História Namorada de Aluguel - Capítulo 16


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 142
Palavras 1.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hola

Capítulo 16 - Capítulo 16


Paramos em frente à casa dela. Lauren desligou o motor e saiu do carro antes que eu pudesse detê-la. Quando parou do meu lado e abriu a porta, eu disse:

— Desculpa. Eu devia ter avisado que precisava de carona para casa.

— Ah. — Ela olhou para os dois lados da rua, como se esperasse ver um carro parado em algum lugar. — Minha irmã foi te buscar?

— Sim.

— Ela é cheia de estratégias.

— Sim, ela é. — Continuei sentada no carro, esperando que ela fechasse a porta e voltasse para o banco do motorista.

Mas Lauren continuou onde estava. E apontou para a casa.

— Você precisa ir embora agora? A minha irmã vai querer um relatório. Acho que você pode contar tudo melhor que eu.

O relógio do painel marcava dez horas. Eu ainda tinha duas horas até o meu horário de voltar para casa.

— Tudo bem. Claro.

Andamos até a porta da frente, e Lauren a abriu e entrou. Sentada no sofá da sala, Megan desligou a TV imediatamente e olhou para nós.

— E aí?

Lauren me abraçou.

— Você vai gostar de saber que a noite foi de muitos joguinhos e muito ciúme. Não sei bem quem jogou mais e quem sentiu mais ciúme, mas a Camila fez tudo o que você a fez jurar que faria.

Megan olhou para mim.

— Tudo bem. Agora eu quero saber exatamente o que aconteceu. Nada dessa bobagem vaga.

Nesse momento uma mulher entrou meio agitada na sala. O cabelo formava um coque frouxo preso por um lápis e várias mechas haviam escapado do arranjo, dando a impressão de que ela havia enfrentado uma ventania.

— Lauren, eu sabia que tinha escutado sua voz. Preciso do seu rosto.

— Mãe, estou com uma amiga. — Ela apontou na minha direção.

A mulher sorriu para mim.

— Não sei em que isso muda as coisas. Pode trazê-la.

Megan se levantou e foi atrás da mãe, que já saía da sala sem esperar por uma resposta.

— Não adianta discutir — disse Lauren. — Ela sempre vence. — E me levou pelo corredor até uma sala grande com porta dupla e assoalho de madeira.

Dentro dela havia toneladas de pinturas, algumas concluídas e penduradas, outras pela metade, e também havia telas em branco. Uma delas repousava sobre um cavalete, e no chão embaixo dele havia uma folha grande coberta de manchas de tinta, como se alguém tivesse abandonado a pintura no meio. Todas nós entramos na sala.

— Mãe, esta é a Camila.

— Ai, desculpa, que falta de educação. — Ela estendeu a mão para mim. — Eu sou a Clara. Peço desculpas por roubar essa garota, mas preciso desse rosto lindo. Ah, me fala se este rosto não inspira criatividade.

Lauren e Megan reviraram os olhos.

— Ela diz isso sempre que traz a gente aqui, e depois cria coisas como aquela. — Lauren indicou uma pintura que era meio inseto, meio zebra, um rosto que se abria para revelar uma flor desabrochando. — Eu não inspirei aquilo.

— Inspirou sim — a mãe afirmou.

— Ela se sente sozinha aqui — comentou Megan.

— As minhas filhas debocham de mim, mas são as minhas musas. — Ela me estudou. — Acho que você também pode ser uma musa. A sua estrutura óssea é incrível.

— Não acredite nisso — Megan interferiu. — O que ela está dizendo é que quer pintar ossos, ossos de dinossauro, provavelmente, ou coisa parecida, enquanto olha para você.

Clara não parecia ofendida com a provocação. Só deu risada e começou a pintar, enquanto Lauren ficava sentada no banco diante dela. Pelo jeito como a analisava, ela parecia usá-la como modelo, mas eu via a tela, e aquilo não era Lauren, definitivamente.

Megan olhou para mim.

— Desembucha. Quero saber tudo o que aconteceu hoje.

Olhei para a mãe delas sem saber se queria admitir a mentira na frente dela.

— Minha mãe já sabe — Megan falou. — Apesar de não concordar, ela entende por que o nosso cérebro imaturo pode achar que isso é necessário.

— Não foi isso que eu disse, Megan. Falei que a vingança é produto de emoções mal direcionadas, mas eu tenho algumas emoções com relação a Lucy também.

— Você não disse mal direcionadas — Megan argumentou, em voz alta. — Lembro nitidamente de você falando “imaturas”.

— Talvez eu tenha dito “pouco desenvolvidas”.

— É a mesma coisa — Megan e Lauren falaram ao mesmo tempo.

Clara deu uma pincelada larga de azul-marinho na tela, bem embaixo dos olhos roxos e tortos que já tinha pintado.

— O que eu quero dizer é que a vingança nunca é a resposta.

— Sei, sei. — Megan abanou a mão para a mãe e olhou para mim. — Conta logo sobre a vingança.

Olhei para Clara e tentei descobrir se estava aborrecida com a discussão. Ela não parecia brava.

— Bom, a Lucy estava lá com o Ryan.

— Eu sabia! — Megan gritou. — Eles ainda estão juntos, não estão?

Eu assenti.

— Mas você estava certa. Ela também queria a Lauren.

— Não queria — Lauren interferiu.

— Então por que o abraço? Por que sentar tão perto e tocar sua perna?

— Ela tocou sua perna? — A expressão de Megan endureceu.

— Tocou? — Lauren perguntou.

— Ah, por favor — disse Megan. — Você sabe que sim. Não se faça de inocente, Lauren. E você deve ter gostado.

Ela a encarou com uma expressão neutra, indecifrável.

— Quero saber se vocês deram o troco — Megan falou, olhando para mim.

— Ficamos de mãos dadas, trocamos abraços, dançamos…

— E a Camila pulou em cima de mim— Lauren contou.

Eu arfei, chocada, e Clara me encarou.

— Eu não… Bom, mais ou menos. Foi um acidente. Eu não queria te derrubar.

— Espero que ela tenha visto — Megan falou, sorrindo.

— Viu.

Ela girou uma vez com os braços abertos, depois me segurou pelos ombros e me sacudiu.

— Você é incrível. A vingança é incrível.

Clara pigarreou.

— Porque eu tenho uma mentalidade muito, muito imatura — Megan acrescentou.

— Amanhã todos nós vamos ser pessoas melhores — disse Clara, e era quase a mesma coisa que Lauren dissera mais cedo. Olhei para ela, e Lauren assentiu uma vez. Pessoas melhores. O jeito como elas falavam me fazia querer tentar.


Notas Finais


Até o próximo bebês 😘


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