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História Nada Mais Que Amigas? - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que se divirtam! :D

Capítulo 1 - Comemoração Idiota Dia das Mães


Ela não aguentou ficar ali. Conseguiu fugir nos bastidores do teatro antes de começar a apresentação do dia das mães. Correu em direção ao parque. Aquilo não tinha sentido para ela. O que uma menina de oito anos iria fazer em uma apresentação patética de dia das mães, se ela não tinha mãe?

Isso era ilógico. Mas muito, além disso, era cruel. Tinker, sua irmã, sequer tinha ido para a escola hoje. Ela deu uma desculpa esfarrapada. Ela sabia que era uma mentira. Tinker sentia muita falta da mãe.

Esse era um dia que ela queria retirar do calendário, se pudesse. Dia após dia viu nos olhos do seu pai a tristeza que ele em vão tentava esconder. Da mesma forma, via em Tinker. Ela tinha tanta raiva da sua mãe por fazer sofrer as pessoas que ela mais amava no mundo.

Estava ofegante, ela não fazia muito isso... Correr. Colocou as mãos sobre o joelho para descansar.

Olhou ao redor, e percebeu que o parque não estava deserto como ela pensava. Havia alguém no balanço.

Uma brisa fria comum corria por Storybrooke. Mas de longe, parecia não afetá-la. Pelo contrário, quando o vento tocou seus cabelos e os fez balançar, parecia que a estava acariciando.

Aproximou-se devagar e sentou no balanço ao lado. E logo reconheceu nela, algo que fazia muito quando estava sozinha. O choro.

– “Ei...” - Ela falou com voz serena.

– “Tudo bem com você? Claro que não está tudo bem, você está chorando. Desculpe, eu sou idiota! Que pergunta a minha. Você aí chorando e eu aqui fazendo pergunta idiota. Eu deveria perguntar algo como... ‘Você está machucada? Ou se alguém te fez mal?’...” - Emma começou a divagar um pouco ansiosa, nervosa. Seu devaneio era tão profundo que nem notou que a garotinha começou a sorrir. Achou bonitinho o jeito dela, toda preocupada e inquieta. Quando ela se deu conta, a expressão da morena já estava voltando ao normal.

Foi a vez dela. Olhou para ela e sorriu, pedindo desculpa por todo aquele impulso, silenciosamente. Em seguida estendeu a mão. Resolveu ser mais objetiva.

– “Oi, eu sou Emma e estou fugindo dessa apresentação idiota.” - Ela sorriu e apertou a mão dela.

– “Oi, eu sou Regina e também estou fugindo dessa apresentação idiota.” - Ela sorriu. Os olhares se encontraram, baixaram as cabeças envergonhadas. Mas levantaram e falaram ao mesmo tempo.

– “Por que você está fugindo?” - Elas sorriram do encontro de palavras. E novamente responderam ao mesmo tempo.

– “Eu não tenho mãe.” - Os olhares se encontraram, agora com surpresa e um sorriso que, muito embora, tenha vindo de crianças, eram carregados de sentimentos profundos, aqueles, que por justiça, só deveriam pertencer aos grandes. Elas partilhavam a mesma dor.

Emma começou a falar.

– “Minha mãe me abandonou. Ela nos abandonou. A mim, a Tinker, minha irmã, e, ao papai. Eu não me lembro dela. Tinha cinco anos.” - Regina deu um sorriso triste.

– “A minha morreu quando eu tinha cinco anos.” - Emma respondeu com o mesmo sorriso. Ficou um pouco pensativo.

Mais uma vez Emma falou.

– “Espera, você não é a vizinha nova? Que mudou semana passada?” - Regina sorriu, como se agora a reconhecesse.

– “Huhum. Acho que sou sua vizinha Emma. Sempre vejo você com mais um garoto e duas meninas.” - Emma sorriu amplamente. Era tão bonito o sorriso. Ela ficou um pouco boba com a sensação de confiança que apenas um sorriso dela transmitiu.

Emma mexeu com o pé, enterrando e desenterrando na areia do parque a ponta do seu velho All Star... Pensando em como dizer a ela o que estava pensando...

