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História Não Acredito em Acasos - Capítulo 9


Escrita por: OliverMontenegro

Capítulo 9 - O fim do dia de início.


Fanfic / Fanfiction Não Acredito em Acasos - Capítulo 9 - O fim do dia de início.

No caminho falaram sobre o que pretendiam fazer da vida como profissão e o porque Luci fez faculdade de gastronomia.
Ele achou curioso uma pessoa que fala tão bem não querer ser professora ou escritora; e Luci gostou da determinação que Fred tinha em ter sua própria oficina de mecânica.

22h00 eles chegaram à praça de esquina com rua Severino Ribeiro, na Via Light.

- Posso te fazer uma pergunta? - falou Luci.
- Pode.
- Então, você tem algum amor na sua vida?
- Sim, eu amo jogar vôlei de praia nos sábados.

Luci achou graça, porém, cruzou os braços, descansou o corpo numa das pernas, inclinou a cabeça para esquerda e fez a mesma feição que seu pai lhe faz quando tentam o fazer de tolo.

- Não se faça de besta - disse-lhe com tom doce na voz.
- Tô brincando! Tô solteiro desde o ano passado.
- Bom, o ano passado acabou faz duas semanas.
- Verdade! - consentiu. - Ela me deixou uma semana antes do Natal. Disse que queria alguém que lhe desse um futuro seguro e... - refletiu uns poucos segundos - eu não sou rico - lamentou, mas sem deixar alguma atmosfera dramática se propagar. Odeia se vitimizar. - E você com seu "babaca"? Não me falou dele.

Luci se impressionou por sua memória em lembrar do adjetivo que ela usou na única vez em que falou de seu namorado de frente ao cemitério à tarde.

- É isso que o Júlio é: um babaca.
Eu deveria apresentá-lo à sua "ex" e deixá-los serem felizes para sempre.
Ele pensa que pode me impressionar com dinheiro, eu não preciso disso; pensa que dinheiro pode comprar às pessoas.

- Bom, foi a falta disso que me fez perder à Jéssica.
- Então... Eu acho que você tá errado: foi ela quem te perdeu e isso por não ter caráter.

Fred gostou da resposta, apesar de ainda sentir muito a perda de Jussara.

- É, mas não quero falar dela. Ela já é passado - a afirmação era mais pra si próprio do que para Luci. - "Então", como diz você - ela achou graça ao vê-lo imitá-la.
- Você percebeu meu "então"!
- Não dá pra não perceber, você fala sempre!

Riram juntos.

- Vamos trocar contato? - perguntou ele.
- Bom, posso te dar meu e-mail.
- E-mail?
- Então... - riu ao voltar a usar seu "tique de linguagem" - Às vezes qu'estou com o Júlio, ele costuma mexer em meu telefone e meio que fuxica meu face e WhatsApp.
Até eu resolver essa minha história com ele, eu prefiro não ter à aflição de sempre me preocupar se tem alguma coisa qu'ele possa interpretar... Sei lá como.
Ele ainda não me ligou por saber qu'a essa hora eu tô no estágio.
Até isso acabar, é melhor ser assim.

Fred fica parado olhando pra ela.

O que será qu'ele está pensando!?

- Não tem nada haver com você, eu tenho que resolver logo isso. Depois da faculdade ele piorou em tentar me controlar. Então... - Luci encolheu os ombros a demonstrar: Não há outra solução.

- Bom, melhor um e-mail do que nada - consolou-se Fred.

Ela pega em sua bolsa um papel, escreveu o endereço eletrônico que pareceu ser longo e em seguida pediu-lhe à carteira.

Fred estranhou mas lhe passou e a viu encaixar o pedaço de papel dentre algumas notas de dinheiro.

- Assim você não perde. Agora eu tenho que ir, meu pai já deve estar chegando.
- Vou sentir falta do seu sorriso - disse ele olhando sua boca.

Os olhares se cruzam pela primeira vez expressando vontades escondidas.

- Cadê seu celular? - perguntou Luci.

Ele o tira do bolso rapidamente.

- Tire uma self de nós dois.

Fred adorou a ideia e sem dizer meia palavra pôs-se ao lado dela, dobrou um pouco os joelhos e quando na mesma altura, tirou a foto enquanto sentia a agradável fragrância do perfume de Luci invadir-lhe o nariz.

- Me mande por e-mail, okay?
- Xacumigo!
- Caramba, você é muito alto mesmo! Quanto você medi?
- Um e noventa e dois.
- Nossa, você tem quase vinte centímetros a mais que eu! Tenho um e setenta e três.

Sem nenhum pré-aviso, Luci laça seu braço direito delicadamente pela cintura de Fred.
Ele sente às unhas da outra mão de Luci arranharem provocantemente seu pescoço e parar em sua nuca. Ela traz o rosto dele próximo ao dela. Os olhares estão profundos e estimulantes.
Fred, abismado com a ação repentina de Luci, tem sua boca ligeiramente aberta e sua respiração está ofegante. Luci se alucina com o aroma gostoso que lhe escapa da boca. Contudo, quer que a iniciativa de concluir o que ela começou, venha dele.
Luci não consegue esconder o entusiasmo em sua respiração quando sente a vultosa mão de Fred em sua cintura. A ânsia de sentir seus lábios nos dela fervorou-se, então, ela se deixa levar pelo momento, fecha os olhos e Fred a beija docemente.

