História Nanatsu no taizai - New generation - Capítulo 22


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Beelzebub, Belial, Cain, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gilthunder, Gowther, Guila, Gustav, Helbram, Jericho, Jillian, Liz, Lucifer, Margaret, Meliodas, Merlin, Oslo, Personagens Originais, Twigo, Uriel, Veronica, Vivian, Zaratras, Zeldris
Tags Amor, Drama, Interativa, Luta, Nanatsu No Taizai, Revelaçoes
Visualizações 5
Palavras 4.635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Respostando o capítulo porque não chegou em ninguém, queria avisar também que talvez esse seja o último cap do ano e que tive de adiantar a postagem dele pq vou me enrolar bastante

Boa Leitura

Capítulo 22 - Off Plot II - Aniversário de 1 ano


Era uma bela noite em Britânia, a lua cheia iluminava muito bem todas as ruas, campos, bosques e até as florestas do gigantesco país.


Os 7 pecados capitais antigos que restavam estavam discutindo como iriam tornar os novos pecados mais fortes.


— Nós já tivemos muitas perdas, não podemos admitir mais, isso já está ficando muito grave e não podemos permitir que esse massacre continue. — Meliodas diz.


— Diane, King e agora Ban. — Merlin responde. — Fico pensando se isso não é culpa nossa também.


— Um pouco disso tudo é culpa nossa, mas não adianta ficar se culpando, quando precisamos derrotar esses demônios de uma vez por todas. — Gowther diz propondo uma reflexão.


— Se eu fosse mais forte… — Escanor começa a falar mas é interrompido por Merlin.


—  Não diga isso querido, afinal, nós temos algumas cartas na manga. — Merlin fala daquele jeito bem astuto que lhe é bem familiar e característico. — Bom, eles já devem estar com o Yoshinura, o que dá uma boa vantagem tática, além do que nós ainda temos o treinamento deles.


— Treinamento? — Questiona Escanor.


— Sim, algo que os tornará bem mais poderosos. — Merlin responde


— Já tinha me esquecido disso. — diz Meliodas.


— O que é este treinamento? — Questiona homem de cabelos cor-de-rosa.


— Bom, a partir do momento que fizeram as tatuagens, nós utilizamos um feitiço para que pudéssemos mandá-los para uma dimensão alternativa. — Merlin diz.


— Como assim, uma dimensão Alternativa?


— Um lugar obscuro, cheio de monstros, desconhecidos e conhecidos, ele simula o reino do inferno, seu corpo se torna mais pesado(a gravidade é cerca de 20x maior que a da Terra) e sua mente trabalha bem mais devagar, eles vão precisar, em um primeiro momento, derrotar o Indura, um monstro que selamos há mais de 20 anos, ele é muito poderoso, porém não tem mobilidade, mesmo assim será muito difícil eles vencerem. — Meliodas fala com um ar vitorioso.


— E como eles saem de lá? — Escanor pergunta preocupado.


— Só saem se vencer o Indura. — Merlin diz.


— Isso vai ser difícil. — Gowther coloca o indicador no queixo e parecia estar pensando. — Bom, mas não é impossível.


— Conjure esse feitiço o mais rápido possível. — Meliodas diz com uma voz fria e pesada, toda alegria havia se esmaecido.


— Ok, capitão. — Merlin falou e se pôs a postos, colocou a mão em qualquer lugar e passou a dizer — Era Auctor site fellat 

ET Mittetis por dos ad crescebat.


Todos os pecados que tinham sido marcados, seriam teleportados para esta dimensão e agora eles perceberiam que a vida de um cavaleiro pecador pode ser mais difícil que o normal.


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Os mandamentos viviam uma rotina monótona há algum tempo, todos os dias eles acordavam saiam para pegar almas, voltavam de barriga cheia, treinavam por um tempo e então dormiam, enquanto Alice ficava de Sentinela.


E este 14 de novembro não era diferente, a calada da noite se agonizava e os mandamentos foram todos repousar, menos Mordred e Alice, Ele, nunca dormia e descansava direito, ela, sempre a postos, observava a Lua Cheia que se apresentava no céu estrelado.


— Bela noite, não? — o mandamento da verdade surpreende o mandamento do Amor com um toque suave no ombro.


