História "Não." - Capítulo 5


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Hitoshi Shinsou, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Shouto Todoroki
Tags Bakukiri, Kiribaku, Shinkami, Tododeku
Visualizações 366
Palavras 1.157
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 5


“Não.”


Midoriya suspirou ao encontrar o Ômega, queria falar com o menor para se desculpar. Uma tarefa simples, se não fosse pelo fato do meio-ruivo ter subido em uma árvore muito alta e o Alfa morrer de medo de altura.

- Todoroki-san, desça daí. – revirou os olhos quando o garoto o ignorou – Por favor, não me faça subir aí!

Shouto tentava limpar as lágrimas que deslizavam por suas bochechas, odiava o fato de estar chorando por causa de um Alfa. Em sua infância eles sempre o fizeram chorar, rindo de sua cicatriz, dizendo que estavam apaixonados e quando ele os recusava diriam que era uma piada.

- Idiota. – escondeu o rosto nos joelhos.

- Olha, eu sinto muito.

Todoroki se assustou com a voz estranhamente próxima, abriu os olhos para fitar o esverdeado, o mais velho tremia agarrado ao galho.

- Saia daqui. – o olhou com raiva – Vá embora!

- Todoroki-san! – Izuku gritou, seu medo lhe tirando o controle da boca, olhou para baixo por um momento e seu corpo inteiro estremeceu – Eu subi em uma árvore para lhe pedir desculpas, então você vai ouvir a porra do meu pedido de desculpas!

O menino franziu o cenho, lábios formando um beicinho que Midoriya acharia adorável se não estivesse apavorado. O Alfa tentou se aproximar ao máximo do garoto, de alguma forma aquilo lhe trazendo mais conforto. Shouto foi mantido contra o tronco da árvore, pouquíssimo espaço entre ele e o esverdeado.

- Es-espera... Cuidado! – segurou nos ombros do homem quando ele quase se desequilibrou – Você vai cair deste jeito.

- Não diga isso, por favor. – respirou fundo e sentou-se da mesma forma que o bicolor, pernas abertas para não cair do galho.

- Hum... – olhava para qualquer lugar menos os olhos esmeraldas, Izuku estava muito perto para o seu gosto, se encolheu quando uma mão calejada tocou seu rosto.

Passando seu medo, Midoriya pôde finalmente admirar a beleza do menino, o Ômega tinha olhos tão inocentes que faziam as borboletas em seu estômago se agitarem. O menor suspirou quando o polegar do esverdeado começou a traçar uma linha imaginária por onde suas lágrimas tinham percorrido.

- Sinto muito, eu não deveria ter rido de você. – sorriu quando o Ômega se inclinou para o toque, era a primeira vez que os dois não estavam gritando um com o outro – Não queria te fazer chorar.

- Não ria de mim, eu odeio isso. – abaixou a cabeça – Todos fazem isso.

- Por que ririam de um garoto bonito como você? – o fez erguer a cabeça.

- Por causa da cicatriz... – suas bochechas ficaram extremamente quentes ao sentir uma leve pressão sobre sua cicatriz, eram os lábios do esverdeado – Ai!

Todoroki gemeu ao bater a cabeça contra a madeira ao se afastar rápido demais, Izuku olhou confuso para a reação exagerada do menor.

- Você está bem? – levou a mão até a nuca do garoto e massageou o local – Está doendo?

- Nã-não. – levou a mão para tocar a borda da cicatriz – Você me beijou...

Izuku assentiu, segurou a mão do menino e sorriu travesso antes de perguntar:

- Posso fazer de novo?

O bicolor fechou os olhos, era a sua forma de dizer sim. Ele realmente estava esperando por outro beijo em sua cicatriz, mas quando os lábios do esverdeado tocaram os seus, não pôde deixar de sentir uma explosão de calor se espalhar por seu corpo. Gemeu ao sentir a língua do maior tocar seu lábio inferior, mãos grandes em sua cintura.

Midoriya suspirou quando o outro cedeu passagem, Shouto segurou em seus ombros para se apoiar, uma mão se infiltrando nos cabelos esverdeados. Sentiu o Alfa estremecer quando puxou alguns fios presentes em sua nuca.


...


Toshinori estava bebendo chá com as mulheres da casa, sua esposa e Rei Todoroki. Inko revelava suas preocupações para com os comportamentos de Shouto.

- Nunca vi um Ômega tão... Ousado. – disse a mulher – Izuku parecia encantado com seu filho, espero que esse encanto não passe. Os dois fariam um belo casal.

- Eu concordo. – Rei suspirou, girava um belo anel em seu dedo, encarava o pequeno rubi – Meu filho nunca foi alguém fácil, depois que seu pai morreu acho que o mimei muito...

Lamentou a morte do marido como se não tivesse sido ela quem o matou. Yagi tentava prestar atenção, porém ele era o único que estava sentado de modo que podia ver a janela, ao longe observava seu filho subir em uma árvore muito alta, notou que o pequeno Ômega também estava lá.

- E você, marido, acha que os dois se darão bem? – Inko sorriu para o loiro.

Yagi engoliu em seco, percebeu que depois teria que ter uma séria conversa com seu filho sobre “Não tirar a pureza de Ômegas inocentes.”

- Acho que sim! – gritou nervoso quando as mulheres quase olharam para a janela – En-então caso os dois decidam se casar, seu filho já passou pelo cio?

- Ainda não. – respondeu a platinada – Diga ao seu filho para ser gentil com o meu, se ele machucar a minha criança eu o mato. – a família Midoriya estremeceu perante o olhar gélido da viúva.

- Não se preocupe, se ele machucar meu querido genro. – Inko sorriu gentilmente – Eu mesmo o mato.

Toshinori sentiu medo ao perceber que estava lidando com prováveis psicopatas.


...


Mais tarde o bicolor coraria toda vez que o esverdeado o olhasse, em certos momentos até fugiria para não o encontrar, porque: Deus, eles se beijaram e Izuku usou a... A língua!

- Está me evitando? – Izuku o colocou, literalmente, contra a parede, braços ao lado da cabeça do mais novo para o impedir de escapar.

- Não... – mentiu, não conseguiu ficar olhando para o sorriso descarado do Alfa – Sim, na verdade, eu não sei.

- Então tá bom. – passou a mão pelos fios ruivos – Vou sair com Shinsou e Kirishima, você me espera? Quando eu voltar podemos passar um tempo juntos, nos conhecer.

Por fora o Alfa parecia confiante em suas palavras e ações, porém por dentro ele estava morrendo de medo que o menor recusasse, depois daquele beijo o esverdeado estava cheio de esperanças que o Ômega finalmente aceitasse o conhecer.

- ... – o encarou por um momento, olhos heterocromáticos brilhando em desconfiança – Tá bom, eu te espero, mas...

Midoriya quase sentiu vontade de chorar ao ouvir o “mas" sair da boca do Ômega.

- O que?

- Antes me responda: por que me beijou se não gosta de mim?

- Eu não gosto ainda, posso aprender a gostar de você e você de mim, só precisamos de uma chance.

Shouto teve que se impedir de sorrir, nenhum de seus outros pretendentes o disse isso antes.

- Só uma chance.

- Prometo não desperdiçar. – roubou um beijo do meio-ruivo – Agora, tenho que ir.

Quando Todoroki já não podia mais ver o Alfa ele riu, um risada envergonhada e feliz, ele nunca pensou que isso aconteceria. Levou as mãos até as bochechas, estavam ardendo novamente.



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