1. Spirit Fanfics >
  2. Não chore mais, meu bem. >
  3. Sinto o meu coração bater apressado e urgente

História Não chore mais, meu bem. - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Nossa heroína vai enfrentar fortes emoções!
Notei que a história é um misto de Alberta com Estenah. Não consigo escrever sobre uma sem a outra aparecer, no fundo pra mim as irmãs que são as almas gêmeas da história. Porém não se preocupem, a história de amor Albertela está aqui firme e forte!
PS: As imagens que escolho pra capa às vezes não tem tanto a ver com o capítulo, é que eu acho as fotos lindas ahaha.

Capítulo 11 - Sinto o meu coração bater apressado e urgente


Fanfic / Fanfiction Não chore mais, meu bem. - Capítulo 11 - Sinto o meu coração bater apressado e urgente

Ismael estava irritado. O carregamento que ele estava esperando chegar no porto, estava atrasado há 3 semanas. Ele estava adiando sua vingança contra Estela e Alberto por conta disso, não podia se descuidar desse trabalho, era crucial para seus negócios.

-Mas o que diabos que aconteceu com o navio? O produto era para estar aqui em 1 mês, daqui a pouco faz 2 meses e nada! Deste jeito os caras vão mudar de fornecedor porra!

-Foi um problema que a embarcação teve ao sair da Colômbia, parece que atrasou lá, daí fodeu com toda operação. Mas dentro de alguns dias já teremos a mercadoria em mãos.

-Eu acho bom, senão cabeças vão rolar.

Ismael desligou o telefone irritado e olhou para a foto de Estela que tinha no porta retrato de seu escritório. Bia gostava da ideia de ter seus pais juntos novamente, e Ismael a enganava dizendo ainda amar a mãe da garota, mas a verdade era que agora ele só sentia ódio dela.

-Ela ousou ficar com outro homem! Tinha que ser sempre submissa a mim, afinal ainda é casada comigo. Ela vai ver só o que a espera. Ninguém mandou ela me trocar por aquele doutorzinho de merda.

                                                                                                           ...

Estela e Dinah dançavam felizes. Eram ciganas, vivendo em uma outra época. Estela amava sua melhor amiga, mas elas não eram irmãs, mas sim grandes amigas que se amavam muito. Alberto e Otávio estavam admirando-as dançar, elas sorriam alegres e faziam passos sensuais. De repente, uma confusão. Um homem atirando. Pessoas corriam. Alberto tentou chegar até Estela, mas não conseguiu, foi atingindo por uma bala na perna. De repente Estela sentiu uma forte dor no peito, mas ela não estava ferida, olhou para o lado e viu Dinah, caída no chão, com um tiro no coração. Gritou. Um grito dolorido de tristeza, a maior tristeza de sua vida.

-Mãe? Acorda, mãe! Mãe!

Estela acordou de seu pesadelo, estava desorientada. Acordou ofegante e se sentindo mal. Correu para o banheiro e quase não chegou a tempo de vomitar. Chorava, angustiada com o sonho tão real que teve.

-Calma mãe, foi só um pesadelo. Fica calma.

Bia se assustou com o grito da mãe e com o fato dela estar passando mal.

-Abre a porta...a sua...tia...

Bia foi correndo até a sala e ficou aliviada de ver sua tia Dinah na porta.

-O que está acontecendo com sua mãe?

Dinah perguntou e foi logo entrando pela casa, atrás da irmã. Estela não dormiu bem, e Dinah também não, porque sentiu o desconforto da irmã.

-Ela teve um pesadelo, acordou gritando e foi direto pro banheiro vomitar. Ontem ela foi dormir cedo, disse que estava muito cansada. Tia, será que minha mãe tá doente?

Bia, apesar das malcriações, amava a mãe e estava muito preocupada.

-Estela, eu estou aqui.

Estela abraçou Dinah forte. Colocou a mão no peito da irmã, na altura do coração, para sentir que ela estava viva. Sentia-se enjoada e ao tentar levantar, teve uma vertigem.

-O que foi? O que você tem?

-Foi um pesadelo. Só um pesadelo. Você está aqui. Me abraça, por favor.

-Calma, meu bem. Eu estou aqui. O que é isso? Nunca te vi assim, nervosa deste jeito. O que foi que você sonhou?

Estela apenas fez que não com a cabeça. Não queria nem lembrar do sonho que tivera. O mais estranho foi que não parecia um sonho e sim uma lembrança.

Ficaram assim, alguns minutos abraçadas no banheiro, até que Dinah ajudou Estela a se levantar e a levou até a cama.

-Bia, liga pro Alberto.

-Não precisa...eu já estou melhor. Foi só o susto do sonho, foi muito forte e realista, me assustei, só isso.

-Tem certeza? Acho melhor chamá-lo.

-É mãe, melhor ligar pra ele, você está muito esquisita.

-Não precisa. E além do mais, ele tem um paciente que fará uma cirurgia importante hoje, e precisa acompanhá-lo. Eu já estou me sentindo melhor.

-Tudo bem, mas hoje você não vai trabalhar.

-Dinah...

-Não tem nada de Dinah! Você está pálida, Estela. Vou ficar aqui com você hoje, cuidando de você.

-E eu?

-Você, dona Beatriz, vai terminar de se arrumar pro colégio!

-Ah, também quero ficar com minha mãe!