— É… É sim. — ela responde de um jeito esquisito, aparentemente com um pouco de vergonha. Isso já se tornava normal, Mordred e Alice agiam estranho perto um do outro.


— Como você está? Não devia se sobrecarregar tanto assim. — Ele diz sentando no chão e ela faz o mesmo.


— Lá vem você com esse papo de novo. — ela responde, parecendo ter retomado sua compostura, séria, mas ao mesmo tempo tranquila.


— Não fala assim, eu me preocupo com você. — Ele respondeu, ela cobrou um pouco, mas logo retomou a feição séria.


— E quem disse que eu ligo? — Respondeu ela.


— Alice, preciso te falar algo que tem um tempo que quero lhe dizer. — A feição de Mordred muda totalmente de uma despojada e Tranquila para uma centrada e preocupada.


— pode dizer. — Ela olha nos olhos dele ainda bem séria e arruma seu cabelo com a mão direita.


— Eu não comentei nada sobre isso, pois não sabia como você iria reagir, mas a verdade é que eu… — Ele começa a falar e acaba fechando os olhos, quando um feixe roxo puxa ele para um pequeno portal e o mesmo some.


— Mordred? — Alice pergunta confusa, tentando uma resposta, mas foi uma tentativa sem sucesso.


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Os sete pecados capitais se encontravam no chapéu de Javali conversando algo sobre os próximos planos, juntamente de Akemi e Yoshimura.


— Pouco me importa o que vamos realmente colocar em prática. — Sora diz, sentando em um banco com um jeito bem desleixado. — Eu quero saber o que vai ter para o jantar. O que vai ter?


—Um momento. — Yashiro responde, já um pouco descontrolado pela quantidade de vinho que tinha tomado. — A Haruki vai fazer alguma coisa.


Ele olhava para a cozinha e apontava para Haruki, ou pelo menos, era o que ele pensava.


— Esse aí é o Silver. — respondeu Haruki, atrás de Yashiro.


Lilith e Myro apenas observavam e apenas soltaram um pequeno riso, quando eles começam a ser sugados por feixes roxos os levando para algo como portais.


— Mas que Caralhos? — Diz Lilith confusa, enquanto se esmaecia pela luz.


Tudo sumiu no chapéu de Javali, apenas Akemi e Yoshimura ficaram por lá, com rostos bem confusos e sem entender o que estava acontecendo.


— eu vi isso?. — Diz Yoshi.


— Acho que sim. — Ela o respondeu. — Parece que sobramos então.


Yoshi também começa a ser levado pela mesma luz e some como num flash.


— Eu Sobrei, então. — Diz Akemi.


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Um portal se abre e joga Mordred de cara no chão, ele se levanta e começa a observar o lugar, seus olhos arregalam e ele solta:


— Não pode ser!


Era como uma grande cidade, gigantescas torres com diversas formas e tamanhos se apresentavam por ali, o clima era bem quente e o céu tinha o seu Azul mais forte e ao mesmo tempo mais escuro, não existiam estrelas, nas ruas totalmente, só se via alguns corpos, a energia mágica dali era corrosiva, mas o mais importante daquele lugar, era um gigantesco prédio, ao norte de Mordred e aparentemente bem no centro de tudo, já que tinha uma entrada em cada direção. com uma grande cruz invertida em seu teto, e grandes pilares antecedendo sua entrada, que era anunciada por um grande e belo tapete vermelho, aquele prédio devia ser umas 4 ou 5 vezes maior que Megadoza, a terra dos gigantes.


Mordred perde o ar e se sufoca, seus olhos perdem a energia mágica demoníaca e voltam para seu clássico castanho escuro, onde sua pupila já podia ser vista, agora que a mesma estava um tanto dilatada.


A atmosfera tóxica faz com que ele perca a compostura e o contexto geral do local o deixou muito confuso.


— O que estou fazendo aqui? — Ele se levanta, buscando se recuperar e retomou, então, sua escuridão. — Por que aquele velho me trouxe aqui? Por que voltar para o inferno, se minha missão está em curso?


Ele Prosseguiu em direção ao Gigantesco prédio, que mais se assemelhava a um castelo, mas no meio do caminho ele parou para pensar.



