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História NAILOS- Dois heróis - Capítulo 5


Escrita por: e MissKNoir


Capítulo 5 - Sonhos


Mary narrando

Uma sensação fria estava percorrendo todo meu corpo, cada vez mais me sentia presa a um iceberg, olho para minhas mãos completamente imóveis suando, com gelo seco ao seu redor, todo meu corpo parecia congelado.

?: Me

Tento mover minha cabeça para o local que vinha tal voz.

A única coisa que via era neve e mais neve, e aquela grande quantidade de gelo ao meu redor.

Mary: …

?: Me… Mate!

Ouço passos e o gelo vai ficando cada vez mais gelado e espesso ao redor de meu corpo.

Já não conseguia mover minha cabeça, apenas olhar para frente.

?: Me… Mate… Ou.. Eu.. Te… Mato…- Uma voz ofegante ecoava de algum local dentre aquele cenário.

Finalmente uma figura surge, era um jovem que eu não conhecia, mas me parecia comum.

Mary: …

Minha boca estava congelada.

Aquele rapaz estava com uma roupa de couro, ele era bem pálido, e tinha olhos azuis, seus cabelos loiros eram grandes e uma franja de tamanha desproporcional caia sobre seu olhos, mas ainda assim conseguia ver sua face.

?:ME MATE OU EU TE MATO!-Sua expressão era assustadora.

Aquelas palavras arrepiaram todo meu corpo, senti uma sensação de tristeza imensa, não sabia o motivo, mas olhar para ele me deixava triste e com agonia.

Ele juntou as mãos como se fosse fazer uma oração, em seguida cruzou os dedos e afastou suas mãos, uma bola cintilante brilhante surgiu.

?:Ande logo Amélia!- Ele falou se aproximando seus olhos estavam vazios  parecia ter uma chama pulsante que me fixava em seu olhar, aquilo me deixou ainda com mais medo, lágrimas começaram a escorrer em seu rosto..

Meus olhos começaram a lacrimejar ao mesmo tempo.

?:Ei..Não chore meu amor, isso será rápido! É o nosso destino!-Uma nevasca começou a cada passo que ele vinha em minha direção a neve ficava mais espessa.

Ele finalmente chegou a minha frente e aproximou seu rosto do meu, pude ver seus traços cada vez mais de perto, ele estava pálido pelo frio, seu nariz  avermelhado e sua boca seca rajada, as lágrimas escorriam devagar sobre sua face.

Ele secou seu rosto e me olhou com os olhos avermelhados.

?:Acredito que eu posso te dar uma morte não tão dolorida, se tivesse me matado não estaríamos aqui Amélia.- Dito isso fez a bola cintilante de gelo desaparecer.

Ele selou nossos lábios, aquele beijo intenso deixou meu corpo cada vez mais congelado por dentro, até não sentir mais nenhuma parte de meu corpo, uma fraqueza surgiu, até por fim não sentir mais nada, era um beijo da morte.

Mary: não!- Gritei e me vi em meu quarto, olhei  meu corpo ele estava normal.

Minha respiração estava ofegante e meus batimentos rápidos.

Mary: foi um sonho?-Passei minha mão pelo meu rosto, ele estava molhada já que por algum motivo eu estava chorando, sequei minhas lágrimas.

Me levantei e fui tomar um banho, era Sábado.

Mary: que sonho estranho foi aquele?... Pareceu tão real… E quem era aquele?.

A água quente do chuveiro caia sobre minha costa, lavei meus cabelos ainda pensando naquele sonho, eu não entendia que ele significava, mas de uma coisa eu tinha certeza, eu incorporei a morte de alguém chamada Amélia.

Sai do banho com a toalha sobre o corpo.

Mary: não seja boba Mary, foi só um sonho, não tem como significar alguma coisa…É só invenção da minha mente.

(...)

Havia acabado de chegar no hospital, minha mãe ainda estava hospitalizada, observei a enfermeira a alimentar.

Sai da sala, e fui comprar algo no hospital para comer, já que estava dando o horário de almoço, ao passar perto de uma sala reparei que um dos meus colegas de classe estava saindo.

Mary: Baso.

Ele me olhou e sorriu.

Baso: ah Angel, tudo bem?

Mary: sim e com você?

Baso: to bem, o quê faz aqui?

Mary: minha mãe está hospitalizada aqui, e você?

Baso: o Dhrean machucou o braço e veio enfaixar, aí eu vim junto.

Havia acabado de lembrar que Baso era o garoto que sempre andava com Dhrean.

Mary: entendi.

Dhrean: Mary?-Ele veio da mesma sala que Baso havia acabado de sair.

Mary: ah, oi, como se machucou?

Dhrean: se importa?- Ele arqueou a sobrancelha.

Mary: não só perguntei por educação- Dei um sorriso falso.

Dhrean: e desde quando você tem educação?-Sorriu de lado, e me encarou.

Mary: tchau Baso, nos vemos por aí.

Dei de ombros e fui ver minha mãe.

(...)

Dhrean narrando

Desde a briga que tive com aquele velhote careca no dia de minha primeira missão, eu estava recebendo tratamentos diários na Liga já que havia sido Baleado, mas como a Liga ficava fechada durante as manhãs dos Sábados para reuniões fui até um hospital com Baso, meu melhor amigo, disse que havia levado um tombo e me machucado.

O doutor tinha limpado a ferida e enfaixado, na liga haviam retirado a bala, desinfectado o ferimento e costurado, então não tinha muito a se fazer, tenho uma resistência maior que humanos normais.

Baso: parece que todo lugar que a gente vai a Angel tá.

Dhrean: realmente, ela tem a habilidade de aparecer em tudo quanto é canto.

Baso: se ela não fosse tão chata até que eu pegaria.

O encarei.

Dhrean: sei.

Angel Mary, não me parecia ser o tipo de pessoa que faz o tipo de Baso.

Dhrean: vocês não combinam...

Ele riu.

Baso: mas me diz aí, alguma vez namorou na vida?

Dhrean: não tenho tempo pra isso e nem vontade.

Desde que era criança já estava treinando para me juntar a Liga, quase não tive tempo para me envolver com pessoas, tanto para fazer amizades ou namorar, no entanto ao chegar em Nova York tive a chance de arranjar um bom amigo na escola e na Liga como Jano e Alex.

Baso: ok então senhor ocupado.

O encarei.

Baso: você vai na festa da July? Ela convidou todo mundo da sala.

Dhrean: não vai dar.

Iria me encontrar com Mira e Gravile na Liga durante a tarde, e dependendo do motivo eu certamente estaria cansado durante a noite.

(...)

