História Nada é Real até que se Acabe - Capítulo 2


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Notas do Autor


Voltamos!
Gostaria de agradecer a todos que favoritaram ou estão acompanhando. Espero não decepcionar! ;)
Obrigada pelos comentários de vocês

Capítulo 2 - Capítulo 2 - De volta


“Sometimes it's a lonely cause

So I just make believe

If you're gonna take a chance

Then take a chance on me.”

“Às vezes é uma causa solitária

Então eu me faço acreditar

Se você vai ter uma chance

Então dê uma chance a mim. ”

Não planejou muita bagagem. Logo que concordou ir a Konoha, já planejava voltar o mais rápido possível a Kumo. Fechou a mala e foi ao aeroporto. Desde o momento em que decidira ir a Konoha até o caminho do aeroporto, recebera inúmeras mensagens de Ino e Sakura. Surpreendentemente, num momento de luto como aquele, Ino se animou com a chegada da Hyuuga. Na escola onde lecionava, não foi difícil achar uma professora que a substituísse. Hinata já não tirava férias há dois anos e nessa oportunidade, a escola resolvera dar as férias a ela.

Ou talvez fosse porque as pessoas com quem trabalhava a julgavam extremamente sozinha. E que uma viagem lhe fizesse bem.

Hinata acordava todas as manhãs, tomava seu café e ia para a escola. Voltava ao final do dia, bebia chás nas noites frias ou uma bebida gelada nas noites quentes, e dormia lendo algum livro. Sua vida era simples e não necessitava de nenhuma complicação. As pessoas com quem trabalhava – das quais gostava muito – sempre insistiam para que ela saísse. Ela sempre, gentilmente, esquivava-se. Até o momento que não a chamavam mais. Seu cotidiano era trivial, um pouco antiquado. Fugia das redes sociais. Fazia yoga. Lia para dormir. Tudo comum.

Sua colega de trabalho, Keiko, já havia apresentado dois amigos a ela. Homens bonitos, distintos, porém, nada mais que fosse muito além disso. Um deles, um importante advogado de Suna, costumava beijá-la na porta de seu apartamento. Kankuro. Era bonito, divertido, e tinha uma predileção por bonecos colecionáveis. Com ele Hinata saíra por um mês. Até que ele se declarou a ela, dizendo-se estar apaixonado. O problema era que ela não estava. E se negava estar. Não demorou para que cada um seguisse seu rumo. Hinata ainda se lembrava da última mensagem que ele mandara a ela: Você é uma pérola. Só precisa sair dessa concha.

O voo era rápido. Uma hora e trinta minutos. Desembarcou, pegou sua mala e, ao longe, viu Hanabi acenando feliz. As duas se abraçaram longamente. O caminho até a casa de seu pai levava algum tempo, por volta de mais trinta minutos. Ko Hyuuga, um dos empregados de confiança de Hiashi Hyuuga dirigia.

— Estamos tão felizes que você esteja aqui! Mesmo que por circunstâncias nada boas... Não é, Ko?

O homem sorriu olhando para o retrovisor. Hinata retribuiu o sorriso com carinho.

— Você já visitou Kurenai?

— Sim. Fui até lá antes de vir te buscar. Shino e Kiba estão com ela. Isso é tão triste, Hina. Konohamaru também está desolado.

Konohamaru era o namorado de sua irmã e sobrinho de Asuma. Por volta de cinco anos mais novo que Hinata.

Chegaram a mansão Hyuuga. O local parecia não ter mudado em nada desde que saíra da casa de seu pai. As paredes impecáveis brancas, os móveis em cores monocromáticas, fotos de sua falecida mãe, de seu falecido primo, de Hanabi e dela, enfeitavam um rack, próximo a porta. O seu pai estava parado, também próximo a porta, sorrindo minimamente. Não resistiu a saudade de ver seu pai, abraçando-o com vontade. O mesmo retribuiu o abraço, saudoso.

Assim que chegara na casa de Kurenai, percebeu o clima de luto. Não era para menos. A casa que Kurenai e Asuma dividiam era média, cheia de lembranças, fotos e troféus de concursos de física de Asuma. Ele era uma perda gigantesca.

No entanto havia algo que Hinata havia esquecido: A morte de Asuma era, também, um momento de encontro de todos do ensino médio. Não havia levantado essa hipótese, até ver na sala da casa de Kurenai uma foto de sua turma. Asuma era um desses professores preferidos que os alunos sempre têm nas escolas. Na foto estavam todos. Sakura, Ino, Shikamaru, Chouji, Tenten, Rock Lee, ela, Kiba, Shino, Kakashi, Sai, Sasuke, Shion, Naruto.... Todos sorrindo após a escola ganhar seu terceiro campeonato de artes marciais. Viu seu primo, Neji, na foto. A quem sentia saudades todos os dias. Depois seu olhar se voltou ao loiro que sorria tão aberto que seus olhos se fechavam. Shion estava ao lado dele, abraçando-o com o braço esquerdo. Aquilo embrulhou seu estômago.

— Hinata!

Kiba vinha até ela. Abraçou-a, tirando-a do chão. Ela sorriu.

— Kiba, Shino. – Cumprimentou o outro que vinha logo atrás. – Que saudades de vocês!

