História Nameless - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Boys Love, Gay, Máfia, Romance, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 2.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Lemon, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente desculpa mesmo a demora, foi como eu disse. Esse é um arco novo e eu tinha que pensar na forma de conduzir a história, pontos tem que ter nós dados antes do final desse arco.

É isso,

Preparem os corações

Capítulo 12 - - Segredos -


Fanfic / Fanfiction Nameless - Capítulo 12 - - Segredos -

Para a felicidade de Saito, a família que tinha os leques LaoTong finalizou a parceria com o pequeno escritório de tradução. Eles conseguiram licença para levar os leques para o Japão e usariam um tradutor local.

Saito e Li Li foram extremamente elogiados pela tradução precisa e o trabalho foi pago em dinheiro vivo. Isso confirmou as suspeitas de todos no escritório e um alívio muito grande tomou conta deles após finalizarem o trabalho.

Ter ligações com a máfia mesmo que “não soubessem” disso é extremamente problemático em Hong Kong. Boa parte do mundo vê o país como um exemplo de segurança e modernidade, mas apenas os cidadãos que habitavam a periferia sabem quantas máfias brigam pelo pequeno porto.

O trabalho rendeu uma quantidade excelente de dinheiro para todos no estúdio e é claro que a maioria foi para Xiao, mas isso não abalou o casal de amigos de forma alguma. Mesmo que o trabalho tivesse sido dado como encerrado, Saito sentia que a máfia não tinha deixado Hong Kong e que o cuidado deveria ser redobrado de agora em diante.

Com esse pensamento em mente, Saito passou o dia empacotando manuscritos e organizando o almoxarifado do escritório.

Depois de um dia longo e bem humorado de trabalho, o moreno pegou um Uber para casa de Nanashi. Não tinha como negar seu nervosismo quanto a isso, sendo que essa é a primeira vez que estava indo até lá.

O loiro havia deixado uma chave com ele no dia anterior pois iria trabalhar até tarde e achou melhor já se encontrarem no apartamento, achou estranho que o prédio de seu parceiro ficasse na rua atrás do Bordel mais caro da cidade, porém, decidiu deixar a desconfiança de lado e botar fé no namorado.

Melhor deixar o passado no passado.

Para sua surpresa o Uber não queria entrar naquela rua específica, pois muitos motoristas eram punidos por passar perto de áreas de prostituição. As luzes dos bordéis e dos bares eram tão brilhantes e chamativas que ele quase esqueceu as compras que havia feito para o jantar no carro.

O carro saiu dali o mais rápido possível e durante a caminhada, Saito carregou as compras próximo ao peito e deixou a mochila pendurada em um braço para ser mais fácil vigiar. Porém os homens e mulheres que caminharam no local pareciam mais interessados em olhar para seu corpo que em levar suas compras. Sorte que o loiro havia dito para ele apenas seguir seu caminho sem parecer assustado, ou estaria correndo a essa hora.

Por um instante, o japonês pensou em falar com o guarda para acompanhá-lo, mas desistiu ao ver que ele estava pagando um moça que o puxava para uma das casas. E o oficial ia de muito bom grado…

Deu de ombros e entrou no prédio de cor verde, uma cor famosa por significar neutralidade na cultura asiática em geral. Talvez naquele distrito isso significasse que aquele lugar não era voltado para o prazer.

Quanto a residência do loiro… ele mal teve palavras para explicar. É bem bonita com… neons no teto… banheira do lado da cozinha… e um… cano de pole dance no meio da sala, e uma cama com lençóis pretos.

Parecia que Nanashi tinha alugado um motel sem avisar ele, para tornar a noite especial. Ainda bem que Li Li não deu com a língua nos dentes sobre o que Saito fez com um cano de pole dance no aniversário dela.

Deixando o pequeno constrangimento de lado, ele começou a fazer o jantar; tinha que fazer valer a pena o esforço do loiro visto que o lugar estava tão limpo que quase não tinha visto a mesa de centro pois o vidro estava limpo demais. Então lavou as mão e se pôs a trabalhar.

Isso até seu telefone começar a tocar.

Gostou da surpresa? —Saito colocou o celular em viva voz.

—Alugou um motel só para mim? —Disse em tom irônico.

