História Namorada de Aluguel - Capítulo 17


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 303
Palavras 1.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 17


Lauren se levantou do banco.

— Aonde você vai? Ainda não terminei de me inspirar — reclamou Clara.

Ela pôs Megan sentada no banco no lugar dela.

— Preciso levar a Camila pra casa. Ela já aguentou a nossa família maluca por tempo demais.

— Tchau, Camila — disse Megan. — Obrigada por ter feito tudo o que eu pedi.

Era como se ela quisesse lembrar Lauren, ou a mim, de que essa noite havia sido só uma encenação, que não era de verdade. Lauren não precisava de lembrete. Ela tinha interpretado o papel com perfeição.

Clara me abraçou sem usar as mãos, salpicadas de tinta, pressionando os pulsos contra os meus ombros.

— Foi bom te conhecer. Eu falei sério sobre a estrutura óssea. Volte para me ver.

Eu sorri.

— Ossos de dinossauro — Megan falou quando Lauren e eu saímos. Lauren olhou para mim algumas vezes enquanto andávamos pelo corredor.

— Minha família é esquisita, mas eu amo essas pessoas.

— Sua família é incrível. Sua mãe não é… — Eu me detive. Não queria tocar em um assunto desagradável.

— Não é o quê? Normal? Equilibrada?

Balancei a cabeça.

— Não, é claro que não. É que ela e a Megan estavam discutindo e… Ela não é muito brava, é?

— Brava?

— Sim. Ela não ficou aborrecida com toda essa história da vingança?

— Não, ela não ficou brava. — Ela abriu a porta da frente para mim, e o ar frio atingiu meu rosto, que, só então percebi, estava quente. — E, se você acha que elas estavam brigando, é porque nunca viu a Megan brigar.

— Não acredito que você contou para a sua mãe sobre os planos de vingança.

— Foi a minha irmã. Ela é o centro da nossa loucura.

— Eu percebi.

— Imagino que sim, considerando o que ela te obrigou a fazer hoje.

— Ela não me obrigou — respondi. Eu me diverti, mas não podia admitir. Estava me sentindo estranha, como se quisesse algo mais dela, e não queria. Nós duas havíamos representado. Seria ridículo pensar que havia mais que isso.

— Bom, eu sei que ela pediu a sua ajuda, então obrigado. Você foi ótima. Nunca pensou em estudar artes cênicas?

Eu ri quando entrei no carro.

— Não, nunca.

— É divertido, sabia? Fazer uma cena como a que representamos esta noite equivale a uma droga natural. — Seus olhos brilhavam, e eu entendi que ela havia gostado da noite por um motivo diferente do meu.

— Foi divertido.

— Mas a minha mãe estava certa — ela disse. — Foi muito imaturo querer me vingar, mesmo eu me sentindo melhor agora.

— Pelo menos conseguiu encerrar o assunto? Eu sei que era isso o que você queria.

— Sim, consegui. Ficou para trás.

— Ficou para trás — repeti.

Fui explicando o caminho para minha casa e, quando ela parou, desci do carro antes de Lauren desligar o motor. Não queria que ela tivesse que fingir novamente que havia alguma coisa entre nós. Por isso me surpreendi quando, já a caminho da porta, percebi que ela estava ao meu lado.

— Você é rápida — ela disse.

— Ah, não precisa me levar até a porta.

— É mais forte do que eu. Meu pai me criou desse jeito.

— Onde ele estava hoje?

— Ele dorme cedo e acorda com o sol.

— Sua mãe escolheu o seu nome. Ok. Mas você é mais parecida com ela ou com o seu pai?

— Quer saber se eu sou um espírito livre ou uma conservadora que acorda cedo?

— Isso.

— O que você acha?

— Não sei. Você foi comigo ao baile de formatura sem fazer perguntas.

— Eu fiz perguntas.

— Não as que realmente importavam.

— Você estava bonita demais para essas perguntas.

Sorri e tentei não me envaidecer, mas algumas borboletas bateram asas no meu estômago.

— Solitária demais, você quis dizer?

Ela fez uma careta.

— É, também.

Chegamos à porta, e eu encarei Lauren.

