História Namorada de Aluguel - Capítulo 19


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 295
Palavras 1.427
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 19 - Capítulo 19


Olhei para o notebook e fiquei confusa. O Facebook de uma garota  chamada Ariana estava na tela. Não a reconheci nem entendi por que a página estava aberta. Meu irmão havia usado o computador? Eu me aproximei da mesa para fechar a página e notei algo embaixo da foto. UCLA. Olhei novamente para a foto. Não era a minha Ariana.

Taylor.

Ela usara meu computador naquela manhã. Era isso que ela estava procurando. E havia deixado a página aberta para eu ver. Mas ainda não tinha descoberto nada. A Taylor estava tentando me mandar um recado, avisar que ainda desconfiava de alguma coisa? E o que estava procurando? Ela tinha encontrado algo? Por que se incomodava tanto? Saí da conta dela e entrei na minha. Abri a página da verdadeira Ariana, e, como eu esperava, sua foto de perfil continuava sendo a de um halterofilista negro de quem era fã.

Mesmo que Taylor encontrasse a página, nunca ia pensar que aquela era a verdadeira Ariana. Fechei a página e fui dar uma olhada no Twitter e na minha conta de e-mail.

O telefone fixo tocou e eu esperei meus pais atenderem, mas lembrei que eles tinham saído. Levantei e caminhei até a cozinha, mas a secretária eletrônica atendeu quando eu me aproximava do aparelho. Uma voz começou a deixar seu recado.

— Oi, Sr. e Sra. Cabello. Aqui é o professor Hammond, da UCLA. Estou ligando para falar sobre o seu filho, Drew.

Peguei o telefone e senti a ansiedade apertando meu peito.

— Alô. Pois não?

— Ah, oi. Eu estava deixando um recado.

— O Drew está bem?

— Bem? Ah, sim, claro. Sou professor dele, e só queria avisar a senhora e seu marido sobre um prêmio que o seu filho vai receber por um curta que produziu.

— Sou a irmã dele.

— Camila ?

O professor do Drew sabia o meu nome? Meu coração inflou de alegria. Eu não devia estar tão orgulhosa, mas estava. Isso significava que ele havia falado de mim uma vez, pelo menos.

— Ah, que bom falar com você. Pode avisar os seus pais? E você também deve comparecer, claro. Ele vai receber o prêmio e exibir um pequeno trecho do filme em um jantar no próximo sábado. Seus pais devem ter recebido o convite pelo correio há duas semanas, mas estou ligando para as famílias dos premiados só para ter certeza de que receberam. O convite é para quatro pessoas. É uma homenagem muito especial. Tenho certeza de que ele vai gostar do apoio de vocês.

— Isso é ótimo. Obrigada por telefonar. Vou avisar os meus pais.

— De nada. Vejo vocês no sábado.

Desliguei e estava prestes a pôr o fone no gancho quando mudei de ideia. Liguei para o Drew.

— Alô.

— Oi, sou eu.

— Oi. E aí, Camila ?

— Acabei de atender a ligação do seu professor. Parabéns pelo prêmio.

Ele ficou em silêncio por três segundos.

— Ah, obrigado.

— Eu vou ao jantar. — Eu tinha acabado de decidir.

— Já conversei com nossos pais sobre isso. Meu professor está transformando essa história em algo maior do que é. Não vale as três horas de viagem de jeito nenhum. Prefiro que vocês venham para o festival de cinema da universidade no mês que vem. Vou apresentar um projeto e quero que vejam. 

— Não me importo de ir duas vezes.

— Camila, é sério. Vai ser chato. Eles vão exibir um trecho de três minutos, e, se somar a viagem de ida e volta e a cerimônia de premiação, que deve durar duas horas, você vai perder o dia inteiro.

A alegria de antes desapareceu.

— Tudo bem.

Ele deve ter notado a decepção na minha voz.

— Acabei de sair daí.

— Mas a gente mal se viu.

— Tenho uma proposta: na próxima vez que eu for para casa, vamos sair só nós dois.

Não consegui me lembrar da última vez em que fizemos isso.

— Combinado.

— Legal. A gente se vê no mês que vem. — Ele desligou. E estava certo. Era bobagem ir a Los Angeles por causa de três minutos sob os holofotes.

Meus pais chegaram carregando sacolas, que deixaram sobre a bancada da cozinha.

— Você está em casa — minha mãe constatou.

— Estou. Vocês foram ao supermercado?

