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História Nada mais que Rivais - Capítulo 2


Escrita por: Nana1027

Notas do Autor


Oya oya oya minna! Tudo bem? Espero que sim!
Demorei, eu sei, mas avisei na timeline que estaria visitando minha cidade natal (estou de férias caralhooo) e que iria postar depois então aqui estou XD
Obrigada pelo apoio no primeiro capítulo, vocês são lindos <3
Sem mais demoras aqui vai, boa leitura e até ja <3

Capítulo 2 - Irmão


Enquanto esperava pelo meu irmão fui respondendo a alguns emails para passar o tempo, e para que Levy não brigasse comigo por ter trabalho em atraso.

 - Seu irmão está pronto, Chefe. – Freed anuncia após checar o seu celular – Devo mandá-lo subir?

-  Oh, foi bem rápido. – nem se passaram 30 minutos desde que o mandei chamar, pelo jeito ele já cá estava – Sim, mande ele subir. E a comida também.

- Com licença. – o esverdeado vai para dentro do elevador e desce.

Quando alguém vem para meu escritório algum segurança tem que ir junto pois para vir ao 10º andar é preciso um código que é mudado diariamente e só os seguranças tem acesso a ele. Claro que eu posso pedir o código, mas nunca tive necessidade disso.

Inclino a cabeça para trás e suspiro, realmente odeio estar aqui sentada, porque me meti nessa de me tornar Chefe mesmo?

Tenho saudades de sair em missões com as garotas, da ação, a adrenalina da fuga, o uniforme, as armas, tudo… Eu amava, e ainda amo, tudo aquilo.

Na Fairy Dust temos vários departamentos, apesar de pertencermos à Máfia funcionamos mais ou menos como uma empresa. Tem gente que cuida da parte económica, gente que lida com negociações, gente que trata de checar a qualidade de todos os produtos que compramos e vendemos, gente que trata das fraudes, gente designada para falar com o povo, entre outros. Somos mafiosos, mas cuidamos dos nossos. A população que reside no nosso território confia em nós pois os protegemos de assassinos em série, assaltantes, molestadores, qualquer sujeito ruim que venha perturbar a paz do Norte nós damos um jeito.

Eu, Levy, Erza e Juvia fazíamos parte do mesmo time. Eramos um time mais ativo, lidávamos maioritariamente com assassinatos por contrato. Maior parte das nossas vítimas eram homens, nós nos aproximávamos e quando menos esperavam dávamos o golpe. Nossa política era aceitar apenas trabalhos justificados, nossos alvos eram sempre criminosos procurados e escumalha do tipo. Claro que também temos companheiros que lidam com assassinatos por vingança, mas nosso time se focava nos justificados, principalmente por termos apenas 18 anos quando começamos a trabalhar.

- Bom dia, Chefe.

Acordo dos meus sonhos nostálgicos e olho enfrente. Meu irmão chegou.

- Pode ir Freed, vá almoçar. – dispenso-o, o esverdeado logo acata a ordem e sai depois de se curvar, já o meu irmão espera pela minha palavra – Não faça cerimónias, você é meu irmão, entre e sente a sua bunda. Trouxe a comida?

- Tenho que fazer, você é minha superior. – fala encolhendo os ombros e caminha, com alguma dificuldade, até a uma das cadeiras – E sim, trouxe. – se senta e coloca os dois sacos encima da mesa.

- Sua perna… Ainda é difícil andar? – ele coxeia, um pouco ainda, impossível não notar – Coloque ela em cima da outra cadeira para descansar. – vou até ele e o ajudo a sentar.

- Estou como novo. – mente descaradamente – Não devia estar mostrando suas costas, não vai ter uma reunião depois?

Levy deve ter falado para ele isso, caso contrário ele não saberia, poucos sabem a minha agenda.

- Não me minta. – dou um beijo na sua bochecha e volto para meu lugar – E vou sim, com o Lagarto.

- E continua… Você devia parar de chamar ele desse jeito, principalmente na cara dele. - abana a cabeça suspirando – Luzinha, sei que você sabe disso, mas agora você não é mais um peão, sem você o jogo está perdido.

Ele me chamando desse jeito me faz lembrar quando eramos crianças. Laxus é 5 anos mais velho, loiro como eu, e ele é forte, fisicamente, já de cabeça deixa algo a desejar, é muito emocional, mas mesmo assim quis se juntar à Máfia. Ele também entrou com 18 anos apesar de ter começado a treinar aos 16, assim como eu, e a maioria dos outros que trabalham aqui.

