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História Namorado de Aluguel - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Demorou mas saiu haha
Como eu havia dito, é uma short fic. Ainda assim eu gostei de escrever essa história e espero que vocês gostem desse último capítulo.
Obrigada por terem acompanhado até aqui 💗

Capítulo 10 - Gratas Loucuras


Fanfic / Fanfiction Namorado de Aluguel - Capítulo 10 - Gratas Loucuras

No voo, descobri que minha poltrona seria a do meio, até aí tava tudo bem, isso até Minhyuk e Jooheon ficarem se olhando e trocando carinhos bem na minha cara. Acho que os dois estavam fazendo de propósito só pra ver o quanto eu iria aguentar.

Mas se eles achavam que iriam me irritar....É, estavam cobertos de razão porque conseguiram direitinho.

Destravei o sinto que me prendia na poltrona e falei super sério:

- Anda Minhyuk, senta nessa poltrona agora antes que eu cometa um crime de ódio.

Ele me olhou tentando segurar o riso mas trocou de lugar, ficando perto do melzinho dele.

Os dois se encararam e Minhyuk disse:

- Eu falei que ele ia surtar. Passa meus 5 dólares.

- Isso não é justo. - Jooheon fez um bico emburrado mas deu a nota a Minhyuk que deu um leve peteleco no nariz dele.

- Vocês dois se merecem mesmo hein. - Fiz minha cara de inconformado, coloquei os meus fones de ouvido e fui ver um filme.

Era minha primeira viagem internacional, eu estava um pouco nervoso. Meu inglês não era lá dos melhores, mas o aplicativo de tradução ia ser de grande ajuda. Se bem que o Minhyuk era cara de pau o suficiente pra atuar como um verdadeiro estrangeiro fluente na língua. E pra confirmar o que eu estava pensando ele exclamou:

- New York, I'm here!! Let's go guys!!

Jooheon entrou na onda dele e como um completo swag boy respondeu:

- Okaaaayyyy!!!

Ele passou os braços pelos ombros de Minhyuk e foram andando na frente enquanto eu fiquei pra trás arrastando lentamente minha mala e ligando meu celular. Assim que entrou em área ele vibrou com mensagens de Changkyun. "espero que tenha feito um bom voo", " já estou com saudades" e um emoji piscando e o outro mostrando a língua.

Claro que até mesmo através de mensagens ele não perderia a oportunidade de me provocar. Se eu não fosse tão racional poderia ter chamado ele pra viajar comigo só para ficarmos juntos e pronto. Mas não, agora eu estava nessa cidade do outro lado do mundo sentindo vontade de voltar pra ficar com ele.

Como se tivesse lendo meus pensamentos, Minhyuk apareceu em minha frente:

- Se eu me lembro bem você veio pra NY pra aproveitar e por em ordem esse coração, mas porque tá com essa cara de bocó apaixonado mexendo nesse celular?!

- Minhyuk eu odeio você, sabia disso? - falei rindo.

- Eu sei! A recíproca é verdadeira. - ele piscou e me arrastou pelo saguão.

- Então, o que vocês querem fazer hoje? - Jooheon perguntou quando já estávamos no táxi.

- Acho que quero comer e descansar. - falei simplesmente.

- What??? Never!!! Eu não vim de muito longe pra chegar aqui e dormir Kihyun. E nem você. Joo, você que já conhece, leva a gente num lugar legal pra comer e depois eu quero tomar umas cervejas, dançar, sei lá. Quero aproveitar!!!

Certamente discutir com Minhyuk não adiantaria porque quando ele põe uma ideia na cabeça é difícil fazê-lo voltar atrás.

- Vamos ser justos. Vamos votar. Quem vota pra sair levanta a mão. - não custava nada tentar.

Minhyuk foi o primeiro e levantou os dois braços.

- E você, Jooheon? - Minhyuk questionou e fez cara de quem iria matar se Jooheon não votasse a favor dele.

Então Jooheon olhou pra nós dois e levantou a mão também.

- Foi mal Kihyun, mas você viu a expressão dele pra mim?! - ele havia cochichado comigo e eu só ri.