Rosedi narrando

Em nossa reunião matinal, alguns de nossos funcionários que trabalham em outros estados e países se juntaram para informar o desenvolvimento da doença em outros locais.

Gravile: se a situação está pior na California mandaremos mais dois dos nossos para o auxilio.

Gerente Tyto: irá ajudar senhor Gravile.

Gravile: apesar gostaria de saber como está sendo a instalação no Brasil e Rússia.

Kate: já iniciamos a construção, os contratos com o governo brasileiro e russo já estão assinados, inclusive já os mandei para seu email.

Gravile: ótimo,

A mesa estava rodeada por doze funcionários, cinco de outros estados do EUA  e sete de países estrangeiros.

Continuamos a reunião até dar meio dia quando nos despedimos, fui com Gravile até sua sala.

Rosedi: Gravile irá mandar Vik e Mailes?

Ele se sentou em sua cadeira  e me olhou.

Gravile: não, iremos mandar Mark e Águia.

Rosedi: espere, mas ambos são os exemplares de Nova York.

Gravile: eu havia lhe dito que iríamos nos revelar ao público, no entanto, quem irá fazer isso será Mira e Laion.

Rosedi: espere, quer que ambos virem os heróis de Nova York?

Ele tirou seus óculos escuros e me olhou.

Gravile: sim, irei falar com ambos hoje a tarde.

Rosedi: neste caso, deveremos aumentar os treinamentos de Mira, para que ela se desenvolva ainda mais.

Gravile: sim, irei convocar dois treinadores a mais, hoje a tarde irei dizer para Laion treinar com ela pois assim ele me diz se ela está usando as táticas dos treinos nas Missões.

Rosedi: em relação a Vik e Mailes, devemos os deixar encarregados das funções de Mark e Águia?

Gravile: não será necessário, apenas peça a Kate para selecionar dois dessa área e os transferir para cá até Mark e Águia voltarem.

Rosedi: okay, irei fazer as ligações.

Estava para sair pela porta.

Gravile: Rosedi…

O olhei.

Rosedi: sim.

Ele me olhou por alguns segundo em silêncio e depois sorriu de canto.

Gravile: coloque a máscara..

Voltei e peguei minha máscara que havia esquecido em cima de sua mesa.

Sai da sala e fui avisar a Mark e Águia as novidades.

(...)

Mary narrando

Estava indo para a Liga, decidi cortar caminho por um parque abandonado que ficava em um local isolado.

Quando era criança ia naquele parque direto para brincar, no entanto com o tempo minha mãe me proibiu de ir lá, pois virou um ponto de vendas de drogas, depois de alguns anos, por problemas com policiais, saíram daquele parque e mudaram para outro local para manter as venda e aquele local ficou abandonado.

Mary: se eu for por lá, chego mais rápido.

Ao chegar no parque vi de longe em um dos balanços havia alguém chutando a trave do brinquedo.

Mary: vândalo-Pensei, meus pés se moveram sozinhos e antes que eu visse já estava do lado do sujeito o encarando.

Mary: para de estragar os brinquedos!

?:Mais do que já estão?

Quando o sujeito me olhou senti meu coração acelerar, era Noa, um estudante da minha escola, ele estava com uma péssima expressão.

Mary: N-Noa… O-O quê faz aqui?

Ele se endireitou, e ficou sério, tirando tal expressão estranha de seu rosto.

Noa: ah Mary, eu… Vim relaxar um pouco aqui.

Mary: então esse... é-é o seu relaxar?

Cruzei os braços.

Noa: não, claro que não, eu só.. -Ele pareceu pensar em algo- bem não importa, e você o quê tá fazendo em um lugar desses?

Mary: vou pra um lugar e decidi cortar caminho por aqui.

Noa: é perigoso vir sozinha aqui

Mary: pode não parecer mais eu sou muito forte.

Noa: não duvido, ainda assim, tome cuidado.

Mary: tabom, eu vou indo.

Noa: quer que eu te acompanhe?

Mary: não precisa.

Ele foi andando em uma direção oposta.

Noa: te vejo por ai..

Mary: tá.

(...)

Eu e Laion já estávamos na sala de Gravile, era a primeira vez que eu havia ido lá.

Mary: que espaçoso e elegante.

Laion: achei que já tivesse vindo aqui.

Mary: não, é minha primeira vez.

Laion: entendi.

A porta se abriu e Gravile entrou.

Após nos sentarmos nas cadeiras a frente de sua mesa, ele pegou um controle e ligou a televisão de plasma que havia em uma das paredes.

Gravile: vejam essas notícias.

Começou a passar as porcentagens da doença de Transtorno Cerebral nos estados, em seguida algumas reportagens, por fim recebemos alguns papeis, eram fotos de alguns casos isolados da mídia.

Laion: isso… É impossível…-Ouvi ele sussurrar

Gravile: bem, eu chamei ambos aqui, pois agora vocês seram os novos exemplares de Nova York.

Olhei para Laion, eu não fazia ideia do  oque era aquilo.

Laion: seremos os heróis daqui? Mas isso não era trabalho do Mark e Águia.

Gravile: eles iram a partir de amanhã ir para a California.

Olhei Laion de lado, ele estava sério.

Laion: e quem ira ficar no lugar deles no grupo 2?

Gravile: transferiremos alguém, no entanto oque eu realmente gostaria de dizer era sobre seus novos posto.

Mary: algo mais?

Gravile: sim, a partir de agora com suas responsabilidades, estejam livres nos finais de semana.

Mary:....

Gravile: podem se retirar.

Laion se levantou, quando fui me levantar minha cadeira escorregou, com isso me desequilibrei.

Consegui recuperar o equilibrio quando Laion segurou minha cadeira comigo junto, antes de chegarmos ao chão, saimos da sala em seguida.

Laion: tudo bem?

Mary: sim.. Só foi um…

Laion: mico- Ele sorriu, e vi seus dentes alinhados, totalmente brancos.

Nunca pensei que alguém que mal consigo ver o rosto poderia ser tão atraente apenas atravez de um sorriso.

Mary: sorriso Colgate-Pensei e ri por dentro de minha própria piada idiota.

Laion: vamos precisar treinar mais Miris, capturar um enfermo não é nada fácil.

Mary: acredito que não seja mesmo..

Lembrei de quando fui atacada, e a maneira que Mark prendeu o sujeito.

(...)

Dhrean narrando

Eu não esperava um dia virar exemplar de Nova York tão rápido, tal mudança me surpreendeu e me deixou nervoso.

Eu e Mira começamos a treinar algumas técnicas, ela já estava fazendo alguns golpes de luta bem.

