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História Namoro não tão falso - Capítulo 7


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Notas do Autor


Me desculpem pela demora, por favor, aconteceu muitas coisas aqui

Capítulo 7 - Futebol e boiolagens


Kiba havia dormido mau e ser obrigado a acordar às cinco da manhã não era algo muito agradável.

Estava correndo e treinando à duas horas, duas longas horas que ele tentava assiduamente conversar com Kankuro. O No Sabaku havia vindo com o pai, e desde então estava no banco de reserva com Gaara. Kankuro estava totalmente agasalhado, Kiba ficou menos preocupado com a sua saúde por isso.

De vez em quando sua atenção se voltava ao Inuzuka treinando, Kiba não sabia se era para aparentar falso interesse, considerando que eles são namorados, mas mesmo assim sempre que isso acontecia ele se abobalhava, errava os passes ou caía no chão.

Kiba na verdade não estava prestando atenção nenhum pouco no treino, sua mente só pensava em Kankuro e em ir pedir perdão para ele. O Treinador Baki não deixou isso passar, fazendo ele fazer mais flexões, mais corridas, mais passes.

— Inuzuka! Se você quer ganhar hoje, acho melhor você botar a cabeça no jogo! — o treinador prontamente lhe deu a bronca.

Então, fale para seu filho parar de mexer com a minha cabeça, porra. Ele quase respondeu, mas teve a impressão que se fizesse isso, ele não sobreviveria.

Se a imagem estereotipada de sogro assustador pronto para te matar teve uma inspiração, foi inspirada em seu sogro.

Quando finalmente o treino foi dispensado, Kiba correu para o banho e o fez o mais rápido possível para ir ao encontro do veterano. Naruto até comentou que nunca viu o Inuzuka tão animado com um banho.

Alcançou Kankuro saindo da escola e indo direto para o ônibus de viagem, com um guarda chuva em mãos. Atravessou a chuva correndo até ele.

— Kankuro! — ele chamou e para sua sorte o veterano só estava com fone em apenas um ouvido, então se virou para ele — Me desculpa! — não perdeu tempo, seu coração acelerado e cheio de culpa não deixaria ele fazer isso.

— Sem problemas — Kankuro apenas deu de ombros, voltando a andar, seu tom não parecia rude ou frio.

— Sério? — Kiba perguntou não convecido — Porque realmente não foi minha intenção. Eu falei sem pensar, eu juro, reclamam disso muitas vezes por eu parecer rude, eu até tento, mas às vezes eu faço, porque eu sou um idiota sem senso. E tipo não sei o porquê eu falei aquilo, eu não sabia? Não sabia, mas mesmo assim fui burro. Nem todo mundo tem pai e mãe, começando por mim, eu não tenho pai! Então, você vê que falei sem pensar, eu sou realmente um idiota...

Kiba tagarelou e tagarelou, ciente de que fazia isso muitas vezes quando estava nervoso. Kankuro parou de andar novamente e voltou para trás até ele, interrompeu a falação eterna do Inuzuka o puxando para debaixo do guarda-chuva.

— Está tudo bem. — Kankuro lhe assegurou.

Kiba, que ficou contra seu peito, olhou para cima, diretamente para seus olhos.

— Você não sabia. Não tinha como saber. — o tranquilizou.

Kankuro passou o braço em seu ombro e o puxou para andar até o ônibus. Pela primeira vez naquele dia, o Inuzuka respirou.

Entraram no ônibus, recebendo um olhar mortal de Baki, assim que cruzaram a porta.

— Seu pai é ciumento — murmurou assim que se sentaram no banco dos fundos.

— Você tem que ver ele com Shikamaru. — confidenciou.

Não demorou muito para que todos entrassem, havia poucos que iriam para o jogo, considerando que seria apenas o primeiro do campeonato e não seria na escola. Por perderem feio ano passado, alguém resolveu fuder eles mais ainda, fazendo-os atravessar o estado para jogar.

Aos poucos, cada jogador foi entrando com seu parceiro romântico e o Inuzuka agradeceu aos céus por não ser o único solitário. Até mesmo Karin veio, se sentando ao lado de Suigestu, e até onde Kiba sabia eles negavam que se gostavam à anos, mesmo se pegando em todas as festas possíveis.

Sakura e Hinata também vieram, sendo obrigatório sempre ter alguém conhecedor de enfermagem em cada jogo, uma regra criada pela diretora Senju.

