História Nagisa era diferente... - Capítulo 2


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Categorias Ansatsu Kyoshitsu (Assassination Classroom)
Tags Karma, Karma X Nagisa, Karmagisa, Nagisa
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Palavras 1.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui vai o primeiro capítulo, só para deixar um pequeno gostinho eheh. Espero que gostem~

Ps. Só para avisar que irei tentar postar semanalmente;
Ps2. A história foi inspirada no anime Naruto, qualquer semelhança, i'm sorry, mas não é coincidência

Boa leitura~

Capítulo 2 - I. - ... e ele não tinha culpa em ser diferente.


Fanfic / Fanfiction Nagisa era diferente... - Capítulo 2 - I. - ... e ele não tinha culpa em ser diferente.

Tóquio, Japão – 1 de Setembro, 2017

 

Nagisa era diferente. Numa escola dedicada ao crime, o jovem azulado distinguia-se de todos os outros — professores e alunos — devido ao seu olho direito. Dotado de uma beleza extrema, o olho esquerdo de Nagisa conseguia refletir o mais belo céu de verão, o azul tão profundo como o oceano e a pureza da mais bela pomba; porém o seu olho direito era diferente: cinzento e sem qualquer brilho, o olho do jovem azulado trouxera-lhe problemas desde que este se lembrava, sendo sempre acusado de bruxaria e de ser o diabo em pessoa, mas ele não tinha culpa. Ele não tinha culpa que o seu olho refletisse a alma das pessoas; ele não tinha culpa de conseguir descobrir as almas gémeas através de uma piscadela; ele não tinha culpa que o seu olho o avisasse quando alguém estava morto, ou ia morrer, ou corria perigo de vida; Nagisa não tinha culpa em ser diferente. Devido ao seu problema, o azulado sempre escondia o seu olho atrás do cabelo e de uma fita dada pelo seu pai e, graças a isso, a vida do jovem tem sido facilitada pois toda a gente na escola sabia que com o olho tapado, Nagisa não tinha poder. Mas eles estavam enganados. Nagisa mostrou ser muito mais do que o seu olho: tornando-se o melhor aluno, tanto na teórica, como na prática, Nagisa foi o aluno mais novo a graduar-se naquela escola em cinco anos — sendo apenas batido por um outro jovem que com 13 anos, na altura, já se tinha licenciado na arte do crime. O azulado tornou-se o orgulho dos pais, ambos assaltantes profissionais, ambos babados por terem um filho que lhes fosse seguir as pisadas. Nagisa também estava contente: pela primeira vez na vida, ele tinha feito algo de espantoso só por si, não tendo que arranjar nenhuma desculpa para este feito tão maravilhoso; pela primeira vez na vida, Nagisa estava orgulhoso de si próprio.

E naquele dia começava uma nova etapa para o jovem prodígio: Nagisa ia tornar-se professor. Porém não era daqueles professores feios e velhos que lecionam dentro de quatro paredes até matarem os alunos com o tédio. Não. Ia ser um professor diferente. Denominado de "Professor do Terreno", este azulado iria acompanhar os jovens criminosos nos seus crimes, garantindo que cumprissem todos os critérios que faziam do criminoso o melhor no seu ramo. Num grupo de três alunos — todos eles com a sua especialidade — Nagisa iria passar o seu conhecimento à geração mais jovem, até lhe ser permitido cumprir os crimes que desejava. Entre assaltos a assassinatos, o jovem podia esperar de tudo dos seus pupilos, só sabendo quem seriam quando chegasse o dia 5 de Setembro. Mas, até lá, Nagisa teria que conviver com os restantes professores e ambientar-se no edifício sénior da escola, algo que ele sempre quis investigar.

Entrou na sala e todos os professores o encararam. A sala estava cheia de criminosos famosos, todos professores naquele recinto; desde ladrões renomeados a assassinos em série, os professores daquele estabelecimento tinham apenas o objetivo de passar o seu legado, procurando o seu único sucessor. As regras eram complicadas na grande Escola do Crime, e Nagisa sabia disso: para se tornar professor efetivo — aquilo que ele tanto ambicionava — precisava de um ano de estágio seguido do maior golpe na sua área, algo que o tornasse famoso entre os criminosos, mas devido ao seu sucesso. O jovem azulado já pensava no seu crime desde que os pais o puseram lá, porém Nagisa sabia que ia ser difícil, não apenas porque se tratava de algo arriscado, mas também porque ele iria escolher um caminho diferente dos seus pais: Nagisa estava decidido a ser um assassino.

- Bom dia - Nagisa cumprimentou os presentes com um sorriso na cara, a satisfação de estar naquela sala a falar mais alto, mas nada para além do silêncio se ouviu como resposta e o azulado rapidamente escondeu a alegria que sentia.