— Então, o baile me fez pensar que você é parecida com a sua mãe. Mas…

— Mas?

— Mas você me trouxe até a porta porque foi educada para ser uma dama, e isso me faz pensar que é parecida com o seu pai.

— A minha mãe poderia se ofender com isso.

— Por quê?

— Porque, se ela te trouxesse pra casa, provavelmente te acompanharia até a porta.

— E nesse caso eu estaria na minha varanda com a sua mãe.

Ela riu.

— É, não é uma boa imagem.

— Está dizendo que se parece com a sua mãe?

— Não. Você entendeu bem. Tenho um pouco da minha mãe, um pouco do meu pai e muito de mim.

— É uma ótima mistura. — Peguei a chave para abrir a porta. — Foi uma noite muito divertida.

— O que você teria feito hoje se não tivesse saído comigo?

A festa do Logan. Eu não pensava nisso desde o começo da noite. No início, imaginava que iria correndo para lá assim que Lauren me deixasse em casa, mas agora não tinha vontade de ir.

— Um amigo do colégio deu uma festa hoje. As festas dele são ótimas…

Fiz uma pausa, porque não conseguia lembrar a última vez em que uma festa tinha sido assim tão incrível. Lauren inclinou a cabeça, me esperando terminar. Ela me olhava daquele jeito de novo, como se procurasse alguma coisa além do que eu oferecia. Ela ainda não tinha se dado conta de que o que via era tudo o que existia?

— Continua — ela disse.

— Esquece. Era bobagem.

A porta da minha casa se abriu. Como eu pude esquecer que os meus pais sempre esperavam por mim? O meu pai apareceu.

— Camila?

— Sim, sou eu. Desculpa. Já estou entrando.

Ele deu um passo para fora.

— Olá. Eu sou o Sr. Cabello.

— É um prazer conhecê-lo, senhor. Eu sou a Lauren .

Meu pai me olhou esperando a explicação sobre quem ela realmente era, e eu não sabia o que dizer.

— Ela só me trouxe para casa. Obrigada, Lauren.

Entrei e ouvi meu pai se despedir com um boa noite melhor que o meu, depois ele fechou a porta.

Minha mãe estava lendo no sofá.

— Estudaram bastante?

— Acho que ela não estava estudando — meu pai comentou.

— Quê? — Minha mãe parecia preocupada.

— Sabe a garota que você conheceu mais cedo? Era a irmã dela. Aquela de quem eu falei. Ela me trouxe para casa.

— Ah, por que você não disse? — meu pai perguntou.

— Acabei de dizer. — Olhei para um e para outro, esperando as próximas perguntas, imaginando que diriam que eu não estava onde falei que estaria. Minha mãe dobrou o cobertor que estava usando e o deixou sobre o sofá. Tentei imaginar o que aconteceria se eu falasse com eles sobre vingança e namoros de mentira. As imagens na minha cabeça estavam cheias de discursos inflamados e olhares confusos. — Vou dormir. 

— Vai se despedir do seu irmão. Ele vai embora amanhã cedo.

— Tudo bem. — Bati de leve na porta do quarto de Drew, mas não houve resposta.

Abri um pouco e vi que ele já estava deitado. Ele se virou e levantou um pouco a cabeça.

— Oi, Mila. Já chegou.

— Sim. Só vim dar boa noite. Boa viagem amanhã. Vai com cuidado.

Ele deixou a cabeça cair sobre o travesseiro.

— Qual é a da gótica? Por que você está andando com ela?

— É só uma amiga. Mais ou menos.

Meu irmão riu. Tensa, fechei a porta antes que ele dissesse alguma coisa grosseira. Lauren estava errada. Meu irmão não queria se aproximar de mim. Depois de passar um tempo com Lauren e Megan, eu entendia que o relacionamento que tinha com o meu irmão não era muito bom.

Quando cheguei ao meu quarto, criei um grupo no celular com Dinah e Ally, para avisar que não iria encontrá-las na festa. Acabamos trocando mensagens sobre a minha noite. Elas me deram as respostas esperadas, vários pontos de exclamação e letras maiúsculas, mas esta noite isso não pareceu tão legal quanto normalmente era.


Notas Finais


Qualquer erro me avisem


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