História Nameless - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 4.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, uma semanda e escrevi mais do que eu esperava.

Capítulo 2 - Capitulo 02


Acordo em mais um dia normal, sem sono, mas querendo ficar deitado, sem vontade de me levantar, porém preciso ir para o colégio.
           - Kinyata, acorda e vem comer ou tu vai se atrasar! - quando ouço as palavras entendendo que é da minha mãe, tento me levantar, não consigo. Decido rolar para fora da cama, fui em direção a parede. Dou dois giros para outro lado da cama e caio de costas no chão, nesse momento me levanto com um giro para o mesmo lado, quase fazendo uma flexão me levantando, depois de levantar do chão eu quase caio de novo e meu joelho começa a doer mas vou indo até a sala para fazer minha comida.
           - Poxa mãe por que não me acordo antes?
           - Porque eu só acordei agora e também estou atrasada. - Minha mãe é tão honesta quanto eu, ela vive viajando com meu pai para trabalho em eventos de medicina, eu sinto que ela se arrepende de não ter tempo comigo, da mesma forma o meu pai.
           - Vocês viajam hoje né?
           - Sim, eu e o papai vamos para tokyo a trabalho, como sua irmã ia pegar o mesmo voo aproveitamos e iremos com ela. - Aliás a minha irmã mais velha, Zankaku, ela era a única que ficava comigo quando eu era mais novo, mas precisou viajar por lugares para trabalhar, é bem menos viagens e tempo fora que meus pais mas é um tempo considerável.
           - Legal.
           - Mas então, consegue se virar sozinho né?
           - Tudo bem mãe eu me viro, só acho meio ruim ficar sozinho durante uma semana… - É realmente horrível ficar sozinho, mesmo eu ficando sozinho desde sempre, tendo apenas uma pessoa ao meu lado na escola, acostumei-me a ficar sozinho, mas não devia.
           - Ei Filho, acorda.
           - Ahn? Ah, obrigado por me acordar mãe.
           - Vou te deixar com 5000 yens caso qualquer coisa. - Eu nunca vi minha mãe com um rosto de tanta preocupação direcionado a mim.
           - Ok mãe, vai indo, você não pode se atrasar né?
           Da um sorriso que expressa um tom de pressa - Tem razão, tchau filho - ela me deu um abraço, pegou suas coisas e saiu para o aeroporto. Não consegui respondê-la mas ficou implícito que eu quis me despedir dela.
( …)
           Depois de eu correr com toda minha velocidade até a escola numa distância de 1km que mais pareceu uma longa caminhada, cheguei a tempo na escola, todos já estavam subindo.
           Ouço uma voz atrás de mim após eu tirar os meus tênis para entrar - Eae Kinyata, você quase se atrasa em, acordou tarde de novo? - Olho melhor, era a Yuri falando, na real a unica pessoa que interage comigo de forma amigável, normalmente os outros só querem que eu os ajude a fazer as tarefas e eu odeio isso.
           - Bom dia Yuri, sim, acordei tarde e corri mais que nunca para chegar aqui, aliás por que você estava me esperando se eu estava atrasado? - Fiquei ofegante durante a fala toda, emendando palavra com o meu suspiro a fim de falar rápido e respirar.
           - Porque eu quis - Dizendo isso com uma inocência tão pura que por um momento me confundo achando que ela tinha 5 aninhos de vida.
           - Você podia ter acompanhado suas amigas, é uma garantia a mais - enquanto eu estava quase no segundo degrau, ela estava quase no segundo andar.
           - Ei Kinyata, acelera o passo.
           - Opa - Comecei a acelerar o passo, mas não adiantava muito, ela já estava pulando ao lado da escada enquanto me espera.
           - A realidade é que você é muito desanimado com as coisas, explicando o porquê só eu converso com você.
           - Eu não sou lento, você que é muito apressada.
           = hmph, deixe de ser insensível - Vira o rosto para o outro lado como se estivesse irritada, começa a bater o pé no chão de forma sutil mas bem rápido. Ela parece que está sempre tentando viver o futuro a frente das pessoas.
           - insensível? Quem está sendo insensível é tu - cheguei no segundo andar, ela começou a andar bem rápido até a nossa sala.