— Não vem dizer que tá com saudade não. – Disse Kiba, fazendo uma careta. – Se estivesse já teria vindo antes.

— Não começa, Kiba. Esse não é o momento para isso. – Disse Shino, sempre o mais sério dos três.

Hinata sorriu, não querendo prolongar o assunto sobre sua ausência.

— E Kurenai?

— Venha, vamos até ela.

Sua antes tutora – agora, amiga querida – estava com os olhos inchados e vermelhos. Assim que as duas se viram nenhuma palavra foi dita. As duas apenas se abraçaram, carinhosamente por longos segundos. Abraçada com Kurenai, percebeu quando ela começara a chorar mais uma vez.

— Hinata, querida... – Disse entre soluços. – Você não faz ideia da falta que você faz.

Não demorou para que mais pessoas de sua turma começassem a chegar. Chouji, Ino, Sakura, Shikamaru e Rock Lee estavam na sala, sentados, lembrando de velhas histórias da escola. Ela, normalmente, não gostava de lembrar dessas histórias, entretanto ali com seus queridos ex-colegas e amigos, sentia nostálgica. Todos eles lembrando de Asuma pelos corredores da Konoha Gakuen. Shikamaru a agradecera pela sua presença e, disse, surpreendendo-a, que era bom vê-la por ali.

— Eu até hoje me lembro daquele campeonato de física que o Rock Lee perdeu para o Gaara. – Chouji ria pela lembrança, mesmo depois de acabar de chorar.

— Eu me lembro disso também. Enquanto o Lee tinha feito um vulcão, Gaara fez um filtro de areia, não é? No sétimo ano! – Ino disse rindo, sob protestos de Lee.

Enquanto seus amigos continuavam a conversa, Sakura chamou Hinata para ir até o jardim que ficava na parte de trás da casa.

— Só por você estar aqui Kurenai parece ter apresentado uma melhora.

A morena sorriu, agradecendo. Não sabia como ser de muita ajuda naquele momento. Percebeu que a sua presença tinha sido a melhor escolha.

— Hinata, hoje pela manhã falei com Naruto.

Ficou sem ar por alguns segundos. Estava sendo estúpida. Sakura e Naruto eram ainda bem próximos e deveria ter imaginado isso. Ela esperava que não tivessem falado exclusivamente sobre ela.

— Ele está cuidando de negócios, mas ele deverá vir mais tarde para cá.

Negócios. Naruto agora era tinha um alto cargo na prefeitura de Konoha, podendo ser um dos indicados a câmara de conselhos da região de Konoha. Ele era um importante candidato a fazer diferença na política. Hinata sabia disso. O Uzumaki agora, não era mais o menino que sempre aprontava pela escola. Ele era um dos solteiros cobiçados de Konoha, não só pelo seu papel político, mas também pela sua aparência atlética.

Ela havia lido isso num jornal local online de Konoha. Nele, uma foto do Uzumaki só confirmava o que ela suspeitava quando mais jovem, que ele brilharia mais do que já havia brilhado na adolescência.

— Está tudo bem.

Sakura a olhou profundamente.

— A mim você não engana, deveria saber disso. Não está tudo bem. Você saiu daqui por causa deles. Pelo menos Shion não virá.

A Hyuuga ficou muda. Sem saber responder. Sentiu-se exposta. Sakura era capaz de lê-la pelo olhar depois de tanto tempo de amizade. Ela respirou fundo.

— Sakura, que diferença isso faz agora? Isso está no passado.

Disse baixo. Se Sakura não a conhecesse bem o suficiente teria certeza que a Haruno teria acreditado nela. Mas elas se conheciam bem demais e podia jurar até que Sakura ouvia seu coração bater mais forte que o normal.

—/-

“- Veja, preste atenção, você deve manter o denominador se ele é o mesmo. Não se lembra disso Naruto-kun?

Ele coçou a cabeça em dúvida. Hinata se divertia com as expressões dele. Era incrível como todas expressões ficavam bonitas em seu rosto.

— Eu mal me lembro o que comi ontem, Hinata.

Ela riu baixo, tímida.

— Hm? – Ele olhou para ela, duvidoso. – O que foi?

— Eu aposto que você comeu lámem. Acertei?

Ele cruzou os braços.

— Hey! Até você me zoando, Hinata?

Ela continuava a rir, descontraída. Naruto ficou observando o rosto dela enquanto também sorria. Apoiou um de seus cotovelos na mesa, inclinando mais seu corpo para frente, em direção a Hinata.

— Eu nunca ouvi você rir.

Hinata, de repente, ficou muda. Sentiu suas bochechas corarem.

— Você ri bonito, sabe? Sem maldade... Quer dizer... – Ele coçou a nuca. - Você não parece que tá rindo de mim.

Hinata sentiu suas mãos tremerem e seu coração acelerar.

— E-Eu não tô caçoando de você mesmo, e-eu só-

— Eu gosto de pessoas como você, Hinata. Obrigado por me ajudar, por acreditar em mim.

Ele sorriu para ela. Olhou-a como se pudesse ver sua alma. Esse era um de seus sorrisos favoritos. ”


Notas Finais


A música do capítulo é Rebel Girl do Angels & Airwaves. Muito obrigado!


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