Karui chegou e foi logo recebida pelos braços carinhosos do Akimichi. Logo atrás veio Omoi, segurando a mão de uma mulher. Os cabelos da garota eram loiros e cortados em chanel com franja, seus olhos eram azuis e o que mais chamava atenção nela, gentilmente falando, eram seus grandes...

Kiba sentiu Kankuro ficar tenso ao seu lado e toda sua atenção se voltou para ele, visivelmente preocupado.

— Ei, que tal assistimos um filme?

O olhar de Kankuro mudou para Kiba e por um momento ele viu mágoa em seu olhos, mas isso rapidamente mudou com a sugestão do mais novo.

Acenou com a cabeça e com um braço, o No Sabaku envolveu seu corpo para mais perto, enquanto Kiba se ocupava em pegar seu celular e o fone de Kankuro.

Kiba pode ver de solaio Omoi sentado no banco ao lado, olhando diretamente para o veterano. Porém, Kankuro estava absorto, conectando o fone de ouvido e escolhendo um filme.

O ônibus finalmente partiu para seu destino, quando Rock Lee finalmente entrou, depois de fazer quinze voltas ao redor do ônibus com o Gaara nos braços segurando um guarda-chuva, apenas aquecimento, argumentou o moreno.

A chuva estava forte, mas isso não era algo incômodo, para ele era inaudível o barulho da chuva, com fone em um ouvido e outro prensado contra o peito de Kankuro, quando deitou sua cabeça.

O filme prosseguiu, mas Kiba não prestava a mínima atenção, afudando cada vez mais o rosto no peito do veterano, buscando calor e, principalmente, seu cheiro. A mão de Kankuro encontrou um lugar no cabelo de Kiba, ficando lá e distribuindo carícias.

O Inuzuka fechou os olhos suspirando, o cafuné do veterano era a melhor coisa de todas e o embalou no sono.

Demorou um longo tempo para Kiba acordar, afundado em sonhos por uma noite mal dormida.

— Amor — gentilmente foi chamado, saindo de seu estado de sono.

Kiba sorriu pequeno, defitivamente ele gostava disso, mesmo sabendo que só foi chamado assim por estarem em público.

— Já estamos chegamos — Kankuro explicou, tentando fazer ele acordar, voltando a fazer carícias em seu cabelo.

— Não. — Kiba resmugou sonolento em resposta, se aconchegando mais contra ele, se recusando a abrir os olhos e acordar.

— Não o que, porra?

O Inuzuka levantou a cabeça, semicerrando os olhos para olhar para Kankuro, o sorriso crescendo.

— Namorados acordam os outros gentilmente. — Kiba o lembrou, sem esconder a diversão na voz, voltando a deitar a cabeça no lugar de antes.

Ouviu Kankuro bufar e resmugar algo, antes que abaixasse e beijasse o topo da cabeça de Kiba, mudando as carícias de seu cabelo para seu rosto.

— Não o que, amor? — voltou a repetir com a voz manhosa.

Kiba imediatamente corou, seu coração errou umas batidas e sua respiração falhou. Decidiu parar com a brincadeira de provocação, antes que seu coração infartasse.

Pigarreou nervoso, levantando-se rapidamente, separando os dois, mesmo que inconscientemente tenha choramingando pelo afastamento.

— Que horas são? — perguntou, virando o rosto para a janela, para que Kankuro não percebesse a vermelhidão.

Kankuro apenas lhe deu seu celular como resposta. O Inuzuka o ligou, querendo ver o horário e se surpreendendo ao ver seu novo papel de parede.

Era uma foto sua e de Kankuro, tirada não havia muito tempo, Kiba ainda dormia, mas provalvemente havia se movimentando enquanto estava dormindo, porque sua cabeça estava deitada no ombro do veterano e seu rosto enfiado em seu pescoço. Kankuro estava sorrindo e seu nariz estava no cabelo de Kiba, enquanto sua mão estava em sua cintura.

O Inuzuka corou fortemente, dessa vez não podendo esconder do outro.

— Pronto, agora você também tem uma.

— Sim — Kiba concordou simplesmente, envergonhado.

Para afastar a vermelhidão de seu rosto, Kiba se ocupou em realmente olhar o horário. Já passava do meio-dia, faltando apenas uma hora para o jogo. O estômago de Kiba também percebeu e roncou como um trovão.