           A Yuri parece se importar comigo bastante, com isso talvez eu só faça minha presença quase indiferente se tornar uma presença odiável e que faz as pessoas terem inveja, parece meio fictício mas eu realmente não duvido, já que é minha situação, um garoto que ninguém se importa com a garota mais bonita da sala, clichê não?.
Começa a andar tão rápido que parece que está correndo, mas na real está apenas andando rápido - I-Idiota, ande mais rápido nós já estamos atrasados, não que eu esteja fazendo isso por você mas...
           - Da pra corta essa ae de tsundere? - Tento acompanhá-la mas eu já estava no meu máximo, sem conseguir ir mais rápido.
           - Hmm, Ok - Fala como se tivesse aceitado mas, dava pra ver a cara de aborrecimento dela.
           Acalma um pouco o passo ao ver que eu estava no meu limite, mas ainda está mais rápida que eu - Pelo que eu soube sua casa fica um pouco mais alta do que a escola, por que não vem rolando? Você não se cansaria e chegaria aqui rapidinho - Engraçadinha, só consigo perdoá-la por sua inocência absurda.
           - Não é tão fácil assim, eu ainda me machucaria no caminho e ficaria todo tonto sem conseguir andar.
           - Faz sentido, nunca pensei por esse lado - Acredito que ela se quer pensa e só age por impulsos emocionais, mas parando pra pensar estou errado em achar que ela é assim, sendo bonita e boa nos esportes ainda consegue ficar perto das minhas notas, tendo então uma inteligência considerável, mesmo a minha sendo superestimada.
           - Depois eu que sou o insensível da história.
           Yuri dá uma risadinha sorrindo para mim - Agora estamos quites não?
           - Ah, sim, estamos.
           - Finalmente chegamos, foram poucos passos mas pareceram minutos e minutos de conversa.
           - É porque esse pouco tempo foi divertido para nós dois.
           - Na verdade é porque você não conseguiu acompanhar minha velocidade, mas vou levar isso como um outro ponto. - Ela abre a porta e eu entro junto dela, a Aula já tinha começado e muita coisa ocorreu - Me desculpe professor pelo atraso - Reverencia o professor a fim de pedir desculpas - Eu estava… eu estava...hmm. - Tá na cara que ela quer buscar uma desculpa convincente, mas só isso já acabou com a possibilidade de dar certo.
           - E-Ela estava me ajudando porque cai no meio da rua, e estava cansado e acabei tropeçando numa pedra no caminho, ela me acompanhou durante esse tempo - A Yuri olha de forma discreta para mim aliviada.
           - Bem, se deixaram vocês passarem quer dizer que é verdade, normalmente eu não deixaria entrar, mas, essa é uma aula fundamental ao assunto que quero passar, não posso perder nem um minuto, mas, como vocês são ótimos alunos, eu deixo essa passar. - Diz o professor Maki, nosso professor de Matemática, ele é o professor mais legal dos nossos, com sorte era ele, se fosse o professor de ciências ou a professora de inglês estaríamos lascados.
(…)
           Durante a aula começou a chover fora, então na hora de sair precisamos de nossos guarda chuvas, porém eu esqueci o meu, pensei em ir na marra usando a mochila para proteger, mas não seria eficiente
           - Ei Kinyata -  Eu ouço mas, acabo ignorando a informação, aliás eu precisava comprar algo com o que eu recebi da minha mãe para me ajudar a me manter bem, aliás estávamos na falta de leite acho - O Kinyata - leite não é uma prioridade, mas não sei nem o que eu compro para de noite, se bem que com essa chuva… - EI KINYATA ACORDA! - Nesse momento eu sinto uma mão nas minhas costas, essa região começou a arder como se eu tivesse deitado em uma chapa de churrasqueira.
           - A! Opa, dormi acordado, desculpe.
           - Ah, eu só quero saber se tu tem um guarda chuva, porque eu estou sem o meu. - tem como ficar em uma situação mais comédia romântica que isso?
           - Vamos apenas esperar a chuva passar, estou na mesma situação.
 Durante um pequeno tempo de silêncio, comecei a refletir, o por que dela insistir em ficar comigo, tem tantas pessoas mais legais, interessantes, inteligentes e belas do que eu, mas por que fica comigo? Terei de fazer essa pergunta a ela e…
           - Ei Kinyata, por que você fica comigo? - Pelo visto não precisei perguntar, acho que ela se questiona do mesmo.