Estela sentiu-se feliz ao ver a preocupação da filha. Há tempos que Bia não era carinhosa com ela.

-Pode ir filha. Prometo que já estou melhor.

-Quando você voltar, nós revezamos, que tal?

-Tá bom!

Bia foi terminar de ser arrumar para ir ao colégio. Estela deitou-se novamente na cama e Dinah foi preparar um café da manhã para a irmã, e limpar o banheiro, que estava um caos. Antes mesmo de Bia sair, Estela estava adormecida novamente.

                                                                                                ...

Alberto estava se sentindo inquieto. Uma sensação de que algo importante estava acontecendo, mas ele não sabia bem o que era. Hoje havia sido um dia difícil no trabalho, apesar de trabalhar mais tempo em sua clínica, Alberto também acompanhava seus pacientes que tinham casos mais graves, eles sentiam-se mais confiantes e tranquilos ao vê-lo antes das cirurgias.

-Doutor Alberto, tudo correu bem na cirurgia do Sr. Marcos. Ele ainda está sob o efeito da anestesia, porém acreditamos que logo acordará e o levaremos para o quarto.

-Ah que bom que correu tudo bem. Os familiares estão tensos, como é natural.

-Sempre dizem que a gente se acostuma, mas a verdade é que pra mim sempre é muito difícil dar uma notícia ruim, uma sensação de impotência.

-A maturidade vai te ajudar a lidar melhor com isso, você ainda é muito jovem, Doutora Marina.

-Obrigada, Doutor. Pelo menos hoje a notícia é boa!

Essa fala, por algum motivo, trouxe de volta a Alberto a sensação de algo estava pra acontecer. Ele foi dar a notícia da cirurgia de seu paciente para os familiares e depois ainda tinha uma papelada pra preencher. Era um dia muito cheio de trabalho e ele como um bom profissional, focou em seus pacientes.

                                                                                                                  ...        

-Você não vai me contar mesmo que pesadelo que foi esse que você teve?

Estela não queria contar, não pra Dinah. A sensação de que aquele sonho era mais do que um sonho não saia de sua cabeça.

-Eu não me lembro direito. Estávamos dançando e começava uma confusão, mas tá tudo embaralhado na minha cabeça. Foi uma sensação ruim que me fez acordar, só isso.

-Essa volta do Ismael tá tirando o seu sono, né?

-E como não vai tirar? Minha filha tá encantada com esse pai dela, mal sabe o crápula que ele é, está cega. Eu tenho medo do que pode acontecer com ela, da decepção que ela vai enfrentar.

-Eu vou te ajudar com isso. Temos que dar um jeito de pegar o Ismael, sei lá, armar uma emboscada contra ele.

Estela sentiu uma pontada no peito. Um forte pressentimento de que Dinah não deveria se intrometer nesse assunto, que poderia ser mortal pra ela.

-Não! Por favor, eu te imploro, não faça nada contra ele! Por favor Dinah, me promete!

-Estela, você tá tremendo! Que isso? Calma.

-Dinah, você tem que me prometer que não vai se intrometer nesse assunto do Ismael!

-Mas Estela, a Bia...

-Me promete! Me promete!

Estela chorava muito e estava muito pálida. Novamente correu para o banheiro, para vomitar o café da manhã que Dinah havia preparado. Estava física e emocionalmente abalada. Sentia de alguma forma que só ela poderia mudar o curso desta história.

-Calma Estela! Calma. Eu te prometo. Eu não vou atrás de nada contra o Ismael, tá legal? Nós pensamos em algum plano, juntas. Não farei nada que você não queira.

Estela chorava mais. A sensação de perder sua irmã estava muito viva em seu coração e de alguma forma Dinah sabia que o sonho ruim tenho a ver com ela, afinal elas sentiam tudo uma da outra.

Depois de alguns minutos, Estela se recompôs e acalmou-se. Ela sabia que Dinah não estava mentindo.

-E esse enjoos, hein?

-O que tem?

-Você nunca foi de se enjoar.

-Deve ter sido algo que comi ontem, nada demais.

-Você tá pálida e sonolenta. E não adianta reclamar, eu vou falar sim pro Alberto te examinar, porque se depender de você capaz de proibir o homem de vir aqui te ver.

-Para de bobagem, Dinah! Já te disse que estou bem, só estressada, tenho direito também, né?

-Mesmo assim, agora sou eu quem estou te pedindo algo. Deixa o Alberto ou algum outro médico te examinar.

-Não quero dar trabalhar à toa.

-Pois então vá ao médico e tira essa preocupação da minha cabeça.     

-Tá bom, eu vou falar com o Alberto quando ele vier aqui amanhã, tá bem assim?

-Perfeito! Agora vamos pensar em algo pra você comer que não te faça vomitar.

Estela revirou os olhos, mas ao mesmo tempo olhou com ternura para a irmã. Seu telefone tocou. Ela foi atender e ao ouvir o que lhe disseram, sua visão ficou turva e tudo escureceu.

Dinah só teve tempo de proteger a cabeça de Estela, que caiu desmaiada no chão da sala.

 


Notas Finais


Melhor a Dinah não se meter nessa história de Bia e Ismael, né? O coração dela não aguentaria esse baque, melhor deixar esse plot de lado.
Afinal, o que nossa Estelinha, tem?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...