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História NAMORADO EXPRESS - JIKOOK - Capítulo 3


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Capítulo 3 - 3. VÃO-SE OS ANÉIS, E FICAM OS DEDOS


CAP 3 - VÃO-SE OS ANÉIS, E FICAM OS DEDOS


Uma noite fria não é o melhor momento para se ampliar o percurso de retorno ao lar após mais um dia cansativo de trabalho. Mas quando a sua despensa implora para ser reabastecida por meio de um eco sem fim propagado pelas prateleiras vazias, não tem como você ignorar a suplica desesperada. Principalmente quando o seu próprio estômago também se junta à petição, roncando em protesto. A visitinha ao supermercado é concluída, e agora a despensa e estômago de Jungkook poderão sobreviver por mais alguns uns dias. Ainda falta um pouco para o seu próximo pagamento sair, e por isso só o estritamente necessário foi comprado: leite; suco; pão; chocolate; bacon e miojo.


Segurando firme as sacolas de compras nas mãos, e os fones posicionados em seus devidos lugares, Jungkook segue o caminho de volta ao lar, desfrutando do som da sua mais nova banda favorita: Blackpink.


Noite passada, enquanto navegava sem rumo por um popular site de vídeos a procura de um novo vício, Jeon deu de cara com mais um grupo de Kpop feminino! Sim! Ele é simplesmente apaixonada por mulheres que sabem dançar. É claro que não demorou muito tempo para que o garoto, fascinado pela cultura oriental, descobrisse mais sobre a banda. Principalmente sobre uma certa garota que foi imediatamente convocado para a sua seleção pessoal compostas por "RUDE GIRLS". Sim! Ele também adora mulheres cheios de si. Por mais que goste de caras que exalem perigo, e o bairro onde o supermercado se localiza esteja repleto deles, Jungkook não está interessado em se socializar no momento. Com certeza, não! Ele gosta do charme dos vilões, mas não da ficha suja deles. Por isso, todo o cuidado quando se anda pelo bairro "Fossa funda" é pouco. Mas se Jeon segue a risca essa regra, isso já é outra história.


"Nas nuvens": é a expressão perfeita para descrever seu comportamento quando está ouvindo música. O som flui pelos fones estrategicamente encobertos pelos cabelos escuros de Jungkook, que já batem em suas orelhas, enquanto o fio desce por dentro do seu casaco, até encontrar o seu celular novinho na outra ponta. O aparelho está escondido em um compartimento secreto localizado dentro do seu horrendo "jeans colégio". Ele simplesmente odeia essa cor. Opa! Para tudo agora! Seu momento de cantar junto com a música chegou. A próxima frase em inglês se aproxima. Jungkook não faz ideia se está cantando corretamente, mas pelo menos o som que sai de sua boca é parecido com o que a cantora está fazendo. As poucas palavras em inglês são as únicas coisas que ele, de fato, compreende na música que soa em seus fones. Mas não importa! Ele gosta de como a voz da sua mais nova "bias" soa em seus ouvidos, mesmo que não esteja compreendendo quase porcaria nenhuma. "Quase porcaria nenhuma!" Jungkook tem praticado um bocado o seu coreano nas maratonas de Doramas no Viki.


Seus olhos são fechados para sentir a batida da música, mas não há perigo de cair. As crateras na calçada não são tão grandes assim, a ponto de correr o risco de cair, e parar do outro lado do mundo. E de fato Jungkook não cai no buraco. Ele acaba de sentir seu corpo ser lançado para trás, e suas costas colidirem contra uma parede.


"Ai, meu Deus! Vão roubar o meu celular, e eu ainda nem terminei de pagar o carnê.". E o primeiro pensamento que atravessa a sua mente, quando os seus olhos encontram outros sobre os seus. Olhos escuros e intimidadores.


— Eu sinto muito, moço! — É o que Jeon escuta do bandido, antes de ele o roubar. Mas ele não lhe rouba o celular, como assim ele pensou. O safado acaba de lhe roubar um beijo. Por toda a sua vida, Jungkook ouviu que não se deve reagir a um assalto. "Vão se os anéis, e ficam os dedos", é a frase que sua mãe sempre repetiu, toda vez que saíam de casa. Mas o problema é que o bandido não quis lhe roubar um anel.


Surpresa? Medo? Choque? Uma mistura de todas essas emoções e mais um pouco? Provavelmente! Só assim para justificar o motivo de continuar parado como uma estátua, sem reagir ao assalto estranho.


Estranho. Acho que essa seria a melhor palavra para descrever o que está acontecendo com o corpo de Jungkook. Uma onda, que também poderia ser nominada de estranha, lhe atravessa a espinha assim que a boca do estranho captura a sua. Mas não é uma sensação ruim. Estranhamente, não é! No entanto, a loucura do que está acontecendo não permite que Jungkook pense sobre isso no momento. Mas alguma coisa aconteceu para fazê-lo se sentir assim, mesmo diante desse ataque não exatamente brutal.


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*SEMANAS ANTES*


— Isso já está passando dos limites! — A reclamação ecoa pelo corredor de laticínios, assim que o engradado de leite é localizado na última prateleira do supermercado.


Já ligado nas tramoias do "Supermercado Ernesto Honesto", Jungkook se recusa a levar os produtos das prateleiras mais baixas. Malandramente, os produtos mais baratos são posicionados da pior maneira possível, dificultando então que sejam retirados pelo seu principal público consumidor: baixinhos. Recursando-se ferozmente a ser tachado de trouxa, e principalmente por não ter dinheiro, Jungkook usa o carrinho de compras para conseguir alcançar o seu alvo.


