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História Namorado de aluguel - imagine youxjjk - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oie, esse foi o maior capítulo que escrevi até agora😲, deixei cheio de detalhes..
Boa leitura😁🧡💛🧡💛.

Capítulo 9 - Capitulo 09


A mensagem animada dele chegou ao fim, e eu esperei o sinal. Então respirei fundo e disse: 

— Oi, Jaebum, sou eu. Me liga quando puder. — Eu não ia deixar um recado dizendo que estava tudo oficialmente acabado. 

Desliguei e joguei o celular no banco do passageiro. Quando cheguei em casa, o carro de Irene estava parado na entrada e ela estava me esperando. 

— Oi — falei enquanto nós duas descíamos dos carros. 

Ela estava segurando um copo. 

— Com alguns dias de atraso, aqui está. 

Eu me aproximei dela. 

— O que é isso? 

— Milk-shake. 

Sorri e a abracei, prolongando o abraço por um instante antes de soltá-la. 

— Você é demais. Vem, vamos entrar. 

— Não posso, vou surfar. Quer ir? 

Eu ri. 

— Vai me perguntar a mesma coisa cada vez que for surfar? Parece que gosta de me ouvir dizer não. 

Ela sorriu. 

— Só acho que você está perdendo uma das grandes alegrias da vida. 

— Qual? Água supergelada, cabelo cheio de sal ou passar dias lavando a areia do corpo? 

— Bom, quando você fala desse jeito, parece ruim. 

— Exatamente. 

Ela bateu no meu braço. 

— É divertido. Tranquilo. 

— Sabe o que também é divertido e tranquilo? Tomar milk-shake. — E bebi um grande gole do meu. 

— É verdade. Ou comer brownie. 

— Fazer as unhas. 

— Cochilar. 

— Ouvir música. 

— Meninos — falamos ao mesmo tempo e rimos. 

Bom, normalmente meninos, pensei. Mas, ultimamente, nem tanto. 

— Somos quase a mesma pessoa — ela falou. — Exceto por essa coisa com o surfe. 

— É. Mas supere essa coisa para não haver mais esse abismo entre nós. 

Meu sorriso ficou um pouco forçado quando pensei no único abismo entre nós e em quem o criara. 

— Então, como foi a prova ontem?

— Prova? — Tarde demais. Lembrei do que ela estava falando, a desculpa que usei para ficar no campus e conversar com a Yuqi. — Ah, foi tudo bem... 

— Não senti firmeza. Você está achando que foi mal? Tem medo de ficar abaixo da média em alguma coisa? 

Nossa amizade. Eu não podia mais mentir. Estava virando uma página, começando do zero. 

— Não fiz prova nenhuma. 

— Tá... O que você estava fazendo? 

— Eu precisava falar com uma pessoa no campus. 

— Quem? 

— O nome dela é Yuqi. Eu não queria todo mundo junto. Ela fica perto dos banheiros químicos... 

— Com os maconheiros? 

— Tenho certeza de que eles não são maconheiros. 

— Bom, eles se comportam como... — O celular dela vibrou com uma notificação, e ela parou de falar para dar uma olhada. — Estão me esperando. Tenho que ir. 

— Quem está te esperando? 

— A Joy e a Iu. Eu disse que íamos surfar. 

— Pensei que você fosse sozinha, com tranquilidade. 

Ela riu. 

— Não, dessa vez elas quiseram ir junto. 

— A Joy surfa? 

Irene deu de ombros. 

— Ela quer aprender. 

Tive que me controlar para não trocar de roupa e dizer que agora eu queria ir também. Eu não ia mudar de ideia só porque as três estariam lá sem mim. E não ia contar sobre o baile agora. Falaria quando ela tivesse mais tempo. 

— Divirta-se. 

Quando a Irene entrou no carro, gritei: 

— Obrigada por isto! — E ergui o copo. 

— Que ele traga paz — ela respondeu com um sorriso e foi embora. 


××××× 


Quando eu me sentei na aula de política na manhã seguinte, Yuqi imediatamente se virou para trás. 

— Mudança de planos. Hora da cobrança. 

— Ah... O quê? 

— Você deve um favor ao meu irmão, e eu vou cobrar. 

