História Namorado de aluguel - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooiiiiiii.eu não postei ontem por causa da minha net, que bugou ontem o dia todo(quase morri).mais ta ai um cap fresquinho...
B
O
A
L
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I
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R
A

Capítulo 28 - Capítulo 28


Matteo ainda não tinha me visto, mas meu rosto ficou vermelho do mesmo jeito. Ele olhava para a irmã, e havia em seus lábios um sorriso afetado, como se estivesse acostumado com os gritos no quarto dela.

— Estamos exorcizando nossos demônios — Nina respondeu, olhando para mim.Foi quando Matteo virou, me viu e arregalou os olhos.

— luna? O que está fazendo aqui?

— Acabei de falar — Nina respondeu por mim. — Estamos expulsando o mal do nosso corpo.

— Espera. Você também estava gritando? — Ele parecia não acreditar.

— Sim, ela estava — Nina respondeu por mim de novo. — Agora sai. Talvez a gente tenha que gritar com você daqui a pouco. Vamos ter que gritar com ele?

— Não, não vamos — eu disse.

— Que pena. Tenho gritos ótimos — Nina comentou.Matteo cruzou os braços.

— Estou confuso.

— O irmão dela é um babaca. Os pais se orgulham disso. Estamos gritando de raiva.O que é tão difícil de entender?

— Seus pais não se incomodaram? — ele me perguntou.

— Nem um pouco.

— Caramba. Sinto muito.

Dei de ombros.

— Não tem tanta importância.

Nina  suspirou.

— Luna, é muito importante. Estamos furiosas, por isso estamos gritando.Você não está brava com os seus pais por não reconhecerem o que sentem?Para de fazer o que eles te ensinaram.

Matteo sorriu.

— Você veio ao lugar certo. Aqui ninguém esconde o que sente. Se precisar, tem um balde de bolas de beisebol no quintal.

Nina sentou.

— Ah, é. Vamos levar as bolas para a casa do Will.

— Casa do Will? — perguntei.

Matteo olhou para o celular, provavelmente para ver as horas.

— Não precisa levar a gente a lugar nenhum — eu disse. — Se estiver ocupado.

— Ele não está ocupado. Vamos nessa — Nina decidiu.

— Na verdade, eu estou — ele protestou. — Mas é sério, vai ajudar. Vocês duas deviam ir. — Ele acenou para mim e saiu do quarto, deixando a decepção em seu lugar.

— O que ele está fazendo? — perguntei, tentando parecer casual.O olhar de Nina era a prova de que eu não tinha conseguido.

— Quem sabe? Talvez tenha combinado alguma coisa com os amigos.Ele tem alguns.

— Certo. — Passei um dedo pela borda do vaso onde ela guardava os vidros do mar.

— Você sabe se ele falou com a Eve depois da festa? Ou o nosso esforço deu certo?

— Está preocupada com isso?

— Não... quer dizer, sim. Eu conheci a garota, e você tinha razão. Ela não serve para ele. Mas eu sei que a Fernanda ficou com ciúme do Matteo por ele ter me levado à festa.Minha preocupação é que o efeito do seu plano tenha sido o oposto do que você queria.

— Você acha que ela terminou com o Pablo para tentar reconquistar o Matteo depois de ver vocês juntos?

— Não sei.

— Hum... — Ela entortou a boca para o lado. — É melhor a gente fazer alguma coisa para garantir que ele não a queira de volta. Amanhã depois da aula. Você, eu e o Matteo vamos jogar as bolas de beisebol na casa do Will. Balancei a cabeça.

— Nina, chega de armação.

— Armação? Não é armação. Vamos sair com o meu irmão. O que tem de errado nisso?Sair com o irmão dela. Senti meu coração apertar quando pensei nisso, e soube que passar mais tempo com ele poderia me fazer muito mal. Eu estava começando a gostar dele. Muito. E, normalmente, não me permitia gostar de ninguém antes de ter certeza de que o sentimento era recíproco. Mas me ouvi respondendo: — Tudo bem.

