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História Não Brinque Comigo - Drarry - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Tenth


- Francamente, Severo! Tem pelo menos três anos que não nos reunimos, você vive nesse hospital! – a voz disse repreensiva.

- Potter, eu sou um homem ocupado demais! – Severo respondeu.

- Eu sou ocupado também, Sirius e Remus também, mas veja só, ainda temos uma vida social. Não é algo absurdo, Severo, o aniversário do meu filho é no próximo final de semana e queremos você presente. – James falou.

- Saiba você que eu também tenho uma vida social ativa – Snape falou em sua defesa.

- Você quer argumentar comigo? Sua vida social se resume aos diálogos para saber qual doença seus paciente tem!

- Ok, você venceu! Eu irei aparecer aí no sábado! – Snape se rendeu.

- Ótimo, venha pela sombra, morcegos são sensíveis à luz do sol! – James riu.

- Vá à merda, Potter! – Snape disse e finalizou a ligação.

Não era novidade que James Potter não lhe desse sossego, no fundo apreciava que houvesse alguém que se importasse com sua existência. Depois do colégio, ingressou na faculdade e desde a faculdade, dedicava sua vida somente ao hospital e suas pesquisas. Orgulhava-se e muito de ter uma cadeira no corpo docente da Hogwarts University, sendo o reitor da Escola de Medicina. Severo era dono das mais variadas patentes de fármacos do mundo.

Vivia em prol disso, de procurar sempre ser o melhor e trazer resultados efetivos para humanidade. Mas sabia que além do Potter, havia outras pessoas que se importavam com sua existência e Severo admitia estar em falta. Olhou para um dos painéis do centro cirúrgico e devidamente aparamentado foi em direção aos seus companheiros. Severo era um neurocirurgião de renome, adorava a área que atuava e a complexidade. Como Dumbledore sempre afirmava para si, Snape poderia estar completamente cego mas ainda conseguiria operar um cérebro como ninguém.

- É o corriqueiro, tumor no lobo frontal – a doutora Mcgonagall.

- Certo, vamos iniciar? – Severo olhou para os demais que assentiram.

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A cirurgia havia sido um sucesso, Minerva nunca se cansava de observar como Severo poderia ser meticuloso no que fazia. O morcegão como era chamado por todos, tinha as mãos mais habilidosas de Londres. As incisões eram sempre precisas e o mesmo arriscava performances que os outros cirurgiões nunca teriam coragem para fazer.

- Severo, espere! – Mcgonagall andou apressada atrás do médico. A doutora retirou a touca e o coque estava desmanchado, Minerva era linda e Severo admitia isso ao olhar para os olhos expressivos, era sem dúvidas o que mais atraía a si nas mulheres. Os olhos. Sabia que a doutora tinha por volta de seus trinta e quatro anos.

- O que há? – o homem virou-se para ela.

- Eu queria saber se você – Minerva estava acanhada – Sairia comigo?

Sentia-se como uma tonta, que uma mulher como si aos trinta e quatro anos ainda tivesse receio em chamar alguém para sair. O problema era que para chegar a este momento, havia reunido muita coragem, observava Severo há quase dois anos dentro do hospital. Era docente na Escola de Medicina de Hogwarts junto do moreno e ainda assim não se sentia suficiente para conseguir uma chance com o homem.

- Minerva, você sabe que eu sou muito ocupado! – ele a olhou.

- Eu sei, mas você poderia tentar arrumar algum espaço em sua rotina – ela disse com gentileza.

- E eu também sou muito velho para você! – Snape a olhou.

- Severo, você tem 37 anos! – ela o olhou – Tem outras formas de dar um fora em alguém!

- Não estou te dando um fora, só não acho que eu seja suficientemente bom para você! – Severo respondeu.

- Francamente, Severo, será apenas um encontro casual! Somos dois adultos e você sequer sai desse hospital ou de Hogwarts – Minerva repreendeu.

- Acontece que eu desenvolvo muitas pesquisas – Snape disse.

- Não irei aceitar suas desculpas! Sem cirurgias para terça-feira, iremos jantar no Três Vassouras! – Minerva disse convicta.

- McGonagall... – Snape disse e viu a doutora passar por si.

O morcegão teria que acostumar com pessoas exigindo sua pessoa em suas vidas. Até ponderou a ideia de pegar um plantão na emergência, mas estava farto por hora, cirurgias eram as únicas coisas que o deixavam cansado o suficiente para largar o St. Mungus. Retirou os EPI’s antes de deixar o centro cirúrgico. O uniforme que usava era totalmente negro e não evitou de pensar no Malfoy, o garoto utilizava Snape como inspiração de vida.