O apartamento que Jooheon alugou tinha dois quartos, eles ficaram com o de casal e eu fiquei com o quarto ao lado que não era lá muito grande mas eu estava realmente grato por ter um lugar pra descansar.

Arrastei minha mala para um cantinho, tirei meu casaco, deixei dobrado em cima de uma cadeira e deitei na cama. Olhei o teto, fechei os olhos por um segundo e dormi.

Só acordei sobressaltado quando Minhyuk bateu na porta e abriu perguntando o que eu ainda tava fazendo deitado.

- Esqueceu o nosso programinha foi?! Anda, vai tomar um banho e se arrumar.

Eu ainda tentava assimilar as palavras que ele soltava em cima de mim. Só fiz um gesto de "ok" com a mão e sentei devagar na cama.

Meia hora depois, nós estávamos indo a um pequeno restaurante num dos bairros dali. Parecia que todas as pessoas de origens distintas tinham marcado um encontro naquela região devido a grande diversidade cultural. Eu achei o máximo.

A fachada do restaurante era toda em ferro fundido, logo de cara parecia imponente mas do lado de dentro do ambiente era muito aconchegante. Com pequenas mesas de madeira e cadeiras confortáveis. Era uma mistura de restaurante com bar. O ambiente estava cheio de jovens que riam e conversavam.

Depois de analisarmos o cardápio, cada um escolheu um prato pra satisfazer seu próprio paladar.

Entramos em uma conversa animada quando Jooheon começou a contar sobre quando jogava futebol na escola e sobre como alguns caras tinham inveja das pernas musculosas dele. Minhyuk ria e olhava pra ele maravilhado. Será que isso era estar apaixonado?! Imaginava que sim. E gostaria de me observar quando estava com Changkyun pra ver como me comportava perto dele.

Tomamos uma ou duas cervejas antes de começarmos nossa jornada pelas ruas do bairro. Tudo era muito perto que nem precisamos de táxi, fomos caminhando mesmo até uma boate chamada "rising sun". O nome era bem sugestivo, aliás e pelo visto Minhyuk tinha adorado e já começava a tagarelar sobre se acabar na pista de dança até o amanhecer.

Conseguimos uma "mesa" que era mais como um pequeno pedestal com uns banquinhos ao redor, não era lá muito confortável mas o pessoal não parecia se importar já que ficavam mais tempo dançando do que sentados.

Quando eu ia sentar num dos banquinhos, Minhyuk arrastou a mim e a Jooheon pro centro da pista como se fôssemos duas crianças malcriadas.

Jooheon entrou logo no clima e começou a dançar por trás de Minhyuk, segurando sua cintura e rindo enquanto meu amigo interpretava o papel de um dançarino experiente.

- Kihyun, você tem que se soltar. - ele se aproximou e berrou em meu ouvido devido a música alta.

Segurou nos meus braços, levantando-os para cima, levando para os lados e pra todo lugar que o espaço permitia. E eu me deixei levar. Comecei a balançar meu corpo no ritmo da música e me misturei a tantos outros corpos animados por ali.

Me permiti entrar na diversão por uma única noite, ninguém me conhecia ali naquele lugar, não devia nada a ninguém e eu tinha mesmo que aproveitar minha juventude. Dancei o suficiente pra me sentir com sede. Procurei os dois no meio da multidão e não os encontrei.

Voltei para a mesa em que estávamos antes e eles também não estavam lá, fui ao bar e comprei uma bebida que tomei em um só gole sentindo minha garganta arder como fogo logo após. Após descansar um pouco, fui procurar eles pelo local, não era possível que eles tivessem ido embora e me deixado pra trás.

Fui até aos banheiros e por incrível que pareça não havia fila para nenhum dos dois. Talvez eles estivessem por ali.

Abri a porta do banheiro masculino e em um dos box ouvi gemidos abafados. De repente ouvi a voz ofegante de Minhyuk sussurrar:

- Calma amor, você não quer que a gente seja descoberto aqui né?!

- Não, Min. - Jooheon respondeu baixinho entre gemidos.

O som dos corpos dos dois era algo muito excitante. Minhyuk não parecia preocupado realmente se fossem pegos já que penetrava com violência a Jooheon.

- Senta aqui, vem. - Minhyuk disse.