– “Sabe Regina, meu pai inventou um jeito doido de nos fazer perder o trauma. No lugar de esquecermos o dia das mães, ele nos faz comemorá-lo. Tinker e eu fazemos mais por ele. Isso serve mais para ele do que para nós, mas no final, sempre acaba sendo divertido. Meus amigos, Killian e Ruby sempre participam. Dá para se divertir... Estava pensando... Somos vizinhas... Você não gostaria de ir? Se tiver chato, você poderá fugir...” - Regina sorriu amplamente. Ela gostava do jeito de Emma. Ela a fazia sorrir.

O sorriso chamou a atenção de Emma. Ela nunca viu nada mais iluminado.

– “Tudo bem. Que horas?”

– “Às sete.”

– “Eu bato na sua porta.”

– “Se seu pai achar ruim...”

– “Nossos pais se conhecem Emma, eu os vi conversando pela manhã.” - Ela não tinha mais nada para dizer, apenas sorrir.

***

Do outro lado da calçada...

– “Olá Henry!”

– “Oi David!”

Eles olharam para Emma e Regina.

– “Bem, acho que elas se conheceram.” - Ambos sorriram.

– “Não está sendo fácil para ela. Talvez Emma a ajude. Ela não fala disso com ninguém.” - David sorriu.

– “Tenho certeza que Emma já conseguiu mais informações dela do que um profissional treinado teria conseguido. Ela tem um jeito especial de ganhar a confiança das pessoas.” - David falou com orgulho.

– “Então vamos tomar uma cervejinha lá em casa?”

– “Claro!”

***

Tinker bateu várias vezes na porta de Emma. Ela estava demorando demais para se arrumar. O que era estranho, porque ela sempre vestia a primeira coisa limpa, que encontrasse.

– “Emma, o que está fazendo?”

Era a terceira regata que ela colocava. Não entendia de onde veio isso. Estava nervosa, ansiosa.

Tinker só ouviu o baque do outro lado da porta.

– “Ai!” - Emma gritou baixinho. Tinha tropeçado no cadarço do tênis, que estava desamarrado.

– “Emma, o que está acontecendo?”

– “Nada Tinker, eu estava apenas jogando, mas já vou descer.” - Tinker saiu resmungando. Não podia acreditar que ela ainda estava jogando.

– “Crianças!”

Emma pegou as roupas que estavam sobre a cama, fez uma bola com elas, e jogou dentro do armário.

Respirou fundo e disse: “não entre em pânico!”

***

– “Como assim, você convidou alguém?” - Ruby perguntou aos berros.

– “É Emma, quem é ela?” - Tinker perguntou curiosa.

– “É amiga. Você já parou para pensar que já é difícil aguentar Ruby. Imagina se ela for parecida com Ruby?” - Ruby deu um tapa na cabeça de Killian.

– “Ei, querem parar. Ela é legal, eu garanto.”

– “Ela é legal eu garanto.” - Ruby repetiu por birra.

– “Você está com ciúme Ruby.” - Killian correu.

– “Killian Jones, quando eu te pegar vou fazer picadinho de você.”

– “Vocês querem parar, por favor?” - Emma ouviu a campainha tocar. Ela andou mais rápido do que deveria. Tinker e Ruby olharam desconfiadas.

Emma abriu a porta.

Ela estava com os cabelos soltos e uma tiara na cabeça. O vestido amarelo rodado realçava a sua pele morena e os lábios rosados. Emma sorriu encantada com a visão.

– “Entre Regina, seja bem-vinda!” - Entregou a ela um bolo que tinha nas mãos. Tinker foi a primeira a se aproximar. Gostou imediatamente de Regina. Mas principalmente gostou do sorriso que Emma deu a Regina. Só se lembra de ter visto esse sorriso quando seu pai deu o pôster de ‘Once Upon A Time’ para ela.

– “Que ótimo, uma patricinha.” - Ruby resmungou baixo.

Killian não estava gostando nada daquilo, seria mais uma para disputar a atenção de Emma com ele.

– “Meninas!” - Killian xingou baixinho.