           - Tente adivinhar, Caso você acertar eu te pago um favor que queira, tem três chances, se errar as três vai me dever um favor.
           Pensa um pouco - Hmm, por que quer que outras pessoas conversem com você - Diz com grande certeza nos olhos.
           - Não - Estou bem de boa no meu canto, conversando com uma pessoa, já é meu recorde, também porque é algo um tanto quanto tosco, querer ser um centro de atenções recebendo apenas pessoas interesseiras, querendo sugar o máximo de você.
           - Hmm - pensa ainda mais e com um rosto de ainda mais dificuldade - Já sei! Quer conseguir se aproximar de outras pessoas.
           - Hmm, não mas foi próximo, última chance - meio tosco esse motivo também.
           - Hmm, então, você quer se sentir bem consigo mesmo  - Dizendo com uma grande certeza na cara.
           - Acertou ou não acertou? Eis a questão - Decidi executar um suspense bem grande. - E você... - Dando mais uma pausa de suspense, vendo a cara dela muito empolgada para saber - Errou! Ta me devendo um favor.
           - Afe Kinyata você sempre ganha, pode pelo menos me contar o que é?
           - Não.
           - Ok, então qual será o favor?
           - E te falar que não pensei em nada.
           - Hmm - Olha emburrada para o outro lado.
           - Até Semana que vem, eu te falo meu favor, ok?
           - Hmm, ok - Eu percebi que ela queria alguma conversa séria, mas não acho que eu estaria preparado - Olha, a chuva parou, vamos indo?
           - Ok - Começo a seguir caminho até minha casa.
           - Ei Kiny - Do nada ele criou um apelido carinhoso para mim - Jurei que eu tinha algo para dizer..- ela me olha fixamente durante um tempo, é como se ela tivesse esquecido de algo que ia falar, entendo isso porque o mesmo ocorre várias vezes comigo - nah, se eu esqueci não deve ser tão relevante.
           - O que?
           - Nada não, Tchau Kiny.
           - Tchau Yuri - bem, irei comprar o que eu preciso, ir para casa e descansar, talvez eu tome alguma iniciativa.
(…)
           Consegui comprar as coisas que eu precisava, com sorte minha idade aparente é muito maior do que minha real pelo meu rosto cansado e estrutura física grande, sou o mais alto da sala, ao mesmo tempo que o mais gordo. Da última vez que medi esses valores, eu pesava 93 kg e tenho 1.68 de altura, então nem parece que tenho 13 anos.
           Cheguei em casa, coloquei as compras nos devidos lugares, sentei no sofá e liguei a TV.
           Animes que gosto só passam mais de noite, então vou ver o jornal, preciso me informar mais do mundo.
           - Há algumas horas atrás ocorreu um incêndio no aeroporto de tokyo - Pera, esse é o lugar que meus pais chegariam - Aparentemente foi um ataque terrorista. Fomos informados de 16 mortos, 73 desaparecidos, 97 gravemente feridos com queimaduras de terceiro grau e alguns com membros e pedaços do rosto incinerados...
           - Não, impossível! É impossível que meus pais foram atacados né? 
           - 38 levemente feridos e 1 sem machucados, que momentos depois descobrimos que foi ele que causou o incêndio.
           - Espera, uma pessoa só conseguiu causar um incêndio que fizesse tudo isso? Um maldito pode ter acabado com meus pais? Machucou um monte de gente para nada! Apenas porque ele é um doido.
           - Momentos depois o acidente, as autoridades conseguiram com muita dificuldade prende-lo, que durante esse processo 3 morreram...
           - Calma, então ele ainda conseguiu lutar contra as autoridades? Não sei dizer se ele é forte ou os policiais que são inúteis.
           - Alguns dos que estavam levemente feridos, disseram que viram algumas pessoas sumirem durante as chamas, então assumimos que os desaparecidos morreram de forma ainda mais grave! Totalizando 89 mortos, mas ainda não é certeza - Começa a passar algumas imagens do lugar, pessoas sendo tratadas no lugar ou sendo levadas por uma ambulância, mas meus pais não estavam entre esses, minha prima também, estou com medo de eles estarem entre os desaparecidos.