- Sim, sim. – todos me falam a mesma coisa, sei que a intenção é a melhor, mas é cansativo. Retiro meu hamburger do saco e começo a devorar ele – Tem falado com os pais? – só pela sua reação à pergunta posso adivinhar a resposta, Laxus se engasgou com o ar de tal maneira que a sua face tomou uma tonalidade avermelhada.

- Me poupe a bronca, realmente não quero ouvir da minha irmã mais nova. – pede, pegando seu hamburger e começando a comer também, depois de recuperar o folego – Mas sim, apenas uma vez, faz pouco mais de um mês, estavam preocupados.

- Contou pra eles o que aconteceu? – interrompo.

- Não, ele que contou para eles.

Aquele velho tem a maior boca da cidade…

- Ótimo, mais motivos para me tirarem do testamento. – rio, e Laxus me olha meio triste – Desculpe, não quero fazer pouco da sua situação.

- É bom que não faça, doeu como o diabo! – avisa, acabando por rir um pouco – Como está se adaptando ao escritório?

- Odeio. – bufo e o loiro ri – Odeio estar entre 4 paredes o dia todo, odeio aquela casa tão grande e vazia, odeio não dirigir, odeio ter reuniões e ter que receber relatórios de missões que eu queria ter participado.

- Irá se habituar, algum dia. – reviro os olhos – Está ligada que irá ficar aqui por muito tempo, né?

- Até eu morrer ou até que você tenha filhos e eles queiram meu lugar, por isso… - levanto minha bebida propondo um brinde que não se realiza - Pode começar a trabalhar nisso maninho.

- Não diga isso. – seu sorriso desaparece – Não precisa morrer para se livrar disso, mas não espere que eu saia correndo fazendo um filho.

- Claro que não. – abano a cabeça – Faça dois filhos, será mais interessante, não acha? – pisco o olho, fazendo Laxus resmungar algo que não pude ouvir – Irei cuidar de mim, detesto isso aqui, mas não irei morrer para me livrar disso.

- Brindemos a isso.

Ah, agora já quer brindar?

Brindamos com nossas bebidas em copos de papel. Isto é triste, pareço que tenho 6 anos, brindando com suco…

- Precisa de mais alguma coisa minha? - pergunta ao se levantar com alguma dificuldade.

- Simplesmente queria ver meu irmão, e ver como estava sua perna, sinto que não te vejo faz semanas. – suspiro pesadamente me sentando na minha cadeira de novo. Desse jeito ficarei com o traseiro quadrado de tanto estar sentada.

- Isso é porque não me vê faz semanas. – ri, realmente acho que faz 3 semanas que não o via, e trabalhamos no mesmo lugar – Precisa que trate de alguma coisa?

Laxus foi retirado da linha da frente quando levou o tiro na perna, ainda está se recuperando então anda fazendo trabalho de escritório, apesar de eu ter mandado ele ficar em casa até que estivesse completamente recuperado.

- Pode… - penso um pouco. Na verdade, não preciso de nada, mas se lhe disser isso ele irá se sentir desnecessário, e eu não quero isso – Pode pedir para a Levy subir, preciso falar com ela.

- Entendido, Chefe. – não vale a pena falar que odeio isso, de novo, né? – Se precisar mais alguma coisa é só ligar. – sorri-me e entra dentro do elevador onde já está Freed à espera.

Olho as horas, ainda tenho pouco mais de meia hora até à reunião.

A dita não deve durar mais que alguns minutos, mas realmente me pergunto o que levou o Lagarto a marcar uma reunião do nada.

*

- Levy, não posso mesmo saltar pela janela e fugir?

-  Já falei que não, não seja assim. – me responde de olhos nos papéis que tem à sua frente. Está sempre trabalhando, a chamei só mesmo pela sua companhia, não quero ficar sozinha – Quer que eu traga algo para tomarem enquanto falam?

- Sim, algo forte. – acendo meu cigarro e trago, mando o fumo fora olhando pela enorme janela, apoio meu cotovelo na mesa e olho a azulada – Me diga Levy, porque me ajuda tanto?

- Porque eu te amo, idiota. – sussurra o insulto – E porque não quero que tudo o porque lutou durante tanto tempo vá por água abaixo. Confio em você Lu, sério que sim, mas irei sempre me preocupar com o jeito como você trata das coisas. – suspira –Sobre o que acha que vai ser a reunião?

