa esfregar na cara da gente o moleque.

-Eles estão ficando cada vez mais grandinhos e ganhando as suas feições filho. -Dona Lígia reolhava as fotos orgulhosa. 

-Quem diria nê mãe? -Ironizou novamente eu entendi o que ele quis dizer.

-David... -O repreendi. Sei lá acho que o ambiente hospitalar não está fazendo muito bem para ele não, está rabugento e mal humorado. 

-Quem diria o que garoto? -Sua mãe esbravejou. 

-Gente por favor. -Cortei o que Seia o início de uma discussão. -Não é hora para isso, até porque... -Olhei para ele. -Esse quem diria serve para você também. 

-Não liga não Zoe mamãe e o David são assim mesmo, só barraco. -Andreia falou. -Não sei a quem eu saí nesta família. 

-Ao seu pai. -Respondi. 

-Alguém tinha que se salvar né? -Sorriu. -Que esses meninos saiam a tia e ao avô. 

-Amém. -Concordei. 

-Mãe já está na hora né? -David se levantou. 

-Está me mandando embora? -Dona Lídia cemicerrou os olhos. 

-Não, só estou dizendo que está tarde, a Zoe precisa descansar e você pode levar a Andreia para casa que ela está muito saídinha já. 

-Eu já estava de saída mesmo seu feio! -Rebateu. 

-Mas já? -Lamentei, a companhia da Andreia era das melhores.

-Não tem problemas que eu volto amanhã tá? 

-Amanhã é dia de visita do Oscar e do Thiago, lamento. -Disse. 

-Devem ter muito para conversar com a Zoe sobre bebés e fraldas. -Ironizou, essa família adora uma nos ironia. -Mas enfim...

-Nós vamos indo vossa alteza. -Dona Lígia fez vénia para o filho que já esperava com a porta aberta, também pudera, estava se sentido um rei, merecia ser tratado como tal. 

-Façam favor subordinadas. -Disse e fechou a porta rapidamente assim que saíram. -O que foi aquilo? 

-Te faço a mesma pergunta. -Falei.

-O que? -Questionou. 

-Amanhã é o dia de visitas do Oscar e do Thiago. -Repeti.

-E esse quem diria vai para você também? -Repetiu.

-E vai. -Assenti. -Você aponta o dedo para a sua mãe e se esquece que você também duvidou que eles fossem seus filhos, vocês dois fizeram exactamente a mesma coisa. 

-Eu já te pedi desculpa por isso. -Me olhou incrédulo. 

-E eu já desculpei. -Dei de ombros.

-Não você não desculpou. -Negou. -Você guardou magoa e rancor. 

-Eu não guardei nada, só acho que você não tem que praticamente expulsar a sua mãe e a sua irmã daqui pelo amor de Deus. -Me deitei. -Quando foi você quem puxou o assunto de novo. 

-Eu não vou brigar com você. -Se sentou respirando fundo se achando o dono da razão para variar. 

-Acredita que tudo que eu menos quero e brigar. -Fechei meus olhos evitando o contacto visual com os seus olhos grandes e verdes. 

-O que foi? -Perguntou

-O que foi o que? - Perguntei também. 

-Porque você está assim? -Se levantou.

-Por sua causa. -Menti.

-Acho que eu ainda sei quando eu faço alguma coisa que te faça chorar. -Disse. -Vai me diz o que foi, você está assim deste que voltou da UTI que eu reparei. 

Me manti calada, eu não tinha muito para explicar, pelo menos não nada que ele entenderia. Mas não pude evitar que minha tristeza transborda-se pelos olhos. 

-Amor não chora. -Me abraçou. -Os meninos estão bem, nós estamos bem, está tudo bem, então porque você está assim? 

-Nada, tá tudo bem. -Sussurrei. 

-Eu fiz alguma coisa? -Questionou. -Foi a minha mãe? Ela te falou alguma coisa?

-Não. -Neguei.

-Tudo bem você não quer conversar. -Assentiu relutante. -Quando quiser falar eu estou aqui. -Me abraçou novamente.


                     (....)


Eu fingia dormir enquanto David brincava com os dedos de minhas mãos. 

Estar neste lugar e tão intediante,  só valia mesmo a pena quando eu podia estar com os meus filhos, se não,  só servia mesmo para me manter desocupada, e como mente vazia e oficina do demónio...

-Você acha que eu fui uma má filha? -Perguntei.

-Ham? -Me olhou. -Porque?

-Para minha mãe ter me erradicado da vida dela. -Sussurei. -Eu devo ter sido muito má filha mesmo. 

-Isso não tem nada haver Zoe. -Disse. 

-Eu estou tentando entender, eu sei que eu errei, mas se ela me ama como uma mãe ama um filho como ela foi capaz David? -Questionei. -É porque se calhar eu não fui uma boa filha.

-Para ra com isso Zoe. -Falou. -Para de tentar achar algo errado em você que justifique a atitude da sua mãe, por mais errada que você esteja amor, não justifica ela ter te virado as costas como virou. -Suspirou. -Você acha que foi uma má filha? 

