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História Namora Comigo?- Solangelo - Capítulo 7


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Notas do Autor


Heey, como estão? Domingo é dia de Namora Comigo e dessa vez eu to realmente conseguindo seguir o cronograma kkkk
Espero que gostem!

Capítulo 7 - Capítulo 7- Will


Capítulo 7- Will

Eu não podia acreditar que isso realmente estava acontecendo. Eu esperava ter alguns dias antes que meus pais conhecessem Nico. Mas claro que alguma coisa tinha que dar errado. Tudo estava indo bem demais para ser verdade. 

Nico e eu estamos indo muito bem nessa coisa de fingir, conseguimos seguir com a farsa por três dias. Ele me encontrava próximo ao meu armário pela manhã, me ajudava com os livros e me levava até a próxima aula. Era absurdamente fofo, mas eu ainda estava proibido de usar essa palavra com ele. Na hora do almoço, nós sentávamos juntos e, aparentemente, nossas turmas resolveram mesmo se juntar. Nico era bem melhor que eu nessa coisa de atuar, mas não parecia se importar em tomar a iniciativa. Quando estávamos na mesa, ele pegava minha mão, beijava meu rosto e minha mão e me chamava de "sunshine" o tempo todo. Eu ainda não tinha tomado coragem nem para tocar no seu cabelo, apesar de não me faltar vontade. 

Depois das aulas a gente seguia para um dos lugares vazios na escola e ficávamos pelo menos 2 horas estudando. Eu me surpreendi ao perceber que Nico é realmente muito inteligente. E me surpreendi com o fato de que eu conseguia passar muito tempo com ele, sem enjoar. 

Ele ainda estava seguindo com o plano de ser completamente brega comigo, o que incluía me dar uma flor pela manhã e deixar uma mensagem no meu armário com giz. Na primeira vez que eu vi isso (ele escreveu "you are my sunshine" com letra branca no meu armário) eu pensei que fosse levar uma bronca da diretoria, mas ninguém pareceu se importar. Na verdade, recebi um sorrisinho de Austin e um "isso é bem fofo", o que considerei um avanço na minha relação com meu irmão. Obviamente, eu não disse a Nico que meu irmão achava "fofo" porque seria bem capaz de ele terminar com nosso namoro de mentira antes do tempo. 

Então eu e Nico sobrevivemos a várias coisas: fofocas, nossos amigos, meu irmão. E agora iríamos passar por mais uma coisa: meus pais. Eu pedi para que Nico não me levasse até em casa. Nós morávamos relativamente perto, a escola ficava no centro do caminho dos dois, mas morávamos em direção opostas. Então não fazia sentido ele me levar em casa. Mas ele insistiu, porque disse que meus pais iam começar a achar que ele era um namorado ruim. E daí?, eu pensei, mas não disse. Não é como se nós dois tivéssemos algo de verdade. 

Mas aqui estamos nós: Nico está prestes a se despedir quando minha mãe abre a porta, um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto. 

—Você deve ser Nico di Angelo! —Ela diz, a voz subindo algumas oitavas de tanta empolgação. O rosto de Nico fica um pouco vermelho, mas ele sorri com educação. 

—É um prazer. —Ele diz, estendendo a mão para ela. 

E então tudo acontece muito rápido. Minha mãe abraça Nico e fala para ele entrar. Há um pequeno diálogo em que minha mãe convence Nico a entrar e, meia hora depois, meus pais estão na sala fazendo mil perguntas para Nico. Eu estou ao seu lado segurando sua mão, mas só porque quero ter certeza que ele não está surtando tanto quanto eu. 

Só para constar: ele não está. 

Nico é gentil e educado e parece estar se divertindo genuinamente com meus pais. Isso é bizarro. Ele solta minha mão quando minha mãe aparece com nossos álbuns de infância.   

—Pelo amor de deus, mãe, por que você tá fazendo isso comigo? —Eu pergunto, prestes a chorar. —A gente não pode simplesmente jantar e pular essa parte?

—Nem pensar. Eu não posso sair daqui sem ver suas fotos de criança. —Nico diz, já folheando o álbum no seu colo. 

Eu suspiro, levemente desesperado. 