Andamos de carro por uns vinte minutos até que chegamos a um bairro afastado onde todas as casas pareciam precisar de uma reforma. Matteo subiu por uma alameda de terra que era a entrada de uma propriedade,um terreno cheio de árvores e ainda mais entulho. Carros velhos e enferrujados, ferramentas quebradas, grandes máquinas agrícolas.Vários cachorros apareceram quando viram o carro, latindo e correndo atrás de nós.

— Onde estamos? Isto aqui parece o cenário de um assassinato coletivo. Matteo sorriu para mim.

— É a casa do Will. Ele é membro da nossa igreja. Por vinte dólares, ele deixa a gente jogar as bolas de beisebol no terreno dele.

— Não podíamos ter jogado as bolas no seu quintal de graça?

— Sim, mas ele deixa a gente jogar nas coisas dele. — Nina apontou para um carro velho com um buraco enorme no para-brisa. — O efeito é muito melhor.Matteo buzinou. Um velho saiu da casa dilapidada e chamou os cachorros. Todos correram para ele. O homem os trancou atrás de um portão, depois entrou em casa com uma careta que sugeria que ele não queria a gente ali.

— Ele está de bom humor — comentou Nina.

— Esse é o bom humor dele?

— Normalmente ele faz a gente prender os cachorros, e não é tão fácil quanto pode parecer.

— Se ele não gosta de receber vocês aqui, por que permite que venham?Matteo desligou o carro e pegou o balde de bolas de beisebol no banco de trás.

— Ele adora a gente.

— Adora o nosso dinheiro — Nina o corrigiu, mostrando uma nota de vinte dólares. — Eu pago.


— Essa foi a pior tentativa de arremesso que já vi — Matteo falou da minha... horrível tentativa de arremesso. Não consegui nem sacudir o para-brisa, muito menos quebrá-lo.

— Imagina o rosto do seu irmão atrás do vidro — Nina sugeriu, jogando uma bola para cima e pegando de volta várias vezes.

— Imagina que ele está segurando a filmadora — Matteo acrescentou.

— Vocês têm esse balde cheio de bolas só para isso? — perguntei.

— Não. Nós temos as bolas porque o Matteo tentou jogar beisebol no colégio, como todos os amigos dele. Mas nem todas as bolas do mundo conseguiram transformar o meu irmão em atleta.

— Obrigado, Nina.

— Por quê? É verdade.

— Você não entrou no time?

— Eu não estava realmente interessado.

— Ele é amigo do mesmo grupo desde o ensino fundamental. Todo mundo virou atleta. Ele virou...

— Não fala — Matteo avisou.

— Geek.

— Ela falou.

Eu ri.

— Ele se sentia excluído e solitário. Por isso tentou entrar no time de beisebol. Não por gostar do jogo. Solitário. Matteo se sentia solitário com seu grupo de amigos. Por isso achou que eu fosse solitária quando me conheceu? Como se sentisse o que eu estava pensando, ele afagou meu braço e disse: — Eu não sou solitário.Agora joga a bola.

Eu me preparei para mais um arremesso, e ele disse: — Tudo bem, vem cá. Você precisa de ajuda.

Matteo me puxou para mais perto e se colocou atrás de mim.Nina gemeu.

— Jura que você está usando o truque do “me deixa te ajudar a fazer”?

Eu não conseguia ver a cara de Matteo, por isso não sabia se ele estava tão vermelho quanto eu.

— Não é truque, Nina. Ela precisa realmente de ajuda.

— Ei. — Dei uma cotovelada de leve no estômago dele.

— Se eu quisesse usar algum truque, faria alguma coisa assim. — Ele pôs a mão na minha cintura, me puxou contra o seu peito e aproximou a cabeça da minha orelha. — Ei, gata, você precisa de ajuda? — falou em voz baixa e rouca.Congelei. Minha nuca e a orelha direita se arrepiaram. Nina deve ter visto minha expressão, porque começou a rir. Muito. Ele recuou um passo.