— Isso não é o Inferno. — Ele constata se aliviando um pouco. — É uma simulação, isso deve ser coisa do Samael, ou da Circe.



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Em Britânia, os mandamentos da piedade e da paciência sentem suas orelhas esquerdas queimarem e ficam com um semblante de dor.


— Você sentiu isso também? — Samael pergunta a Circe.


— Senti, mas não sei o que foi. — Circe coça bastante sua orelha. — Isso deve ser coisa do Mordred, falando nisso onde ele está?


— Desgraçado, dessa vez eu o mato.



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Mordred sente que sua orelha queima e fica um pouco confuso, mas prossegue em direção ao castelo, não dando muita bola para o que estava acontecendo.


Ele adentra o local com muita calma e observa o palácio, não havia nada, era apenas revestido por madeira e pedras, e tinha em cada um dos seus quatro cantos grandes amontoados de pedras mas não era habitado.


— Como eu pensei, não estou no inferno. — Ele respira aliviado. — Mas tenho que arrumar um jeito de sair daqui.


O mandamento ia seguir andando, mas para quando sente 7 presenças, seis delas muito poderosas e uma praticamente neutra.


Ele resolve esconder a sua presença, e se sentar escorado em uma parede, praticamente se camuflando em um montante qualquer de pedras.


Os pecados andavam alinhados, com Yashiro nas rédeas, eles não trocavam palavras, apenas seguiam em direção ao palácio que estava bem no centro de tudo.


O pecado do orgulho para, fazendo com que todos parem logo em sequência, ele começa a se dirigir para o gato preto falante que ali estava:


— Yoshi, consegue analisar aquele palácio e nos dizer se tem algo por ali?


— Sim. — o gato toma a forma humana, assim que responde tranquilo. — Transformar.


Ele se transforma em uma águia totalmente negra, e faz todo o patrulhamento do entorno do castelo, constatando a segurança dos pecados, depois de alguns minutos ele retorna e volta para forma de gato.


— Tudo limpo. — Ele disse.


— Pecados. — Yashiro chama a atenção de todos. — Avante.


Eles seguem em direção ao palácio e depois de alguns minutinhos chegam na entrada norte do local, eles adentram o local, não tinha nada lá.


— Vazio? — Lilith perguntou coçando o queixo.


— Isso não nos ajuda em nada, precisamos descobrir como sair daqui! — Silver diz se exaltando um pouco.


— Não tem nada pra roubar? — Sora racha no meio e começa a chorar em posição fetal.


— Talvez nós precisamos derrotar alguma coisa, para conseguir sair. — Myro opina, mesmo que com um pouco de vergonha, sempre muito inteligente e perspicaz.


— Tirou as palavras da minha boca. — Mordred respondeu, saindo de dentro do montante de pedras e se apresentando para os pecados, mas sua aura estava tranquila, não parecia buscar um confronto.


Os pecados se assustam e entram em posição de batalha.


— Você por aqui? — Pergunta Haruki. — Deve estar pedindo pra morrer, sozinho contra sete.


— O gato também luta? — Ele pergunta incrédulo. — Mudando de assunto, vocês são muito ruins armando uma armadilha, me trouxeram pra um lugar estranho, essa atmosfera deve suprimir todos meus poderes demoníacos, enquanto vocês se aproveitam pra me matar, qual é a de vocês?


Os pecados param de se posicionar no ataque, após a frase de Mordred e se propõem a manter um diálogo com o mandamento.


— Você acha que armamos para você? — Questiona Silver confuso.


— Nós não fizemos isso. — Diz Yashiro. — Pelo contrário, você armou pra gente!


— Eu não fiz isso. — Disse ele. — Eu não sei quase nada sobre feitiços desse calão.


— Como podemos acreditar em você? — Lilith se aproxima dele colocando o dedo indicador em seu rosto. — Me diga.


— Vai com calma aí, baixinha, eu me lembro de você mais tímida e reservada quando éramos companheiros. — Mordred diz irônico tirando uma com a cara de Lilly. — O fato é, eu sou o mandamento da verdade, se eu ou vocês tivéssemos mentido uns para os outros teríamos sido petrificados.


— Isso faz sentido. — Confirma Myro.