—Mostra pra ele aquela foto dos meninos na casa da árvore. — Meu pai diz e eu apoio o rosto nas mãos, com mais vergonha que nunca. 

—Meu deus, Will. Você era muito lindo. —Nico diz. Na foto em questão, Austin e eu estávamos na casa da árvore do quintal. Austin devia ter uns 9 anos e eu 10. Nem era uma foto tão legal assim: Austin e eu sentados na casa, com as pernas para fora da cerca. Mas acho que a lembrança era muito boa então papai sempre mostrava essa foto. Eu não lembro exatamente de detalhes, só lembro de ter brincado com meu irmão o dia todo. 

—Era? — Minha mãe pergunta. 

Nico fica ruborizado e pega na minha mão. 

—É. Você é muito lindo, Will.  —Ele diz e eu reviro os olhos, com o rosto completamente vermelho. Ele volta a folhear o álbum. —Ai meu deus. 

—O que? —Eu digo nervoso, pensando que seria alguma foto constrangedora minha. 

Nico vira o álbum para mim e aponta para uma foto onde estou na sala de jantar de casa. É uma foto muito comum então não sei mesmo do que ele está falando. 

—Óculos. — Ele diz. — Você usa óculos? 

—O Will nunca usou óculos perto de você? —Minha mãe pergunta. 

—Não. —Eu respondo. —E nunca vou usar. 

Nico coloca o álbum na mesinha do centro e vira seu corpo para mim. Hoje seus cabelos estão soltos e rebeldes e eu não consigo me decidir de qual jeito ele fica mais bonito, talvez de todos. Nico di Angelo é provavelmente a pessoa mais linda que eu já vi. E sim, estou confortável admitindo isso. E não, isso não significa nada. 

—Por favor. Eu preciso te ver de óculos. — Ele diz e eu nego com a cabeça. —Por que não? 

—Porque eu já sou nerd o suficiente sem eles. 

—Não fala isso. Eu amo seu jeito nerd. E eu comi a maçã. Na verdade, eu comi a maçã todos os dias que sentamos juntos. Mereço ver você de óculos. —Ele diz. 

Eu suspiro, levemente incomodado. 

—Tudo bem. Uma hora eu coloco pra você ver. —Eu digo e Nico faz um biquinho adorável. 

—Por que não agora? —Ele diz. 

—Porque vou dar um tempo pra você poder mudar de ideia. —Eu digo e Nico revira os olhos. —Olha o álbum dos meus pais, é uma graça. —Eu digo, tentando mudar de assunto. 

Nico percebe, mas pega o próximo álbum mesmo assim. 

Na verdade, esse é meu álbum preferido. São fotos dos meus pais na adolescência até o casamento. É muito bonito ver o amor deles. Dá pra ver a mesma cumplicidade e a mesma paixão que eu presencio todos os dias. Como naquela foto da minha mãe na garupa da moto do meu pai. Eu não sei do que eles estavam rindo, mas parece uma piada muito engraçada. Ou então aquela foto em que meu pai está com o violão, cantando alguma música brega para ela. 

Observando essas fotos, eu me pergunto porque eu fico dizendo a mim mesmo que não quero viver algo do tipo. Sempre foi uma forma de defesa, acho. Meus pais são o ideal de amor perfeito que eu tenho e pensar que não quero viver um amor assim, não me deixa tão vulnerável. 

Mas… honestamente, a quem estou querendo enganar? Eu adoraria olhar para alguém da mesma forma que meu pai olha para minha mãe. Eu adoraria ter alguém com quem eu pudesse ter conversas silenciosas, apenas com o olhar. Alguém que escrevesse bilhetinhos bregas de amor e cantasse para mim sob o luar. 

Mas é patético admitir isso então apenas sigo com o protocolo: eu não quero namorar, não quero me apaixonar. É o último ano do colégio, eu deveria aproveitar meus amigos e tentar entrar em uma boa universidade. Só. Sem complicações. Meus pais estão errados em dizer que eu preciso sair mais, viver mais. 

Meus pais ficam em silêncio enquanto Nico folheia o álbum. 

—Com quantos anos vocês começaram a namorar? —Nico pergunta. 

—A gente tinha… 17 anos, né amor? —Meu pai diz e minha mãe concorda. 