Dhrean: olha, vamos fazer algo mais físico, suponhamos que por algum motivo não possamos usar nossos poderes, teremos que atacar mão a mão- Peguei um saco de pancada e coloquei atrás de mim.

Mira: como vai ser?

Dhrean: o saco é a vítima, eu o enfermo, pense rápido e tente me impedir.

Me afastei do saco e corri em direção a ele, Mira entrou na frente do saco, ao fazer isso pulei por cima dela e dei um chute no saco o fazendo cair para trás..

Dhrean: denovo.

Corri novamente até o saco, repetindo a mesma coisa Mira entrou na frente do alvo ao desviar, ela segurou meu braço e tentou me dar uma rasteira, pulei e a empurrei de leve.

Ela se levantou rápido e tentou me dar um soco, segurei sua mão e a torci, criei uma faca de gelo e arremessei no saco de pancadas.

Dhrean: qual é Miris, tenha uma estratégia, ir por impulso, pode custar a vida da vítima.

Mira: vamos inverter?

Dhrean: claro.

Diferente de mim ela deu passos rápidos e ao chegar perto de mim escorregou pelo chão.

Pulei e peguei o saco e o levei para outro local.

Dhrean: muito lenta.

Ela veio novamente até mim e tentou depositar socos desviei com facilidade,  a peguei pela cintura e a puxei para perto de mim, a encarei cara a cara, ela possuia lindos olhos rosados, ao ver que se distraiu a dei uma rasteira.

Mira: isso não vale!- Reclamou ainda no chão.

Dhrean: claro que vale, além dos infermos podemos acabar lutando com um alvo sedutor, não seja seduzida isso pode custar caro Miris.

Mira: eu não fui seduzida!!- Aumentou o tom de sua voz.

Não pude deixar de rir.

Dhrean: vamos continuar o treinamento.

Ela se levantou sozinha.

Dhrean: essas luvas estão me atrapalhando…

Mira: é melhor assim.

A encarei, era melhor não termos contato com o outro, dado a eletricidade que surgia a cada toque, combinamos de usar luvas nos treinamentos.

Dhrean: quando lutar para proteger alguém, tenha três coisas em mente.

Mira: diga.

Lembrei por alguns segundos de meu treinamento quando tinha oito anos, eu era tão ruim na luta e estratégia quanto Mira.

Dhrean: primeiro não importa com quem estiver lutando, não esqueça de quem está defendendo, em um piscar de olhos algo pode acontecer enquanto está focada em outra coisa.

Mira: entendi, e os outros dois?

Dhrean: segundo tenha sempre uma segunda alternativa, e mesmo que tenha mais de uma opção quando estiver executando uma delas, faça direito.

Vi que havia alguém nos observando era Gravile, ele nunca ia observar os treinamnetos pessoalmente.

Dhrean: o quê ele faz aqui?

Mira: que??

Ela se virou e Gravile veio até nos dois.

Gravile: estou vendo como está o desenvolvimento de ambos.

Dhrean: e?

Gravile: eu decidi trazer seus antigos treinadores, para treinar Mira.

O encarei, ele só podia estar brincando.

Gravile: não é uma piada, como Maras será mandado para a California junto de Mark e Águia, decidi trazer aqueles dois.

Fiquei paralisado, ambos eram pesados, treinamentos completamente puxados, Mira iria ter que se esforçar para valer, conhecendo aqueles dois sei que vão ir mais a fundo.

Dhrean: neste caso quero ser treinado por eles também.

Gravile me encarou e em seguida  olhou para Mira.

Gravile: treinar os dois ao mesmo tempo?... Pode ser, cuidarei disso.

Ele saiu da sala.

Dhrean: vamos nos exercitar, para treinarmos saltos.

Mira: ta.

(...)

Mary narrando

O tempo de treinamento havia acabado, estava na ponta da língua uma pergunta que queria muito fazer, quando Laion estava saindo da sala de treinamento, tive coragem.

Mary: apesar…-Forcei a voz e falei alto

Ele se virou e me encarou com sua máscara vermelha.

Mary: eu ouvi boatos esses dias, que você não queria que me achassem, isso é verdade?

Laion: sim.

Mary: porquê?

Laion: não importa, pois agora está aqui, este é o presente.

Mary: você não gosta de mim?- Tentei manter a voz firme.

Laion: não tenho nada contra você, eu preciso ir.

Ele continuou a andar.

Mary: porque também vai treinar?

Ele riu

Laion: porque são bons treinadores.

Ele finalmente saiu da sala.

(...)

Havia chegado em casa, saber que minha mãe não estava ali me deixou triste, a casa estava vazia, andei pela sala ao passar a mão pelo veludo do sofá, me senti sozinha.

Gastei um tempo fazendo a limpeza da casa, eu não ia fazer no Sábado, no entanto era a melhor alternativa para ocupar a cabeça com outra coisa sem ser minha mãe, a Liga, e meus poderes.

Quando terminei, após um banho deitei no sofá e adormeci.

?:Você fez um ótimo trabalho princesa- Uma voz masculina ecoou em meus ouvidos, ela era tão suave e famíliar.

Abri meus olhos, minha visão estava embaçada, ainda estava deitada no sofá, vi um semblante, ele estava agachado me olhando, reparei que seus longos cabelos loiros estavam bagunçados , sua face me parecia comum, ele estava repleto de machucados no rosto.

Mary: isso é um sonho?

Encarei ainda mais aquele ser, ao fixar meus olhos com os seus, lembrei que era o mesmo de meu sonho matinal, suas pupilas azul não estavam ameaçadoras, pelo contrário me trazia certa paz de espirito, ele sorriu.

Mary: espera se to em casa, e ele ta aqui, então envadiu minha casa?!-Pensei piscando várias vezes.

Aquela pessoa desapareceu junto de um frio gelado, senti um arrepio no corpo.

Mary:o quê foi isso?!

(...)

Havia chegado Segunda-Feira, desde Sábado eu estava vendo aquele ser em meus sonhos, tive dois sonhos com ele, no entanto, era o mesmo sonho da morte da tal mulher chamada Amélia.

Tabhata: sua cara tá  péssima, oque tá acontecendo com você?

Ela segurou em minha mão.

Mary: ando tendo sonhos estranhos.

Tabhata: estranhos? Como?

Contei sobre meu sonho.

Tabhata: que imaginação eih.

Mary: isso tá me pertubando…

Tabhata: é só um sonho fofa, mas se ele não parar podemos procurar a razão disso- Ela me abraçou.

Mary: okay…

Estávamos na quadra, era aula de educação física, mas algumas das garotas não estavam participando e eu era uma delas.

Tabhata: vôlei, to indo jogar.

Ela foi jogar com outras garotas.