(…)
           Eu estou muito preocupado, sem receber uma ligação deles a 4 horas, estou ansioso por uma ligação deles falando “Eae maninho! Não se preocupe, estamos bem, eu e seus pais, não se preocupe, não nos machucamos muito” que eu chegava a vomitar e não consegui relaxar, apesar de que eu duvido que isso acabe acontecendo porque estava não apareceram na televisão, mas a esperança ainda se mantém e…
           Toque de celular.
           - Tem alguém me ligando… - Atendi o celular que era uma ligação anônima - Alô.
           - Oi, estou falando com Koro Kinyata? - Uma voz de um homem me liga.
           - Ah, sim, por que a pergunta? - Será que algum plano de dados para o celular?
           - Então, sou amigo de trabalho dos seus pais - ele dá um tempo para falar - E eu tenho uma má notícia para dar.
           - Tá, o que é? - Não, não é o que estou pensando…
           - Então, seus pais, estão mortos - bem, é realmente o que estou imaginando… - E a Zankaku, sua irmã, está desaparecida, mas é quase certeza de que ela está morta.
           - Ah, obrigado por informar - O cara desliga, e eu também.
           Do nada começo a sentir uma chama dentro de mim seguida de uma forte dor, uma forte tristeza mas, estou perdendo o ar.
           Estou sentindo uma água escorrendo pelos meus olhos, sinto essa mesma água encharcando minha roupa e meu corpo.
           Meus olhos ficaram secos, então fechei-os.
           Sinto meu coração gritando e minha alma querendo sair pela minha boca, quando percebo, estou chorando de desespero.
           Me arrependo de não poder ter ficado mais tempo com meus pais e minha irmã, acho q o mesmo eles pensam também.
( …)
           Após passar por um complexo de tristeza, desespero e raiva, eu empaquei no sono, e acordei no outro dia, mas, estou sem a menor vontade de me levantar.
           Passei um bom tempo deitado, eu só levantava para ir ao banheiro e tomar água, e isso foi se repetindo durante alguns dias, até que alguém bate na minha porta.
           - Ei, Kiny - Era a Yuri me chamando, mas eu não estava conseguindo me levantar, tentei rolar para o lado, acabei encostando na parede, voltei com outros dois giros e cai da cama.
           Em seguida tentei me levantar, nunca tive tanta dificuldade para sair do chão, minhas pernas estavam dormentes, mas eu finalmente consegui me levantar.
           Fui andando até a sala para atende-a
           - Oi, Yuri - Falei um pouco baixo, mas eu ia forçar demais a garganta falando mais alto.
           - Nossa Kiny, você ta destruído, está até mais magro e…
           - Calma Yuri, estou bem.
           Eu atendo-a no portão e entra comigo na minha casa, não sei como reagir
           - Está nada, faz 4 dia que você não vai para a escola - É verdade, tenho que ir para a escola, mas do que adianta se nem trabalho tenho para me sustentar. - Você sabe o por que de eu estar assim não?
           - Sim, eu sei, tanto que seus pais eram funcionários do meu pai e eu não sabia - Ela fala isso com uma cara séria, nunca a vi assim.
           Aliás eu sequer sabia que o pai dela é chefe dos meus pais.
           - Ok, se sabe que eu sei então por que veio aqui?
           - Porque eu também perdi algo… - ela começa descer os olhos para o chão e consigo chegar a ver uma lágrima descendo pelo rosto dela  -  Meu pai está entre os que morreram nisso…
           - Então por que você está aqui?
           - Eu não vou ficar sofrendo por algo que já saiu desse mundo, vou seguir a minha vida, tem todo um futuro pela frente me esperando e eu vou ficar derramando lágrimas? Do que isso vai adiantar - Ela começa a se preparar para um discurso enfático - O meu sonho, sempre foi ser forte, e até a um tempo atrás, eu achava que ser forte era não sentir dores, e sim conseguir prosseguir mesmo com dor.
           - Ok, você é forte, mas eu não sou…
           - Errado, você é a pessoa mais forte que eu conheço, pelo menos, é isso que eu achava…
           - Você entendeu errado, os meus pais são o de menos, nesses 4 dias, eu achava que a perda deles, ia me fazer ficar sozinho, mas agora que me lembrei de você, me sinto bem melhor.