—Você tinha 18 e eu 17. Último ano do colégio… —Minha mãe diz, parecendo perdida nas lembranças. 

—O melhor ano. — Meu pai concorda, parecendo tão nostálgico quanto ela. 

Nico sorri olhando uma foto em que meus pais estão na praia. Eles deviam ter 18 anos na época. Meu pai está sentado na areia e minha mãe no seu colo, uma onda está passando por eles enquanto se beijam. Chega a ser ridículo de tão fofo. 

—Essa foto ficou linda. —Nico diz, passando a mão pelo plástico em cima da foto. Ele ergue os olhos para os meus pais, parecendo um pouco hesitante. —Vocês… vocês chegaram a conhecer os meus pais? 

A expressão no rosto dos meus pais fica triste e, por algum motivo bizarro, eu sinto necessidade de pegar na mão de Nico de novo. Sua mão está gelada e eu encaixo ela nas minhas, tentando esquentá-la. 

—Sim. —Minha mãe diz. — Maria Di Angelo. Eu lembro dela. Mas… não éramos amigas. 

—Di Angelo? — Eu pergunto. —Achei que esse fosse o sobrenome do seu pai. 

Nico discorda com a cabeça. 

—Não. Meu pai pegou o sobrenome da minha mãe. Ele não se dava muito bem com a família. 

—Seu pai era um rebelde. —Meu pai diz e Nico franze a testa. 

—Mesmo? —Nico pergunta, curioso e sorrindo um pouco. 

—Mesmo. E não diga a ele que eu te contei. Mas ele era. Com direito a banda de rock, pichações na madrugada, tatuagens escondido dos pais e todo o resto. Sua mãe tentou dar um jeito nele, mas acho que acabou se influenciando. Você sabe que eles fugiram pra casar né? 

Nico sorri de verdade agora. Ele fica tão bonito sorrindo… 

—Sim. Eu amo essa história. 

—Me conta. Estou por fora aqui. —Eu digo e Nico se vira para mim.

—Os pais da minha mãe eram muito religiosos e não queriam que ela namorasse. Mas agora eu acho que eles não queriam que ela namorasse particularmente com meu pai. —Nico diz, olhando para o meu pai e esperando alguma confirmação.  

—Não vou mentir, acho provável. Todo mundo na cidade conhecia o encrenqueiro do Hades. 

—Isso é engraçado considerando que eu pedi para fazer uma tatuagem no ano passado e ele disse "só por cima do meu cadáver". —Nico diz, parecendo emburrado. 

—Seu pai está certo. O Will fez a dele com 16 e ainda não sei se foi mesmo uma boa ideia. —Minha mãe diz. 

—Você tem tatuagem? —Nico pergunta, me olhando de olhos arregalados. 

—Hm. Tenho. Um sol no peito. —Eu digo. 

—Como eu nunca reparei nisso? Me deixa ver. 

—Claro. Um dia. —Eu digo porque não estou muito afim de tirar minha camiseta nesse momento. Na verdade, meu rosto está quase roxo só de pensar em Nico me vendo sem camiseta. —Continua a história, por favor. 

Nico me lança um olhar do tipo "eu não vou esquecer disso tão cedo", mas continua a história. 

—Bom, meus pais começaram a namorar escondido mesmo assim. Eles tinham uns… 15 anos, acho. Todo mundo sabia que eles estavam juntos, mas eles fingiam que não, por causa dos pais da minha mãe. 

—E o que aconteceu? —Eu pergunto, curioso. 

—Um dia os pais da minha mãe pegaram eles juntos. Meu pai diz que eles estavam só se beijando, mas eu duvido um pouco. Principalmente porque minha mãe engravidou pouco tempo depois. 

—Sua mãe foi mãe com quantos anos? —Eu pergunto. 

—Ela tinha 17 quando engravidou da Bianca. Meu pai pediu a mão da minha mãe na hora que soube, mas os pais dela não apoiaram o casamento. Eaí eles simplesmente fugiram. Voltaram meses depois, com a Bianca no colo e uma certidão de casamento no bolso. 

—Meu deus. Essa história é muito boa. 

—É sim. — Nico diz e seu olhar parece ficar um pouco triste. —As vezes eu acho que… acho que meu pai nunca vai amar outra pessoa dessa forma de novo. 

