História Nanaimo Bars - por do sol (Sunset) - Capítulo 25


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Categorias Monkey Majik
Personagens Blaise Plant, Maynard Plant, Personagens Originais
Tags Agressão Física, Agressão Verbal, Efeito Borboleta, Família Disfuncional, Monkey Majik, Múltiplas Realidades, Musica, Recomeços, Relacionamento Abusivo, Teoria Do Caos, Trio
Visualizações 1
Palavras 567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Sunset (por do sol) cp 9-2


“Desculpe senhora, mas como eu faço para adquirir um destes: Príncipe encantado gladiador do norte?”

 - Você está bem? Consegue se levantar? - a menina aquiesceu, reerguendo-se um pouco acanhada. Seu corpo tremia pela agressão, pelo susto, mas também pela proteção. Tinha que confessar que não acontecia com frequência e se bem recordava o último homem que fizera algo assim fora Benjamin, ninguém mais. Mas isso já havia tanto tempo, tanto tempo. Aquela sensação de cuidado era tão doce - parece que você pode se considerar um cara de sorte. - Maynard puxou-o com firmeza pelos cabelos, fazendo-o encarar a menina - agora, você vai pedir desculpas 

- Desculpa, me desculpa cara - choramingou engasgando-se com as palavras – Pelo amor de Deus, me desculpa.

- É a ela que você tem que pedir desculpas....

- Me desculpa, ok? - Ela lançou um olhar de desprezo para ele. Nem parecia o mesmo machão de segundos atrás.

- Muito bem, então agora eu vou te soltar, ok? - Maynard pretendia solta-lo, mas não sem antes apertar um pouco mais seus braços, chegando a um fraco estalo, por pura vingança. No fundo queria que ele não  tivesse sido tão covarde e patético, queria que ele tivesse reagido e procurado briga, assim daria nele a surra que merecia e que o canadense tinha vontade de dar. Mas esse tipo de gente só sabe ser valente com quem é  mais frágil. 

Ainda desnorteado, sentindo um pouco de dor, afastou-se do casal, encarando-os com olhos de medo. Perdera-se entre os outros rostos na multidão na pista de dança.

- Você esta bem mesmo? - O canadense delicadamente tomou rosto dela entre as suas mãos com ternura e extremo zelo. - Stella, você me deixou preoc—

Morangos. Morangos frescos. Morangos frescos e úmidos  E doces que brincavam em sua boca, dançavam em sua língua, acariciavam suas bochechas e serpenteavam seu sabor, por toda a extensão de seu corpo. Como aquela pequena sabia beijar bem, sabia envolve-lo, fasciná-lo, dominá-lo. E deixá-lo completamente sem ação. 

- O que  foi? - questionou ofegante quando ela subitamente se afastou. A jovem o encarava de um modo febril que o desconcertou - Se foi o lance das mãos, você me pegou de surpresa -  zombou esboçando um sorriso, mas aquilo não causara  nenhuma reação nela, que sustentava o olhar lânguido, um olhar de quem estava hipnotizada. - O que foi?-  Ele estava começando a se preocupar e suas feições demonstravam isso assumindo um olhar enternecido. Lembrou-se de mais cedo, quando ela estava machucada e ele a puxara para perto de si de modo descuidado causando-lhe dor. Quem sabe o local da agressão doera enquanto se beijavam. Com candura ele tocou o rosto dela novamente - estava doendo, minha pequena? Me desculpe

"Minha pequena". A frase reverberou dentro dela, correndo por cada centímetro de seu corpo, arrepiado sua pele. "Minha pequena" e ainda que sua razão, já cansada de desilusões e decepções lhe mandasse ter cautela, a única coisa que queria verdadeiramente ter era aquele rapaz a sua frente.

Abraçou-o, enterrando sua cabeça no pescoço cálido do rapaz. Suas pequeninas mãos correram pelas costas largas, como se suplicassem para que os dois ficassem  para sempre assim. Ele parecia concordar,  pois num sussurro melodioso segredou nos ouvidos da jovem :

- Não vai para casa da sua amiga, por favor, fica aqui.  Preciso conversar com você.  Eu quero conversar com você. 



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