           - Então o problema era isso?
           - Não, o problema é: Quem que vai me sustentar? Eu ainda não a possibilidade de poder trabalhar legalmente.
           - Hmm, eu posso ajudar, eu sou sua amiga, posso pedir para minha mãe te ajudar já que ela ainda está viva.
           Meus olhos começam a brilhar de alegria, seguro a mão dela e digo - Obrigado, muito obrigado!
           - Eu sei que não é uma boa hora para citar, mas então o favor que você tinha já foi pago não? - Ela fala como se fosse uma piada, mas respondo sério.
           - Seu favor você já faz a tempos, nem precisei pedir.
           Ela me olha com uma cara confusa - Não entendi.
           - Deixa quieto, obrigado por me alegrar.
( …)
           Eu comecei a receber o dinheiro da família da Yuri, então comecei a estudar um monte, dias e dias a fio estudando, chega de jogos gacha, chega de anime, enquanto estou assim preciso me focar nos estudos.
           Foi bem difícil no começo mas depois de uns 20 dias perseverando eu consegui me manter, e faz 8 meses desde que mantenho isso. 
Consegui chegar em primeiro lugar da turma nas provas, mas as pessoas ainda só conversam comigo para copiar minha tarefa.
           Até que a Yuri me chamou pra sair descompromissado para alguns lugares comprar e ficar juntos.
           - Oi Kiny! - Chegou a Yuri, ela estava linda, com roupas a acho que atiçam um pouco alguns fetiches como meias calças 3/8, um shortinho jeans e uma casaco moletom aberto além de uma mecha pintada de roxo, confesso que isso me deixou feliz, tanto que acabei ficando corado.
           - O-oi Yuri.
           Ela se aproxima um pouco com os braços para trás e o peito estufado - Hmm, o que achou das minhas roupas? - Ela está muito perto e percebe que gostei, agora parece até que esta me atiçando
           - Ah, éeeh… Está bem bonito. - Se eu andando junto dela já recebo olhares de inveja, imagine ela assim, parece até que somos namorados.
           - Espero que não achem que somos namorados, aliás você também está bem. - Ela parece até que ela lê minha mente.
           Começamos a andar pela cidade, parecíamos namorados, só faltou ela estar segurando meu braço ou andando de mãos dadas como dois pombinhos.
           - Ei Kiny, vamos atravessar para onde?
           - Hmm, tem um cinema por perto, podemos ver algo - Estou Hypado para um filme novo desde que foi anunciado, espero não ter saído de cartaz.
           - Tem um filme que quero ver com você, espero que não tenha saído de cartaz.
 Um tempo passou e chegamos na esquina do cinema.
           - Olha! Já é ali? Vamos? - Fomos atravessar a rua, ouço um estouro, mas me mantenho indiferente, nós atravessamos um quarto da faixa, então a Yuri me empurra joga para trás e eu acabo voltando para a calçada sem conseguir  me levantar
           Ela olha para o lado com o olhar desesperado e corre em minha direção, até que eu entendo o motivo, um caminhão desgovernado acabou acertando a Yuri de lado.
           Quando eu vi, entendi que o estouro, foi um pneu estourando, e por isso que estava desgovernado.
           Quando a batida ocorreu, o trânsito inteiro para, eu paralisado pelo choque, começo a sentir o mesmo que senti quando soube da morte de minha família.
           Finalmente me levanto e vou até ela, vejo o motorista do caminhão saindo o veículo pedir ajuda. E eu, parado, sem fazer nada, apenas andando lentamente até ela, comecei a acelerar o passo, e algumas lágrimas começaram querer descer, mas eu as contive quando lembrei do que a Yuri me disse para eu superar as minhas perdas.
           Tentei ver com o que aprendi na escola se ela ainda estava bem, coisas básicas como ver a pulsação ou tentar sentir a respiração. Com sorte estava respirando e com o coração batendo
           - Você é médico? - Disse o carinha que saiu do caminhão, estou irritado com ele, mas não o culpo, podem ser muitos fatores envolvidos em um pneu furado.
           - Não, mas ela é minha amiga, que você atropelou.
           - Eu ia me desculpar mas sei que não é o suficiente.