Eu sabia que era errado estar ali, mas eu não conseguia ir embora também.

- Rebola no meu pau, vai. - Minhyuk tinha uma boca suja e tanto.

Senti meu corpo esquentar e pensei em Changkyun. Antes que eu me masturbasse ao som dos Joohyuk utilizei minha última força de vontade pra ir embora dali sem ser descoberto.

Mas agora eu estava desejando fazer amor, ou melhor, ser fodido e acreditava fielmente que se Changkyun estivesse ali, seríamos nós dois botando fogo no banheiro.

Corri para o bar e pedi mais alguns drinks tentando dissipar os pensamentos safados que insistiam em martelar na minha mente.

Instantes depois, Minhyuk e Jooheon se aproximaram de onde eu estava, rindo como se não tivessem acabado de dar uma gozada das boas naquele cubículo.

- Nossa, eu estava procurando por vocês. - Disse me fingindo de bobo.

- Ah, o Jooheon teve uma pequena queda de pressão, mas já tá tudo bem né. - Minhyuk olhou pra Jooheon e os dois riram maliciosos um para o outro.

- Sei... queda de pressão... - Os dois não sabiam mesmo disfarçar ou então nem faziam questão disso.

Fomos de volta para nossa mesa e enchemos a cara até quase ao amanhecer, nem sei como chegamos ao apartamento, eu só deitei e acordei na tarde do dia seguinte com uma ressaca desgraçada.

*

Faltava menos de duas semanas para retornarmos para a Coreia e durante esse tempo eu gostava de deixar os dois a sós, aproveitando o tempo juntos. Minhyuk realmente tinha se apegado a Jooheon e vice versa, então imaginei que os dois iam gostar de um pouco de privacidade.

Eu também havia começado um curso rápido de culinária perto dali, era algo pra me distrair e ao mesmo tempo algo que me fazia bem porque eu adorava aprender coisas novas. É claro que eu estava na turma dos mais novos, juntos com crianças de 6 a 12 anos que me olhavam como se eu fosse um intruso no mundo delas cada vez que eu chegava para as aulas, mas era muito divertido também.

Aos poucos eles se aproximaram e me faziam perguntas sobre meu país, sobre as comidas, a cultura e eu com meu inglês fajuto tentava responder a todos eles e causava risadas quando respondia alguma coisa errada e eles me ajudavam a corrigir.

Também usei meu tempo ali pra visitar todos dos pontos turísticos e aprender um novo hobby, a fotografia. Acabei gostando tanto que comprei uma máquina fotográfica moderna e quase não saía sem ela pra onde quer que eu fosse. Fiz até algumas fotos de Minhyuk e Jooheon quando estavam distraídos, seria meu presente para os dois.

Numa tarde, saí para ir ao parque sozinho, aproveitando o ar fresco que soprava. Sentei em um dos bancos ali e observei o céu e suas nuvens passageiras.

Tirei uma foto e pensei várias vezes antes de clicar em enviar para Changkyun com a legenda "é bonito".

O tempo longe dele me fez perceber que eu queria estar junto, queria sim ter algo com ele. Suspirei e fiquei sorrindo como um idiota quando assimilei que eu já havia tomado essa decisão há muito tempo.

*

Durante o voo de volta pra casa, Minhyuk permaneceu incrivelmente quieto, com seus fones de ouvido assistindo comédias românticas e fungando. Quando eu perguntava se estava tudo bem ele só respondia que a cena do filme o tinha feito chorar e eu fingia acreditar mas falava palavras de consolo. Eu sabia que ele estava triste por ter se despedido do Jooheon. Mas por enquanto, eles ficariam nesse relacionamento à distância, foi o que decidiram juntos.

Eu não o incomodei mais até a hora em que pousamos no aeroporto e ele ainda cochilava.

- Min, chegamos. - Cutuquei seus ombros e ele despertou devagar.

O trajeto pra casa foi feito todo em silêncio, metade porque ele não queria falar nada e a outra metade porque estávamos exaustos da viagem. No apartamento, Minhyuk foi pro seu próprio quarto e não saiu de lá nem quando o chamei pra comer. Apesar de vivermos como cão e gato, vê-lo triste me deixava triste também mas não havia nada que eu pudesse fazer, a não ser teletransportar um Jooheon pra Coreia. Deixei ele quieto, dando espaço e liberdade pra que ele viesse falar comigo quando estivesse melhor.