O Inuzuka foi em direção a bolsa, com intenção de pagar um pequeno saco de salgadinhos que trouxera, mas Kankuro foi mais rápido em abrir a mochila, pegando um pote e garrafa térmica, entregou os dois para o mais novo.

— Não é um almoço, mas vai tapear a fome até pararmos em algum restaurante.

— Obrigado — Kiba agradeceu rápido e desesperado para abrir o pote, lá haviam alguns biscoitos, que se não fosse por fome, Kiba nunca os colocaria na boca de tão lindos.

Ao experimentar, arfou saboreando cada pedacinho daquele biscoito delicioso. Abriu a garrafa e lá estava com chocolate quente, ainda quente para surpresa de Kiba, deu um gole e todo seu corpo esquentou como um dia ensolarado.

— Você que fez? — perguntou com a boca cheia, comendo um atrás do outro.

— Talvez — o No Sabaku respondeu sem admitir.

Bem típico de Kankuro, Kiba pensou rindo, não admitir que sabe cozinhar.

A mão de Kankuro foi para seu rosto, enquanto o mesmo se inclinava para perto, passou a mão pelo redor de sua boca, limpando com gentileza os farelos que havia deixado.

Kiba desviou o olhar imediatamente, se pôs a levantar do banco para olhar ao seu redor.

Naruto e Sasuke estavam sentados no banco de trás, o Uchiha lendo um livro, ou pelo menos tentando, considerando que Naruto tentava de tudo para distrair-lo com beijos. Na sua frente se encontrava Sakura e Hinata, com a morena jogando vídeo game em um console portátil e um tanto fofo, enquanto a Haruno se distraía trançando o cabelo da namorada.

Para sua surpresa, Rock Lee não estava fazendo flexões no chão do ônibus e sim dormindo debaixo de um cobertor feito de tricô com Gaara. Kiba ficou chocado, nunca viu Lee dormir, nem mesmo em uma festa de pijama, ele sempre se ocupava em fazer abdominais.

Enquanto no banco do lado, Omoi e a garota pareciam estar tendo uma briga silenciosa, resultando no seu companheiro de time olhando para Kankuro com beicinho. Kiba sorriu com isso, significava que as duas partes do plano estavam dando certo. Era possível que em menos de quatro meses, se Kiba tinha entendido bem, os dois veteranos até namorassem, como o No Sabaku queria. Mas uma parte profunda de seu coração temia que isso realmente acontecesse.

Voltou a se sentar no banco, deitando a cabeça contra o namorado novamente, dessa vez no ombro, Kankuro inclinou sua cabeça, para descansar em cima da cabeça do mais novo.

Descobriu que Baki não era tão ruim assim, considerando que ele os levou à um restaurante antes de irem para a escola e pagou a conta sozinho. Kiba pensou que ele poderia ser o assustador o quanto quisesse, se ele continuasse a pagar sua conta.

Por fim, finalmente chegaram a escola. Os jogadores foram direto para o vestiário, vestirem o uniforme e se hidratarem. O treinador passou alguns aquecimentos e um plano, um plano muito bom na opinião de Kiba, que normalmente não costumava escutar planos. Baki pareceu ter estudado cada falha de cada jogador.

O jogo não seria muito difícil, todos estavam otimistas, considerando que o outro time não havia chegado nem mesmo entre os dez primeiros.

Entraram no campo, aberto infelizmente, a diretora explicou que não havia outro campo infelizmente, Baki reclamou e se recusou a deixar-los jogar, e com razão, mas foi torcido pelo time inteiro implorando e argumentando que não treinaram o ano inteiro para perderem para uma simples chuva.

No fim, ele apenas foi convecido por Sakura, afirmando que assim que saíssem de campo, tomariam um banho quente e vestiriam o uniforme de inverno.

A partida não tardou em começar, o outro time não era tão fraco assim, mas eles eram mais fortes, já acostumados em jogar até mesmo na chuva, considerando seu treinador era Guy, que só via na chuva uma motivação a mais.

Correndo pelo campo, com o vento em seu rosto, a chuva cada vez mais forte, a adrenalina batendo rápido em seu peito e aquele sentimento. Aquele sentimento era sentir que tudo vai dar certo, que estava tudo bem, enquanto ele fizesse isso. Ele só sentia isso poucas vezes, enquanto estava jogando futebol, andando em seu skate, tocando bateria e quando estava...