—Foi um baque quando a gente soube do acidente. —Minha mãe diz. —Sinto muito por isso, Nico. 

Nico dá de ombros e desvia os olhos. 

—Tudo bem. Acho que foi pior para o meu pai e para Bianca. Eu só tinha 8 anos. Bianca tinha 14. É tudo um borrão pra mim, mas pra eles não. 

—Eu imagino que sim. —Minha mãe diz. —Apolo e eu tentamos dar todo o apoio possível, mas a verdade é nunca fomos muito próximos. 

—Tivemos bastante apoio, acho. E estamos bem agora. Eu só…queria que ele encontrasse outra pessoa. 

—Tenho certeza que ele vai encontrar, querido. —Minha mãe diz. 

—Espero que sim. Ano que vem eu espero ir para Nova York e não queria que ele ficasse tão sozinho. 

—Você também vai para Nova York? —Meu pai diz, sorrindo. —Então vocês não vão passar pelo drama do namoro a distância, isso é ótimo. 

Acho que tanto Nico quanto eu ficamos surpresos com isso, porque não tínhamos chegado a conversar sobre faculdade. Eu só disse que faria medicina, mas nunca disse que iria para Nova York. 

Isso não faz diferença, é claro, porque vamos terminar na semana que vem. 

—Sim. É ótimo mesmo. —Nico diz. Ele passa o braço pelo meu ombro e deposita um beijo na minha bochecha. Todo meu corpo fica arrepiado com esse simples toque. Nessas horas eu me odeio ser tão inexperiente a ponto de todos os toques de Nico me deixarem absolutamente sem jeito. 

Eu coloco a mão no seu joelho e retribuo o beijo em sua bochecha. Na verdade, talvez eu esteja viciado na textura macia da sua pele. Sempre que dou um beijo no seu rosto tenho que resistir ao impulso de repetir o gesto mais mil vezes. 

—Vocês ficam muito fofos juntos. —Meu pai diz e eu não consigo deixar de sorrir. 

—Por favor, pai, não use a palavra com f. —Eu digo e Nico dá risada. 

—Seu pai pode usar, você não. —Ele diz e eu bufo, fingindo irritação. 

—Então… vai ficar para o jantar, Nico? —Minha mãe pergunta. —Hoje o Austin vai dormir na casa do Paulo, então vamos ser só nós 4. 

—Claro que não. —Meu pai diz, antes que Nico consiga responder. —Hoje é sexta-feira, Naomi. Acho que o casal tem coisas mais divertidas para fazer do que ficar em casa jantando com a gente. Por mais descolado que eu seja, claro. 

Nico dá risada. 

—Eu não me importaria em ficar. —Ele diz. 

—Não, Apolo tem razão. —Ela diz e olha para Nico com os olhos suplicantes. —Por favor, faça meu filho sair mais de casa. Eu estou quase expulsando ele. 

—Sua mãe tem razão. —Meu pai concorda. —Vocês deveriam sair. Leve ele para pichar uns muros pela cidade, por favor, Nico. 

—Certo. Claro. —Nico responde. Ele olha para o meu pai e depois para minha mãe. —Eu realmente não sei se vocês estão brincando ou não. 

—Não estamos brincando. —Meu pai diz. —Mas se vocês forem pegos, o castigo é o mesmo. 

—Meu deus, por que vocês não podem se comportar como pais normais que colocam um horário para chegar em casa e pedem pra deixar a porta aberta se eu estiver com companhia no quarto? —Eu pergunto. 

—Nossa bem lembrado, querido. —Minha mãe diz. —Nico, por favor, tire meu filho de casa e leve ele para fazer algo ilícito, ok? Exceto drogas, por favor. E, claro, vocês não tem hora para voltar para casa. Se forem fazer sexo, usem camisinha e tranquem a porta. 

Nico solta uma risada, mas parece mesmo confuso sobre eles estarem falando sério ou não. A pior parte: eles estão falando sério. 

—Eu… —Nico começa a dizer. 

—Vocês ainda estão aqui? Vou ter que expulsar vocês? —Meu pai pergunta e Nico se levanta, meio atordoado. 