— Mas então, se não foi você, quem foi? — Yashiro o questiona um pouco confuso.


— Isso deve ser algum tipo de treinamento dos sete pecados capitais ou algo do tipo. — Silver responde. — Mas o que não faz sentido é o Mordy estar aqui.


— humm, Mordy desde quando sou apelidado carinhosamente? — O mandamento questiona irônico.


— Você era como um irmão pra mim. — Ele responde e Mordred se cala, foi como uma pancada muito forte, aquelas palavras correram ele de tal forma, que teve de se recompor, para seguir falando:


— Estou aqui, por que sou um pecado, oras.


— Faz sentido, mas, nós temos que buscar uma saída. — Yashiro diz, tomando a frente. — Mas como?


— Eu estava pensando. — Lilith diz. — Por que não nos dividimos em duplas?


— Corta essa, ninguém vai ficar sozinho com o Mordred. — Sora Responde rápido.


— Vamos resolver isso. — O mandamento se pronuncia com um sorriso no rosto e um pouco eufórico. — Tá na hora do jogo do Mordred!


Luzes aparecem atrás dele, e um standard escrito "Mordred's Game" em led, pode ser visto, mas tudo isso era imaginário, a verdade era bem simples.


— Vamos fazer um trato. — Ele diz. — Um trato de não traição.


— E como pretende que acreditemos em ti? — Haruki pergunta ainda bem desconfiada.


— Já disse, Mandamento, Verdade, não posso mentir, pedras. — Ele responde ela e faz um sorriso cínico no rosto, retoma sua seriedade e segue. — Eu, Mordred Demon, Filho de Meliodas Demon, e Elizabeth, a deusa, neto do Rei dos Demônios, e da Deidade Suprema mandamento da verdade dos dez mandamentos, prometo não trair sob nenhuma hipótese, os meus companheiros, os sete pecados capitais, nos dias de hoje e amanhã, mesmo que isso custe a minha vida.


Ele finalizou e olhou para Yashiro e apenas mexeu sua cabeça pra cima.


— Está sugerindo que eu diga isso? — Yashiro diz.


— Você não é o líder? — Mordred boqueja.


— Eu falo. — Sim era dá um passo à frente e se posicionar de frente com Mordred. — Eu, Silver Lopes, Filho de Merlin, e Escanor, neto de Belialuin, pecado da gula, dos sete pecados capitais, prometo, por mim e todos aqui neste lugar, não trair sob nenhuma hipótese, o meu companheiro, Mordred, dos dez mandamentos, nos dias de hoje e amanhã, mesmo que isso custe a minha vida.


— Isso deve servir. — O moreno responde. — Como vamos prosseguir, "líder".


— Então eu pensei em… — Yashiro começa a falar mas é interrompido por Mordred.


— Estava falando com o Silver.


— Comigo? — Todos, menos Yashiro, assentem. — Bom, vamos nos dividir em duplas, taticamente falando, vamos nos dividir de um jeito onde podemos avisar rapidamente qualquer um dos outros, Eu vou com o Sora, Yashiro, você vai com o Myro,  Haruki, você vai com Yoshii-Kun, Lilith vai com o Mordred.


— Era o que ela mais queria. — Sora faz uma piada bem baixinho. — Hehe.


— O que disse? — Lilith disse, achando que era com ela.


— Nada não. 


— Se dividam, Leste, Oeste, Norte e Sul, qualquer coisa reportem a todos. — Silver prossegue. — Yashiro, Mordred, Yoshimura, conto com vocês para avisar qualquer coisa.


— Ok. — Diz Yoshimura, e Yashiro, de orgulho ferido.


— "Conta comigo", eu não estava esperando ouvir isso por um bom tempo. — Brinca o pecado da Ira.


— Merecidamente. — Ele responde com um pequeno riso.


Os Pecados (e Mordred) seguem seus caminhos, cada um para um lado, Silver e Sora foram para Leste, Yashiro e Myro para Oeste, Haruki e Yoshimura e para sul e por último, mas não menos importante, Mordred e Lilith foram para Norte.



Haruki e Yoshimura, vagaram praticamente em linha reta, percorrendo durante um muito tempo um caminho que não levava a lugar nenhum, dialogam pouco e não encontram nada, apenas mais pedras caídas pelos chão e depois de algum tempo decidiram que voltar ao ponto de partida seria a melhor opção.