Não. Se corrigiu mentalmente. Isso não era a mesma coisa. E se fosse, seria por conta do namoro falso, não por ele.

O primeiro gol veio de Naruto, levando a pequena torcida da Shinobi School à loucura. O Uzumaki comemorou brevemente, lançando um beijo no ar para seu companheiro de time e namorado.

Os próximos gols pareciam mais uma brincadeira entre Naruto e Sasuke, competindo para ver quem mais marcava gols um para o outro. Com Sakura torcendo por eles, berrar seria um termo mais correto.

Kiba riu e roubou a bola, se recusando a passar para qualquer um dos dois namorados, correndo diretamente para o gol. Chutar a bola no gol foi até fácil demais. Em comemoração, Kiba fez aquilo que sempre quis fazer, mas só poderia agora.

Avistou Kankuro na arquibanda fechada e logo lançou um enorme beijo para ele, em seguida formando um grande coração com os braços. A chuva e a distância o impedindo de ver o rosto do veterano ficando vermelho.

A partida acabou em seis à um, muito equilibrado, o Inuzuka diria. Mesmo assim, cumprimentaram o time rival com gentileza e espírito esportivo.

Correram felizes para o banheiro , comemorando e gritando, ansiosos por um banho quente.

Assim que a água suja da chuva e a lama foram de retiradas do seu corpo, Kiba vestiu as roupas que trouxera e partiu para dentro do ônibus. Se jogou ao lado do veterano, pegando a garrafa térmica e se aconchegando contra ele, buscando o máximo de calor possível.

Kankuro o olhou em dúvida.

— Está muito frio — explicou simplesmente, tomando bebendo o resto da bebida quente. Kankuro não protestou, já que passou braços por ele, o abraçando.

— Você gosta mesmo desse moletom, hein —  Kankuro colocou o capuz do moletom em sua cabeça, lhe dando orelhas de gato — Você sabia que ele ainda é meu, né?

— Mas ele fica melhor em mim — Kiba argumentou, fazendo beicinho, sem nunca ter pensado em devolver o moletom ao seu dono.

— É, fica — Kankuro não ficou irritado por ser roubado, pelo contrário, sorriu e beijou a testa do mais baixo.

Kiba o olhou supreso, vê-lo assim em seus braços era realmente uma visão encantadora, desde quando Kankuro havia se tornado tão bonito?

Baki pigarreou, chamando a atenção de todos o ônibus, incluindo a do Inuzuka.

— O ônibus já vai partir. Todos aos seus lugares corretamente. Iremos para a casa.

Um gemido de reclamação mútua correu pelo veículo, estavam ligados à mil volts, animados com sua vitória. Pedir para eles sentarem quietos por mais seis horas era impossível.

— Mas... Antes iremos comemorar. — Baki continuou a falar. Um grito de comemoração tomou totalmente o ônibus — Por minha conta — completou.

O ônibus foi a loucura com gritos, berros e palmas de alegria, o veículo balançou de lá para cá, com pulos dos alunos.

— ISSO AÍ, SOGRÃO! — Kiba gritou, batendo palmas em meio da multidão. Sabia que ele havia o escutado e que pagaria mais tarde por isso, mesmo assim sorriu.

— SEJA NOSSO TREINADOR PARA SEMPRE! — Suigestu gritou, de longe o mais animado, recebendo um olhar ofendido de Lee, querendo defender seu professor favorito.

O ônibus só partiu quando todos se comportaram por ordem do treinador. O mais comportado o possível, considerando que a animação não morreu, todos estavam conversando alegremente em voz alta.

O grupo de alunos insistiram em ir a um delivery e pedirem os lanches cantando, mas devido ao veículo em que estavam, o professor substituto negou. Então entraram na lanchonete, enchendo-a quase completamente.

A conversa cada vez mais alta, enquanto juntavam o máximo possíveis e esperavam seus pedidos chegarem. Não tiveram piedade do treinador, pedindo em quantidade absurda e preço também. Kiba até ficaria com dó do homem, se não tivesse visto a casa em que ele morava.

O Inuzuka não foi bobo e pediu o máximo que pode, dois lanches, um milk shake, refrigerante, sorvete, nuggets e batata frita, comeu até que sua barriga recusar. Arrotou no final, rindo.

Olhou para o seu lado, pronto para mostrar à Kankuro a máquina de garra que havia visto em um canto da lanchonete, uma ótima oportunidade para se vingar da humilhação que havia passado no fliperama. Mas o No Sabaku não estava lá.

