História Nadameru - Capítulo 1


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Categorias WayV
Personagens Hendery, Ten, Yangyang
Tags Tendery
Visualizações 18
Palavras 1.003
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


rapaz, tem tanto tempo que não escrevo algo e nem sei como saiu essas mil palavras. whatever, acho que ficou meio "wtf?", but, é isto. tendery me deixa boiola e eu tô insegure demais grr

assistam 'cowboy bebop' e ouçam 'falling down' do peep com o tentacion. see you space cats

Capítulo 1 - Vida de vadio


Fanfic / Fanfiction Nadameru - Capítulo 1 - Vida de vadio

Chega, por fim, o findar de mais um dia onde tudo — ou quase tudo — do que aconteceu em seu decorrer, conseguiu despertar em mim a raiva. Certo que sempre fui meio impaciente, talvez muito; mas, algumas situações conseguem me fazer perder o controle de meus nervos e simplesmente explodir. 

Meu corpo clama pela maciez de meu colchão e por uma ducha fria, mas estou a alguns anos luz de minha casa. O planeta azul nunca despertou muito a minha curiosidade, mas venho para cá sempre que preciso de algo. Algo esse que, estranhamente, consegue me fazer relaxar e esquecer os meus problemas. O único motivo para que eu saia de Mercúrio e venha para a Terra, é para saborear o café exageradamente doce de um certo barista de sorriso exuberante. 

É como mágica, basta que eu tome uma xícara e bang! Todo o estresse se esvai em um estalar de dedos. Mas, venho me questionando sobre algo que um amigo me disse em um dia desses. Liu Yangyang, um mestiço e amante de rum, disse-me que talvez não seja o café quem me acalma, e sim, quem o faz. De fato, o sorriso bonito, a aura leve e o jeito extrovertido de Chittaphon me cativam. Mas, tirar conclusões precipitadas não é lá a melhor coisa do universo e eu não posso simplesmente me deixar levar pelo argumento de um bêbado como Liu. Talvez ele esteja errado e talvez eu esteja certo; ou vice-versa. 

É incrível como tudo mudou nos últimos anos em uma velocidade incrível. Agora, não se vê mais carros nos estacionamentos, e sim, naves. Mas, tem lá suas vantagens pois, tendo minha própria nave, eu não preciso viver em uma casa, não preciso me prender a um único lugar; mesmo que Mercúrio me cative tanto e mesmo que eu leve horas apenas para vir até o planeta azul somente para contemplar as belezas mortas, sentir o cheiro daquele café e ouvir a risada daquele barista encantador que Chittaphon é. 

Algumas pessoas optam por se instalar em determinado planeta e lá passar o resto de sua vida. Mas, eu não consigo me conter em explorar toda a imensidão do universo agora que tenho tal poder em mãos. Fico vagando por aí, conhecendo cada estrela, orbitando cada planeta e explorando cada solo, como um peregrino. Contudo, hei de quase sempre retornar no final da tarde à terra, pois é aqui onde habita alguém capaz de me fazer esquecer de meus problemas e respirar livremente. 

E cá estou eu novamente, trajando o mesmo casaco velho que vai até as botas de couro falsificado em meus pés, girando a maçaneta de ferro enferrujado e fechando lentamente os olhos somente para apreciar o cheiro da bebida que é meu calmante. Ou será que quem a faz que o é?


Donkey! Você veio! — Chitta anunciou alegre e vindo até mim; tentei conter o sorriso, mas não foi possível ao sentir sua animação em me ver. — O que tem feito? Você sumiu por alguns dias e eu fiquei preocupado achando que já tinha enjoado do meu café. Ou de mim… — Sussurrou a última parte, provavelmente achando que eu não o ouviria.


— Creio que seja impossível enjoar de seu café, gatinho. E de você também. — Pisquei em sua direção e o vi abaixar o olhar, envergonhado.


— Nah! Não faça coisas assim, eu fico com vergonha! — Bateu em meu ombro e riu soprado logo em seguida. — Kunhang, posso te fazer uma pergunta?


— Pode. — Respondi e trouxe a xícara até meus lábios, me deleitando com o doce café, que está com um gosto diferente, por sinal. — Espera. Você pôs algo no café? Ele está com um gosto… peculiar.


— Ah, eu coloquei um pouco de manteiga. Não fica saboroso? Achei que você fosse gostar. — Sorriu tímido e meu coração palpitou e capotou algumas batidas, fato que ignorei e tentei não fitar o lindo brilho nos olhos felinos de Chitta.


— O que ia perguntar mesmo? — Dei mais um gole na bebida, tentando esquecer o que senti.


— Queria saber o motivo de você sempre vir aqui e beber do meu café. Existem outras cafeterias aqui na área 9-7-4 que fazem bebidas mais saborosas.


— É meio embaraçoso dizer isso, mas… De algum jeito bem estranho, o seu café me acalma. E eu venho tendo mais certeza de que não é só o café que me prende, também, a este planeta. 


Chittaphon piscou algumas vezes e eu permaneci encarando os seus olhos tão brilhantes quanto a Via Láctea ou quanto a Lua quando está cheia. Observá-lo me faz querer tomar as decisões mais impulsivas e que podem acabar com a minha libertinagem. O sentimento de desejo em vê-lo todos os dias, de beber do seu café magicamente saboroso, de querer saber se seu abraço é tão quente quanto a bebida e se seu beijo é tão doce quanto. Talvez seja apenas coisa da minha cabeça, querendo me fazer acreditar que estou apaixonado por Chittaphon; ou talvez eu esteja apenas querendo fugir desse sentimento por saber o quanto ele pode ser mortal


— Kunhan- 


Rapidamente pus-me de pé e deixei a nota de dinheiro sobre a mesa. — Tenho que ir. 


— Espera. 


Meus batimentos cardíacos aceleraram de supetão ao sentir o aperto da mão de Ten em volta de meu braço, impedindo-me de cruzar a saída do lugar. Derrotado, olhei para sua destra e, depois, para seu rosto decorado pelas bochechas coradas; adorável.


— Você… Você vai demorar para aparecer aqui, de novo? — Desviou seu olhar do meu por alguns segundos.


Aproveitando a deixa, pela primeira vez agi por impulso. Com minha mão direita segurei o rosto de Ten e beijei seus lábios, sentindo a maciez e estando viciado logo de cara. 

Antes de sair do café e voltar para minha vida de vadio, o olhei por cima do ombro e disse:


— Sempre voltarei para acalmar os nervos e, quem sabe, roubar mais alguns beijos seus, Chittaphon.




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