Fiquei observando elas jogarem desanimada.

July: ei Maary!- Ela se sentou do meu lado.

Mary: sim.

July: você soube que o Noa se mudou?

Mary: que?! Não, para onde?

July: ele foi para o California, sabe eu ouvi que o Dhrean também veio de lá.

Mary: o que o Dhrean tem haver com isso?

July: ora, ele e o Noa são irmãos.

Comecei a tossir, eu fui amiga de Noa por um ano no passado e ele nunca me disse que tinha um irmão, e Dhrean e Noa tinham personalidades tão sublimes.

Mary: impossível, eles são tão diferentes, o Dhrean é chato, insuportável, e o Noa é tão..

?:Perfeito?- Uma voz veio da arquibancada acima.

July: Dhrean, não sabiamos que estava ai- Ela disse tão calma.

Mary: é, bem…-Me levantei e ele também, por estar em um andar acima, ficou mais alto.

Dhrean: estou errado?

Mary:s-sabia que ouvir a conversa dos outros, é errado!

Dhrean: você estava falando mal de mim,e ninguém mandou começar uma conversa sobre isso bem abaixo do meu nariz.

Mary: espera você tava ai o tempo todo?

Dhrean: obvio.

Olhei para July, porque ela havia ido falar sobre aquilo, sabendo que ele estava ali.

July: bem… lamentamos por isso Dhrean.-Disse com uma voz manhosa.

Observei seu face, ela fez um bico e o olhou como se fosse um cachorrinho, seus braços cruzados estavam apertando seus seios mostrando ainda mais o quão grandes são, seu quadril estava empinado.

Mary: agora eu entendi-Pensei- Isso é nojento.

Dhrean não parou de me encarar, ignorando July complemente.

Mary: eu não tenho que te dar satisfação.

Dei de ombros.

Dhrean: pare de se intrometer onde não é chamada!-Gritou da onde estava..

Me virei e ele estava com um péssima expressão.

Mary: como se eu quisesse saber da sua vida!-Gritei na mesma intensidade.

Dhrean: está avisada!

Mary: e o quê você vai fazer, se eu me intrometer?

Ele veio em minha direção, e passou direto, segurei em seu braço, o tecido de sua jaqueta era bem macio.

Mary: e quem disse que sou? A July que veio me dar essa informação eu nem queria saber.

Ele puxou seu braço me fazendo solta-lo, fiquei parada enquanto ele foi embora em silêncio.

Percebi que haviam diversos olhares em nós dois.

(...)

Tabhata: tão falando pelos corredores da escola, que foi uma briga de casal.

Mary: quem! Impossivel, nem falamos nada que desse a entender isso.

Ela tirou o celular e me mostrou uma foto que tiraram de mim segurando o braço dele, colocaram corações em volta.

Mary: esses idiotas, deixem que pensem, tanto faz.

Tabhat: vocês dois parece que procuram qualquer coisa para brigar.

Mary: tis.

Observei July de longe indo falar com Dhrean, ela estava com um caderno na mão enquanto parecia o contar algo muito interessante.

Mary: como è que eu não reparei as investidas que ela da nele?

Tabhata: a July? Ela faz isso faz tempo, ela ja tinha nos dito ano passado quando ele se mudou que tava interessada nele, lembra?

Consegui lembrar, mas não acreditava que realmente fosse verdade.

Mary: como eu não lembrava disso?

Tabhata: ora, deve ser porque você tá sempre focada ou nas lições ou em brigar com o Dhrean.

Mary: você fala como se eu ficasse caçando briga com ele, o tempo todo.

Ela começou a rir.

Tabhata: qual é Mary, tenho certeza que na escola quem mais passa tempo com ele é você com suas tretas do que os próprios amigos dele.

Mary: nossa, tanto tempo assim?

Me surpreendi.

Tabhata: até a July comentou comigo semana passada quando você jogou um papel na cara do Dhrean, ela jurava que vocês estavam trocando mensagens.

Mary: sim, apesar ele nem respondeu.

Tabhata: espera, realmente é verdade!?

Ela me balançou.

Mary: para.

Tabhata: apesar, hoje eu e o Erick vamos festejar no parque de diversão.

Mary: que legal, duas criancinhas- Provoquei.

Tabhata: eu sei que você também adora ir lá.

Ela estava certa.

(...)

Dhrean narrando

Se havia algo que eu não suporto certamente são comparações, inclusive sem sentido, desde pequeno eu era comparado com meu irmão, mesmo quando eu ainda estava na California e ele em Nova York.

Flier: Dhrean, deve ser um bom guerreiro, com sua idade Noa já era um lutador profissional.

Dhrean: mas ele é mais velho.

Flier: sem desculpas, tente alcansar um nível tão alto quanto, se esforce garoto.

Navarra: eu já lhe disse, um salto triplo é algo que deve aprender agora, difícil?! Noa aprendeu com 8 anos, você tem quantos 9?! Deveria já saber, vá faça denovo.

Demi: não adianta ser apenas bom em luta e ter agilidade, tem que ir bem nas provas, estude! Se esforce para um dia ser tão bom quanto seu irmão.

...

Dhrean: eu o superei, ainda assim, me sinto irritado quando me comparam, só não entendo o porquê?…-Pensei encarando July que falava sem parar na minha frente.

July: ha ha ha ai foi por causa disso que decidi te entregar isso.

Ela me deu um caderno.

Dhrean: obrigado July.

July: apesar sobre o quê a Mary disse mais cedo, quem começou realmente fui eu.

Dhrean: isso não muda nada- Pensei.

(...)

Havia chegado na liga a algum tempo, estava falando com Rosedi e Mira, sobre os sombras.

Rosedi: desde que eles pegaram a substância, desapareceram por completo.

Laion: como vamos rastrealos?

Rosedi: assim que começarmos a infiltração na nave dos Chets.

Mira: vão entrar na base inimiga?

Rosedi explicou o plano para Mira.

Mira: apesar queremos perguntar algo.

Rosedi: digam.

Laion: toda vez que eu e Mira nos tocamos sentimos uma eletricidade no corpo.

Rosedi: como assim? Quando se tocam?

Mira: quando seguramos o braço do outro, ou nossa pele tem contato com a do outro.

Rosedi: vocês dois são Nailos, poderes sublimes, por serem do mesmo tipo seus corpos estão reagindo a essa semelhança em suas energias mágicas.

Laion: e tem como parar isso?

Ela sorriu.

Rosedi: claro, para que essa eletricidade pare com o contato, a magia de vocês dois tera que se acostumem com a outra, ou seja, deveram as unir em um gesto que envolva  seus corpos tanto espirituais quando fisicos.