No dia seguinte acordei mais cedo que o habitual, preparei um café da manhã delicioso e bati na porta do quarto de Minhyuk, entrei quando ele não me atendeu.

Ele ainda estava enrolado nas cobertas e mexendo no celular, me aproximei e vi que estava vendo fotos que tinha tirado com o Lee.

Deitei ao lado dele, passando meu braço por seu corpo.

- Min, eu sei que você tá triste por ter se separado do Jooheon. Mas eu não gosto de ver você assim todo cabisbaixo. Esse não é você. O Minhyuk que eu conheço estaria animado pensando no próximo encontro que teria com Jooheon e o que fazer pra deixar ele louquinho ao te ver.

Ele me olhou por alguns segundos e deu um risinho animado.

- Vamos Minhyuk, você é meu porto seguro, minha fonte de inspiração, se eu te ver assim é capaz de eu perder a coragem de me declarar pro Changkyun.

Ele imediatamente deu um pulo no colchão me fazendo cair da cama e o olhar com raiva.

- Eu sabia. Eu sabia que você gostava dele. Minha intuição nunca erra. - Minhyuk levantou e foi pra sala. - O que você tá fazendo parado aí, vamos tomar café e pode ir desembuchando tudo o que tava escondendo esse tempo todo de mim.

Não tinha motivos pra esconder de Minhyuk como eu me sentia e de certa forma, ter ele se intrometendo na minha vida era melhor que ver ele choramingando pelos cantos.

- Eu vou fazer uma surpresa. - Eu disse animado.

- Kihyun, ele não sabe que você chegou?! Imagina a cara do coitado ao ter ver. - Minhyuk riu. E meu amigo estava de volta.

- Espero que ele não desmaie. Senão como é que eu vou beijar aquela boquinha? Se bem que eu posso fazer uma respiração boca a boca. - sorri com a ideia.

- E tá perdendo tempo aqui comigo por quê? Vai atrás do seu homem, Kihyun. - Ele disse animado me incentivando.

- Antes eu preciso te dar uma coisa.

Saí da mesa e fui buscar um envelope com as fotos que eu havia tirado dele e Jooheon durante a viagem aos Estados Unidos.

Algumas fotos eram só do Jooheon, ele sorrindo para Minhyuk, fazendo aegyo. E outras eram deles dois juntos, se abraçando, trocando carícias singelas, beijando.

Minhyuk quando viu as fotos ficou com os olhos cheios de lágrimas e me abraçou forte agradecendo.

- Eu também dei umas de presente pro Jooheon. Acho que vocês poderiam conversar pra saber que fotos cada um tem do outro.

- Obrigado, Kihyun. Mas agora não enrola, vai encontrar o Chang.

Após ter conversado com Minhyuk, fui arrumar minhas coisas pra voltar ao lugar onde eu morava e consequentemente encontrar Changkyun. Alguns poderiam dizer que foi sorte e eu digo que foi destino porque enquanto fazia o trajeto, o avistei em uma biblioteca. Meu coração deu um salto no peito.

Chang estava muito concentrado, lia um pouco e fechava os olhos como se estivesse assimilando as palavras, eu queria ter o poder de ler mentes pra saber no que ele estava pensando.

Peguei meu celular e disquei seu número que ele atendeu ao primeiro toque.

- Oi. - eu disse animado. - O que você está fazendo?

Observei de longe o comportamento de Changkyun que sorriu antes de me responde:

- Estava pensando em você. E você?

Ri de como ele era direto com as palavras.

- Apreciando um cara bonito. - Suspirei dando ênfase na frase.

Ao invés de ficar emburrado, Changkyun deu um sorrisinho sorrateiro e continuou:

- Aposto que toda a beleza dele não vale por um beijo meu.

Eu que já estava me divertindo ao provocá-lo, decidi manter a conversa:

- Engano seu, o beijo dele é maravilhoso e quando ele lê fica dez vezes mais bonito e mais sexy.

- Vou fingir que não ouvi isso, não quero ser o cara ciumento aqui. - Chang rebateu engraçado.

