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História Nada menos que a morte - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Bom dia, Senhor assassino


Estou parada em frente a porta do meu apartamento. Não consigo girar maçaneta, me sinto estática. Não sei se quero sair com tanta violência, ainda mais depois do acontecido a minha vizinha da frente. A mulher foi esfaqueada e morta pelo marido por pedir o divórcio após descobrir a traição do homem. Me sinto um tanto culpada, uma vez enquanto estávamos os três no elevador ele deu um tapa na cara dela, eu não fiz absolutamente nada. Meu telefone está tocando, e Juan, meu diretor.


- Julie, onde você está garota? Está atrasada! Hoje é o nosso ultimo ensaio!!! - Berra o homem


Minha língua fica trêmula, a vontade de soltar um dane-se é grande, mas o medo de perder esse papel é maior ainda. Quando e fim ele para de berrar levo meu telefone novamente ao ouvido.


- Eu sinto muito! Não pude ir hoje pois aconteceu um assassinato no meu prédio. Foi horrível, interrogaram todo mundo, mas daqui a pouco estou aí.  -Respondo com a voz embargada


Claro que eu tive que mentir. Na verdade a fatalidade ocorreu três dias atrás, e eu tive que inventar algo para justificar meu atraso.


- Não importa, ou você aparece aqui em 10 minutos ou eu vou dar o papel para outra atriz. - Grita Juan


Antes mesmo de ele terminar da falar eu abro a porta de uma só vez. Tranco, e checo duas vezes. Começo a andar com passos largos no corredor, meu salto faz um baralho alarmante, tenho que chegar ao teatro o mais rápido possível. Há um homem vindo na minha direção, é Newman o assassino. De repente ele para e começa a olhar para mim fixamente, seu olhar é perdido. Ele vem em minha direção e segura meu braço com muita força.


- Julie, preciso de sua ajuda com uma coisa! - Fala o homem um pouco alterado.


- Não posso Newman, estou super atrasada para o trabalho. Me solta por favor! - Tento desgrudar a mão dele do meu braço


- Não vai demorar um minuto, vamos!


Eu não tenho tempo para pensar, ele logo me arrasta pelo braço até o apartamento 108, onde ele mora. Ele tranca a porta, e põe a chave no bolso traseiro do seu moletom. O apartamento tem o cheiro horrível de carne podre.


- Sente-se. - Fala o homem com a voz ríspida.


Eu me sento em uma poltrona poltrona azul escuro que fica perto de um abajur que está queimado. Demoro a perceber mas há uma mancha enorme de sangue no carpete da sala.


- Você vai me ajudar com isso, não é Julie? Você também também tem culpa de isso ter acontecido. - Fala Newman aborrecido.


- Do que você está falando? Foi você quem a matou! - Grito histérica.


Eu deveria me sentir culpada? Talvez um pouco.


- Você ligou para a Ann propositalmente, mostrou minhas fotos íntimas. Você causou tudo isso! - Ele vem em minha direção.


- Hahaha. - Dou minha risada sarcástica.
- Você não conseguiu resistir ao meu charme, e eu estou errada? - Me levanto da poltrona e fico cara a cara com ele.


Nesse momento ele põe suas mãos contra o meu pescoço e começa a me enforcar, começo a me debater, tento de todas as formar atingir o rosto dele. Ele me joga contra o centro de vidro, não me corto, pego um dos cacos rapidamente e cravo em sua coxa esquerda. Ele cai ao chão,tira o caco de vidro da perna e corta o próprio pescoço, ele agoniza, parece estar engasgado com o próprio sangue, está espirrando muito sangue de seu pescoço, eu tanto ajudar, rasgo um pedaço da minha camiseta para tentar estancar o sangue. Tarde de mais, ali mesmo ele morre. Eu me derramo em lágrimas, mas logo as enxugo.


Certamente irei presa, minhas digitais estão no corpo dele e no caco de vidro. Preciso fazer algo, e rápido. Pego as chaves no bolso do moletom de Newman, saio do apartamento e vou para o meu. Olho feito uma louca por todo local em busca de uma garrafa de bebida. Finalmente encontro uma Vodka velha embaixo da minha cama, volto ao apartamento de Newman e jogo todo o conteúdo da garrafa em seu corpo que já começava a esfriar. Risco o fósforo, e sem ao menos pensar se aquela era a melhor escolha a se fazer deixo o palito cair sobre o corpo de Newman que queima instantaneamente. Retorno ao meu apartamento onde pego alguns documentos e três peças de roupas, para onde eu vou só vou precisar delas. Deixo meu celular ali mesmo para que não me encontrem. Tranco tudo, respiro fundo, e sigo em direção a estação de metro mais perto, tenho que sair de Londres imediatamente. Vou para a ilha de Eastbourne onde mora minha amiga, Martha.




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