— Passamos lá na volta para casa. — Ela tirou um litro de leite de uma sacola. — Como foi o seu dia?

— Divertido.

Meu pai bagunçou o meu cabelo.

— O cara da prancha ensinou alguma coisa boa?

— Sim. A nunca chamá-lo de cara da prancha.

Meu pai riu.

— O professor do Drew telefonou para falar sobre um prêmio que ele vai receber no sábado.

— Foi gentil da parte dele ligar.

— Vocês vão? — perguntei, mesmo depois de Drew ter dito que não.

— Nós íamos, mas o Drew falou que não vale a pena. Ele quer que a gente vá no mês que vem.

— Devíamos ir assim mesmo — opinei. — Fazer uma surpresa. Acho que ele não quer dar trabalho, só isso.

Meu pai apontou para o armário em cima da geladeira.

— Ainda tenho o convite para quatro pessoas.

— Marquei umas visitas para o sábado — minha mãe explicou enquanto guardava os legumes na geladeira.

— Ah. — Dei uma olhada para o meu pai, pensando em sugerir que fôssemos nós dois, mas ele deu de ombros como se acatasse a justificativa da minha mãe.

— Acho que devemos respeitar a vontade do Drew.

— Sim, mas ele pode ter dito isso só para não dar trabalho. Talvez queira que a gente vá.

— Não quero discutir sobre isso, Camila — minha mãe avisou.

Fiquei surpresa.

— Eu não estava discutindo.

— Nós já decidimos.

— Tudo bem — suspirei. — Vou arrumar o meu quarto.

— Obrigada — minha mãe falou quando saí da cozinha.

Mas, em vez de arrumar o quarto, fiquei sentada na cama. Meu vestido de formatura ainda estava pendurado no encosto da cadeira, provocando uma melancolia que eu não queria sentir.

Em um impulso, peguei o celular e mandei uma mensagem:

Tentei ser uma pessoa melhor hoje, mas o mundo não cooperou.

Lauren respondeu quase que imediatamente:

Ah, não. O que aconteceu?

Eu suspirei.

Meu irmão ganhou um prêmio e eu queria dar uma força pra ele, mas meus pais não querem ir. E ele não quer que a gente vá mesmo.

Em vez da notificação de mensagem que eu estava esperando, meu celular começou a tocar. Eu me assustei, mas sorri ao ver o número de Lauren na tela.

— Oi.

— Que tipo de prêmio?— ela perguntou, como se já estivéssemos no meio da conversa.

— Pelo que entendi, ele produziu um curta. Meu irmão faz algumas aulas de cinema.

— Você devia ir.

— Foi o que eu falei, mas os meus pais não concordam. Minha mãe tem que trabalhar, e o meu pai aceitou a desculpa bem depressa.

— Você não precisa deles.

— Ah, aí é que está. Preciso. Não tenho carro. Cada vez que eu pedia o carro emprestado para ir visitar a Ariana, era como se eu arrancasse os dentes deles. Como a minha mãe tem que trabalhar, não vai rolar.

— Eu posso te levar.

— Por que você faria isso?

— Porque eu te devo uma e estou tentando ser uma pessoa melhor.

Eu ri.

— Você não me deve nada. Estamos quites. Se for me levar, eu fico devendo de novo.

— A Meg também iria. Ela adora essa coisa de cinema de arte — Lauren continuou como se eu nem tivesse falado nada. — Seria divertido. Uma aventura.

Puxei um fio solto na bainha do jeans.

— Não sei. Meu irmão foi bem insistente sobre não irmos.

— Provavelmente ele não quer pressionar a família. Eu odeio que as pessoas tenham trabalho comigo.

— Tem razão. Acho que ele ficaria feliz se a gente fosse. Talvez até quisesse que meus pais insistissem para ir.

— Provavelmente. Você falou que não é muito próxima dele?

— Sim.

— Isso vai servir para mostrar que ele é importante para você. Que você o apoia.

Era estranho deixar Lauren me levar em uma viagem de três horas, mas ela estava certa: seria uma boa demonstração de apoio. Lembrei da conversa que ouvi entre Lauren e Spencer. Spencer havia insinuado que Lauren era legal demais, que fazia coisas sem pensar em si mesmo. Eu esperava que essa vez não fosse um exemplo disso.

— Tem certeza?

— É claro.

— Eu pago a gasolina.

— Se você faz questão...

— Obrigada, Lauren.

— De nada, Camila.


Notas Finais


Até o próximo
Qualquer erro me avisem


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