- Por que você teria ciúmes de você mesmo, Changkyun?

- O quê? Como assim? - Chang olhou de um lado para o outro tentando me encontrar mas eu já havia saído dali.

Changkyun correu para fora e me avistou e dei meu melhor sorriso provocador do outro lado da rua acenando divertido.

Ele correu até mim e não fez nada além de me dar um abraço apertado como se eu fosse escapar do seu aperto se ele me soltasse. Eu correspondi ao abraço agarrando sua cintura.

Eu fui o primeiro a me afastar.

- Vem, vamos conversar em outro lugar. - disse a ele.

Mas ele foi mais rápido e me levou até seu carro. O olhei torto quando chegamos ao destino.

- Quando eu falei outro lugar, eu não tava me referindo ao seu apartamento, Changkyun.

- Você esqueceu que mora aqui nesse prédio também? E bem, qual outro lugar a gente poderia conversar em paz?

- Eu posso fazer uma lista. - disse me preparando para jogar na cara dele.

Subimos até o andar de Changkyun que abriu a porta me deixando entrar primeiro e fiquei surpreso ao ver que ele havia redecorado espaço.

- Você fez tudo sozinho?

- A maior parte das coisas, principal a pintura.

- Uau, não sabia que você era um artista e tanto.

- Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim.

- Eu adoraria descobrir cada uma delas. - eu disse o pegando de surpresa. - Mas então, o que você tem feito. - disse rapidamente mudando de assunto.

Chang me contou que depois de muito ignorar as propostas de Elhae, eles haviam se tornado sócios afinal. É claro que alguma coisa tinha que acontecer pra eu ficar constrangido, minha barriga deu um ronco de fome e o Im riu.

- Desculpa, eu fui mal educado. Quer comer alguma coisa?

- Na verdade, eu ainda não almocei mesmo, será que eu poderia cozinhar?

- Eu adoraria provar o seu tempero. - parecia que tudo o que ele falava era um convite provocativo.

Pigarreei após um momento de silenciou constrangedor entre nós.

- Que ingredientes você tem por aí? - questionei.

Changkyun se levantou em direção à geladeira, tirou alguns legumes e uma pequena bandeja de carne, deixou na bancada e abriu um armário tirando um pacote de lámen.

- Pensava que um homem de negócios como você não teria lámen em casa. - sorri.

- É justamente porque me tornei um homem de negócios que só tenho lámen em casa. - ele rebateu dando de ombros.

- Entendi. Você pode fatiar os legumes para mim?

Ele assentiu e enquanto eu colocava a água no fogo para fazer o lámen ele se aproximou por detrás de mim para pegar a tábua de cortar. Instintivamente meus pelos se arrepiaram com o simples esbarrar dos nossos corpos.

Mas ele se afastou e começou a cantarolar animado cortando os legumes sem parar até que ele cortou o dedo e me aproximei pra socorrê-lo.

- Deixa eu ver isso aqui. - peguei a mão dele e levei até a pia pra lavar o filete de sangue. Peguei um band-aid e pus sobre o machucado.

Ele me encarava enquanto eu fazia o curativo. E foi impossível resistir por mais tempo a ele.

Tomei a inciativa e o beijei despejando toda a saudade que eu estava sentindo dele. Agarrei seus cabelos e mordi seus lábios. Ele me pôs em cima da bancada retirando a minha camisa, desabotoando meu jeans e descendo sob minhas pernas.

Beijou meus mamilos, dando leve mordidinhas em seguida.

- Espera um pouco. - Ele foi desligar o fogo e eu ri da sua atitude. - O único incêndio que a gente quer ter hoje é entre nós dois, baby.

Ele voltou a me beijar e eu ria divertido, entrelacei minhas pernas em seu corpo e ele me levou ate o quarto, me deixando sobre o seu colchão.

Retirou sua camiseta, sua calça e ficando apenas de cueca. Admirei seu corpo e o desejei lambendo os lábios.

- Você gosta do que vê? Tudo isso é seu amor. - ele veio lentamente pra cima de mim, beijando cada pedaço de pele meu.

Mordiscava meu pescoço e sussurrava o quanto havia sentido minha falta, o quanto pensava em mim todas as noites, o quanto desejava tocar cada parte de mim.