Snape nunca sonhou com a paternidade ou casamentos, vivia em um relacionamento sério com sua carreira e isso costumava ser o suficiente para si. Malfoy era o mais próximo de um filho, mas sabia que para o loiro era como um grande amigo. Já que o platinado sempre o repreendia por achar que estava velho. Não era sua culpa, apenas gostava de observar a vida como se tivesse mais experiências que os demais. Isso só era colocado em cheque quando o assunto eram mulheres, Snape era um verdadeiro fracasso.

Uma timidez inexplicável se apoderava de si, sem contar no extremo senso de inferioridade que ele sequer sabia o porque de sentir. Ele claramente sabia que a loira o observava a anos, Minerva era extremamente corajosa e sempre colocava Snape em cheque de alguma forma. Snape só fugia de tudo como costume. Preferiu parar de pensar sobre aquilo e soltou o coque. Os cabelos negros então caíam e emolduravam o rosto do neurocirurgião. Passou no vestiário e tomou uma ducha, vestindo roupas casuais. Uma calça preta, camiseta preta lisa e uma jaqueta preta, um par de sapa tênis. Era um visão diferente do Severo que sempre trajava roupas sociais.

Saiu do hospital sem ser notado e chegou ao estacionamento, o celular ao ser ligado não parou de vibrar por minutos e Severo o colocou no banco do carona. Ao chegar em casa daria atenção aquilo.

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A segunda-feira começou tediosa para Hermione, o celular da mesma vibrava incansavelmente e ela sabia que se tratava de Ronald. Estava evitando o mesmo desde sábado e não iria parar, precisava digerir muito bem e saber qual seria seu veredito final. Respirou fundo e deu um gole no café, cruzou as pernas enquanto olhava pela janela de vidro daquele edifício. O par de Louboutin dava um ar de graça, ganhou aquele presente de sua mãe quando completou seus vinte e cinco anos.

 Não havia muito a ser feito naquele dia, ainda via graça em ser a estagiária do pai de Harry. James Potter era sem dúvidas um advogado brilhante, ele era meio viajado mas ainda assim conseguia ser um dos melhores.

- Hermione, neste final de semana será o aniversário de Harry. Ele pediu que não fizéssemos nada – James iniciou – Honestamente, eu e Sirius planejamos algo!

- Harry não é o maior fã de surpresas, James! – Hermione disse.

- Mas quem dá importância para o opinião de Harry, não é mesmo?! – James disse risonho e Hermione acabou rindo. – Enfim, queremos você presente e não aceito não como resposta.

- É claro que estarei lá, não poderia perder um momento como esse! – Hermione sorriu.

- Que bom, ele ficará contente! – James respondeu alegre – Leve o seu agora noivo.

- Ah você viu... – Hermione disse desanimada.

- É um lindo anel, só que sei que você não consegue enxergar beleza alguma! – James bradou.

- Assim como Harry, eu não gosto muito de surpresas. – Hermione respondeu.

- Eu já sabia que não ia pra frente! – James disse e Hermione o olhou confusa. – Vamos lá, Granger?! Você mesma sabia que um relacionamento com Ronald não era o melhor para você, não no sentido dele não ser um bom rapaz. Aprecio muito ele e o fato de ser amigo de Harry, assim como o pai dele é meu amigo, também!

- Então? – Hermione o olhou.

- Ele é imaturo para você. – James respondeu sério. – Como era o nome daquele estagiário búlgaro?

- Krum. Victor Krum. – Hermione disse.

- O próprio. Ele era alguns anos mais velho que você, ele tinha muito mais afinidade contigo do que o Weasley. – James falava e amassava uma folha ao mesmo tempo – Você precisa de um homem, não um garoto, o seu amor pelo Weasley é pelo tempo que são amigos. Mas vocês dois não tem o amor de amantes.

- Mas eu e Ronald temos química! – Hermione tentou se defender.

- Hermione, não estou dizendo que você está errada, apesar que está sim! Não entre na defensiva, estou lhe dizendo que se você prosseguir nisso e casar com o Weasley, vai pular fora logo – James respondeu. – Você é uma mulher incrível, Hermione e sinto que Ronald fica ofuscado quando está contigo. Você precisa de alguém que tenha um visão similar a sua e que te apoie em todos seus objetivos.

- Se eu pedir um tempo para Ronald, a família dele vai surtar! – Hermione disse penosa.

- E por acaso é a família dele que vai viver o casamento de vocês? – James a olhou. – A maior estupidez que você pode cometer na vida é se casar por conta de familiares, escute bem o que eu digo.

- Mas ainda assim, minha reputação vai ficar manchada! – Hermione bradou.

- Que reputação, minha filha? – James a olhou – A única reputação que importa é a que vai te levar ao seu mestrado no próximo ano!

- Eu preciso pensar mais! – Hermione respondeu.

- Sei disso, você já tomou sua decisão, não deixe que terceiros te influenciem! – James disse e saiu da sala.

CONTINUA



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