Caminhou a passos curtos até uma cadeira, onde se sentou e esperou pacientemente. Como era professor estagiário, ele iria acompanhar um professor efetivo, sendo que o mais velho iria ser também o juíz da sua prestação: se Nagisa agradasse ao seu superior, o estágio estaria completo e ele poderia realizar o seu golpe; caso contrário, Nagisa tinha duas opções, ou desistia de ser professor e escolhida uma carreira diferente do crime, ou continuaria a estagiar, saltando de professor em professor, até que alguém lhe concebesse a graça de o passar. Mas, mesmo que o professor com quem Nagisa ficasse não fosse com a sua cara, o mais novo estava decidido a não desistir, não se importando se demorasse mais que um ano a atingir o seu objetivo.

A porta da sala voltou a abrir-se e os olhos de todos os professores voltaram-se para lá. Uma figura alta e ruiva entrou na sala, um sorriso cínico e bastante amplo na sua face fazia com que os seus olhos claros brilhassem com intensidade. Cumprimentando os presentes com um "Bom dia" que transportava uma alegria exagerada — e um tanto que falsa —, o jovem ruivo sentou-se à frente de Nagisa, os seus olhos a estudarem com exatidão a postura e movimentos do mais novo.

- Nunca te tinha visto cá – a voz dele continuava alegre, mesmo sendo um sentimento falso pela parte dele, mas agora dirigia-se para Nagisa, um divertimento presente em cada sílaba. – És novo cá?

- Sim – confirmou Nagisa, a sua voz a transportar um pouco de receio – Estagiário.

- De que área?

- Professor de Terreno.

O ruivo soltou uma monossílaba bastante interessante, mostrando que achava curioso a sua escolha. O ruivo não lhe contou, mas achava divertido ver um rapaz tão novo e baixo a aventurar-se por caminhos tão perigosos como aquele. Ficou a observá-lo durante mais algum tempo, deixando o azulado um pouco ansioso e desconfortável, mas nem por isso o ruivo deixou de olhar a nova aquisição no departamento dos professores.

- Bom dia.

Todos se levantaram quando Tadaomi Karasuma entrou na sala. A sua postura hirta e sem falhas metia respeito; os seus olhos sérios e sem brilho examinavam cada canto daquela sala; a sua voz poderosa e sem emoção a ecoar pelo compartimento. Nagisa imitou o movimento dos restantes professores; não porque sabia que era o que devia fazer, mas sim por respeito. Diante si estava o mais notável assassino que Japão possuía: as suas técnicas eram conhecidas mundialmente, o seu trabalho idolatrado por todos os jovens aspirantes a criminosos.

- Serei breve, pois todos sabem que não há tempo a perder – clareou a sua garganta e leu o papel que segurava na sua mão. – Temos três novos estagiários. Shiota Nagisa, que irá trabalhar com Gakuho Asano no Terreno. Hikiro Yui, que ajudará Irina Jelavić na parte das línguas. E, por fim, Asakura Kuroo, novo estagiário de James Cole na História do Crime. É tudo. Estejam aqui no dia cinco de Setembro às oito em ponto.

Deixando as suas palavras a pairar no ar, Karasuma saiu da sala dos professores, deixando alguns criminosos satisfeitos por não terem que trabalhar com recém-formados.

- O Gakuho ficou com um estagiário - Nagisa ouviu estas palavras atrás de si, ficando a ouvir atentamente o que se sucedia. – Tenho pena desse tal Nagisa.

- Dou-lhe duas semanas – outra voz juntou-se à primeira e, entre risos e murmúrios, Nagisa deixou de ouvir aquele tema de conversa, perdendo-o entre gargalhadas ridículas por parte dos restantes professores.

- Boa sorte – o ruivo inclinou-se para a frente, um ar de provocação bem presente na sua face. – O Asano não é fácil.

- Eu vou conseguir – Nagisa sorriu vitorioso, totalme convicto das suas capacidades. Andou lentamente para a porta, saindo do compartimento a encarar o chão, um sorriso orgulhoso na sua face. Enquanto caminhava para fora da escola, as palavras de Karasuma ecoavam na sua mente, recordando-o que tinha ficado com o Mestre da Tortura e Nagisa não podia ter pedido maior desafio para demonstrar o seu potencial. Por isso, contente com o que lhe calhara, Nagisa repetiu novamente as palavras para si, os seus olhos a encararem o grande edifício da escola que tinha deixado para trás. – Eu vou conseguir.


Notas Finais


Então, que acharam?? Espero que tenham gostado!
Qualquer dúvida (vocabulário ou com a escola) podem perguntar. Terei todo o gosto em responder!

~Chu


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