- Eu também senti tua falta, Changkyun. - falei segurando o seu rosto e olhando em seus olhos.

- Você é lindo, Yoo. É lindo. Seus olhos. Seu nariz. Suas maçãs do rosto. Seus lábios. - ele foi beijando cada uma dessas partes com delicadeza. - Eu sou o homem mais sortudo por ter você nos meus braços.

Sorri com seu comentário. Ele era tão intenso e eu conseguia sentir a verdade das suas palavras me alcançar. E eu queria ser tudo pra ele como o queria para mim também.

- Me ama. Me faz todo teu Changkyun.

Fechamos os olhos e nos beijamos com paixão, explorando o sabor um do outro. Lentamente ele foi tirando a própria roupa íntima e eu fiz o mesmo, sem deixar de ter contato visual.

Ele então afastou minhas pernas se pondo entre elas e pedindo permissão com os olhos para me provar. Assenti em aprovação e soltei um suspiro quando sua língua quente tocou minha glande, provando o líquido pré ejaculatório.

Sua cabeça foi mais fundo, se deliciando com cada centímetro meu. Pôs seu dedo médio em meus lábios, e o chupei como se fosse o pau dele o fazendo gemer também.

Ele levou o dedo até a minha entrada e pressionou meu ânus até conseguir passagem na entrada semi contraída. A sensação era maravilhosa.

Ele me chupava com doçura, me fazendo perder o controle e agarrar forte seus cabelos e implorar para que me penetrasse.

- Eu vou te provar primeiro, baby. - sua voz saiu arrastada.

Deixou meu membro de lado e se concentrou na minha entrada, passando sua longa língua em volta do orifício, incitando, acariciando. Aos poucos sua língua molhada foi abrindo espaço em mim e eu queria sentir algo mais.

- Chan...Chang... coloca em mim, por favor. Eu quero sentir o teu pau. - era impressão minha ou eu estava choramingando?! Não importava mais.

Ele obedeceu, colocou uma camisinha em seu membro ereto, e forçou minha entrada me fazendo estremecer. Aos poucos o desconforto foi dando espaço a uma sensação de preenchimento gostosa.

Seus movimentos eram duros, e a cada estocada eu me sentia extasiado, ele era perfeito pra mim. As gotas de suor começavam a escorrer sob seu abdômen semi definido. Ele parecia um deus da água, com seus cabelos grudados na testa e me encarando com volúpia.

Se debruçou sobre mim, apoiando-se nos braços que exibiam suas veias saltadas. Agarrei os dois e me abri mais para recebê-lo, sentindo-o fundo dentro de mim.

Ele voltou a agarrar minhas pernas, estendendo-as em seu peitoral e eu me sentia maravilhado com sua vontade em me penetrar cada vez mais.

Ele saiu de mim, me virando de costas, me pondo de quatro à sua mercê. Afastou minhas nádegas e voltou a enfiar seu membro até eu sentir seus ovos batendo na minha bunda. A cama rangia debaixo de nós e eu gemia agora mais alto, a cada tira e põe do seu falo gostoso.

Ele acariciava minhas costas com uma das mãos e com a outra apertava meu bumbum e eu delirava com seu toque.

Ele desacelerou os movimentos, prolongando a agonia do nosso prazer. O surpreendi quando comecei a rebolar no seu pau.

- Ai bebê, você vai me matar de tesão. - Ele deu um tapinha em uma das bandas.

Me virei em sua direção, empurrando seu corpo de volta ao colchão e me coloquei sobre ele. Encaixei seu pau na minha entrada e fiz leves movimentos de sobe e desce o fazendo soltar um "ah" arrastado e morder os próprios lábios.

Chang pegou meu membro e começou a socá-lo em um ritmo constante que me fez querer cavalgá-lo com mais força. Me curvei para trás me apoiando no colchão com os braços enquanto dava a ele liberdade para brincar com meu falo. Imediatamente ele se sentou e me puxou para si.

Colou nossos corpos suados e segurando minha cintura me fazia subir e descer no seu membro. Nós dávamos selinhos um no outro e esse mínimo contato nos fazia ficar mais estimulados.