           Ouço uma sirene vindo, era a emergência, eles começam a carregar a Yuri para a ambulância.
           Uma das pessoas que vieram socorrer se destacava destacava entre eles, ele era bem alto, tinha um cabelo castanho curto arrumado para parecer bagunçado debaixo de um chapéu, alem de um sobretudo preto. Ele não tem traços japoneses então acredito que seja estrangeiro 
           Seus olhos tinham um olhar profundo e cansado, olhava para ela e para mim rapidamente, seus olhos se moviam tão rápido quanto alguém tentando ver a bola em um jogo de ping pong.
           Eu não sei por que, mas sinto uma aura diferente nele, como se eu estivesse encarando uma oculta e misteriósa.
           Ele decidiu conversar logo comigo, visto que eu aparentava ser o mais preocupado - Opa, moço, qual seu nome? - Ele fala com um sotaque estranho.
           - Meu nome é Kinyata Koro.
           - Ok Kinyata, meu nome é... - ele da um bom tempo para responder - Lenoccio - pelo visto acertei, é um estrangeiro e parece ser europeu - diga-me o que aconteceu aqui - Sua voz me deixa mais confortado, me deixando ficar mais leve.
           - Ah, estávamos atravessando a rua e de repente ela me joga para a calçada de novo. Porque ouviu o pneu do um caminhão estourar e ficou desgovernado, e assim ela foi acertada de lado, digamos que ela me salvou.
           - Incrível… Consegue estimar a velocidade do caminhão meu jovem?
           - hmm, estava bem rápido, acho que fazendo breves cálculos estava a 30km/h.
           - Entendi - começou a sair do lugar e resmungar algumas palavras, eu apenas consigo ouvir -… Será que ela… Eu não duvido - depois ele levanta a mão e acena para mim - obrigado Kinyata.
           - Eu que agradeço Lenoccio - Eles vieram socorrer ela, eu não fiz nada, na real ela que me salvou. - Alias, em que hospital ela vai ficar?
           - No único desse lado da cidade, aliás como acha que chegamos tão rápido?
(…)
           Quando voltei para casa, eu quis desabar, como ocorreu quando perdi minha família, gargalhar e chorar de desespero, mas dessa vez me mantive em pé e decidi procurar algo para me ajudar a ganhar dinheiro, mas não só algo de meio período, tem que ser algo que me ajude, que me ajude a me defender.
           - Hmm já sei! Irei treinar a lutar, sempre me interessei por isso, sentir o sangue correndo com força pelas partes do corpo, me sentir lutando pela minha vida, é o que está me faltando - Tem torneios de luta do submundo, é uma boa para arranjar uma grana, já que provavelmente não receberia mais dinheiro da família da Yuri, me manterei em um emprego e me manterei no mínimo até eu me sentir forte o suficiente.
( …)
           Comecei a treinar, isso faz um ano, durante esse tempo, eu visito a Yuri todos os dias e comecei a emagrecer e ficar mais forte, tanto que comecei a me mover mais rápido que meus olhos, falaram que é um poder de propulsão, um tipo de dom natural e único em algumas poucas pessoas, após essa descoberta comecei a subir frequentemente de ligas até chegar onde valia tudo.
           Cheguei a perfurar aço no meu soco mais forte, e fui subindo e subindo até o ponto que estou, a última categoria dessas lutas do submundo onde vale quase tudo.
(…)
           Um bom tempo depois a Yuri acorda depois de 2 anos em coma e fica 2 meses de reabilitação, agora me questiono o como ela saiu viva, mas eu nunca estive tão feliz antes
           Agora estou na atualidade, eu me lembro de tudo isso que ocorreu.
           Me lembro também de uma luta bem épica, falando a real lutei no meu apse.
           Acabo acordando vendo uma luz.
           - Oh! Kinyata, você finalmente acordou! - Logo quando acordo ouço a voz da Yuri.
           - Hmm, onde estou? Como ainda estou vivo depois de um corte daqueles?
           - Hmm, é uma longa história...


Notas Finais


Ainda tem sim coisas que vou mudar nisso, talvez eu fique mais tempo para escrever outro capitulo mas é porque tenho que estudar e melhorar os outros cap's.
Dxa um feedback ae que me ajuda de monte :3.


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