-Péssima. -Sussurei. 

-Está enganada, você estava mais perto da perfeição em comparação com muitos filhos de hoje em dia, dificilmente você encontra um jovem de 18 anos que ainda não tenha colocado uma gota de álcool na boca por exemplo. 

-E quando coloquei fiz a maior burrada da minha vida. -Pensei alto.

-Nossa, doeu. -Se afastou. 

-Desculpa, desculpa amor eu não quis dizer isso, eu só quis dizer que eu posso ter sido comportada -Fiz aspas. -Durante muito tempo, mais no fim eu decepcionei os meus pais na mesma. 

-Cedo ou tarde isso ia acontecer, não se vive para agradar os pais, olha para mim... -Riu sem humor. -Sempre dei o máximo de mim para não decepcionar e durante um bom tempo  também resultou, as amigas da minha mãe diziam até que eu era o filho dos sonhos..estudioso, trabalhador, focado, educado, exemplar, simpático...

-Lindo. -Acrescentei. 

-É lindo. -Gargalhou convencido. -Estava quase me esquecendo. Mas no fim eu acabei decepcionado mais que os filhos delas.

Por mais que agente tente Zoe, antes de sermos filhos somos seres humanos e errar faz parte da nossa essência. 

-Eu estou tentando amenizar a culpa da minha mãe não é? 

-Certamente. -concordou. -Nunca  vi alguém que adora se culpar como você.

-Não é me culpar é tentar negar a verdade. -Admiti. 

-Agora ela é avó, talvez as coisas mudem. -Disse. -Olha para a minha mãe, estamos fazendo progressos.

-Eu conheço a minha mãe e ela não vai passar nem por cima e nem ao lado da palavra do meu pai. -Falei.

-Com todo o respeito mais a sua mãe precisa aprender que ela pode vir a ter um ex marido, mas não uma ex filha. 

-Talvez um dia ela se de conta. Só não garanto que não será tarde de mais.

-Ela te ama, disso eu tenho certeza absoluta. -Tentou me animar. 

-Ama mesmo? -Duvidei. 

-Quem não amaria você? -Acariciou o meu rosto. 

-A sua mãe. -Gargalhei. 

-Nossa amor como você consegue estragar meu momento de romantismo.

-Não é hora de romantismo e sim dos meninos comerem, eles devem estar famintos. -Me levantei, depressa demais.

-Zoe, você ainda não pode ficar se levantando assim. 

-Aii. -Respirei fundo. -Já passou.

-Você age como se não tivesse sido operada a uma semana amor, não pode. -Reclamou.

-Tá tudo bem David. -Me sentei naquela bendita cadeira de rodas. -Vamos?

Benjamin e Matteo comiam de 3 em 3 horas, e dormiam em seguida, passavam tão pouco tempo acordados, mas parece que o tempo que passavam em nossos braços era suficiente para saber que nós somos os pais deles, para saberem que eu sou a mãe deles.

Eles mal choravam, acredito que ainda nem tinham forças para tal. Ficavam vermelhinhos, deitavam a algumas lágrimas mas era muito difícil ouvir a voz deles.

E só essas lágrimas já deixavam o David preocupadissimo, parece que vinha aí um tsunami, chegava a ser cómico.

Mas cómico foi mesmo quando ele trocou a fralda deles pela primeira vez, David alisou o bumbum deles por cerca de 20 minutos para se certificar que estavam bem limpos. Ali eu vi que terei um trabalham, pois ele é um pai tão fofo, carinhoso e babão que vai mimar demais e tenho receio que acabe estragando eles com todos esses mimos.

Eles estavam mudando e crescendo muito e em tão pouco tempo, já não se parecem com os bebés de a uma semana atrás.

Estão ganhando formas e características. Têm ambos o cabelo loiro igual ao meu e o de David, Benjamim tem os olhos grandes e verdes como os do pai,  mas Matteo tem os olhos azuis, igualzinhos aos do meu pai, mas preferi não comentar este facto para evitar um mau clima. 

Só faltava o ponto chave que o David estava esperando ansiosamente para poder cantar vitória: O cabelo. Acho lindo demais mas sinceramente... David que não me oiça... eu prefiro que tenham o cabelo que nem o meu, liso e fácil de tratar.

Era muito amor por estes dois seres, o maior amor do mundo. E desde que eles nasceram que eu me olho no espelho e olho para a pequena cicatriz em minha barriga, e ao contrário de outras mulheres eu não acho feio... 

Muito pelo contrário, eu sinto um orgulho tremendo de mim, como se calhar nunca senti. 

É exactamente como dona Lígia disse, por esse amor que sinto agora, vale qualquer cicatriz, qualquer dor, qualquer sacrifício, tudo vale a pena por esse momento.

Ter engravidado cedo... ter decepcionado os meus pais... sido expulsa de casa... ter perdido a minha família... ter ido morar com um estranho... ter interrompido meus estudos... ter adiado os meus sonhos.  Tudo valeu a pena. 