Sentava mais forte nele quando senti meu orgasmo chegar.

- Eu vou gozar Changkyun. - Gemi.

- Vou gozar com você amor. - ele envolveu meu pau com uma de suas mãos e com a outra me forçava em sua direção.

Me derramei em gotas quentes sobre seu abdômen e o meu e eu sentia seu pau pulsando dentro de mim, expelindo seu prazer.

*

Três anos depois

Estávamos todos ansiosos mas com certeza ninguém estava mais que o noivo, Shownu. Ele andava de um lado para o outro parecia até que ia furar o chão.

- Você quer fazer o favor de ficar quieto, homem? - resmunguei com ele. - Já estou ficando tonto com esse vai e vem.

- Desculpa. - ele sacudia os braços tentando aliviar a ansiedade.

- Vai dar tudo certo.

Sim. Hoje era dia da união de Shownu com seu novo amor. Durante uma viagem a negócios no exterior, ele havia conhecido a charmosa Soyou, uma mulher de negócios dona de uma grife de sapatos e agora dona do coração de Shownu.

 É verdade que há muito tempo ele não se envolvia com mulheres, mas quando ficaram juntos a atração entre os dois foi inegável. Relatos do próprio Shownu que depois do que aconteceu entre eles me ligou desesperado perguntando o que fazer.

Acabou que eu virei uma espécie de conselheiro pra ele e voltamos a nos aproximar desde então. Changkyun às vezes fazia bico por conta da nossa relação de amizade, mas ele realmente entendia a situação e adorava me provocar com isso.

Quando as portas do salão de festas do hotel se abriram e a noiva caminhou em sua direção, Shownu se empertigou no altar e eu dei um tapinha em seu ombro o que o fez ficar mais aliviado.

O juiz de paz deu início à uma cerimônia maravilhosa que fez até Minhyuk derramar algumas lágrimas e quase me fazer rir.

Na festa em comemoração aos noivos, tudo correu perfeitamente bem. Desejamos felicidades ao casal e Changkyun e eu fomos caminhar na mesma praia onde nos encontramos no passado.

Sentamos juntos na areia com ele me acolhendo em seus braços.

- Você já parou pra pensar que acabamos de sair do casamento do seu ex pra quem você queria fazer ciúme e me usou como namorado de aluguel? - Chang soltou uma gargalhada gostosa.

- Agora que você disse isso em voz alta parece bem louco. - Ri com ele. - Mas eu amo as loucuras da vida, porque foi numa delas que eu pude encontrar você.

- E eu te amo por ter me encontrado também, Kihyun. É por isso que eu quero te dar uma coisa.

Ele me virou lentamente e tirou do bolso duas alianças amarradas com um fio vermelho. O olhei de boca aberta sem acreditar no que ele estava fazendo.

- Eu quero fazer mil loucuras com você nessa vida, Kihyun. - Ele colocou a aliança no meu anelar esquerdo. - Você quer ser meu parceiro nessa jornada? - Ele me perguntou segurando as lágrimas.

Eu me joguei em seus braços o derrubando na areia e o beijei dizendo sim várias vezes. Enquanto a gente gargalhava de felicidade.

- KIHYUNNNNNN!!!! - Minhyuk correu em nossa direção. E atrás dele vinha Jooheon.

Changkyun me olhou com uma expressão desentendida e perguntou:

- Quando é que ele chegou aqui? - eu só dei de ombros não entendendo nada também.

Minhyuk parou na nossa frente ofegante e mostrou o anel em seu dedo também.

- EU VOU ME CASAR!!! - Ele exclamou de felicidade.

- Eu também. - Mostrei a ele minha aliança.

Rimos sem parar da coincidência e de como Jooheon disse que havia pego o primeiro voo pra Coreia quando soube que Minhyuk estava num casamento, ao que parece, Minhyuk esqueceu de dizer a Jooheon que não era ele que estava se casando e sim Shownu.

Foi assim que comemoramos juntos nossa felicidade naquela praia aquela noite e muitas outras loucuras que vieram depois.

 A vida realmente era uma caixa de surpresas maluca.


Notas Finais


Obrigada de verdade por terem dado uma chance à história. Até uma próxima!!


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