- Não faço ideia, espero que seja sobre algo interessante, se não me levantei da cama para nada.

A pequena sorriu-me abanando a cabeça e se levanta, pegando todos os papéis que trouxe, me fala que irá mandar Freed trazer whisky e vai embora.

Sou dependente da minha melhor amiga, sim, preciso da ajuda dela para tudo. Antes não era assim, fazíamos tudo juntas, mas agora sou como um bebé no escuro, não faço nada, tenho medo de fazer alguma coisa, até que ela chegue.

Após mais alguns minutos esperando, as 15:00 horas finalmente chegam e Freed anuncia:

- Chefe, o senhor acabou agora de chegar. – levanto-me e dirijo-me à janela, olho para baixo e vejo um carro preto, parecido com aquele que Loki conduz, parado na frente da Base, um homem alto sai do carro e sobe as escadas até à entrada, está acompanhado por 2 outros homens – Devo ir buscá-lo?

- Ah, sim. – respondo, não gosto de audiência, ele já devia saber isso – Mas apenas ele, não traga os seus acompanhantes.

- Entendido, Chefe. – retira-se dizendo.

Faz algum tempo que não o vejo, uns 2, ou 3, meses talvez. Não que tenha saudades, quanto menos ver a cara dele por aqui melhor, mas negócios são negócios.

Volto a me sentar na minha cadeira e calço os sapatos que, entretanto, descalcei por já me doerem os pés, e espero as portas do elevador abrirem.

Ouço o barulho de chegada do bem-dito e me levanto ajeitando meu vestido, à medida que a porta abre me coloco na frente da minha mesa, pronta para receber o homem de cabelos rosados que logo noto após as portas estarem totalmente abertas, e um outro, moreno, atrás dele?

- Freed. – chamo a sua atenção, foi o último a sair do elevador – Pensei ter dito que não era para trazer os acompanhantes. – semicerro os olhos, encarando o sujeito que não reconheço.

- Peço desculpa, Chefe. – o esverdeado curva-se ligeiramente, traz um tabuleiro com dois copos e a garrafa de bebida. Ainda bem que não esqueceu – O Senhor Dragneel realmente insistiu em trazer, pelo menos, um acompanhante e não quis ser rude, se a Chefe insistir eu mesmo levo o acompanhante à saída.

Continuo o encarando.

Ele é novo, ou foi recentemente promovido, para aparecer acompanhando o Lagarto.

O rosado apenas assiste, com um pequeno sorriso de lado estampado na face.

- Pode parar de encarar meu segurança? Estou a ficar com ciúmes, Fadinha. – fala finalmente, fazendo-me soltar um pequeno riso sarcástico.

- Por favor, tenha mais respeito para com a Chefe. – Freed pede alto ao colocar o tabuleiro encima da minha mesa, e sussurra de modo que apenas eu possa ouvir – Como devo proceder, Chefe?

- Hum… - penso um pouco, ainda sem tirar os olhos do moreno que continua calado, a este ponto continuo encarando-o simplesmente porque isso parece irritar o Lagarto, ele não é bonito o suficiente para me interessar nem parece forte o suficiente para representar uma ameaça, pelo menos não para mim – Nome. – peço.

Após um aceno de cabeça do próprio Chefe o moreno fala calmamente:

- Gray. Gray Fullbuster, senhora.

- Mande-o embora. – agora me dirijo ao rosado.

- Ora, porque faria eu isso? – indaga sorrindo divertidamente. Ele realmente me irrita – Quem me garante que estarei seguro aqui? Pelo que sei você pode me tentar matar a qualquer momento. – encolhe os ombros.

- Pois posso. – sorrio-lhe maliciosamente – Mas o facto de você ter passado a porta da frente e ainda aqui estar prova que não o farei.

- Mande o cabeça de musgo embora também então.

Olho de relance para Freed e aceno-lhe com a cabeça, apesar de ser contra o esverdeado volta para o elevador, onde entra também o que dá pelo nome de Gray, e desce.

Ficamos sozinhos.


Notas Finais


E foi isto! Espero que tenham gostado!
Suspenseeee XD Tá, já fazem ideia de quem é o Lagarto? XD No próximo capítulo saberão com certeza xD
Sério gente, quero muito chegar à minha parte favorita, mas continuarei a postar apenas um capítulo por semana, senão merda irá acontecer, me conheço bem demais xD
Se cuidem e fiquem em casa bananas, o covid está fodido
Até ao próximo e sejam felizes! <3


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