O momento era afável e ao mesmo excitante. Mesmo os musculosos do braços de Fred envolvendo Luci com firmeza, era respeitoso seu toque, por outro lado, ela se sentiu almejada como Anastasia Steele, a Ana de "50 Tons de Cinza".
Seu sangue flui velozmente por todo o corpo como se fosse a primeira vez que beijara alguém na vida.
A sensação dentre eles era tão agradável que seus corpos sentiam como se borboletas estivessem voando dentro de si.

O beijo foi curto, todavia, marcante como o nascer de um crepúsculo alaranjado no fim de um dia de verão visto do topo de uma montanha onde se contempla o horizonte cercado por um oceano com ilhas que enfeitam à paisagem irradiando os olhos de quem vê.

Luci tira a mão da cintura dele e relaxa a outra em seu pescoço. Serenamente os lábios de desconectaram, os olhos se abriram e se encaram por uns poucos, porém, apaixonantes segundos.

-Tenho que ir - lamentou.

Fred está tão envolvido com a emoção do momento que seu coração não o deixa usar o cérebro em achar algo pra dizer. A voz de Luci era tão doce quanto a de Sade: cantora preferida de sua mãe.

O telefone de Luci começou a tocar. Ela lhe dá um rápido "selinho" e sai correndo até a outra esquina, onde há uma carrocinha vendendo cachorro-quente.
Pouco mais a frente, um Corola prata está parado com o pisca-alerta acesso.
Fred agradou-se de ver o último gesto de Luci antes de entrar no veículo: ela virou-se pra si e mandou um beijo de mão.

Ele acompanhou o carro até onde seus olhos pudessem o avistar. Entristesseu-se.
Mesmo estando tarde da noite, o fluxo de carros ainda é expressivo na Via Light, no entanto Fred está a ouvir um silêncio amargo por seus ouvidos sentirem a falta da doce voz de Luci.
Sentou-se no banco da praça e refletiu sobre tudo que aconteceu desde o início da tarde. A magia da paixão lhe preencheu o coração que batia insistentemente rápido.
Pegou no celular e olhou a foto de Luci ao seu lado.
Voltou a se admirar da beleza da bela do Evanil. Destino! Deu um sorriso de canto de boca. Será?

Havia inúmeras mensagens de sua mãe.

Mae, tá td bem. Tô pegando o buzão aqui em Nova Iguaçu. Tô indo pra casa. 22:16.



Fred entrou no Evanil.
O ambiente não era igual ao da tarde; não havia quase passageiros. Mesmo que cheio estivesse, seria insignificante a presença de pessoas no transporte que agora carrega um leve gosto de saudade acompanhado da mágica sensação de ter conhecido alguém inesquecível!
Os acentos onde conhecera Luci está ocupado por um casal.
Caminhou sem muita pressa indo ao fundo do veículo. Ao observar o casal, lembrou-se da primeira vez em que viu os olhos castanhos de Luci. Sentiu-se feliz.
Passou por eles e sentou-se no último acento do lado oposto do corredor. Passou uns segundos a observar os que ocupava seu, "agora", lugar preferido dos ônibus: o acento depois da escada de descida.
Deve ser o lugar dos apaixonados. Pensou quando viu o casal se beijando.


Pega em sua carteira o papel com o e-mail anotado e pra sua surpresa, ela lhe deixara um pequeno bilhete antes do e-mail anotado:

"Talvez vc seja a pessoa que eu pedi à Deus na passagem desse ano. Não perca esse papel!
Se cuide e não se lembre de me esquecer".

Fred repetiu a última frase lida que lhe envolveu com carinho o desejo de revê-la o mais rápido possível.
Ele volta a meter o papel na carteira. Lucinda! Lembrou-se soltando um riso apaixonado. rindo de que? Frederico! Satirizou seu nome.

Lembrou-se do curso e de seu pai, no entanto nada naquele momento seria capaz de lhe abalar o êxtase que explodia-lhe a mente.

Estava com a imaginação num estopim em saber como seria estar novamente com aquela mulher que acabara de invadir seu coração amargurado num dia em que tudo e mais um pouco lhe parecia dar errado, todavia aquele "mais um pouco", fora para ele como uma estaca cravada sem vestígio ou previsão em seu coração que se deixou abocanhar pela força da paixão ingênua, entretanto, virtuosa na imaginação ao que possa vir sem a mínima noção de um amor que pode estar para acontecer.

Pegou no celular e voltou a adimirar a "bela do ônibus". A paixão se deixou mostra-se em seu semblante corroborado com um sorriso de canto de boca, no entanto, o apogeu do momento foi perturbado ao ser invadido pela imagem de Jussara em sua mente.
Foi até uma pasta onde estão arquivadas fotos deles quando casal, em seu celular. Esmoreceu-se ao ver os vestígios que lhe relembrou momentos mágicos que pensa nunca mais viver com alguém. Sentiu-se triste. Voltou a olhar para o casal apaixonado e isso lhe trouxe Luci de volta à cabeça, tornou a se agraciar de sua imagem ao seu lado na self.
Fre seguiu viagem a pensar no passado com Jussara e num, talvez, futuro com Luci. 



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