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Silver e Sora caminhavam na direção Leste e tentavam perceber se algo os atrapalharia, eles trocavam bastante palavras, principalmente de calão tático. Mas desta vez, o pecado da ganância puxou um assunto diferente:


— Você acha realmente que devemos confiar nele?


— Não, mas ele é o mandamento da Verdade, felizmente ele não pode mentir, nem se ele quiser ele pode, não é uma opção. — Silver responde bem sério.


— Ele era como um irmão pra você e mesmo assim te traiu, como consegue se manter normal? — Sora se torna um pouco invasivo com a pergunta, mas não abala o novo capitão. 


— Eu ainda acredito que ele possa voltar, eu prometi pra ele e pra mim mesmo que vou o tirar dessa escuridão sem fim.


— Bom, quem sabe né. — Sora responde com uma sensação de alívio pequena.


Os dois seguem andando, até que Usagi diz:


— Tilápia.


— O que? — Silver responde confuso.


— Bagre.


— O que tá acontecendo.


Eles seguiram caminho, até chegar ao fim da linha, onde não tinha mais nada, eles resolvem, então, retornar ao ponto de partida, assim como Haruki e Yoshimura, ao chegar lá, todos se encontram, menos Mordred e Lilith.


Yashiro e Muro estavam chegando bem despreocupados, afinal, não haviam encontrado nada também.


— Ninguém achou nada? — Perguntou o homem de cabelos brancos.


— Mordred e Lilith ainda não voltaram. — Diz Haruki se apoiando em uma parede qualquer.


— Vamos todos para Norte, então? — Sora diz.


— É o mais sensato a se fazer. — Silver Responde tranquilo. — O que acha, irmão?


— Tanto faz.


Por unanimidade, eles partiram, caminhando a passos lentos em direção norte, para ir atrás de Mordred e Lilith.


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Mordy e Lilly caminhavam em direção Norte, não sabiam se iam encontrar algo, eles não trocavam palavras, mas a garota não aguentava mais se segurar, até que ela para e ele continua por alguns segundos, até perceber que ela havia interrompido a caminhada, ele faz o mesmo.


— Vamos! — Ele chama. — Ou será que já cansou?


— Por quê? — Lilith dá uma pequena esbravejada, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos. — Por quê?


— Do que está falando? — o mandamento questiona confuso.


— Por que você nos traiu? Por que nos abandonou? — Ela berra.


A cara dele fecha e ele fica mais sério, olha para trás e mantém contato visual com a garota de cabelos brancos.


— Sinceramente? — Ele pergunta.


— Sim.


— Eu não escolhi um lado porque sou bom ou ruim, eu não ligo pra isso. — Ele festiva sua escuridão e ele volta a parecer com o Mordred de antes. — Eu tenho meus próprios objetivos e os mandamentos me deixam mais perto deles.


— O que? — Ela pergunta confusa.


— Eu quero trazer a paz para este mundo, e pra essa paz ser instaurada, eu preciso morrer em uma situação bem específica.


— Então você é um grande mentiroso? Mas e seu mandamento? — Ela segue confusa, limpando suas lágrimas.


— O mandamento da verdade? 


— Isso.


— Meu avô me deu de presente de aniversário a imunidade a meu próprio Mandamento, esse é o benefício de ser neto do rei dos demônios, ele manipula esses mandamentos como quer.


— Então… Você nos manipulou e nos enganou de novo, você nos traiu mais uma vez?


— Acho que sim, mas era o único jeito de fazer vocês acreditarem, afinal, quem seria louco de confiar em mim? — Ele solta um pequeno riso.


— Pelo menos você pode se justificar dessa vez e parece estar realmente disposto a nos ajudar.


— É claro, mas só existe uma razão para eu estar ajudando vocês.


— E qual seria ela?


— Não quero te machucar mais do que já machuquei. — Ele deixa escapar uma pequena lágrima.


— O que? — Lilith se abate, não consegue segurar esse choque de sentimentos passando pela sua cabeça, aquilo era demais para ela.