Emma apresentou Regina a todo mundo, e ela era muito simpática. A má impressão inicial se desfez, apesar de Killian ainda resistir um pouco. Tinker adorou o jeito de Regina, ela era divertida e meiga ao mesmo tempo. Ruby logo descobriu que Regina não era patricinha, que tinha sido criada da mesma maneira que eles.

O sexto sentido de Killian, que era feminino, tinha razão ao pensar que Regina iria se enfiar entre eles. Regina seria uma constante agora. Ela veio para ficar.

Eles ficaram na sala depois do jantar e Emma colocou ‘Batman, Cavalheiro das Trevas’, para eles assistirem. Não era o típico filme de meninas, mas ninguém estava reclamando. Até Tinker foi assistir.

Depois de algumas brincadeiras, doces e pipocas. Todos estavam de saída, apenas Regina permaneceu. Killian se virou e disse:

– “Você não vai para casa, Regina?” - Regina sorriu. Ela sabia que Killian estava com ciúmes, e achou divertido.

– “Não se preocupe Killian. Eu vou deixá-la em casa.” - Emma se antecipou e fez uma careta para Killian. E assim fizeram. Caminharam lentamente, pelo caminho que não davam dez passos, até a porta da casa dela.

– “Obrigada Emma, foi muito bom.”

– “Obrigada por ter ido. Foi divertido.” - Ela não a deixou falar mais. Deu um beijo na bochecha dela e abriu a porta.

Olhou para ela que ainda estava paralisada e disse: - “Até amanhã, Emma.”

– “Até!” - Emma voltou para casa com um sorriso bobo. Levemente ela tocou o rosto. Ainda podia sentir o toque dos lábios dela.

***

Os dias se passaram. Regina se mudou para a sala de Emma, Killian e Ruby. Eles iam juntos para a escola, voltavam juntos para casa. Lanchavam juntos no intervalo. Eles se tornaram inseparáveis. Tinker, apesar de ser dois anos mais velha, e ter seus amigos, também participava do grupo.

Juntos eles fundaram um clube na floresta. E chamaram de ‘Ever After’.

Barbies não eram permitidas entrar. Não que Regina e Tinker concordassem com isso, mas, Killian e Ruby pressionando Emma, votaram contra. Além do que, aquilo estava longe de ser uma casinha de bonecas. Não que fosse bagunçado, pelo contrário. David Swan e Henry Mills deixaram o lugar bastante confortável. Tinha eletricidade, apesar de ficar no meio da floresta, e móveis. Eles iam para lá brincar, com jogos, de inventar personagens, fazer trabalhos e atividades escolares ou apenas para estarem perto um do outro.

Depois da escola, banho e comida. Aquele era um destino certo. Um mundo paralelo, onde Emma podia ser a ‘Salvadora’ e Regina a ‘Rainha Má’. E nas brincadeiras se revelavam o que elas não sabiam nominar ainda. Não era sentimento para criança. Não em um tom sério. Mas em sendo brincadeira inocente, o elo estava sendo formado.

O que Killian e Ruby não sabiam, era que quando já estava escurecendo e todos voltavam para casa, depois de um banho, jantar e obrigações, Emma mantinha contato com Regina. Tinker sabia, mas se manteve quieta. Regina fazia um bem danado a sua irmã tímida. Primeiro ela improvisou um telefone com copos e barbante. Mas à medida que a amizade crescia, ela colocou uma tábua larga que garantia um acesso direto ao quarto de ambas. O mais comum era que Regina viesse para o quarto de Emma, mas o inverso às vezes acontecia.

Elas pensavam que era um segredo, mas Henry e David sabiam o que estavam acontecendo. E por saberem não interferiram. Ambas eram inocentes e eram nítidas as mudanças que se auto provocaram.

Henry e David eram pai e mãe ao mesmo tempo. E não se pode fazer isso, sem se deixar ser sensível. Aquilo podia resultar em um amor, eles estavam vendo nascer... E simplesmente deixaram acontecer. O que um pai quer para um filho senão uma felicidade significativa? E Emma e Regina tinham isso. Eram felizes na companhia uma da outra.