O alvo é alcançado de fato, mas o peso do engradado é demais para os braços magros. E para piorar, as rodas do carrinho começam a deslizar pelo chão acinzentado do supermercado. 


— Meu Deus! — É a única coisa que Jungkook consegue dizer, diante da queda iminente. Mas ele não cai. Graças aos Céus, esse vexame foi evitado! Alguém o segurou no exato momento em que iria se estabacar de costas no chão, e ainda por cima, com 12 litros de leite sobre ele.


— Você está bem, moço? — Jungkook ouve alguém bem próximo ao seu rosto lhe perguntar. Lentamente, ele abre os olhos, e quando vira o rosto, encontra os olhos castanhos mais lindos que já viu na vida. E a propósito, ele também não pôde deixar de notar que o dono deles, também era absolutamente incrível.


Cabelo raspado; sobrancelhas expressivas, olhar penetrante; sorriso marcante... E ainda com um cavanhaque a "la Don Juan de Marco", que wow! Meu Deus! O ar lhe faltou. É bem provável que a escassez de oxigênio seja por culpa do engradado de leite, que ainda pressiona a sua barriga, impedindo-o de respirar direito. Mas Jungkook é um romântico! Ele prefere acreditar que é por culpa do rapaz que o mantém seguro em seus braços. E por falar em braços... Assim que o seu salvador, com charme de encrenqueiro, o coloca no chão, ele não pôde deixar de reparar na tatuagem em seu antebraço, escrito "magia". Sim, definitivamente aquele cara tem a sua própria magia.


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Mas ao contrário do que aconteceu há algumas semanas, agora não tem magia. Não mesmo! É difícil manter o clima quando se é pressionado por um estranho contra a parede, e beijado sem a sua permissão. Sim, meus caros, ele não reconheceu o seu amante latino.


O assalto termina... Ops... o beijo termina. Jungkook se mantém firme no seu papel de estátua. Já o assaltante, agora lança olhares ansiosos por cima dos próprios ombros. Algo o preocupa. "Ai, meu Deus! Será que ele está planejando me levar para um outro lugar, para fazer algo pior?" O pânico começa a "desempredar" Jungkook.


— Eu sinto muito, moço! — O ladrão repete a mesma frase que disse segundos antes de lhe roubar o beijo, pelo o qual agora tenta se desculpar. O malandro retira a touca que lhe cobria a cabeça, e a coloca diante do peito, num gesto que reflete remorso. "Não acredito! Por que ele está com essa cara de quem comeu e não gostou? Será que eu beijo tão mal assim, para até um ladrão de beijos recusar os meus? Será por isso que eu não pego ninguém?"


Algo no olhar de Jungkook deve ter mudado, porque o ladrão beijoqueiro subitamente decide falar mais do que o já conhecido pedido de desculpas.


— Olha, moço! Eu me arrependo DE VERDADE do que eu fiz, mas eu não tive escolha! Tinha uns caras atrás de mim, e eu não sabia mais o que fazer para despista-los, e...


— Você se arrepende? Por quê? Eu beijo tão mal assim? — Jungkook o corta, quase o fazendo engasgar com a pergunta inesperada, antes de encara-lo perplexo. — Eu sou tão ruim ao ponto de até um bandido não gostar do meu beijo?


— Bandido?! — Ele exclama surpreso. — Mas eu não sou...


— Me responde logo, moço! Pelo amor de Deus! O que você achou quando me beijou? — Os punhos pequenos se fecham no casaco do rapaz a sua frente, antes de sacudi-lo em desespero, como se assim a resposta que ele espera pudesse se desprender do corpo dele. Mesmo em estado de choque, ele o responde.


— Bem, para um garoto que foi pego de surpresa, numa rua pouco movimentada, o seu beijo foi... foi incrível! — O bandido que diz não ser bandido, confessa estranhamente sem jeito, levando a mão a parte detrás da cabeça.


— Você jura? — Outra pergunta estranha é feita, mas ainda assim, outra resposta é dada.


— Sim, moço! Eu juro! — Uma onda de alívio envolve todo o corpo de Jungkook, trazendo imediatamente um sorriso débil a seus lábios ainda sensíveis pelo beijo surpresa... Não... Beijo roubado.


— A propósito... — O Jeon diz de repente, assim que recupera a razão que lhe faltou instantes atrás. — TARAAAAAAAAAADO!


Dor. Uma intensa e dilacerante dor. É tudo o que Jackson sente, assim que seus países baixos são atingidos por uma joelhada certeira. Ele desaba no chão, de joelhos, enquanto usa as mãos para proteger tardiamente a área violada. Já o seu agressor, bem, esse está correndo pelo meio da rua, sem nem mesmo se importar com suas compras que deixou para trás. Ele só quer fugir do tarado bonitão. 


Ele só espera que a sua despensa e estômago o compreendam, quando chegar em casa de mãos vazias.




Notas Finais


Olá, caros leitores!

Gostaria somente de deixar essas notas finais para avisar que nessa fanfic, eu irei retratar o Jeon como um garoto soft, além de ser mais baixo do que na vida real e não ter o porte esportivo que tem. A personalidade e físico do Jimin ficarão em segredo até que ele apareça, por isso tenham paciência.

Obrigada novamente por ter dado uma oportunidade para essa fanfic.

— All the love, L.


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