Olha você está apenas parcialmente errado… Esse apartamento realmente era um quarto de motel. —O moreno até começou a rir com a afirmação.

—Deve ter falido e convertido em apartamentos…

De fato! Ei,eu vou chegar lá para às nove… Se quiser tomar banho de banheira aviso para tomar uma ducha. Banho na banheira só se esperar por mim!

—Como se atreve, seu loiro imoral!? —Ambos estavam felizes.

Eu te amo Saito Hanamura…

—Cuidado… —Logo depois a ligação foi encerrada.

...

Por volta das nove e meia, Saito tinha acabado de tirar os bolinhos do forno. Nanashi mandou nenhuma mensagem avisando que iria atrasar, então ele seguiu fazendo tudo o mais devagar possível, enquanto seu peito apertava de forma incômoda. Talvez seja ansiedade… O fato de estar dormindo na casa do namorado pela primeira vez. O bairro meio perigoso, e a descoberta sobre o trabalho de alguns dias atrás. Sim… É apenas isso… Vai ficar tudo bem…

Ele repetiu isso na cabeça enquanto tentava colocar cobertura no doce. Talvez seja uma boa ideia dormir depois de terminar o jantar. Nanashi com certeza iria acordar ele depois de pintar algo em seu rosto.

Sim… ele só tem que se acalmar...

...

Ele sentia seus pés pulsarem de tanta dor, na mesma proporção que sentia o ar em seus pulmões faltar. O pior era que ele não conseguia se mexer, ele não tinha escapatória… Mas a o que ele estava preso? De repente se sentiu algo empurrar seu rosto contra o chão… Era como uma sola de sapato pressionando suas bochechas contra um chão de pedra…

Ele quase conseguia ver uma parede suja…

Saito despertou em um pulo, seu coração batia forte e o rosto pulsava da ponta do nariz até as orelhas. Nanashi ainda não estava em casa e o aperto em seu peito gritava para que ele fosse procurá-lo. Mas antes de sair, foi sensato, ligou para Mei e confirmou que realmente o loiro já tinha deixado o Vanilla.

Verificado isso, colocou o casaco e o tênis decidido a procurar pelo namorado. Trancou a porta e começou a andar nas ruas, seguindo a instrução de estranhos até o outro bico do loiro.

Ele entrou em bares, desviou de assediadores, quase tropeçou em dois gatos de rua e trombou com inúmeros bêbados desengonçados. Algumas prostitutas da rua conheciam Nanashi e fizeram telefonemas perguntando por ele, mas nada foi encontrado.

O moreno perdeu o autocontrole em algum momento, por isso não sabia expressar o que estava vendo na sua frente, seus olhos já não enxergavam as pessoas, apenas sombras brancas em um fundo escuro.

A quanto tempo tinha “ativado” seus poderes?

A quanto tempo estava olhando as almas das pessoas em uma tentativa ridícula de achar Nanashi? …A quanto tempo estava seguindo aquele bendita linha azul que se emaranhava e parecia fugir de Saito ao em vez de guiá-lo até Nanashi?

Para que serve esse dom, se ele nem sabe como usá lo direito? Ele deveria ter encontrado Nanashi a muito tempo…

Ao menos que…

Nanashi não tivesse falado seu nome real para Saito…

—Tem que haver outra explicação. —Ele pensou enquanto tentava controlar a pulsação em sua cabeça. —Talvez estivesse ficando maluco…

Mesmo com essa dúvida, ele decidiu então voltar para a casa do loiro e ligar para polícia do local, pois os guardas naquele distritos estavam a paisana.

As luzes do bairro começaram a se apagar e as portas dos bares e clubes não permitiam a entrada de novos clientes. Ao olhar o celular, o rapaz se surpreendeu ao perceber que já passava de duas da manhã e junto com realização do horário, vieram as dores musculares que antes estavam sendo ignoradas pelo cérebro, por pouco não caindo no chão e pegar no sono ali mesmo.

Teve que reunir forças o suficiente para caminhar até o prédio e começar a subir os três lances de escada. O corpo magro e estafado se debruçou contra o corrimão diversas vezes tentando tirar forças de qualquer lugar, pois correr pelas ruas enquanto tentava rastrear Nanashi tinha sido uma das maiores estupidezes que ele já tinha feito.