—Claro. Tá. Nós vamos… pichar alguns muros então. —Ele diz, já procurando sua mochila e seu skate no chão. Ele pega na minha mão e me arrasta até a saída. 

—Divirtam-se! —Meu pai grita, quando já estamos lá fora. 

Nico me encara parecendo levemente assustado. 

—Desculpa por isso! —Eu digo, antes que ele diga qualquer coisa. —Mesmo. Desculpa, desculpa, desculpa. Meus pais são estranhos, mas não pensei que eles seriam tão estranhos assim e… você não precisa sair comigo. Posso ir na casa da Lou e fico lá até amanhã, não tem problema. Você deve ter coisas para fazer, né? Compromisso com seus amigos e… 

Nico se aproxima um passo e coloca a mão na minha boca, me fazendo ficar quieto. 

—Você fala muito quando tá nervoso. Só… respira. —Ele diz e tira a mão da minha boca. Eu fico quieto, observando seu rosto. Seria mais fácil não ficar nervoso se ele não fosse tão bonito. E se ele não ficasse me encarando com esses olhos escuros que parecem ler meus pensamentos. Não que tivesse muita coisa para ler porque eu não pensava nele com tanta frequência assim. Tá, talvez sim depois que começamos a namorar de mentira. E teve aquele pensamento ontem que… sinto meu rosto corando. —E agora você tá vermelho. Em algum momento você acha que vai parar de ficar vermelho quando tá perto de mim? 

Eu abro a boca, mas não sai som algum. Tento de novo. 

—Desculpa. Eu sou muito… tímido. Fico vermelho com qualquer coisa. —Eu digo e quase acrescento mentalmente "e isso não tem nada a ver com o pensamento que tive ontem, sobre como seria a textura da sua boca". 

—Para de me pedir desculpas, Will. —Nico diz, quase exasperado. —Mas, olha, eu não tenho compromisso não. Na verdade eu ia voltar pra casa e terminar de assistir Skam. Quer vir comigo? 

—Skam?  

—É. A série. Eu to no segundo episódio da terceira temporada, mas podemos voltar e assistir juntos. 

—Ah. —Eu digo e não comento que já assisti essa série. —Tudo bem. Legal. E seu pai? 

—Ele tem boliche de sexta. Geralmente chega tarde em casa. Vamos? —Ele pergunta e estende a mão. Eu observo sua mão por um tempo. —Will? 

—Não tem ninguém vendo. —Eu digo e Nico parece ficar… decepcionado? 

—Ah. —Ele diz, colocando a mão no bolso da calça. 

Merda. Por que eu falei isso? Ele está sendo absolutamente legal comigo e eu fico dando esses foras.

—Quer dizer, eu… —Eu me aproximo dele, segurando a mão dele que não está no bolso da calça. —Pode ser que alguém veja, ne? A casa do Paulo é no caminho e talvez o Austin…. —Eu deixo a frase morrer, sem saber como continuar.

—Claro. —Nico diz e solta uma risada. Ele entrelaça nossos dedos. —Você tá certo. Alguém pode ver. 

Meu coração fica levemente acelerado. É a primeira vez que fazemos isso sem ser em público. Quando estamos sozinhos, eu evito tocar Nico ao máximo porque não quero que ele pense que eu inventei essa história toda com segundas intenções. 

Mas a questão é… ninguém veria. Não faz o menor sentido estarmos de mãos dadas. Já passa das 20h e não tem ninguém na rua. Mesmo assim, permanecemos com as mãos unidas e Nico começa a puxar assunto sobre a aula de hoje. Eu não consigo responder direito, porque estou perdido no ponto em que: 

Estamos de mãos dadas. 

Ninguém mais está vendo. 

Nico está acariciando as costas da minha mão com o polegar. 

Meu corpo está arrepiado. 

Nico di Angelo é muito lindo. 

Eu estou indo ver série na casa dele. 

Isso é um encontro? 

Mas não faz diferença  porque vamos terminar na semana que vem. 

Isso não é um encontro. 

Mas por que parece que é?

Não consigo respirar.


Notas Finais


Nico e Will juntinhos assistindo skam, tem coisa mais fofa? kkk
Espero que estejam gostando e não esqueçam de comentar pf! Vou responder os comentários anteriores agora!
Beijos, beijos!


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