História Não-Amigos - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Inohina, Itadei, Naruto, Sasunaru
Visualizações 161
Palavras 2.084
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi minhas paçocas com pedacinhos de chocolate! Depois de uma vida eu estou de volta. E espero que aproveitem esse último capítulo, sei que prometi pelo menos mais um, mas depois desse, parece abusar da sorte e acabar com esse final. Esse captítulo tem uma quebra de tempo de mais ou menos dois meses. Desculpem os erros e aproveitem a leitura.
Dedico esse capítulo a Cross, sem o empurrãozinho acidental dela, esse capítulo não existiria.

Capítulo 3 - Ato final: as cortinas descem


Fanfic / Fanfiction Não-Amigos - Capítulo 3 - Ato final: as cortinas descem

"Porque eu não sou de ninguém a não ser seu. (...) Porque eu precisaria da sua permissão? Pele e ossos, eu sou apenas humano."

 

     Calum Scott, If our love is wrong

 

 

Sasuke respirou fundo e tentou acalmar as batidas frenéticas do coração com imagens tranquilas: a mãe o abraçando depois de um pesadelo quando era pequeno; o pai o ajudando a decorar as falas para uma peça no ensino médio enquanto mexiam no motor da sua moto; Itachi e Hinata disputando pelo posto de irmão favorito do moreno. Coisas bobas que faziam o coração de Sasuke inflar e conseguir respirar normalmente em meio a ansiedade. Não conseguia enfiar na cabeça que realmente ia fazer aquilo. E com os amigos botando pilha (além do sermão de Mikoto sobre deixar sua felicidade escapar), a ideia descabida grudara na cabeça feito chiclete. Sasuke tentara a todo custo se dissuadir daquilo, era um erro, ia perder para sempre a companhia de Naruto, iria se sentir péssimo, não teria coragem de dizer nada. Esses eram os argumentos que que usava quando a necessidade de tomar uma atitude era tão forte que a pele formigava e coçava o comichão no couro cabeludo até machucar a ponta dos dedos. Mas no fundo sabia, a decisão estava tomada. Lá no âmago de quem era, Sasuke sabia que se não tentasse, nunca ia se perdoar.

- Eu não sei se essa roupa tá boa, Ino. 

Deu voz a insegurança com a frase proferida. Sasuke estava muito bem vestido, sexy, se ousasse fazer uso de palavras fora do seu vocabulário usual. Seu cabelo estava meio preso em um coque e meio solto por uma fita fina de couro, obra da irmã gêmea. Ino escolhera suas roupas, por isso parecia pronto para uma noite na cidade ou para uma passarela: vestia uma calça jeans de lavagem clara com rasgos estratégicos nos bolsos, coxas e joelhos, uma blusa de mangas longas chumbo, e uma jaqueta escura por cima; nos pés uma timberland preta, pulseiras de couro nos dois pulsos, anéis de prata nos dedos e uma corrente fina no pescoço. Não parecia com ele mesmo e ainda sim, parecia.

- Não seja idiota, Uchiha. Você está um arraso! Se eu não fosse namorada da sua irmã e gostasse do que você tem entre as pernas, me jogaria em cima de você. - Ino olhou para Sasuke de cima a baixo, demorando a chegar em seus olhos. Sasuke já estava com as orelhas e bochechas rubras a essa altura. Ino achava fofo a capacidade de corar que Sasuke possuía. - Com toda certeza.

Sasuke revirou os olhos, Ino era uma descarada. Hinata apareceu na porta do quarto com as mãos na cintura fina.

- Sua namorada está me cantando, coloca uma coleira nela. - Sasuke soltou com ironia.

Ino arregalou os olhos com indignação e bufou.

- Eu estava te elogiando! Não foi uma cantada, Uchiha. - Ela se virou para a namorada e jogou as mãos para cima afobada. - Eu queria que ele se sentisse melhor, e se fosse uma cantada, estaríamos nus.

A última parte ela disse olhando para o melhor amigo. Hinata deu uma gargalhada e abraçou a loira.

- Você está linda. - Depositou um selinho nos lábios pintados de vermelho. - E deixe seu arsenal para mim, o Suke é muito inocente para ouvir as barbáries que você diz, porquinha.

Ino soltou um risinho e enrolou o rabo de cavalo de Hinata na mão e puxou até que a cabeça da morena se inclinasse, dando um beijo profundo. Sasuke tentou reprimir o sorriso que tentava lhe rasgar o rosto, mas era impossível. A seu ver, as duas formavam um casal estranho: eram extremamente parecidas e tão diferentes como a lua e o sol. Sasuke sempre esperava sentir um aperto no peito, ou inveja do que elas tinham, até mesmo ciúmes tentava sentir; mas era impossível. Elas nunca o deixavam de lado, dobravam a atenção sobre ele e o que sentiam eram tão puro que se sentir de qualquer outra forma faria Sasuke se sentir uma merda.