Ela queria que eu fizesse alguma coisa pelo irmão agora, quando eu havia acabado de tirá-lo da cabeça? 

— Não vai dar. 

— Você deve isso a ele. — E tirou da bolsa alguma coisa que jogou em cima da minha mesa. Um envelope aberto. 

— O que é isso? — perguntei sem tocá-lo. 

— Não vai te morder. 

— Você não pôs veneno nele? 

— Abre. 

Peguei o envelope e puxei uma folha de dentro. Um convite com margem dourada. 

— Está me convidando para sua festa de aniversário? 

— Acordou engraçadinha hoje? 

Li o convite. Era para a festa de formatura de Rolling Coreia. Sábado, 10 de maio, às sete horas da noite. 

— Eu deveria saber quem é? 

— A ex do meu irmão. 

Li o endereço no convite. Suzy morava a vinte minutos dali. Eles haviam se mudado do outro lado da cidade para cá? 

Yuqi continuou: — Encontrei o convite ontem à noite, depois ouvi meu irmão ligar para ela e confirmar que vai nessa coisa. Ela o convidou. E ele vai. Ela está tentando agarrar meu irmão de novo, e foi ela quem terminou. Ela é horrível, S/N. Pior que você. 

— Obrigada. 

— Você é só sem noção. Ela é cruel. 

— E você acha que isso vai me fazer sentir melhor? 

O sinal tocou, e a sra. Han ficou em pé na frente da sala, olhando diretamente para mim. Yuqi olhou para a frente. Pensei no convite ainda em cima da minha mesa. Quando a professora se virou para escrever alguma coisa na lousa, eu me inclinei. 

— Não entendi. O que você quer que eu faça? 

A sra. Han deve ter audição supersônica, porque se virou e olhou para nós. Eu me recostei na cadeira. Metade da aula passou, e eu tinha certeza de que a Yuqi queria me enlouquecer com aquele silêncio. Finalmente, ela me entregou um bilhete. 

Você vai à festa com ele. Vai ser a nova “namorada”. Você deve esse favor a ele. 

Meu coração disparou. Na noite do baile de formatura, eu falei que devia a ele um encontro de mentira. E ele agora ia me cobrar a dívida. Por que ele ia me cobrar isso? 

O dia passou terrivelmente devagar enquanto eu pensava no sábado. Eu esperava que vê-lo de novo não arruinasse meus planos. Não, seria bom. Como eu disse antes, ele poderia responder às minhas perguntas, e o assunto seria encerrado.

Fazia calor quando me aproximei do carro de Irene no fim do dia. Tinha estado quente assim o dia todo? Tirei o suéter e o prendi na alça da mochila. Quando ergui a cabeça, Baekhyun estava de pé na minha frente, bloqueando o caminho. O sorriso fácil e a atitude confiante me fizeram lembrar por que eu havia sugerido que Irene o convidasse para o baile de formatura. Um A, definitivamente. Retribuí o sorriso. 

— Beak. 

— S/N. O que aconteceu no baile? Você devia ter sido a minha rainha. 

— Está esfregando na minha cara que você ganhou e eu não? 

Ele riu alto. 

— Só fiquei surpreso por você não ter sido eleita. 

Por que todo mundo insistia nesse assunto? Queriam que eu estivesse triste? 

— Acho que você vai ter que dançar comigo outra hora. 

Tentei passar, mas ele estendeu o braço e me impediu. 

— Vou dar uma festa no fim de semana. Vai lá. 

— No próximo fim de semana? 

— Sábado. 

O convite que Yuqi deixara em cima da minha mesa durante a primeira aula inteira brilhou como um flash na minha cabeça. É claro que seria no mesmo dia. Ela me mataria se eu desistisse agora. 

— Não posso, mas obrigada pelo convite. — Empurrei seu braço e passei, mas olhei para trás e sorri para demonstrar que não queria ser grosseira. 

— Já sei qual é a sua. Está se fazendo de difícil. 

Eu ri e continuei andando. 

Irene já estava no carro quando cheguei e desabei no assento do passageiro. 

— Oi pra você também — ela disse. 

— Oi, amiga. 

— Ah, agora vai ser toda doce comigo. — Ela ligou o motor. — Olha o meu cabelo. 