Eu faria  tudo de novo, erraria e decepcionaria novamente, pois aquela famosa frase se eu "pudesse voltar atrás" hoje já não faz parte do meu vocabulário. 

-Você fica tão linda sendo mãe. -Sussurrou. 

-Você também fica muito bem sendo pai. -Entreguei o Matteo cuidadosamente para enfermeira. 

-Hoje acho que é a melhor coisa que eu sei fazer na minha vida. -Disse. 

-Eu só quero que a gente vá para casa logo para poder ficar com eles todos os dias, minutos, segundos. 

-Não falta muito. -Falou. -Agora eu vou levar a senhora para enfermaria para fazer os curativos.

-Eu vou só ligar para Nina rápidinho. -Avisei. -Se não ela vai me matar.

-Nada disso. -Discordou. - Primeiro a enfermaria. 

-Tchau meus amores, a mamãe volta daqui a três horas. -Me despedi. -E a mamãe e o papai amam muito vocês.

-Demais. -Concordou. 

-Você vai para casa? -Perguntei, Era estranho falar com alguém que está atrás de mim.

-Não, primeiro eu vou passar na empresa para pegar uns projectos para levar para casa para adiantar o trabalho. 

-Tá bom, você não volta mais hoje? -Questionei vendo que já era noite

-Não amor. -Negou. -Mas você fica bem? Se quiser que eu...

-Não está tudo bem amor, eu sei que você precisa descansar também e dormir em uma cama decente. -Falei. .

-E como preciso, eu vou indo então. -Beijou minha testa. -Qualquer coisa me liga tá? 

-Ligo sim fica tranquilo. 

-Amo você. -Gritou mudo já um pouquinho longe. 

-Também amo você! -Correspondi. 

É, o estranho que eu me desonrou a quase nove meses atrás hoje era o meu namorado, pai dos meus filhos e o homem da minha vida. .

As voltas que a vida dá. 


                     (....)


Ligação On:

...


--E quando eles saem da UTI? - Perguntou. 

-A princípio quando completarem nove meses, mais eles estão se recuperando rápido e tenho certeza que vamos poder ir para casa antes disso. -Falei. 

--Eles são a cara do David Zoe. -Disse. 

-Não acho, acho que ainda não tem traços totalmente definidos. -Descordei. 

--As fotos não mentem eles têm muito mas haver com o David do que com você, fora o Matteo que tem o corpo um pouco tímido como o seu. 

-Quem tem corpo tímido é a sua avó. -Falei.

--Falando em avó vi a sua ontem na igreja. -Nina Disse. 

-E como ela está? -Me ageitei na cama. 

--Normal, continua não gostando de mim. -Dramatizou.

-Você e seus dramas. -Falei. 

--Sério, por uns momentos pensei que ela fosse jogar a cadeira de rodas em cima de mim. 

-Ela está em uma cadeira de rodas? -Meu coração apertou. 

--Está, parece que não consegue se locomover muito bem, mais está com otimo aspecto para quem esteve em coma.

-Você falou com ela? -Questionei. 

--Eu quis até jogar na cara dela que os bisnetos já nasceram e ela não estava presente mas aí me lembrei que estava na casa de Deus e fiquei com medo dela me atropelar com a cadeira. -Suspirei. --Não liguei para ficar falando dos outros. 

-Não foi nem você que ligou o retardada. -Xinguei. 

--A maternidade está te deixando muito saidinha. -Falou e eu ignorei. --A propósito como é ser mãe?

-Eu posso não ter muita experiência,  mas acho, acho não, eu tenho a certeza que é a melhor coisa do mundo. 

--Me orgulho tanto de te ouvir falando assim. -Disse e eu sorri. -Sei lá, não sei se suportaria tudo que você suportou e passou amiga. 

-Você suportaria sim, a momentos em que pensamos ser fortes mais somos fracos e é nos momentos em que menos pensamos que somos fortes  que Deus nós surpreende.

E nos mostra que somos muito mais do que alguma vez imaginamos, nos mostra que podemos muito mais do que alguma vez sonhamos.

--A minha irmã é mãe. -Sussurrou, ela estava chorando. -Eu estou tão feliz por você Zoe. 

-E eu, não chora que eu choro também. -Sorri.  -Você nem imagina Nina. Parece que eu nasci de novo quando eles nasceram. 

Porque a minha vida ganhou um novo sentido, um novo rumo e uma nova razão. Parece que os meus dias brilham mais. Floresceu dentro de mim um amor sem medida, que eu já mais imaginei que sentiria, ainda mais por dois seres tão pequenos.

Mais eu sinto, e é maior e melhor  que tudo, a forma mais pura e verdadeira de amar é o amor de uma mãe. 

Hoje eu digo que eu sou uma pessoa diferente, com um coração diferente, hoje eu tenho um coração de mãe Nina. 














Notas Finais


Espeto que tenham gostado amores ♡♡♡♡ muito obrigada por acompanharem, vcs são 1O!


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