Mira: tipo um abraço?

Ela abriu os braços, fui e a abracei rápido e nos separamos.

Tiramos a luva e apertamos a mão do outro, mas ainda assim aquela eletricidade passou por minha veia.

Laion: não funcionou.

Rosedi: não iria funcionar mesmo.

(...)

Mary narrando

Eu não entendi porque não, já que haviamos nos abraçado.

Rosedi: eu disse um contato físico, que envolva o interior e exterior de ambos.

Laion: fala sério, porque só disse depois do abraço?

Rosedi: vocês não me deram tempo e já foram se abraçar.

Mira: então vamos ter que…

Rosedi: um beijo longo.

Senti meu coração acelerar, eu nunca tinha beijado ninguém,ao menos até onde sei beijo em sonho não conta.

Laion: só um?

Rosedi: sim.

Ficamos nos encarando.

Mary: isso é estranho, meu primeiro beijo vai ser com um cara mascarado que eu nem sei o nome verdadeiro- Pensei.

Dei um passo para frente e ele fez o mesmo, nos olhamos.

Rosedi: quando quiserem

Laion: vai ficar mesmo aqui?

Comecei a rir, de nervoso e porque a situação me parecia cômica.

Rosedi: ficarei para arrumar a magia que vai ficar após a União.

Laion: vai ficar rindo?

Ele me olhou e eu tampei a boca, parando de rir.

Ele se agachou em minha direção, fechei meus olhos.

Laion: será rápido.

Abri meus olhos ao lembrar que foi aquilo que a pessoa de meu sonho disse, o empurrei para longe.

Laion: qual é o seu problema- Ele falou se equilibrando.

Tampei meus ouvidos, aquela voz do meu sonho estava percorrendo meus ouvidos

?: Amélia…

?:Será rápido…

Fechei meus olhos, após a voz parar abri meus olhos e Laion estava me olhando.

Laion:  o quê houve?

Mary: acho que.. To sendo assombrada.

Rosedi: falamos sobre isso depois, vamos resolver isso logo.

Estava me sentindo ameaçada pela figura de meus sonhos, porque havia me lembrado dele em uma simples frase de Laion.

Mary: tabom.

Laion se agachou e me beijou, seus lábios eram macios, a sensação não era estranha pelo contrário era boa, ao nos afastarmos vi uma barreira azul e vermelha a nosso redor.

Mary: está feito.

Laion: isso é nossa aura? Certamente a minha é a Vermelha.

Mary: mas seu poder é de gelo e é representado por azul.

Laion: não é a cor de meus poderes e sim de mim, de minha aura, a sua é a Azul.

Mary: que estranho..

Fiquei observando aquela barreira, que foi se juntando até se tornar roxo, por fim desapareceu.

Rosedi: testem.

Laion segurou em minha mão, na senti nada eletrizante, além de suas mãos estarem frias.

Mary: deu certo!

Laion: que bom.

Rosedi: Mira você quer falar comigo sobre algo?

Fui com ela até sua sala, totalmente colorido e despojado, diferente da sala de Gravile.

Nos sentamos em um sofá.

Rosedi: e então? 

Mary: desde Sábado eu tenho tido sonhos estranhos.

Rosedi: como eles eram?

A contei sobre meu sonho da morte de Amélia, e de quando vi aquele ser em minha sala.

Ela suspirou.

Mary: sabe algo a respeito?

Rosedi: certamente você deve ter lido algo deste tipo em um livro, temos uma biblioteca aqui, pode procurar algo deste tipo, para ter certeza que foi apenas ilusão e sonho- Respondeu calma.

Mary: foi tão real, achei que isso significasse algo.

Rosedi: é normal, desde que descobrimos sobre a existencia de poderes e seres como nós neste mundo, começamos a ter duvida do que é ou não real…

Mary: é… Deve ter sido realmente uma ilusão, acho que será perca de tempo olhar a biblioteca.

Ela sorriu.

Rosedi: sim, irei voltar ao trabalho, faça o mesmo.

Me levantei e sai de sua sala, ao ir para meu andar fui falar com Jano e Alex.

Mary: oi, vocês sabem onde fica a biblioteca daqui?

Jano: sim, fica antes do terraço.

Eu nunca tinha ido nos andares de cima, já que todas partes da Liga são abaixo da terra, e os andares acima do edifício são apenas um disfarce.

Alex: apesar, já olhou os papeis que deixamos em cima da sua mesa?

Mary: sim, já realizei as tarefas.

Jano: como esta sendo o treino? Ouvi dizer que nos dias de treino você vai receber apoio de dois profissionais.

Alex: três, o Laion é um também.

Jano: sim.

Mary: ainda não conheci os novos treinadores.

Alex: pelo que o Laion disse eles são bem rigidos.

Mary: entendi.

Alex: não perca tempo aqui, se te virem sem fazer nada vão descontar.

Voltei para minha sala e comecei a analisar algumas folhas, meu trabalgo na liga além de heroína era usar meus poderes para criação de armas, um dos grupos estava me mandando formulários com perguntas sobre minha saúde e minhas habilidades para serem usados e aprimoradas em armas.

Lyla: olá, oush ainda não decorou esse lugar… 

Ela entrou na sala com uma  caixa, um homem veio logo em seguida com um manequim.

Mary: o quê é tudo isso?

Lyla: seu uniforme oficial.

Me levantei, Lyla começou a tirar peças e a colocar no manequim, depois de um tempo ela terminou.

Mary: uau, é exatamente oque eu pedi, além de ser tão vibrante e bonito.

Lyla: isso não é tudo…

Ela me entregou uma última caixa, abri e lá estava uma peruca rosa, não era um tom forte, pelo contrário o rosa estava indo para uma tonalidade roxa, oque o deixou bonito

Mary: eu adorei..

Lyla: agora se vista.

Entrei no banheiro que havia em minha sala e coloquei cada acessório com cuidado, eu estava entusiasmada e com medo de quebrar algo, por fim me olhei no espelho eu não poderia me sentir mais heroína do que aquilo, não pude deixar de rir da minha cara, eu não estava exagerada, e nem mostrativa, eu só me sentia livre, atrás de um personagem.

Mary: então essa é você Mira?- Sorri para mim mesma.

Bateram na porta.

Mary: pode entrar.

Lyla entrou e colocou um sorriso no rosto.

Lyla: uau, nesse modelo arrasamos, você está perfeita, agora ta na hora de irmos treinar pra testar a resistência dessas belezuras.

Fomos até a sala de treinamento,  me senti envergonhada de sair pelos corredores da Liga vestindo aquela roupa.

Ao chegarmos estava vazia.

Fizemos alguns testes e a roupa não estava me atrapalhando em nada.