Olhei e não vi nada de diferente. Comprido, preto e brilhante, como sempre. 

— Continua perfeito. 

Ela bateu no meu ombro. 

— Quero que veja que não tem nenhum sinal do surfe de ontem. Nenhum... Como você diz? Trauma de água salgada. 

— Bom, isso é porque você tem esse cabelo lindo e mágico. O meu não reagiria tão bem. 

— Cabelo mágico? 

— Não tente negar. Como foi ontem? Vocês se divertiram? 

— Sim, mas a Joy está brigando com a mãe de novo. Virou uma sessão de terapia. 

— Você disse a ela que ninguém se dá bem com a mãe? 

— Exceto você. 

— Você não disse isso, disse? — Como se a Joy precisasse de mais um motivo para me odiar. 

— Não, eu não disse. Mas os problemas dela com a mãe vão além do habitual, e não tinha muito que eu pudesse fazer para ajudar. 

— O que está acontecendo? Ela está bem? 

— Não sei se tenho o direito de contar. Por que você não conversa com ela? 

— Ela não quer conversar comigo. E por que você acha que eu poderia ajudar? 

— Não sei. Você tem jeito com as pessoas. 

— Não com ela. 

Irene só queria me fazer conversar mais com Joy. Provavelmente havia contado a Joy alguma história sobre mim, qualquer coisa em que ela poderia me ajudar. Só que Joy não queria ser minha amiga, e eu não entendia por que Irene acreditava que eu poderia mudar a situação dizendo alguma coisa. Mas eu sabia que isso era importante para Irene, e talvez pudesse realmente ajudar, então falei: — Vou tentar. 

— Obrigada. 

A primeira coisa que notei quando a Irene estacionou na frente de casa foi o carro do meu irmão na porta. 

— O Jackson está aqui?— ela perguntou. — Acho melhor eu ficar. 

— Engraçadinha — respondi. — Isso é nojento. 

— Ah, para com isso, você sabe que ele é bonitinho. Eu não resisto. — Ela desligou o carro e desceu comigo. Revirei os olhos, mas ri. 

Dentro de casa, Jackson estava na frente de um prato tão cheio que era como se não comesse havia semanas. Talvez sua última refeição tivesse sido ali, três semanas atrás. A barba no rosto o fazia parecer bem mais velho que eu, mas na verdade tínhamos só três anos de diferença. 

— Você está aqui — comentei, desnecessariamente. 

Sua boca estava cheia de comida, mas ele sorriu mesmo assim. E até acrescentou: — E aí, mana. 

— Oi. 

— Oi — Irene falou também. 

Ele engoliu. 

— Tudo bem? Sim, vim passar o fim de semana em casa. 

— Hoje é quinta-feira. 

— Não tenho aula amanhã. 

A presença dele mudaria meus planos para o sábado? Minha mãe insistiria em um jantar de família? 

Irene se sentou à mesa na frente dele. 

— Como vai a Universidade? Em cem dias a S/N e eu estaremos por lá. 

Jackson olhou para ela com deboche. 

— E quantas horas? 

Ela ficou vermelha. 

— Não fiz essa conta. 

— Bom, você vai adorar. É demais. — Jackson comeu mais um pouco, depois olhou para mim. — Encontrei o Jaebum outro dia. 

— Ah, é? — Senti o rosto adormecido. Não queria falar sobre o Jaebum agora, não na frente de Irene. Eu tinha medo de que alguma coisa viesse à tona. Quando contasse a verdade a Irene, queria que fôssemos só ela e eu. Meu irmão não ajudaria em nada. 

— Ele contou que vocês andaram brigando. 

— Foi isso que ele disse? Que andamos “brigando”? — Eu não sabia ao certo o que isso significava. Ele achava que poderíamos voltar? Jaebum não ligou de volta depois do recado que deixei ontem. 

Jackson ergueu as sobrancelhas. 

— Acho que foi isso que ele falou. Vocês não brigaram? 

— Ele terminou comigo. 

— Ele traiu a sua irmã — Irene acrescentou. 

Droga. 

— Bom, foi o que pareceu — interferi, tentando amenizar a história, caso meu irmão fosse falar com o Jaebum. 