E nesses momentos, sozinhas, elas compartilhavam de tudo. Coisas que aconteceram no passado. Sobre o dia que estava terminando. A única coisa em que se não pensava, era no futuro. Ele estava em uma realidade tão distante, que não valeria a pena se preocupar. Mas ao contrário do que acontece no agora, que apenas se vive, todo passado foi presente um dia, e o futuro vai vir visitá-lo algumas vezes.

E quando o que ele encontrar for coisas boas, o mundo adulto não vai parecer tão assustador. A dica é aproveitar cada fase na sua plenitude.

E o resultado de todo esse tempo gasto na companhia uma da outra gerou uma enorme intimidade. No patamar dos sentimentos, se tratava de amizade. Uma das sete formas de amor.

As sete formas de amor compreendem três pilares. A intimidade, a paixão e o compromisso. Durante o amadurecimento de um relacionamento esses três pilares aparecem em maior ou em menor grau. De acordo com a presença ou a ausência de cada um dos elementos, temos combinações de sentimentos.

Apenas intimidade, é amizade. Apenas paixão, é paixão. Apenas compromisso, é amor vazio.

Intimidade, e, paixão é amor romântico. Intimidade, e, compromisso é amor companheiro. Paixão, e, compromisso é amor instintivo.

E finalmente, intimidade, paixão e compromisso, é amor verdadeiro. Aquele que todos procuram. Desta forma, é impossível se ter um amor verdadeiro a primeira vista. Ele é construído dia após dia, quando partilhado momentos e intenções. O amor verdadeiro precisa de espaço para poder crescer.

E nesse momento, o que elas partilham é a amizade. A amizade verdadeira e profunda que faz com que uma pessoa se sinta muito bem, muito próxima e intensa em relação à outra. Mas sem paixão ou comprometimento em longo prazo. Por enquanto, era apenas isso. Boas amigas.

Killian estava muito frustrado com tudo isso. Emma sempre sentava ao lado de Regina. Fazia dupla com ela nos trabalhos. Se ele chegasse à casa da loira, quando não a encontrava porque ela estava na casa de Regina, ela estava lá com ela.

Killian resolveu programar algumas estratégias.

Primeiro ciúmes, ele resolveu fazer amizade com Robin e Will, na falta de alguém melhor, eles serviam.

Qual a resposta de Emma?

– “Tudo bem Killian se você não vai poder ir e tem que ir à casa de Robin. Depois te contamos tudo. Só uma coisa, cuidado para não pegar piolho de Robin. Todo mundo diz que ele tem.” - Killian ficou horrorizado. Primeiro, Emma agiu com naturalidade, nem ligou e agora essa dos piolhos. Nem morto que ele ia à casa de Robin.

Killian partiu para outra estratégia. Se não pode com os inimigos, junte-se a eles.

Killian se arrumou, colocou a sua melhor roupa e quando estava prestes a bater na porta de Regina, Ruby passou.

– “Uau. Eu sabia que toda essa implicância era amor encruado. Jones está apaixonado por Regina... Jones está apaixonado por Regina...”

– “Cala a boca, Ruby.” - E saiu correndo atrás dela rua abaixo.

Killian estava irritado. Já tinha feito de tudo e nada de separar as duas. Ele resolveu ter uma conversinha particular com alguém.

Regina estava indo para a aula de educação física quando um braço a puxou para o beco.

– “Killian? Você me assustou!” - Killian sorriu diabolicamente. Regina não entendeu.

– “Ficou com medo? Bom!” - Ele levantou o dedo indicador e apontou para Regina.

– “Nós precisamos ter uma conversinha Srta. Mills.” - Regina teve vontade de rir. Mas cruzou os braços.

– “Vamos Killian, eu não tenho o dia todo.”

– “Desde que você chegou a minha vida virou um inferno. Você está monopolizando a minha melhor amiga. Ela é minha melhor amiga entendeu? Minha!” - Regina que estava na parte de baixo, subiu para o mesmo degrau que Killian.

Por um minuto ele tinha esquecido que Regina, apesar de não ser muito alta, tinha uma imponência muito grande. Ela se aproximou ameaçadoramente dele. Killian fechou os olhos.