— Sinceramente, eu acho que finalmente achei uma pessoa que realmente gosta de mim. — Ele se aproxima cada vez mais dela e praticamente cola seus rostos. — E eu consegui estragar tudo, mas, infelizmente, pra mim, Lilith Meels, eu ainda te amo.


O coração da garota entra em choque, talvez fosse o pior momento para ela ouvir o que mais queria ouvir, tudo que os separavam não importava mais, o importante era que estavam compartilhando seus sentimentos um com o outro.


— Infelizmente pra você, Mordred Demon, eu também te amo ainda. — Lilith diz e eles colam seus lábios em um beijo cheio de ânsias e desejo, mas apesar disso era bem calmo, ele passa os braços por sua cintura e a pica para mais perto, ela segura em seu pescoço com firmeza, esse beijo dura alguns segundos, é claro, apesar de serem seres superpoderosos, nenhum deles têm pulmão de ferro, então logo perdem o ar e se separam.


— Acho melhor seguirmos com a missão. — Mordred diz ofegante.


— Vamos lá. — Ela responde.


Eles caminham por mais alguns minutos até chegarem em um tipo de altar com um selo, por força do hábito e de curiosidade, Lilly toca no selo e uma grande quantidade de energia começa a escapar.


— Péssima escolha.



Da energia se forma um monstro assustador, Indura, após ser derrotado no templo da ruína, ele estava de volta, como? Isso ninguém sabe.


O resto dos pecados chegam um pouco depois do ápice de energia, as ondas eletrotemrmicas se abalaram muito, mas agora não demonstram distância tão grande entre seus picos e vales.


Os sete pecados capitais ficam em posição de batalha, a luta seria complicada, Indura era um ser de pouca mobilidade e fácil de ser acertado, mas seu poder era extremo.


O olho mágico de Yoshi tremeu, ele sentia os poderes impactando. Ele fala incrédulo:


— Seu poder total é de 550.000, isso é praticamente o poder de vocês todos juntos.


— Vamos mudar isso então. — Diz Sora, ativando o One for All em 100%. — Se é uma batalha de vida ou morte, então que seja!


— Concordo. — Mordred acessa sua herança demoníaca e ativa sua Marca da maldição, dobrando sua força física.


Os pecados atacam em conjunto, cada um em uma parte do gigantesco monstro, os ataques de Mordred não surtiam efeito, por serem da mesma natureza do poder de Indura.


— Vamos ver se aguenta isso! — Berra Sora partindo em direção dele com os punhos fechados. — Smash!


Ele acerta o soco em cheio no alvo, mas ele não se move muito do lugar, apesar de ter se deslocado um pouco.


— Ice Make! — Silver grita formando um pouco de gelo moldável em suas mãos. — Martelo.


Assim como a habilidade sugere, o pecado forma um grande Martelo de gelo em cima de Indura e acerta ele com tudo, a força da colisão fez o solo abaixo do monstro erodir. Indura, porém, continuava intacto.


— Nada funciona contra ele? — Haruki grita.


— Vamos seguir tentando. — Diz Myro tranquilo. — Marcado para a morte.


Ele encosta sua mão em Indura e uma marquinha de sangue surge em sua cabeça, Myro pega seu arco e Flecha e passa a atirar diversas vezes contra ele, Acertando todas nos seus corações, mas falhando em perfurar cada um deles, Pela primeira vez, eles tinham uma boa brecha para atacar, Lilith, partiu com sua Yarkyi na formação Rosa do mar e parte para perfurar o monstro, por impulso Indura solta um grande feixe de energia em direção a garota.


Ela estava prestes a ser acertada, fecha os olhos por reflexo e espera o impacto, mas não sente nada, apenas alguém a segurando, ou mais especificamente segurando em sua a coxas.


Ela abre os olhos e vê Mordred a segurando no estilo Noiva e todo ensanguentado.


— O que eu não faço por você, hein? — Ele a coloca no chão.


— O-obrigada. — Ela fala um pouco tímida e muito envergonhada, vermelha como uma pimenta. — Está machucado? Está cheio de sangue!


— Tá tudo bem comigo. Me dá cobertura, tenho um plano. — Ele estica a mão e a ajuda a levantar. — Fica a minha frente.


