História Nanaimo Bars - por do sol (Sunset) - Capítulo 24


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Categorias Monkey Majik
Personagens Blaise Plant, Maynard Plant, Personagens Originais
Tags Agressão Física, Agressão Verbal, Efeito Borboleta, Família Disfuncional, Monkey Majik, Múltiplas Realidades, Musica, Recomeços, Relacionamento Abusivo, Teoria Do Caos, Trio
Visualizações 1
Palavras 738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Sunset (por do sol) cp 9-1


As decepções são expectativas acima da realidade. O problema é querer demais ou enxergar demais?

O que estivera pensando, durante todo aquele dia de faz de contas? De hotel de luxo, almoço em restaurante, roskas de morango...? Pensou que voltara a dispor da fortuna de seu pai? E o que dizer das companhias? Não vira, desde cedo, por si só, que aquelas não eram suas companhias de costume? Que era um pouco demais para o que ela estava habituada ultimamente?

Sua mãe dizia que algumas vezes a vida se veste de sonhos e decide convidar para dançar, ao que seu pai sempre ria e completava desdenhando "pena que você tem dois pés esquerdos". Era assim que Stella se via naquele momento. Incapaz de acompanhar a dança da vida, dos sonhos e das ilusões e cansada, ia sair da pista, deixar que a vida valsasse  belamente sozinha ao invés de constrange-la, afinal há um bom tempo perdera o compasso e não sabia mais fazer aquela coisa de ser feliz. 

O amargor em sua boca tornou-a seca, em sua garganta pareciam acomodar-se grãos e mais grãos de areia, arranhando-a. Respirou fundo enquanto tentava controlar a mania de deserto que tomava conta de seu corpo. A mania que sempre vinha quando ela se lembrava que já não tinha mais o direito de ser feliz, "depois de tudo o que você fez, Stella?" Repetia mentalmente para si  mesma, e passava a lembrar-se da rebeldia, do abandono, da agressividade, das escolhas erradas.  "Depois de tudo o que você se tornou? " e lembrava de ser a ovelha negra, dona de índole ruim, solitária, grosseira. "Uma pessoa de quem até  mesmo o tempo vai se esquecer" lhe dissera certa vez um amigo e então, ficava mesmo tudo tão deserto, tão ausente.  Porque era como tinha de ser. 

- Oi... - a voz masculina chegava árida a seus ouvidos e junto com ela braços retorcidos  e ásperos como espinhos circulavam sua cintura - Então você é que tá com os gringos? - o hálito quente roçava-lhe a orelha como o vento que carrega areia de um lado ao outro do deserto mudando as dunas para  causar confusão e deixar as pessoas perdidas, presas, achando que avançavam, porém continuavam no mesmo lugar - você é muito  gata, sabia? -  no mesmo lugar, com calor, com sede, sem esperança, sem fé - Será que você tem um beijo gostoso? 

Mas não é exatamente o deserto que esconde um oásis? Com suas plantas e sombras, suas pessoas e crenças, suas águas e sua força, sua vida e sua energia. Num lugar onde mais ninguém esperava surgir algo, de repente nasce uma promessa, doce como um beijo que revela um coração de deserto, com vontades de oásis. É  o mesmo céu azul que lhes serve de manto, deserto e oásis, é  o mesmo céu infinito.

- Me larga, seu babaca - Stella despertou da prisão na qual se encarcerara, empurrando com violência o rapaz que a assediava, enquanto ouvia o refrão de "Volare" sendo cantado por praticamente todas as pessoas presentes.

Assim, ninguém pôde  escutar a troca de ofensas que se seguiu, exceto eles dois. Ninguém também o viu segura-la pelos pulsos, tampouco ela cuspi-lo. Era claro que ninguém sentira, além da jovem, o peso da mão do rapaz. Desviara por muito pouco de ser atingida direto, o que ou partiria seu nariz ou a sua boca. Apesar disso perdera o equilíbrio e caíra. Mas pelo menos dessa vez alguém finalmente havia percebido.

Stella o observava por entre seus dedos, cobria o rosto massageando o local machucado identificando se havia algum eventual corte. A face do rapaz contraiu-se e seus olhos se arregalaram, seus braços  estavam torcidos para trás  como se algo o segurasse com muita força, o imobilizando e causando dor.

- Vamos fazer o seguinte - a voz rouca era penetrante, apesar de toda a histeria dos fãs de "El Rey" e da performance do mesmo. A jovem conseguia distinguir  cada singular palavra que era dita pelo seu protetor. - se ela estiver com alguma marca no rosto, por causa da sua palhaçada,  eu vou deslocar seu ombro. Você vai sentir uma dor excruciante, vai querer gritar, mas provavelmente vai se urinar todo e desmaiar. Talvez as pessoas aqui te pisoteiem,  que é  o que um verme como você merece. Eu sei que você entende cada palavra que eu digo, certo?

-Si-si-sim – gaguejou lamuriando-se como uma criança.



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