Mary: o unico problema é essa peruca…

Lyla: o quê tem ela?

Mary: ela fica escorregando.

Lyla: posso pegar algo que a prenda na sua nuca.

E assim fizemos e ela parou de escorregar.

Mary: vou deixa-la amarrada.

Lyla: okay.

Após amarrar, não me sentia incomodada com nada.

Laion: olá, Lyla e ..

O encarei.

Laion: uau, realmente essa peruca fez toda diferença, bela escolha Miris.

Lyla: estamos treinando para ver se a roupa dela é resistente.

Laion: lembro de quando fui fazer o meu teste sobre isso.

Mira: eu nunca vi seu uniforme.

Laion: ele é bem simples, já to vendo quem vai chamar a atenção quando sairmos.

Mira: não é pra tanto.

Continuei o treinamento com meus poderes, Lyla havia conseguido fazer luvas que liberavam meus poderes sem rasgar nada.

Mailes: Mira e Laion, vocêsbprecisam ir agora mesmo para a escola municipal daqui do bairro, a mesma gangue de terrosristas que quebraram o ferro velho na semana passada estão agindo.

Laion: ouviu Mira, vamos lá.

Lyla: que bom qu ejá está vestida, boa sorte.

Segui Laion até o elevador, ele digitou o codigo do ultimo nadar, o terraço.

Mary: você vai assim?

O encarei com aquelas roupas sociais, após a porta se abrir, caminhamos até a beirada do terraço.

Laion: se afaste de mim.

Me distanciei, ele pegou um objeto circular e prendeu em seu cinto, em seguida apertou naquele circulo que se iluminou.

Mary: oque é isso..?

Em pequenos segundos uma roupa surgiu ao corpo de Laion.

Mary: como isso.

Laion: magia.

Ele se virou, ele estava bme chamativo, na parte de cima aparentava ser uma camisa de manga longa que estava colada ao seu corpo escultural, junto de luvas pretas que não cobriam as pontas de seus dedos, acima de sua camisa estava um colete vermelho que parecia ser feito de ferro, sua calça vermelha escura que também combinava com o resto do traje estava perfeitamente, ele usava uma bota preta, sua máscara mudou de material.

Mira: uau, depois eu que sou a chamativa-Pensie.

Laion: veja!-Ele apontou para  da cidade no local de onde vinha uma grande fumaça.

Mira: vamos lá.

Laion: vou na frente, use sua agilidade.

Ele pulou de cima do terraço e caiu em pé sobr eo chão, também pulei fazendona mesma coisa que tinha aprendido nos treinamentos.

Ao chegar no chão elevei minha telepatia e flutuei.

Mary: eu consigo voar!- Pensei.

Fui voanod com dificuldade até o local, ao chegar lá vi que não haviam chamado os bombeiros ainda.

Uma mulher estav acom algumas crianças perto de si, parei de voar e fui discretamente até ela.

Mira: todas crianças estão aqui.

Mulher: não, tem muitas ainda la dentro.

Falou sem me olhar, voltei até um entrada que ainda não estava em chamas.

Comecei a andar com cuidado entre todo aquele fogo, ao ouvir pedidos de socorro, vi que a entrada do local estava em chamas, voei a procura de algo, ao ver um extintor caido de canto o peguei e voltei ao local, após apagar o fogo, olhei onde estava as crianças.

Estava em uma sala de aulas, as crianças estavam no canto.

Mary: estou indo ai, tem mais crianças por ai?-Gritei.

?:Nos ajude!

Elas gritaram.

Fui até ela com pressa, ao ver que a saída da sala foi repleta de fogo, olhei ao redor.

A fumaça estava me tarapalahando, olhei para as crianças duas delas sairam sobre o chão e as outras estavam tampando a respiração.

Fui na frente delas e tirie minha capa.

Mira: tomem se protejam.

O fogo aumnetou e ja estava chegando na gente, vi onde tinha uma janela.

Joguie uma onda e a janela se quebrou, no netanto a parede desabou, olhei para as crianças que estavam perto da parede, ia cair me cima delas.

Voei rápido até elas e criei uma barreira, a parede caiu sobre a barreira, e não nos acertou.

Mira: pensa mary pensa!-Pensei.

Olhei para as crianças eram sete, olhie para o buraco na parede ond eantes era a janela

Manti a barreira, olhei para o chão e ele estava se quebrando.

Mary: venham pero de mim.

Elas vieram, ainda mantendo a barreira me agachei e seguei os dois que estavam desmaiados.

Mary: sobraram cinco, não posso voar com todos até lá fora.

?:nos vamos morrer?-Um garoto disse.

?:Eu não quero morrer!-Uma menina falou.

Um deles começou a chorar.

Os olhei tensa, tentei pensar algo, enquanto sentia o chão rachando.

Mary: silêncio.

Eles me encararm.

Mary: só tenho essa chance.

Concentrei meus poderes neles e fiz uma barreira me volta de cada um.

Mary: me sigam.

Aind acarregando dois, e sendo seguid apor cinco crianças fomos devagar até o buraco na parede, a barreira já estava  ajudando a respiramos.

Pulei com as duas crianças e voei, a barreira ao meu redor se defes, concentrei ainda msia na soutras crianças.

Mary: pulem!

Uma por uma foram pulando e eu as fiz voarem.

Em seguida as coloquei no chão e eles correram até a mulher que eu havia falado a pouco.

Voei com as outras duas crianças e as entreguei.

Laion: pronto, como chegou tão rapido?

Mira: não importa ainda deve ter pessoas la dentro, voei e Laion entrou por um local que estava sme fogo.

(...)

Dhrean narrando

Ao entrar no local me pedrifiquei em gelo, caminhei entre as chamas a procura de pessoas, encontrei algumas entre o fogo, estavam se agoniando enquanto eram queimadas as peguei no colo e gelei seus corpos, algo que depois de um tempo acabaria e eles voltariam a se queimar caso continuassem ali.

Com uma mulher em minhas costas e uma criança em meus braços, corri até fora ja que estávamos no primeiro andar, depois de deixalas sobre o gramado, voltei e continuei a procura.

No segundo andar não havia ninguem,certamente Mira ja havia passado por ali, ao ir no terceiro, mal terminei de subir as escadas e já ouvi vários gritos.

Todas as salas estavam repletas de pessoas.

Entrei na primeira sala e Mira estava lá.

Dhrean: irei nas outras.

Vi que havia mais três salas, ao chegar em uma que as paredes estavam em chamas e as pessoas no centro, congelei a chama.

Dhrean: vocês venham comigo!

Mulher: eu sou a professora daqui, quem é você?