— Que foi? Não funcionou?

— Ah, sim. Acho que teria dado certo se você estivesse tentando ganhar a Luna — Nina falou rindo.

— Tanto faz. Não foi tão bom assim — eu disse.

— Tudo bem, agora vamos à lição de verdade. — As mãos dele estavam novamente em minha cintura, me posicionando. — Você precisa inclinar um pouco o corpo. Depois apoie um pé na sua frente e arremesse. Use esse movimento do pé para dar mais impulso e força à bola. — Matteo se afastou completamente, e eu senti vontade de dizer que não havia entendido bem a técnica, só para ele me explicar de novo.

— Não sei se devia ouvir conselhos de alguém que não conseguiu entrar em um time de beisebol.

— Joga a bola — ele falou, em tom neutro. Eu sorri e arremessei.

— Melhor.

— Mas você precisa gritar alguma coisa enquanto arremessa. — Nina pegou uma bola de beisebol e gritou: — Olhem o que estão perdendo! —E arremessou.

Matteo levantou as sobrancelhas.

— Para quem foi isso?

— Garotos estúpidos.

— Entendi. — Ele me deu outra bola.

— Não esquece de gritar — disse Nina. Era mais embaraçoso com Matteo por perto, mas tentei assim mesmo.

— É tão difícil pedir? — A bola quicou no para-brisa.Matteo girou uma bola entre as mãos.

— Você teria permitido se ele tivesse pedido para usar a sua imagem no filme?

— Não sei. Provavelmente não.

Ele assentiu.

— Matteo? — Nina apontou para a bola. — Você tem algum demônio para exorcizar?

Ele olhou para o para-brisa por um momento. Várias bolas cobriam a grama seca em torno do carro enferrujado. Diferentemente de mim e de Nina, ele não gritava nada, mas a velocidade com a qual as bolas atingiam o para-brisa me fazia pensar que talvez ele tivesse alguns demônios. O vidro estalou alto e várias linhas se formaram em torno do ponto de impacto,desenhando uma teia.Foi minha vez de levantar as sobrancelhas para ele.

— O que foi isso?

— É divertido quebrar coisas — foi a resposta, mas eu não acreditei muito nela. Todos nós arremessamos outras bolas, e depois de alguns minutos Matteo levantou as mãos.

— Parem.

— Por quê? — perguntei.

— Vai estilhaçar — disse Nina.

Matteo pegou uma bola do balde e jogou para cima. Quando a pegou de volta, ele a ofereceu a mim e sorriu de um jeito meio maldoso.

— É toda sua.

Peguei a bola da mão dele.

— Se não quebrar, vou ficar muito envergonhada.

— Vai quebrar.

Inclinei um pouco o corpo, dei um passo para frente e arremessei. O para-brisa estilhaçou com um estalo alto.

Eu sorri.

— Isso foi incrível!

— Libertador, não é? — perguntou Nina.

— Sim. — Suspirei, feliz.

Ela pegou algumas bolas do chão.

— Vou brincar com os cachorros. Volto daqui a pouco.

Matteo começou a recolher as outras bolas e a guardá-las no balde. Eu o ajudei.

— Vocês fazem isso sempre?

— Não. — A quantidade de vidros rachados e quebrados nos carros à nossa volta sugeria o contrário.

— Ele trouxe aquele carro há pouco tempo? — Apontei para um automóvel enferrujado, mas inteiro, parado perto de uma árvore do outro lado do terreno.

— Não. Nós não tocamos naquele. É um Camaro 68. Estou tentando convencer o Will a vender esse carro para mim desde que começamos a vir aqui, mas, como você viu, ele é um velho rabugento e cheio de manias.

— Mas a Nina falou que ele gosta de dinheiro.

— Ela estava brincando. Eu acho que ele gosta de visitas, na verdade.Vem, você precisa ver esse carro.




Notas Finais


Bom? Ruim?
"Ei gata,você precisa de ajuda?"to morta!.....comi assim Brasil?!


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