O Mandamento começa a manipular grande parte de energia luminosa, ele passa a flutuar e encara Indura de frente.


— Vamos ver se você suporta uma dessa. — A pequena esfera de energia se torna uma esfera média e progressivamente continua até ficar gigantesca. — Ark!


O ataque de Mordred prende Indura dentro dessa esfera até ele se esmaecer e sumir totalmente.


— Isso matou ele? — Questiona Yashiro.


— Eu acho que só precisávamos enfraquecer ele com uma magia negativa a dele. — Pontua Silver. — E então ele sairia daqui, talvez o plano não esteja estável ainda.


Mordred estava no chão, apoiado com as mãos e bem ofegantes, as habilidades do clã das Deusas limitavam muito suas reservas de energia, e ele havia ficado bem fraco.


— Acho que vou precisar dormir por uns 3 dias depois disso.


— Você é um fracote mesmo. — Silver o ajuda a levantar e um portal surge a frente deles.


— Acho que devemos entrar aqui. — Yoshi-kun diz.


— Isso me parece óbvio — Impaciente, Yashiro passa pelo portal primeiro, depois dele, todos seguem.



A brecha os levou para frente do chapéu de Javali e o dia já parecia estar chegando ao fim. Era hora da clássica despedida.


— Agora voltamos a ser inimigos mortais, não é?. — Mordred diz, um pouco cínico, como sempre, mas fazendo uma pequena brincadeira.


— Nos encontraremos de novo e então nós vamos te derrotar. — Sora diz confiante.


— Eu vou te salvar dessa, eu prometo. — Diz Silver.


— Que dia é hoje mesmo? — Mordred questiona.


— 14 de novembro. — Diz Haruki. (Usei o calendário gregoriano mesmo, pra facilitar, é o que temos pra hoje.)


— Olha como o destino é incrível, hoje faz exatamente um ano que nós nós conhecemos. — Ele disse com um pequeno sorriso. — Muita coisa mudou de lá pra cá.


— É, realmente. — Myro responde sucinto e sempre com poucas palavras.


— Bom, mas eu acho que nossa ordem chegou ao fim mesmo. — Diz Yashiro.


— Adeus. — Ele dá as costas e vai caminhando na direção oposta do bar e os pecados vão em direção ao chapéu de Javali, Lilith segue o mandamento e toca em seu ombro.


— O que você disse mais cedo. — Ela fala. — Promete que não vai me deixar?


Ele dá um pequeno riso, e se vira para ela.


— Quer uma dica boa? Me esqueça Lilith, em alguns meses eu vou morrer, ou algo parecido com isso, e nunca mais vou voltar.


— Então isso é um adeus? — Ela deixa uma lágrima escapar de seus olhos.


— Nunca é um adeus. — Ele vira de costas novamente e some como num flash.


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Depois de um tempo, Mordy chegou no esconderijo dos mandamentos e Alice estava observando a Noite, só que com uma cara um pouco confusa.


— Voltei! — Ele diz bem sério.


— Voltou de onde, você sumiu por 5 minutos, quando fingiu que ia falar algo sério. — Ela bate o pé um pouco Impaciente. — Qual o seu problema?


— 5 minutos?


— É!


— Fascinante! — Ele rebate. — Eu estava em uma dimensão alternativa, fiquei lá Por algumas horas, mas foram só alguns minutos aqui na superfície.


— Você está querência dizer que estava em um lugar onde o tempo passa diferente?


— Se eu pudesse formular um feitiço parecido, mas vou precisar da Circe pra isso.


— Tudo que precisa fazer é estabilizar o…. — Ela ia se pronunciar, ele a interrompe.


— Fluxo espaço-tempo Axial, Mas é claro. — Ele sai correndo em direção a ela e lhe dá um grande abraço. — Eu te amo Alice, você é uma gênia.


Ele segue para dentro da cratera e Alice segue onde estava sem tirar nem sequer o pé do lugar.


— Cara esquisito. — Ela diz.







Continua 








Notas Finais


Foi isso, espero que tenham gostado, afinal é 1 ano e 22 capítulos de muita dedicação e amor, embora não seja uma fica de tanto sucesso, me deixa bem feliz escreve-la.

Não esqueçam de comentar, um abraço, até qualquer dia


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