História NaLu - Entre presas e sorrisos - Capítulo 10


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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairytail!au, Nalu, Vampiros
Visualizações 40
Palavras 2.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooolaaa

Primeiramente, desculpas pela demora!
Não tive tempo de escrever o capítulo para essa sexta, então apenas para não deixar passar em branco, resolvi postar o capítulo extra do qual eu tinha falado semana passada.
Ele acabou ficando maior que o esperado (como sempre), então demorei bem mais do que pensei para digitar ele haha

Espero que gostem, beijinhos de luz :3

Capítulo 10 - Extra: Lucy no País das Maravilhas


Fanfic / Fanfiction NaLu - Entre presas e sorrisos - Capítulo 10 - Extra: Lucy no País das Maravilhas

~O gato de asas~

Lucy estava deitada debaixo da mangueira, curtindo a brisa fresca, a paz e o silêncio daquela tarde de sábado. Um dia tão agradável quanto aquele ficava ainda mais perfeito com a companhia de um bom livro. Ela deixou-se levar pelas palavras inscritas naquelas páginas amareladas, o ritmo da leitura sendo embalado pelo leve balançar das folhas das árvores do parque. Estava tudo tão bom que até parecia... um sonho?

Ela parou, sua linha de raciocínio sendo interrompida pelo farfalhar das folhas em um dos seus canteiros de rosas. “Um animal talvez? ”. Ela pensou consigo mesma, mas ali não tinha esquilos ou coelhos ou qualquer um daqueles roedores fofinhos que normalmente apareciam nesses momentos.

Lucy endireitou sua postura e colocou o livro de lado. “Ah, por favor, que não seja um rato”. Ela disse baixinho, assumindo uma posição mais alerta. Queria estar preparada para sair correndo, caso realmente fosse um rato. Todavia, o que saiu do arbusto não era um roedor de nenhum tipo, e sim um gato. Ou ao menos ela achava que era um gato.

Sim, ela pensou analisando o estranho animal, ali estavam os bigodes, as orelhas triangulares e levemente pontudas, e a cauda balançante. Mas todas as semelhanças com os felinos que ela conhecia acabavam ali.

Aquele gato andava em duas patas, era azul (será que ele iria começar a falar com uma pedra?), e além disso, usava roupas! Ali estava o casaquinho azul escuro e sua mochila verde, de onde ele tirou um estranho relógio com gravuras de peixes.

-Aye! -  Ele disse, olhando para o relógio, para o espanto crescente da moça. - Atrasado! Estou terrivelmente atrasado!  

“Carambolas! O gato azul falava! ” Lucy pensou. Talvez ela realmente tivesse acabado caindo no sono.... Ela ainda olhava assustada para aquela criação do seu subconsciente, enquanto ele dava voltas ao seu redor, completamente alheio a presença dela ali. E quando ela pensou que as coisas não poderiam ficar mais estranhas, brotaram asas, com penas branquinhas, das costas do gato, que começou a voar em círculos acima da sua cabeça, dando algumas voltas antes de sair em disparada para onde ele tinha vindo.

Lucy ficou ali, olhando abobalhada para onde o gato-azul-falante-voador tinha desaparecido. “Que loucura” ela pensou, e provavelmente teria ficado ali mais alguns minutos em estado de choque se não fosse o fato do gato voador aparecer de repente voando em sua direção.

- LUUUUUUCY!!! -  Ele gritava enquanto a pegava pela cintura e começava a voar com ela em direção das árvores de onde ele tinha saído pela segunda vez - Por que não me seguiu??

 Ele logo falou, sem dar nem tempo para ela perguntar como que ele sabia seu nome ou o que estava acontecendo. “Estamos atrasados e você é mais pesada que parece Lucy! ”. Ela se sentiu acordar para a realidade quando ele cutucou onde doía mais. Nunca se deve fazer comentários não lisonjeiros sobre o peso de uma dama. Nunca mesmo.

Lucy começou a se mexer e se contorcer, lutando e gritando para que aquele gato mal-educado a levasse de volta para a sua tarde perfeita.

Apesar dos esforços da garota, o gato conseguira manter um voo quase estável, até que ela percebeu que os dois iam a toda velocidade de encontro a uma árvore. A visão do tronco grosso que se aproximava rapidamente, fez com que Lucy lutasse ainda mais, o pânico lhe dando forças extras, o suficiente para conseguir aplicar um tapa bem forte, no momento exato em que os dois colidiram contra o tronco da árvore.

