História Nada é verdade, tudo é permitido. - Capítulo 2


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Categorias Assassin's Creed
Tags Assassin's Creed, Brasil, História, Illuminati, Maçonaria, Ordens Secretas
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Palavras 1.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Teoricamente, este seria o capítulo 02 de nossa confissão, mas com certeza, é o primeiro capítulo de sua saga pessoal. Vamos ver se você te condições de continuar.

Capítulo 2 - Seu primeiro teste


Fanfic / Fanfiction Nada é verdade, tudo é permitido. - Capítulo 2 - Seu primeiro teste

Enfim chegamos onde queria chegar, na parte onde a história se volta para você e para mim, embora ainda de forma indireta. Você sabe que estamos no Brasil e este país não é lá a melhor coisa do mundo para se estar, mas também não é o pior. Muita coisa aconteceu desde 1500, quando Cabral desembarcou por essas terras e encontrou sua primeira tribo de índios que, a princípio ficaram furiosos com isso. Willian, o velho Will disse, há muito tempo, que esse desembarque não tinha sido sem querer. E não foi mesmo; nós já havíamos dado essa dica ao reino há muito. Pobre Will.

Não sei se você se lembra das aulas de história, mas algo aqui precisa ser dito: Cabral não descobriu essas terras por acaso, nem foi o primeiro europeu a pisar aqui. Na verdade, antes dele, uma pequena embarcação, uma nau de dois mastros, desembarcou no que hoje chamaríamos de Salvador. O único navio sobrevivente de um agrupamento de quatro que desancoraram em Lisboa e levaram mais de dois meses para chegar aqui, entre ventos e entreveros. Dois destes navios se perderam depois que a tripulação, aparentemente, contraiu escorbuto. Um deles se desviou do percurso durante uma tempestade e outro simplesmente afundou depois de bater contra uma onda grande demais. A Nau/Navio que lançou âncoras na baia de Salvador era nossa. Isso aconteceu dois anos antes de Cabral.

As Terras brasileiras foram mapeadas rapidamente e o que foi conseguido de informação deveria ter sido guardada em nossos porões, entretanto, o financiador da aventura, um nobre barão espanhol enviou seu melhor cartógrafo para desempenhar a mesma função. Tivemos que correr como nunca; nosso propósito era antecipar a vinda dos Templários para o Novo Continente e encontrarmos um dos fragmentos antes deles. Como os propósitos dos índios e dos nossos irmãos eram muito similares, acabamos fazendo amizade, o que nos levou diretamente rumo a sul e para o que hoje conhecemos como cidade do Rio de Janeiro. Antes disso, entretanto, fizemos o possível para manter os homens brancos, longe do povo vermelho.

Éramos poucos, entretanto e fomos diminuindo rapidamente conforme novas naus ancoravam no litoral das terras brasis. Não tivemos tempo para treinar o povo nativo e eles não tinham interesse em nosso maquinário, alguns acabaram sendo enganados pelas promessas dos Templários e esse foi mais um tapa em nossa cara. Com o tempo, os índios viram que estavam sendo ameaçados e acabaram recorrendo ao nosso auxílio e o fizemos com certo louvor, dado que muitos deles conseguiram escapar e somando nossas técnicas ao seu conhecimento da mata nativa, se tornavam praticamente impossíveis de se ver. Isso era algo que precisávamos aprender: sabíamos nos ocultar, mas eles desapareciam.

Com o tempo os Templários acabaram se cansando da briga entre índios e portugueses e acabaram por importar mão de obra de uma fonte muito abrangente: a África.

Esses foram mais difíceis de auxiliar e a escaramuça durou por séculos até que tivemos a possiblidade de trazer uma força ainda maior para terras tupiniquins.

Preste atenção agora.

Em meados do século XVIII conseguimos de nossos irmãos ingleses alguns emissários interessados em plantar aqui uma tradição europeia muito distinta. Por conta dos membros da coroa portuguesa que aqui se encontravam, uma ponte naval foi feita entre os dois países e, com essa ponte, comerciantes e profissionais liberais acabaram vindo para cá, em número suficiente para formarem uma das bases da sociedade conhecida como Maçonaria aqui. O fato perfeito para que nós começássemos a agir.

Imagine só, não é mesmo? Logo a Maçonaria, sociedade secreta conhecida por ser abrigo para Templários durante o período pós-cruzadas. A Sociedade secreta dos reis e monarcas mais conhecida do mundo, tanto que deixou de ser chamada de “secreta” e ganhou o status de “discreta”. Mas estamos correndo rápido demais, naquela época, a coisa ainda era bem velada.

Acontece que alguns Maçons, sob o comando do Grão Mestre Pedro Vaz, vieram para a colônia com a intenção de expandir a Ordem no novo continente. Isso era providencial, dado que a Ordem encontrava quebras em várias das suas Lojas. A Inglaterra e França brigavam para o “potentado” da Maçonaria, ordens variadas nasciam entre círculos cada vez mais secretos dentro destas ordens, como a Mão Negra e sua rival, a Mão Branca e, neste momento, os detentores dos ideias de Jacques DeMolay também lançavam as bases do que hoje é conhecido como “Ordem DeMolay”. Tudo isso em pouco mais de 300 anos de história e, grande parte disso, ecoa até hoje.

No Brasil, então, a Maçonaria encontrou uma barreira estritamente ideológica com relação ao priorado dos Templários: A escravidão.

A Maçonaria sempre propôs ideia de liberdade, fraternidade e igualdade, o que, obviamente, não condizia com o Brasil Escravagista de 1800. Grãos Mestres e Veneráveis começavam ostentar atritos cada vez mais intensos em suas Lojas e foi aqui que conseguimos respirar novamente.

Descobrimos um deputado da cidade do Rio de Janeiro que estava prestes a ganhar status de Mestre na principal loja Maçônica do estado, naquela época, capital do Brasil. Fizemos contato com ele utilizando nossa rede precária de informações e acabamos por nos fazer ser convidado a adentrar nessa questão.

Foi a primeira vez que um de nós conseguiu adentrar no que viria a ser a Abstergo, dentro do seio Templário. O nome deste homem que nos ajudou era Eusébio de Queirós. A partir daí, começamos a estender cada vez mais nossos braços na Ordem Maçônica e isso fortaleceu os intentos de Eusébio que acabou por sancionar a lei de proibição da entrada de negros escravos no Brasil.

Você ainda está prestando atenção? Espero que você esteja começando a compreender a profundidade disso que está sendo apresentado a você neste momento.

Agora esqueça o que você achava que sabia. Porque mais ainda está por vir.

Só espero que você não fique empacado nesta primeira parte. Quer dizer, você foi muito bem recomendado, sabe? Mas nossa Ordem não está de pé há tanto tempo por nada. Somos muito bons em chegarmos onde queremos, como estou tentando deixar claro para você, e somos melhores ainda em testar novos membros. Espero que você não se chateie, mas você está sendo testado.

0009 00012 0515 0469 0737 1032

2045 00055 0021 0005 0077 0423


Notas Finais


E então, "prodígio"? Me decifrou?


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