Dhrean: não importa, quantas crianças tem aqui?

Mulher: nesta sala 25.

Realmente possuia bastantes pessoas.

Dhrean: me sigam.

Mulher: vamos nos expor ao fogo!? Está louco?.

Dhrean: querem sobreviver? Então me sigam.

Fui até a outra sala, por ser o último andar o fogo não estava tão forte, no entanto ainda assim estava me suforcando.

Aquela sala havia 19 pessoas contando.com a professora.

Mulher: onde estamos indo?

Dhrean: a uma saída

Mulher: todas estam nloqueadas cof cof  e não podemos descer de qualquer jeito cof cof pode ser perigoso-Disse em meio a toses.

?: Laion! O fogo ta aumentando retire esse dai longo pegarei a ultima sala-Mira gritou de longe.

Dhrean: tá!-Gritei como resposta

Olhei para aquelas pessoas que estavam exprimidas no corredor e naquela sala.

Dhrean: fiquem calnas.

Abri a janela de vidro, e criei uma descida por gelo.

Dhrean: a saída.

Mulher: não vamos descer assim! É suicídio.

Criança: professora Agatha eu to com medo.

Ela me olhou.

Dhrean: não é perigoso, criei um escorregador para descerem.

Olhei para as crianças.

Dhrean: ei quem gosta de escorregadores?

Eles ficaram quietos

Dhrean: não é perigoso, venham.

O fogo aumento e algumas pessoas correram até a janela.

Dhrean: um de cada vez.

O fogo foi aumentando, foram indo, até todos descerem.

Dhrean: ótimo agora iirei abafar o fogo-Pensei.

Andei pelo corredor congelei o chão e fui até a sala que Mira estava.

Dhrean: como estam as coisas aqui?-Disse olhando ao redor.

Mira: já desceram dezessete.

Havia um buraco na parede.

Dhrean: o fogo tá aumentando.

Fiz um escorregador, e assim mais alguns foram descendo.

Mira: Laion, esse lugar vai desmorronar! Quando eu estava ano segundo andar, o chão estava que rando.

Dhrean: devemos nos preocupar com as pessoas, o governo se encarrega da construção.

Mira: faltam cinco.

O fogo aumentou por completo a saida da sala  já estava em chamas.

Dhrean: as pessoas da outra sala ja desceram.

O teto começou a se quebrar, as crianças começaram a gritar.

Mira fez tas crianças serem protegidas por uma barreira ela estava as fazendo descer, pulei no escorregador e Mira foi voando, na descida vi que uma das barreiras bateu na parede e se quebrou pulei do escorregador e segurei o garoto, o abracei e tombamos no chão.

Ao reparar que não haviamos nos machucados, ele me encarou.

Garoto: obrigado.

Dhrean: não há de quê, qual seu nome?

Garoto: Thomas

Minha máscara soltou de meu rosto e caiu em seu colo.

O garoto me encarou.

Dhrean: droga, você não viu meu rosto okay?

Ele concordou, colei minha máscara denovo.

Mira: vocês estam bem, Laion?

Dhrean: eu estou e você garoto?

Thomas: eu to bem.

Ele se levantou e foi até os outros alunos.

Mira: retiramos todos?

Dhrean: espero que sim.

A construção desmoronou e continuou em chamas.

Dhrean: vamos sair daqui, antes que mais pessoas nos vejam.

Ela foi voando e eu dei alguns saltos acima de construções.

(...)

Mailes: vocês foram ótimos, mas olha isso.

Vik ligou a televisão.

-Durante esta tarde, cerca das Seis da tarde, a escola municipal ******** pegou fogo, dois individuos intitulados de Mira e Laion salvaram mais de trinta pessoas de serem carborizadas, entre elas adultos e crianças, este ato heróico foi registrado por uma das pessoas que estavam ao laod de fora observando o acontecimento.

Mostraram uma gravação feita por celular de eu e Mira descendo com as pessoas.

-Provas de que o relato sobre pessoas super poderosas foram confirmados pelos alunos e professores, além de dois escorregadores de puro gelo feito para a retirada.

Mostraram os pedaços de gelo quebrados que voaram longe quando a construção quebrou.

Dhrean: droga, eu tinha certeza que iria derreter com o fogo!

-Os bombeiros chegaram logo em seguida e apagaram o fogo, no entanto os estragos matérias não poderam ser recuperados, até iniciarem a reconstrução… O incendio foi causado por um grupo terroriata que saquearam os computados da escola antes de colocarem fogo no edifício.

Mira: isso não é nada bom..

Mailes: ao menos só revelaram os nomes e não suas caracteristicas.

Vik: na televisão não, mas olha esse vídeo que postaram na internet, podemos silenciar informações da mídia, mas não da internet, foi postado no anônimo.

Ela mostrou um vídeo que uma das professoras descrevia como eramos e nos vestiamos, ela descreveu detalhadamente uma garota de roupa azuis e cabelos rosa e um rapaz com roupas vermelhas.

Dhrean: é a tal de Agatha.

Mira: eu não cheguei a ver ela, como ela sabe como sou?

Dhrean: deve ter te visto voando quando saimos de lá… Droga não acredito que fomos tão descuidados.

Mira: eu já havia visto Mark em ação antes de entrar para a Liga, ele também não era nada discreto, não vamos nos culpar, acontece.

A encarei ela estava noa comparando com Mark.

Laion: por que está nos comparando a ele?

Mira: oque quero dizer é, não somos perfeitos e se até mesmo ele que já ta tanto tempo nisso consegue chamar atenção, a gente na nossa primeira saida não foi diferente-Ela suspirou- Isso é bom porque agora vamos nos preparar mais e seremos mais cuidadosos.

Aquelas palavras não podiam ser mais verdadeiras.

Laion: entenso, vamos voltara ao trabalho.

Ainda tinhamos mais uma hora de serviço.

Gravile: esperem- Ele chegou no cômodo.

Vik: senhor Gravile, como é bom vê-lo.

Gravile: olá.

Laion: quer dizer algo?

Gravile: sim, vim chama-los para falar sobre o trabalho que fizeram hoje.

Mira: ok.

Gravile: espero os dois na minha sala daqui cinco minutos, se troquem.

Eu e Mira ainda estavamos com nossos uniformes de luta.

(...)

Mary narrando

Depois de colocar minha roupa casual, fui até a dala de Gravile, Laion já estava lá.

Me sentei na cadeira ao seu lado.

Laion: ...

Gravile: hoje eu vi o trabalho que fizeram, sinceramente não foi ruim, não precisam ter medo de serem vistos.

Mary: como assim?