~A queda~

Ela esperou a dor que viria com o impacto, mas ao invés disso ela percebeu que caía.

Eles haviam voado diretamente para um buraco no tronco da árvore, atravessando para um mundo inteiramente novo. “O gato deve ter me soltado depois de atravessarmos o buraco” Ela pensou enquanto continuava caindo e caindo. Ela continuou caindo pela escuridão por mais tempo que conseguia acompanhar. Poderiam ter sido minutos ou dias, ela não saberia dizer. Ela conseguia ver luzinhas piscantes que a rodeavam, que logo revelaram ser mini fadinhas. Lucy estava estranhando o fato daquelas fadinhas terem caudas que nem percebeu que a queda acabava e o chão se aproximava.

Ela teve medo por um breve momento, que logo foi substituído por surpresa quando ela pousou suavemente, a saia do seu vestido rodado azul céu (quando que ela tinha trocado de roupa?) inflando levemente e servindo como um paraquedas, em uma situação que ela só tinha visto acontecer em desenhos animados.

Aquele sonho esquisito estava começando a parecer cada vez mais com um livro que ela já tinha lido uma vez...

~Ferro, violão e cogumelos~

Agora ela se encontrava sozinha, seguindo uma trilha no meio de um bosque repleto de mais daquelas fadinhas. Não muito tempo depois ela escutou um barulho que parecia um violão sendo afinado, e resolveu seguir em direção ao som. Logo ela avistou um moço que se encontrava sentado em cima de um grande cogumelo, juntamente com seu violão e uma bandeja cheia de pratos, copos e talheres de ferro, mas nenhuma comida.

- Onde estou? - Ela perguntou tentando chamar atenção.

Ele olhou para ela e voltou a afinar seu violão. Ela pensou que ele iria simplesmente a ignorar, mas logo ele respondeu, dedilhando acordes, com uma canção.

- SHOOPY DOO BOP! DOO DOO DOO SHALALAAA em rimas vou cantaaar e uma direção vou te daaaar...

- Nops. - Ela o interrompe, balançando a cabeça - Isso é maluco. Você é maluco.

Lucy começa a se afastar de fininho, preocupada com que tipo de cogumelo o moço vestido naquele terno elegante teria se alimentado.

- Anh... - Ela apontou para a trilha que seguia serpenteando floresta adentro. - Eu só vou seguir meu caminho por ali mesmo... tchaaaaauu!

 É cada maluco que me aparece, ela pensou enquanto ainda ouvia o Shoopy doo boop shalalala da cantoria do moço. Mal sabia ela que as maluquices estavam só começando.

 

~O gato e as roupas que desaparecem~

Em uma árvore no meio de uma encruzilhada ela encontrou outro moço sentado. “Ah, ao menos ele parece normal” ela pensou e resolveu arriscar perguntar qual caminho que ela deveria seguir para sair daquele lugar. Ele sai das sombras e se aproxima lentamente, e Lucy percebe que ele não é humano. Isso é, se o fato dele ter um par de orelhas felpudas saindo do meio dos seus cabelos negros e uma cauda ondulante, servissem como indicativos disso.

- Eu sou Gray, o gato. - Ele disse, com um meio sorriso no rosto. E ela perguntou se ele desapareceria deixando apenas o sorriso para trás.

- Como eu desapareceria? É impossível que coisas desapareçam assim. - Ele respondeu com um olhar que dizia que ele pensava que ela tinha batido a cabeça em algum lugar.

E agora, por alguma razão, ele não usava nenhuma roupa.

- AAAAHHHH!!!! - Gritou Lucy, cobrindo os olhos enquanto seu rosto ruborizava e ela o acusava de ser algum tipo de pervertido.

- Oh! - Gray diz com uma expressão de espanto, como se só agora tivesse percebido que não possuía mais roupas, o que era o caso. - Como foi que minhas roupas sumiram de novo?

 Ele dá de ombros e logo está vestido com ao menos calças e um sobretudo, deixando visível os músculos esculpidos do seu tórax. Não que Lucy reparasse nesse tipo de coisa. Ela só tinha pensado que ele serviria como um belo modelo em estudos de anatomia...

- Vamos seguir pela estrada de tijolos amarelos - Ele a tira dos devaneios que estava tendo, apontando para uma estrada que não estava ali segundos antes. - A hora do chá já está perto e a Lebre vai fazer começar a chover se eu não chegar na hora. - Ele diz com um suspiro, seguindo pelo caminho sem esperar para ver se ela o acompanhava.