- Chega, suas barangas de quinta. Temos um compromisso, e vocês estão nos atrasando! - Deidara bateu palmas e rolou os olhos. - Vem Sas, daqui a pouco essas assanhadas aparecem na sala.

Sasuke seguiu Dei para a sala e se jogou no sofá. Estava nervoso. Na sua cabeça, enumerava tudo o que podia dar errado e uma cena era pior do que a outra.

- Você tá um gato, Sas.

Abriu um sorriso para a amiga e avaliou rapidamente o vestido de alcinha preto, os corturnos, a jaqueta clara, a gargantilha preta, o cabelo trançado e as argolas prateadas na orelha da loira.

- Do seu lado eu pareço uma mancha de óleo no oceano. - Brincou galante.

Dei caiu na risada.

- Cadê o Ita? - Hinata e Ino perguntaram.

Hinata vestia um macacão jeans curto com moletom branco de capuz, rabo de cavalo alto e argolas, além de um all star branco de cano médio nos pés. Seu visual contrastava com o de Ino, que vestia uma calça jeans escura de cintura alta, uma camiseta preta do Black Sabath, uma corrente fina no pescoço e botas de salto baixo. Sasuke achava engraçado o modo como Hina optava por roupas casuais fora do trabalho ou de algum evento importante, parecendo mais nova do que realmente era. Iria sentir saudade das três, o peito apertava só de pensar no período que ficariam separados.

- Tá no carro, esperando a gente. Imagina o que ele não vai dizer quando descobrir o por quê estamos demorando. - Sorriu maligna.

Hinata arregalou os olhos e correu para a porta, com Ino em seu encalço.

- Isso foi maldade.

- Eu sei, vamos.

Antes de fechar a porta, pegou o cachecol pendurado perto da porta.

*********************************

 

 

A noite estava divertida, volta e meia Sasuke girava o canudo no copo de milkshake. Ino tinha levado Naruto atrás deles com a desculpa de que aquela era uma despedida para o tempo em que o moreno passaria fora. Uma desculpa extremamente conveniente, mas não era mentira. Itachi, Hinata e Sasuke estavam sentados na mesa, longe da jukebox e da pista de dança, onde os três loiros davam um show ao som de Cher.

- Realmente gostamos deles? - Hinata perguntou com a voz divertida.

Itachi mastigou a batata que tinha acabado de passar no katchup e depois mergulhado no milkshake de chocolate antes de responder.

- Nós os amamos. Eu acho. Vale realmente a pena? Eles são loucos! - Hinata deu risada e beliscou Itachi.- Belisca a mãe, pirralha. O pai vai perder a cabeça quando ver qual é o nosso tipo.

- Loiros? - Ergui a sobrancelha.

- Não, animal. Loucos esquizofrênicos com síndrome da minhoca.

Os três Uchihas caíram na gargalhada.

- Vou sentir falta de vocês. - Sasuke soltou com um suspiro.

Itachi ficou sério e Hinata bufou.

- Você vai mesmo?

- Vou. Preciso ficar um tempo longe. Vocês estão enrolando demais a mãe, tenho que fugir antes que ela mire aqueles olhos casamenteiros em mim. - Sasuke respondeu fazendo troça.

- Já sabe quando volta? - Hinata perguntou dessa vez.

Sasuke abriu um sorriso pequeno para a irmã e deu de ombros.

- Vai depender dele.

- Sas... - Itachi começou.

- Eu sei o que parece, Ita. Juro que sei. O plano original é ficar tempo o suficiente para a temporada da peça no teatro da cidade, em Tókyo. Se não der certo com ele, vou rodar com o elenco pelo país, e se até lá eu não conseguir voltar, vou na turnê pelo resto da Ásia e Europa. - Respondeu com um aceno. - Aqui tem coisa demais, Ita. Não tem um canto dessa cidade que eu não tenha estado com ele. Fomos ao parque, andamos pela linha de trem, alimentamos os patos, trabalho voluntário, tudo. Aqui tem lembranças demais, motivos demais do que eu deveria ter feito a mais de um ano e meio atrás.