Gravile: eu e Rosedi já estávamos planejando revelar ao público os Nailos novamente, claro vocês seram os herois de Nova York, e não precisaram se importar em aparecerem em público ou serem gravados.

Laion: isso não é perigoso? 

Gravile: só vamos revelar que há pessoas com poderes salvando a cidade, não iremos revelar a Liga, e nem suas identidades.

Aquilo me tirou um peso, desde o resgate da tarde eu estava me preocupando em ser vista.

Mary: era apenas isso?

Gravile: não, eu quero entregar algo para vocês dois.

Ele abriu a gaveta de sua mesa e pegou algo e colocou em cima da mesa.

Gravile: Rosedi me contou, que ambos juntaram suas magias.

Laion: sim.

Gravile: por não termos outros nailos aqui a não ser vocês dois, eu nunca dei algo deste tipo para ninguém.

Peguei o objeto da mesa é o olhei, era uma pulseira cinza, Laion havia ganhado uma parecida.

Laion: para que serve?

Gravile: poderam trocar de poderes, isso faz a troca de Nailos temporariamente.

Laion: eu não quero, não planejo dar meu poder para ela.

Mary: eu também não quero.

Gravile: devem ficar e usar, quando for necessário trocarem apenas troquem.

Não falamos nada, apenas coloquei no meu braço direito e Laion no esquerdo.

Grabile: se não forem me dizer nada podem sair.

Laion se lavnatou e saiu.

Gravile: tem algo a me dizer?

Mary: sim, na verdade eu já havia falado sobre isso para Rosedi, mas gostaria de te consultar também.

Gravile: pode falar.

Contei sobre meu sonho.

Gravile: acredito que oque Rosedi lhe disse é uma boa resposta.

Mary: isso não é tudo, eu qiero saber porque minha avó tinha um amuleto.

Gravile: bem, existem super dotados a muito tempo, a Liga foi fundada por mim, meu pai e minha mãe tambem possuíam poderes e foi deles que herdei, na época de meu pai, ele trabalhava como cientista ele havia fundado algo como essa Liga, no entanto era usado com um laboratório. 

Mary: oque minha Avó tem haver com isso?

Gravile: sua avó, se chamava Brenda não é mesmo?

Concordei.

Gravile: ela trabalhou junto de meus pais.

Mary: porque minha vó trabalhava com seus pais?

Grabile: ela também tinha habilidades como você, e sabia que passava pelo sangue, ela queria que sua filha não tivesse poderes para viver normalmente então criou um antidoto para que ela nunca despertasse os poderes, e aquele amuleto era dela, ela o usava no campo de batalha, ela deu de presente para você, pois antes de falescer soube por mim que sua neta poderia ter poderes.

Mary: vocês já sabiam sobre mim?

Gravile: não sabíamos quem você era, só que a neta de Brenda poderia ter poderes e ser uma Nailos, tanto que quando estávamos atrás de você tivemos que usar magia para descobrir quem você é.

Mary: entendi.

(...)

Já havia dado meu horario d eir embora, mas eu não dui ao entrar no elevador  tirei minha máscara e fui até o último andar, onde eu sbaia que havia uma biblioteca.

Após procurar entre portas onde estava tal biblioteca finalmente achei a sala era imensa e havia varias prateleiras.

Bibliotecário: olá, qie tipo de livro procura?

Mary: eu quero um livre sobre ficção sabe de poderes e tempos medievais, tem algo por aqui?

Bibliotecário: sim, esse tipo de livro fica na seção sete.

Mary: obrigada.

Fui até a seção e comecei a ler as resenhas, a procura de algo parecido com meu sonho.

Depois de procurar por um longo tempo e não achar nada, apoiei minha cabeça na parede.

Avistei de longe um pequeno livro que estava escondido em uma prateleira da seção de mitologia.

Caminhei até ele e por estar no alto fiquei nas pontas do pé, após o pegar vi que possuía poucas páginas, em sua capa havia a figura de um floco de neve.

Mary: não tem nome.

Fui até o bibliotecário.

Mary: eu gostaria de saber sobre esse livro, ele não tem nome, eu planejo ler ele.

Bibliotecário: esse livro é realmente um mistério, mas lamento lhe dizer que esse livro não tem nada escrito.

O abri e possuia várias escritas.

Mary: ...

Bibliotecário: bem… esse livro não tem nome na capa, segundo a internet ele se chama Amélia

Meu coração parou.

Mary: Amélia?

Bibliotecário: sim.. Esse ele não estar completo, deveria ter uma história… Mas veja é tão curto e só há paginas em branco, algumas pessoas vendem as outras edições na internet, mas se forem desse mesmo tipo então quem vai querer comprar.

Mary: eu… Vou levá-lo.

Ele se surpreendeu, mas me entregou um formulário, eu iria o devolver depois de uma semana.

Mary: tenha uma boa noite.

(...)

Habia acabado de chegar em casa, após um banho longo fui fazer algumas atividades da escola, por fim decidi ler aquele livro, as paginas pareciam ser escritas por sangue havia uma frase em cada folha.

Mary: que estranho.

Página 1="Existiu uma princesa"

Página 2= "Seu nome era Amélia"

Página 3= "Poderosa e nunca vencida antes"

Página 4= "Ela era uma grande guerreira"

Página 5= "Ninguém nunca teve tanto poder"

Página 6= "No reino de Avascida"

Página 7= "Mas ela poderia pecar"

Página 8= "Amélia, Amélia, Amélia"

Página 9= "o mundo iria destruir"

Página 10= "se não matasse"

Página 11= "Gelo"

Página 12= "Ela se apaixonou pelo inimigo"

Página 13= "Ele era como ela"

Página 14= "Seus poderes se igualavam"

Página 15= "Gelo também poderia pecar"

Página 16= "o mundo iria destruir"

Página 17= "Se não matasse"

Página 18= "Amélia"

Página 19= "ambos morreram"

Página 20= "Só eles veram"

Página 21= "a escritura"

Mudei de página não havia nada.

Mary: era só isso? Aposto que minha avó deve ter me contado essa história no passada e por isso que sonho com eles.

(...)

Dhrean narrando

Havia acabado de chegar em casa, estava sem fazer nada, minha mãe e pai haviam ficado tranalahando e Noa tinha ido para a California.

Dhrean: meu uniforme ficou sujo… devo lava-lo?.

Coloquei a peça em meu cinto e fiz a roupa ir para meu corpo, após isso a tirei e abri a maquina, joguei minha calça e a camisa.

Ao olha o colete vi algo colado, eu não havia visto aquilo.

Era um papel o descolei de meu colete.

Dhrean: "admiramos suas habilidades, junte-se a nós"-Virei o papel- "Sombras"



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