Notou também que Omoi não estava na mesa. Rapidamente, levantou da cadeira e correu para o banheiro.

Estava prestes a irromper a porta, mas foi impedido pelo namorado saindo do cômodo. Olhou para o banheiro, mesmo assim, porém não havia nenhum sinal de Omoi. Mas a tensão em Kankuro afirmava que ele esteve ali.

O veterano o olhou, visivelmente de mau humor.

— Eu vi uma máquina de garra e pensei em conseguir algo para você — Kiba explicou, mostrando-lhe uma moeda que ele fisgou do bolso, sorrindo.

Não era mentira. Ele se lembrava da pelúcia que Kankuro lhe havia dado, era comum entre os namorados dar presentes, então Kiba queria lhe dar algo também.

Kankuro sorriu minimamente.

— Isso se você ganhar.

Kiba fez um som de ofendido, enquanto pegava a mão do maior e puxava para o outro canto da lanchonete.

A máquina de garra era pequena e seus prêmios também, pequeno chaveiros de pelúcias. Kiba vasculhou a máquina com os olhos, procurando um que gostasse. Sorriu ao encontrar um chaveiro de um cachorro branco, parecido com Akamaru.

— Vou ganhar de primeira — falou para Kankuro, apontando para o chaveiro. O veterano pareceu ficar cada vez mais tenso olhando para outro canto, porém sorriu desafiador quando seu olhar foi atraído para o Inuzuka.

Kiba não se importou, apenas se preocupava em ganhar. Colocou a moeda e mexeu a garra até pairar sobre o cãozinho, clicou duas vezes no botão, como lhe foi ensinando.

Comemorou quando o chaveiro foi pego, finalmente tendo vencido nessa máquina, independente de ter trapaciado. Pegou o chaveiro, exibindo seu prêmio para Kankuro.

— Mas só foi porque eu ensinei... — o veterano o provocou.

— Seu cu — Kiba respondeu, lhe entregando o pequeno cão de pelúcia com um sorriso no rosto.

Kankuro sorriu, espelhando o menor, analisando o seu presente.

— É perfeito — Kankuro sussurrou, sorrindo ainda mais, guardando o chaveiro em seu bolso.

O No Sabaku olhou para o lado brevemente, ficando mais tenso. Kiba percebeu, virando a cabeça para olhar o que o deixava assim.

Mas foi impedido.

Derrepente, quase sem nem perceber, Kankuro segurou seu rosto gentilmente e colou seus lábios.

Kiba ficou estático, preso no lugar, tentando raciocinar e entender, porém foi impossível. Os lábios do mais velho impediam ele de sequer pensar.

O gosto deles, o jeito que a mão de Kankuro deslizava lentamente para seu cabelo, aprofundando o beijo cada vez mais. Kiba não poderia pensar, não quando a única que ele queria era beijá-lo cada vez mais.

Aos poucos, o menor retribuiu o beijo, com suas línguas dançando em um ritmo lento e inebriante, ele fechou os olhos saboreando cada momento do beijo.

O beijo foi curto, com Kankuro afastando seu corpo devagar.

E assim que o beijo foi interrompido, houve um click no cérebro de Kiba, como uma porta se abrindo e revelando o que já estava lá muito tempo, mas ele mesmo escondeu de si. Ele gostava de Kankuro No Sabaku.

Seu coração estava flutuando de alegria, ele gostava de Kankuro, estava namorando ele e o acabou de beijar. Um enorme sorriso apareceu em seu rosto.

— Me desculpe, eu deveria ter perguntado antes... — o veterano pareceu com medo e arrependido ao sussurrar isso, sua expressão era como se ele tivesse machucado Kiba.

O sorriso de seu rosto sumiu gradualmente, enquanto o encarava confuso. Incerto, Kiba olhou para o lado, dessa vez não impedido, e entendeu.

Omoi estava parado lá encarando eles, como se estivesse vindo em sua direção, mas houvesse desistido no meio do caminho. Mais ao lado, Sakura estava olhando a cena, desviando o olhar quando Kiba a olhou.

Seu coração despencou. Era mentira. O beijo era uma mentira para que eles acreditassem na farsa que era o namoro deles, e parecia ter funcionado.

O namoro é um mentira, o beijo foi uma mentira, mas Kiba gostar de Kankuro não era.


Notas Finais


espero que tenham gostado 👉👈


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