Lentamente ele se apoiou nas paredes para sair da posição sem tropeçar nos próprios pés cansados, olhando bem por onde estava andando.

Antes não tivesse feito isso…

No chão da escadaria, ainda que mal tivesse saído do primeiro lance de degraus devido ao cansaço, pode observar algumas manchas de sangue bordar o piso, manchas essas que lhe causou um repentino pânico, mesmo que a falta de ar momentânea tivesse sido a primeira coisa que sentiu.

Precisou se apoiar mais uma vez no corrimão com a vertigem, passando a mão no rosto como se isso lhe fizesse enxergar melhor, se não fosse por reparar que seus dígitos jaziam manchados pelo mesmo tom rubro.

Instantaneamente seus olhos percorreram mais uma vez para o chão, depois para o corrimão onde próximo, na parede, marcas de uma mão esguia ficou registrada ali seguidas por linhas que pareciam prolongar o desenho para cima, sumindo pelo próximo vão de escadas, dando um relampejo em seu cérebro.

Não pensou em mais nada além de subir, rápido, mesmo sem saber onde conseguiu tanta força se antes estava tão cansado, sendo guiado pelas linhas dos dedos rubros na parede, o corrimão sujo em algumas partes, enquanto o pânico o consumia com mais vigor, não percebendo que pulava quase dois degraus por vez, gradativamente ouvindo ao fundo, pequenos gemidos.

Antes fossem gemidos de prazer em algum outro apartamento dali e que o sangue fosse de algum outro descuidado, porém, quase desabou quando subitamente já se via de frente a porta do apartamento de Nanashi e se deparar com aquela cena.

Não existe uma palavra forte o suficiente para descrever o desespero do
moreno quando viu Nanashi, aquele que era seu amado, jogado no chão da
casa dele emanando sons de agonia e dor. A blusa branca do trabalho tingida
com uma aquarela carmim tão forte e abundante que não deixava dúvidas de
que aquele sangue era dele.

Excluindo assim a possibilidade que por um momento cruzou a mente de Saito, e lhe deu esperança de que aquele sangue fosse de outra pessoa. Por um momento ele gelou com a cena enxergando tudo de forma desfocada pelo choque, mas assim que a visão voltou ao normal, o que ele viu só piorou.

O loiro tinha um corte nas costas, faltavam unhas alguns dos dedos. Ele sentiu o impulso de se aproximar, mas tudo aconteceu tão rápido que quanto mais ele percebia pior as coisas ficavam. Não haviam passado mais de 20 segundos desde o momento em que ele entrou pela porta e ainda havia mais. Saito nem sabia onde tocar nele, aquele rosto lindo de anjo cheio de hematomas.

Com certeza é um pecado…

Ao se abaixar, enquanto suas pernas tremiam, ele teve a visão bizarra do próprio Nanashi tentando se erguer e arfando o peito, mas gemeu de dor só de encostar os pés no chão e respirar parecia doloroso. Rapidamente ele segurou a cabeça contra seu peito, tentou acariciar os cabelos. Porém, estavam tão encardidos que os dedos não conseguiam passar entre as mechas. E qualquer e todo movimento proporcionaram uma agonia infinita ao loiro e por isso o moreno podia dizer que ele havia apanhado, com força e precisão.

Talvez tenha se passado alguns minutos além do esperado naquela posição, o próprio Nanashi tinha entrado em um estado de sono profundo induzido pelo próprio cérebro para cessar a dor, nada que Saito fazia parecia acordá-lo. Finalmente o moreno venceu o estado de choque depois do homem em seus braços choramingar durante o sono. Esse foi o incentivo que fez toda a força do corpo magro e pequeno se renovar.

Ele arrastou o corpo esguio até a banheira e o usou uma tesoura para cortar as roupas. Se fosse necessário, ele compraria roupas novas depois.

Enquanto ele tirava o tênis, cujo os cadarços estavam desamarrados, ele conseguia ouvir Nanashi respirando pesada e dolorosamente. Seja lá o que tiver ali… Estava doendo muito.