— Como assim, o que pareceu?— Irene reagiu, indignada. — Tinha outra garota lá. 

Ele admitiu. 

— Certo. Mas não vimos nada, e eu não deixei o Jaebum explicar. 

— Você vai perdoar o cara? — Irene ficou em pé para me encarar. 

— Não. — Era quase impossível transmitir duas coisas diferentes ao mesmo tempo. 

Eu não podia deixar meu irmão falar com Jaebum sobre a suposta traição, e não queria que Irene pensasse que eu ia reatar o namoro depois de uma traição. 

— Humm — meu irmão se manifestou. — Eu não conhecia esse lado da história. 

— Que lado você conhecia? — perguntei, incapaz de controlar a curiosidade sobre como Jaebum contara o que havia acontecido. 

— Ele disse que vocês tinham brigado e que ele estava tentando ligar para você. E perguntou como você está. Falei que a gente não se falava fazia um tempo, mas que, pelo que vi no Twitter, você estava... Como foi que escreveu? “De boa em casa”? 

— Você disse isso pra ele? 

— Foi o que você escreveu no Twitter. O mundo todo pode ler, mas o Jaebum não pode saber? 

— O mundo todo não lê meu Twitter — resmunguei. 

— Quer que eu descubra se ele te traiu? Tenho contatos — perguntou Jackson, com um tom de chefe da máfia. 

— Não — respondi. 

Mas a Irene respondeu ao mesmo tempo: — Sim. 

Ele olhou para nós duas. 

— Não — repeti. — Por favor, não preciso do meu irmão policiando meu relacionamento. 

Ele se debruçou sobre a mesa. 

— S/N, espero que não esteja tentando fingir que está tudo bem se um cara te traiu. Você devia estar furiosa. 

— Eu estou. Quer dizer, estaria, se fosse verdade. 

Irene ficou boquiaberta. Jackson balançou a cabeça. 

— Irene, caso ainda não tenha percebido, minha irmã acha que tudo no mundo dela é perfeito. Mesmo que não seja. 

Eu havia quase me esquecido do jeito de Jackson. Ele gostava de criar confusão. Vivia para isso. Sentia um prazer meio doentio nisso. 

— Pelo menos você falou com os nossos pais sobre o assunto? Ou com alguém? — Ele olhou para Irene. 

— A Irene estava lá. E, sim, os nossos pais sabem que nós terminamos. 

— E tenho certeza de que vocês tiveram uma conversa franca sobre o assunto. Meu pai recitou algumas metáforas gastas, minha mãe disse para você não ficar ruminando o problema, e você sorriu como se eles fossem os melhores pais do mundo. 

— Para com isso. — Eu queria me dar bem com meu irmão, mas a única coisa que ele queria era me fazer sentir mal. 

— E se eu não parar? — Ele sorriu para mim. 

— Para. Por favor. 

Jackson levantou as mãos. 

— Tudo bem, vou ficar fora disso. 

— Obrigada. 

Ele levou o prato até a pia. 

— Tenho que lavar a minha roupa. A gente conversa mais tarde. 

Assim que ele saiu, a Irene soltou: — Você não está pensando em voltar com o Jaebum, está? 

— Não. 

Ela balançou a cabeça. 

— Não me convenceu. Não deixe aquele rosto incrível e aquele sorriso perfeito te fazerem esquecer o que ele fez. 

Senti meu rosto se contorcer em uma expressão confusa antes de lembrar que ela estava descrevendo meu namorado postiço. Quase ri da descrição. Ele tinha mesmo um rosto incrível e um sorriso perfeito. E tinha cabelo desgrenhado. 

— Certo. Não vou esquecer o que ele fez.


Notas Finais


Antes de tudo quero panfletar um imagine que comecei ontem do Yoongi, ele é diferente desse +18 cenas picantes etc... para quem gosta desse tipo de fanfic passa lá🙃.https://www.spiritfanfiction.com/historia/fogo-cruzado--imagine-youxmyg-21723480
Esse foi o maior capítulo que escrevi ate agora😲, deixei cheio de detalhes. Bom é isso espero que tenham gostado, bye👋🏻😎🧡💛🧡💛


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