– “Killian, eu não quero tomar o seu lugar. Ela será sempre sua. E eu não quero a sua porque eu tenho a minha, e quanto a isso, você nada pode fazer.” - E saiu.

Regina já estava com 10 anos. Assim como todos eles. Enquanto ela passava, Emma viu como os garotos de 12 anos olhavam para ela e cochichavam.

Killian arregalou os olhos.

– 'Oh, droga! Não Emma. Você está apaixonada? Por uma garota? Qual é? Nós não nos apaixonamos...'

– “Eu vou tirar essa história a limpo.”

Como de costume, depois do jantar, Regina se arrastou pela tábua até o quarto de Emma.

Na árvore da frente alguém espiava com a ajuda de um binóculo.

– “Vamos ver o que seu pai acha disso Srta. Mills... Fugindo no meio da noite pela janela. Mal, muito mal.” - Killian queria um ângulo melhor, ele se reposicionou melhor em um galho. O efeito da curiosidade, o fez esquecer que estava há alguns metros do chão.

Emma e Regina ouviram alguém gritar. Quando olharam pela janela.

– “Killian?”

***

Emma foi visitar Killian no hospital. O fato de ele ter quebrado um braço e uma perna, apaziguou a raiva que estava sentindo ao descobrir que estava sendo vigiada.

– “Ei amigo, como se sente?”

– “Melhor.” - Killian estava envergonhado.

– “Por que você fez isso, Killian?”

– “Como assim, por que eu fiz isso? Você vive pendurada com essa garota agora. Você não lembra mais de mim.”

– “Que história, Killian? Nós brincamos todos os dias.”

– “Sim, mas não é como antes.”

– “Killian, você sempre vai ser meu melhor amigo.”

– “E ela?”

– “E ela sempre vai ser minha melhor amiga.”

– “Amiga? Sei.” - Emma não entendeu.

– “O que você está querendo dizer com isso, Killian?” - Regina estava do lado de fora. Ela tinha ido com Emma, mas a deixou entrar primeiro.

Ela se aproximou, achou que já tinha passado um bom tempo quando ouviu.

– “Amiga? Sei. Você está é apaixonada por ela.” - Os olhos de Emma ficaram arregalados.

Regina não sabia o que era aquilo que atravessou o seu coração. Os ponteiros do relógio dos seus sentimentos ficaram loucos. Ela queria pular de felicidade. Mas estava envergonhada demais para ficar ali, precisava se acalmar. Foi para fora, esperar por Emma.

– “O que? Você está louco? Acho que você quebrou a cabeça também.”

– “O jeito que você olha para ela, você faz tudo com ela. Você sabe tudo dela. Eu só escuto o nome dela saindo da sua boca. Você gosta dela Emma. E eu sinto muito por você amiga. Podíamos ter sido grandes.” - Killian filosofou no final.

Emma estava vermelha. Como uma criança pega fazendo arte. Ou quando alguém descobre um segredo que não se admite nem para si mesmo. Killian Jones era surpreendente. Às vezes podia parecer tonto, mas seu amigo quando queria, entendia as coisas melhor do que ninguém.

‘Será? Eu? Apaixonada? Mas só tenho dez anos? Não, isso é loucura do Killian. Será que eu devo falar com ela?’ - Emma sacudiu as ideias da cabeça.

***

Caminhou um pouco pelos corredores do hospital. Ela estava no final deles. Sentada com a mão no queixo. Um ataque de nervosismo deu em Emma.

– “Oh meu Deus! Killian pode estar certo.” - Regina se aproximou dela e pegou sua mão.

– “Vamos para casa Emma, está perto de escurecer. Ele está bem?” - Regina tinha um sorriso enorme no rosto. Emma olhava para as mãos dadas.

– “Sim!” - Emma conseguiu dizer.

– “Vamos, quero parar no sorveteiro, ele já está indo embora.” - Emma agora tinha um dilema nas mãos, saber o que sentia por Regina. Regina estava muito satisfeita com tudo aquilo. Elas encaravam as coisas de forma diferente. Emma entrava em pânico muito antes de a situação acontecer. Regina esperava até o último momento para ficar com medo. Às vezes, as coisas se resolviam sozinhas.


Notas Finais


E então? Paro?


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