—Saito me escuta… —O garoto ficou horrorizado com a boca cheia de sangue entre os dentes. —T-Tira o… O tênis… Deva… Devagar.

Assim ele o fez, enquanto prestava atenção nas reações do loiro.

—Tem um prego no seu pé… —Ele mal conseguia enxergar por causa das lágrimas nos olhos enquanto encarava o prego no meio da unha do dedão.

—Não está fixo…Eu quero que você puxe. —Antes que Saito pudesse falar qualquer coisa. —De uma vez… Sério!

Saito pegou o resto das roupas de Nanashi e envolveu na outra mão para fazer pressão caso houvesse sangramento. Ele encarou a sola do pé roxa com aquele prego, não teve dúvida que a tática havia sido japonesa. Os nipônicos batiam com um porrete na área como forma de tortura intensa, pois todos os nervos terminavam no pé.

E uma pancada ali… é melhor nem pensar nisso.

—Eu não consigo!

—Eu não tenho mais ninguém. Se eu for em um hospital… Vão me matar! —O loiro bateu a mão contra a parede. —Puxa essa porra! Cada vez que eu respiro, essa... dói! Acaba com isso!

Saito fechou os olhos e puxou o prego. Ao contrário do esperado, Nanashi não emitiu som algum, sequer percebeu quando que tinha automaticamente pressionado a ferida. E quando abriu os olhos tinha um prego com alguma coisa presa a ele.

—Colocaram isso quente?—O loiro se limitou a balançar a cabeça. —Por que?

—Tem um soro e uma seringa na caixa da geladeira… É só pendurar ali em cima… —Ele apontou para o gancho acima da cama. —Brigas de rua… São… Analgésicos…

—Nanashi?

Era tarde, não tinha mais como Nanashi falar. O corpo exausto alcançou o limite de suas forças, Saito manteve o dedo bem amarrado e começou o trabalho de cuidar das feridas. Ele podia dizer que o moreno havia passado por muito, talvez mais do que ele pudesse imaginar.

Com carinho, ele limpou o corpo da melhor forma que pode, perdendo a conta de quantas vezes o rapaz gemeu de dor durante o sono ou teve um leve espasmo.

Não tinha muitas marcas no corpo. Seja quem for, sabiam o que iam fazer e como. Foi algo no mínimo planejado e quando ele finalmente chegou nas mãos, as unhas de ambos dedos mindinhos haviam sido arrancadas com brutalidade.

Saito tinha um palpite forte em relação aos nipônicos, porém nada era garantido. É suicídio simplesmente chegar para eles e exigir explicações...

Levar o loiro para cama foi outra maratona, ele teve que forrar a cama com toalhas frescas, secar o corpo alheio, cuidar dos machucados e então o cobrir com um edredom após conseguir acertar a veia do rapaz. Depois ele tomou uma ducha, provavelmente uma das mais rápidas da vida.

Então se deitou do lado do homem que parecia estar acordado com muito custo.

—Você é a única pessoa que eu tenho… —Saito beijou a testa lisa do homem debilitado, que de alguma forma ainda conseguia ter forças para sorrir.

—Nanashi…

—Água… Por favor…

Obviamente ele atendeu o pedido do rapaz, que depois de alguns copos de água caiu em um sono profundo. Ao levantar para levar o copo para cozinha, o moreno derrubou o resto de água no edredom que cobria o loiro, então o pano úmido de cima do rapaz, e correu para pegar um novo.

Depois de vasculhar rapidamente o armário ele achou uma coberta azul marinho bem grossa e com cheiro de amaciante, parecia aconchegante nessa noite fria e conturbada de outono.

Antes que cobrir o homem nu deitado algo no ferimento de Nanashi chamou sua atenção. O corte profundo que fazia um caminho do ombro até as costas, e estava estranhamente menor do que antes. Tomado por curiosidade Saito usou a lanterna do celular para olhar o ferimento…

De forma lenta, porém extremamente mais rápida que o normal, a carne que fora rasgada estava se fechando…

Parece que Saito não é o único cheio de segredos quase impossíveis de contar.


Notas Finais


Agradecimento qui para a Nykara Diva maravilinda pela Betagem.
E pela Carol na ajuda a fazer as cenas de Dor, uma verdadeira genia do sadismo.


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