A mistura de sentimentos no olho de Itachi dizia a Sasuke tudo o que ele precisava saber: ele entendia, e o apoiava. Sasuke não poderia pedir por mais. Até olhar nos olhos de Hinata. Raiva, aceitação e saudade se misturavam em um turbilhão nos olhos escuros. Como Sasuke sequer conseguia pensar em ficar longe dela? Eles eram gêmeos! Compartilharam o útero, o berço, os brinquedos, a vocação, até mesmo a Ino eles dividiam. Como Sasuke tinha a audácia de largá-la como se fosse menos que sua metade?

- Eu vou voltar, Hina.

- Não vai ser a mesma coisa, seu imbecil egoísta.

- Quem mesmo é o mais velho de nós dois? - Sasuke brincou.

- Eu sou a mais velha. Cala a boca. Se você não voltar em dois meses, Sasuke Madara Uchiha, eu vou atrás de você. - Hinata ameaçou com um brilho maligno no olhar.

Sasuke reprimiu a risada.

- Hai, hai. - Respondeu coçando a bochecha.

Estava fodido.

*****************************

 

 

Ino e Hinata já tinham subido para o apartamento e Sasuke continuou no carro com Itachi, Deidara e Naruto, para deixar o loiro em casa. Os dois loiros soltavam a voz com U2 tocando nas caixas de som do carro e Sasuke guardou aquela lembrança na memória. Reprimiu a vontade de suspirar. Sentado do lado de Naruto no banco de trás, conseguia sentir perfeitamente o perfume de Naruto: verão e alecrim, coisas boas e possibilidades. Fechou os olhos e inspirou profundamente, gravando o cheiro na memória. Só por precaução. Estacionaram em frente o prédio do loiro alguns minutos depois.

- Eu vou com você até seu apartamento. Me espera aqui, Tachi.

Sasuke desceu do carro e caminhou em silêncio com Naruto até o elevador. Lá dentro, as mãos suavam e o coração batia acelerado. O sentimento de que tudo iria terminar ali, naquele prédio na madrugada, deixava Sasuke a beira do pânico. Era o cenário perfeito: na calada da noite, sem viv'alma como testemunha. Desceram do elevador e pararam na porta do apartamento de Naruto.

- Eu tenho que te falar uma coisa, então fica quieto e escuta. Eu estou apaixonado por você. Não sei quando aconteceu, mas faz tempo, Naruto. Eu amo você. Amo o jeito como sorri, como se o mundo fosse acabar e você não pudesse esperar virar uma caveira para poder exibir sua arcada dentária. Amo o seu cheiro de liberdade, e como minha barriga faz uma coisa esquisita quando você tá perto. Amo como você insiste em ser meu amigo mesmo que eu insista que você não pode ser meu amigo. Eu não quero ser seu amigo. Eu quero amar você, quero amar você como o mar ama a praia e a lua ama o céu estrelado. Quero te amar como o Itachi ama batata frita com ketchup e milkshake de chocolate. Quero te amar de um jeito que eu possa brilhar sozinho, mas que quando eu estiver com você, brilhar mais que uma supernova.

Naruto estava com os olhos arregalados e a boca aberta. Sasuke nunca tinha falado tanto de uma só vez e era difícil fazer com que ele falasse mais que "hmm, ok e tanto faz". Sasuke se sentia bem, um peso tinha saído de seus ombros, um peso que ele nem sabia que estava ali e era muito mais fácil respirar. Antes que perdesse a coragem e o sentimento de leveza se esvaísse, deu dois passos para frente, ficou na ponta dos pés, levou as mãos ao rosto de Naruto e lhe deu um selinho. Breve demais para o gosto de Sasuke, mas era melhor do que nada. E estava tão grato por isso. Sabia que sentiria falta daqueles lábios, do rosto de Naruto nas palmas das mãos. De segurar o mundo. Quem diria que Sasuke podia ser tão meloso? Apesar da poesia, não se arrependida como pensou que faria. E estava grato por isso também. 

- Eu vou estar no aeroporto amanhã, vou te esperar até o último minuto possível. Só para garantir... - Deu outro beijo em Naruto e se surpreendeu quando ele correspondeu. Os nervos de Sasuke explodiram e sua cabeça rodou com a surpresa. Naruto tinha o gosto mais incrível, sorvete de menta e chocolate. Com um beijo, Sasuke estava viciado. Não durou muito. - Adeus, Dobe.

E Sasuke soube, quando correu dali como se os cães do Inferno estivessem atrás dele, e mandou Itachi acelerar aquela pocilga de carro que nunca mais seria o mesmo. Naruto indo até ele ou não. 


Notas Finais


Aaaaaah!!!! A sensação de terminar alguma coisa e ótima! Espero que tenham curtido, assim como eu. Beijos de amendoim com creme de leite e até o próximo projeto!


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