“Tijolos amarelos? ” Lucy pensava enquanto ia logo atrás do gato Gray. Será que sem perceber ela fora parar em um livro diferente? Definitivamente aquilo ali não era mais o Kansas...

 

~A Lebre da Chuva~

Depois de alguns minutos de uma caminhada feita em silêncio, eles chegam em uma clareira que possui uma enorme mesa de madeira, lotada de comida. Tinha rosquinhas, pãezinhos e pilhas e mais pilhas de carne e peixe grelhado que não eram muito comuns para a hora do chá. Mas nada ali era muito normal mesmo...

Antes de conseguir processar tudo o que via, ela foi atropelada por uma garota de cabelos azuis e orelhas de coelho.

 - Graaaaaaaaaaaaay – saaaamaaa!!!!! – A garota gritou se atirando em cima do gato, que agilmente se afastou no último segundo. - Júvia pensou que não você não viria maaais!

Ela disse e nuvens de chuva se formaram quando lágrimas vieram aos seus olhos. Ela olhou para Lucy, só agora percebendo sua presença, e Lucy viu o brilho do ódio naquele olhar. “Rival do amor” Júvia chiou para a loira, nuvens de tempestade escurecendo o céu, mas logo ela esqueceu, o céu clareando de novo, quando Gray veio para interceder, sem perceber que suas roupas tinham desaparecido de novo.

- Gray- sama! Se você vai tirar suas roupas Júvia também vai! - Ela disse, já começando a desabotoar o casaco azul que vestia.

~O chapeleiro sem chapéu~

No meio de toda aquela confusão o estranho de cabelos rosados que até então estava sentado ao final da mesa, sua cadeira possuía desenhos de chamas esculpidos, quase passou despercebido.

- Lucy, que bom que você chegou! - Ele disse, pegando-a pela mão e a levando para se sentar na cadeira de encosto alto que tinha gravuras de chaves e símbolos do zodíaco esculpidos na madeira, que ficava ao lado da sua - Estávamos te esperando!  O chapeleiro continuou, enquanto se sentava. - Você quase perdeu sua festa de desaniversário!

 O gato Gray (novamente vestido apropriadamente. Ou quase) e a lebre Júvia sentaram-se um de frente para o outro, sua cadeira parecia feita de gelo, enquanto o lugar de Júvia tinha detalhes feitos para lembrar as ondas do mar e as gotas de chuva, os seus ânimos mais acalmados. Sem ter muita opção, Lucy resolveu continuar seguindo o fluxo. De repente se sentia faminta.

- Meu nome é Natsu, o Chapeleiro Maluco - Disse o anfitrião enquanto lhe servia uma xícara de um chá roxinho como o céu ao anoitecer que exalava um cheiro adocicado.

- Maluco? - Lucy perguntou, enquanto se decidia se arriscava a tomar um gole do chá, que agora estava alaranjado como o pôr do sol. - Mas você parece normal. E não usa chapéus. - Concluiu Lucy, decidindo que como era só um sonho não deveria fazer mal tomar aquele chá multicolorido, que agora era verde como grama depois que chove.

- Ah! Esqueci meu chapéu de novo! - Disse Natsu, olhando seu reflexo em uma das bandejas que estavam ali por perto, cheias de mini croissants recheados com geleias, como que se para confirmar que a peça de vestuário não estava escondida em algum lugar.

- Mas olha - Ele disse, enrolando seu cachecol branco na cabeça, feito um turbante. - Assim fica parecendo um chapéu, não é?

 E Lucy quase se engasgou com seu chá multicolorido, que por sinal tinha gosto de arco-íris, manhãs ensolaradas e abraços apertados, quando um familiar gato com asas passou voando logo acima da sua cabeça.

- Naaatsu - Ele disse, pousando na mesa ao lado do dito Chapeleiro - O que você está fazendo??

- Ah Happy! - O Chapeleiro sorriu para o gato azul, desfazendo seu chapéu improvisado. - Olha, se eu enrolar meu cachecol assim - Ele diz, enrolando o cachecol no rosto dessa vez, de modo a deixar apenas uma pequena abertura para os olhos e nariz - Eu fico parecendo um ninja! - Natsu disse, começando a rir, logo sendo acompanhado pelo Happy.

Momentos depois eles rolavam debaixo da mesa, pulavam de galho em galho, e mexiam as mãos com rapidez, dizendo que faziam jutsus poderosíssimos que foram perdidos por milênios.

Lucy observava os dois, aproveitando seu chá amarelo-girassol, pensando em quantos outros malucos ela ainda iria encontrar antes de acordar.

