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História Nancy Ahlert 2 - Vivendo o medo - Capítulo 30


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Capítulo 30 - Adeus


Fanfic / Fanfiction Nancy Ahlert 2 - Vivendo o medo - Capítulo 30 - Adeus

Eu estava parada na frente de mais de 100 pessoas apertadas numa casa não muito grande. Amanhecia e a chuva tinha parado de cair a pouco tempo. Todos ficaram em silencio quando levantei a mão pedindo isso. Eu podia ver rostos conhecidos ali, como de Ambrógino e seu namorado e de Nosfaratus que estiveram no Refúgio me odiando por um bom tempo. Vi também no topo da escada a pessoa que antes era minha fã, que talvez hoje já tivesse me perdoada, Katrina, entre outros tantos.

— Eu nunca achei que seria boa em liderança, e na verdade ainda não acho isso, por isso preciso muito da ajuda de todos vocês. Eu também nunca achei que Nosferatus, bruxas entre tantos outros seres fossem reais, e hoje eu sou dois dos seres mais “surreais” que eu conheço. – eles me olhavam ainda confusos – Eu tenho orgulho disso. – Conclui para que entendessem que eu não estava reclamando – A minha vida mudou radicalmente há alguns meses e apesar de ter perdido tanta gente em tão pouco tempo, eu me sinto honrada de tê-los conhecido.

Todos assentiram e comentaram entre si sobre também se sentirem honrados e orgulhosos.

—Essa foi a primeira profecia se cumprindo, foi só o inicio da nova era. Terão outras, terão mais lutas, terão mais guerras e mais traidores. – eles se entreolharam assustados – infelizmente. Mas agora estamos todos unidos. Estamos todos juntos, uns pelos outros!

Todos gritaram junto algumas vivas e algumas palavras em latim ao mesmo tempo. Depois de alguns minutos que se acalmaram, eu conclui o que Fester havia me dito.

— O país inteiro esta com marca nossa e vão procurar por mim mais do que nunca. Então...vamos nos mudar. – todos estavam atentos para saber para onde – Para a Romênia. – Os gritos de felicidade pareciam ainda mais altos e intensos.

Eu havia escolhido três Nosferatus acompanhado cada um de um bruxo para irem atrás de três ônibus onde viajaríamos alguns dias neles e assim iriamos revezando os automóveis até chegar na Romênia - calculávamos um mês até chegar lá. Sabíamos que lá encontraríamos amigos e inimigos, mas onde quer que fossemos encontraríamos.  Meu pai acordou depois de algumas horas, ele ainda estava muito mal e muito abalado. Pedi licença a todos para poder conversar com ele sozinha.

—Pai...

—Onde esta o corpo de sua mãe¿ - foi a primeira coisa que ele disse

—Trouxeram para cá. E já a limparam e trocaram.

—Onde ela esta¿

—Pai, ela esta no quarto ao lado – eu o tranquilizei – esperei o senhor para fazermos um funeral.

Seus olhos estavam fixados em mim e então ele me abraçou.

—Nancy, minha querida... – ele novamente chorava e eu retribui o abraço – quando você se foi, eles acharam seu carro...e tinha um saco com roupa sua e sangue da Vilma...

—Eu sei papai... eu fui descuidada...

—Nunca mais deixe pistas minha querida, nunca mais deixe nada para trás para que te achem. Eles não podem te achar! – ele falava desesperado – ou matarão você!

Meu pai em soltou depois de alguns minutos e quis saber de tudo. Contei tudo. Cada detalhe que me lembrei, cada pessoa que conheci: Damian, Athea, Yo-Yo, Fester, Akatha todos. Contei dos dons e de cada vez que precisei me alimentar. Ele não pareceu ter nojo de mim, nem me odiar.

Eu queria leva-lo comigo, mas ninguém concordava e nem mesmo meu pai. Na verdade no fundo eu sabia que era uma péssima ideia, qualquer hora ele poderia virar a refeição de alguém. Ele simplesmente ficaria para trás. Deixaríamos ele amarrado e deixaríamos pistas para encontrarem ele, achariam que eu surtei e sequestrei meu próprio pai. Pensariam mil coisas, mas ele não nos entregaria, mas também não deixariam de nos procurar.

Saí do quarto e deixei meu pai a vontade para descansar mais um pouco e dei de cara com Fester sentado no chão.

—Estava me espionando¿

—É claro que não – ele falou reclamando

Levantou e fiquei esperando que ele dissesse algo mais. Porém nada saiu de sua boca.

— Escuta, você não tem nada a me dizer¿

— O que eu teria a te dizer Nancy¿

— Esquece – passei por ele enfurecida e desci novamente ara organizar os grupos que se dividiriam nos ônibus.

Duas horas mais tarde com as malas todas nos ônibus e metade do pessoal já dentro deles, subi novamente para falar com meu pai que dessa vez estava deitado ao lado do corpo de minha mãe no quarto ao lado do anterior.

Não contive as lágrimas ao ver a cena.

—Papai, já deixaram pistas e polícia deve chegar aqui em um dia no máximo. – eu o abracei – você comeu¿ - ele acenou dizendo que sim – Eu te amo!

—Eu te amo minha princesa!

Beijei sua testa e em seguida a testa fria de minha mãe. Nunca fomos de despedida, nenhum de nós.

—Nancy – papai falou quando cheguei a porta – você havia prometido nos escrever...- ele fez uma pausa – prometa que desta vez escreverá e verdade.

— Papai, se eu escrever, deve queimar todas as cartas que receber, assim que lê-las.

—Eu prometo - ele sorriu feliz pela primeira vez, provavelmente em meses

—Então eu prometo – sorri de volta

Quando desci, só Fester estava fora do ônibus me esperando, e os dois outros automóveis já haviam partido.

—Tome – joguei para ele algo que carregava a muito tempo – você deve guardar isso em segurança – falei

— Que isso¿ - Ele olhou surpreso – um boneco vudum¿

—O que as bruxas usaram para te controlar – passei por ele e subi o primeiro degrau do ônibus

— Você parou de fumar¿ - ele perguntou de repente enquanto guardava o mini-Fester no bolso do casaco

—Por enquanto – continuei subindo e vi quando ele sorriu.

 O ônibus estava quase completamente cheio. Sentamos em duas poltronas disponíveis quase no final do ônibus e ficamos em silencio quando foi dada a partida. Permanecemos em silencio os 20 primeiros minutos. Eu não havia reparado que todas as janelas tinham sido pintadas com tinta preta e ainda a maioria das cortinas estavam fechadas.

—Ele vai ficar bem, sabe... – Fester me olhava fitar a janela negra – todos fizeram uma vaquinha deixando uma quantia imensa de dinheiro para ele. Sei que não vai comprar a felicidade dele, mas vai ajuda-lo a recomeçar...

Continuei em silencio. Eu não estava afim de falar e apenas deitei minha cabeça em seu ombro. Dois minutos depois ele me enrolou em seu braço e com a outra mão entrelaçou seus dedos nos meus. Não sei quanto tempo fazia que estamos assim mas já haviam passado horas. Minha mente estava um turbilhão de pensamentos ao mesmo tempo desde que saíra da casa deixando meu pai com o corpo morto de minha mãe.

—Eu te amo – a voz de Fester falou entre meus cabelos, com seus dedos acariciando-os. E o turbilhão em minha mente parou no exato minuto



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