~A Rainha Escarlate~

Ela teve seus pensamentos respondidos quando um exército de cartas de baralho apareceu, sendo guiadas por um Valete de cabelos azuis e tatuagens no rosto.

- Abram espaço! Liberem os caminhos! – O Valete, que se chamava Jellal, gritou com sua voz autoritária - A Rainha Escarlate está chegando!

A multidão de cartas se separou, abrindo passagem para a Rainha e seus longos cabelos ruivos, vermelhos escarlates. Todos pararam e se levantaram, em reverência ao poder que emanava daquela mulher.

Todos menos Natsu, que apareceu correndo, o cachecol tampando seus olhos, fazendo com que derrubasse dezenas de soldados cartas, gritando em desespero com seus dedos formando um nó que nem o melhor dos marinheiros conseguiria fazer.

As técnicas de jutsus se provaram poderosas demais para ele.

- Cala a boca, chapeleiro idiota! Baka* Natsu! – O gato Gray grita, perdendo a paciência juntamente com suas calças, ficando vestido apenas com suas boxers.

- Vista suas roupas primeiro, gato pervertido! Hentai Neko! – Natsu grita de volta, e logo os dois estão rolando no chão, distribuindo socos e xingamentos, sendo acompanhados por uma chuva e uma Júvia que gritava o nome do seu amado preocupada.

A confusão logo é interrompida pela Rainha Escarlate, cujo rosto estava quase tão vermelho quanto seus cabelos, os olhos brilhando com promessas de punições que estavam por vir.

- O que vocês dois pensam que estão fazendo se comportando desse jeito na presença de convidados importantes?!? – Ela diz, dando cascudos doloridos na cabeça de ambos.

A Rainha os carrega pelo colarinho, Gray agora vestido adequadamente com um conjunto completo de roupas (para o desapontamento de Júvia), e os coloca sentados nos seus lugares, assumindo a cadeira ornamentada com várias espadas e outras armas, exatamente oposta ao lugar de Natsu. Ela olha para Lucy com um sorriso acolhedor, e a moça percebe que ela é a convidada.

~Um Feliz Desaniversário~

São 5 horas para ás 10, indica o relógio do gato alado Happy, exatamente quando diversos relógios de todos os tipos espalhados por toda a clareira começam a apitar e fazer barulho.

Finalmente, é hora do Chá!

Feliz Desaniversário, Lucy! ” Todos comemoram juntos, erguendo seus copos, xícaras, canecas e bules. Logo todos estão bebendo e comendo e conversando e rindo juntos, fazendo uma verdadeira festa.

- Quem comeu minha torta de morango?!?!? – A Rainha grita, ameaçando cortar cabeças se não aparecerem logo com uma torta nova só para ela.

- Como pode vocês começarem a festa sem me esperar? ­– Chega gritando Gajeel, aquele que Lucy tinha encontrado cantando em cima de um cogumelo. Sem estragar o clima festivo ele logo se senta em um dos lugares vagos, se deliciando com os bolinhos recheados (e as travessas onde eles estavam).

Happy sobrevoa a mesa, ocasionalmente atacando as pilhas de peixe grelhado com seus rasantes.

Natsu e Gray estavam se encarando novamente, a tensão aumentando enquanto eles disputavam pelo último pãozinho amanteigado. Apenas para terem ele roubado pelo Gajeel, o que culminou em uma corrida pela clareira, que acabou com os dois fazendo uma trégua a fim de derrotarem um inimigo em comum.

Lucy apenas observava tudo, com um sorriso nos lábios. Aquela maluquice, aquela bagunça e aquela alegria pareciam familiares para ela.

- Talvez – ela começou a dizer baixinho para ninguém em especial – eu pertença a esse lugar.

- Sim Lucy, – Diz Natsu, parando ao seu lado, com o maior dos sorrisos. – Somos uma família agora.

E ela sorri feliz também, ainda sentindo o gostinho de arco-íris, manhãs ensolaradas e abraços apertados.


Notas Finais


Eeeh, maior capítulo até agora o.O
Isso porque eu cortei uma parte no final, que eu talvez coloque como extra outro dia haha
E um monte dos nossos personagens queridos fazendo participação especial também, o que acharam? ^-^)/
Esse capítulo foi feito como minha forma de agradecer a todos que favoritam, comentam e visualizam minha história, todo carinho e suporte que vocês me dão me deixam andando nas nuvens <3
Desejo um ótimo final de semana para vocês, e até sexta que vem <3


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