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História Não confiem em sorrisos bonitos - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi galera tudo bem? muito que bem, aqui não ta nada bem.
para além do coronga, a vida ta uma merda sim
eu tenho dois projetos pra postar aqui mas eu simplesmente não consigo gostar de NADA que eu escrevo kkkkkkkkkkk e isso ta me deixando MUITO puta porque são plots bem bonitinhos que eu criei

meu amor talvez não venha me ver esse final de semana e eu estou puta e triste sim e ninguém além de loona e girls generation podem me tirar da bad. falando nisso voces gostam de snsd? vamos montar um grupão no zap pra poder falar delas porque é só o que eu sei fazer na minha vida

enfim, espero que goste desse plotzinho porque ele já tava escrito e eu gosto muito hehehehe E A CAPA VAI SER ESSA PORQUE EU NUM SEI FAZER e cortar é o máximo que consigo fazer kkkkkkk sou burra

bjs

Capítulo 1 - Teve o braço quebrado e o coração levemente


Kahei estava levemente desesperada.

Normalmente considerava-se uma pessoa corajosa e tolerante a dor, mas haviam duas situações na vida que deixavam-na desconfortável: estar em hospitais e a possibilidade de fraturas em seu corpinho que cuidava com tanto amor. E o fato de ter se acidentado e estar sozinha na emergência do hospital contribuía e muito para o seu sentimento de ansiedade. Chegara há alguns minutos trazida pela ambulância e ao passar pela triagem da emergência onde foi constatado que realmente havia fraturado o braço direito além de ter algumas escoriações pelo resto do corpo, foi levada a um leito para que pudesse esperar a avaliação do médico residente.

Sentada na maca e de olho no ambiente da emergência, constatou que ela era muito diferente do que estava acostumada a presenciar nos filmes: onde estava a correria dos enfermeiros e médicos? Por que não tinha ninguém gravemente ferido agonizando ao seu lado? Cadê a gritaria dos familiares exigindo atendimento ou informações dos pacientes? Era sempre assim tão vazio ou será que ela era realmente a única pessoa azarada a acidentar-se numa quarta-feira de manhã? Bufou em agonia pela demora do médico e buscou o celular para que pudesse mandar uma mensagem no grupo das suas amigas de trabalho avisando o porquê de ainda não ter chegado.

 

Kahei [09:48 am]

Bom dia, gente.

Tive um problema no meu percurso até a empresa e agora estou no hospital :p

Foi mal, aê

 

Jungeun [09:48 am]

MEU DEUS, O QUE ACONTECEU?

 

Hyejoo [09:49 am]

Que merda você fez, criatura?

 

Sooyoung [09:49 am]

Essa desculpa do hospital é muito manjada, Hei

Tem que arranjar uma melhor...

 

Kahein revirou os olhos e tentou mudar de posição, gemendo de dor em seguida. O remédio que os enfermeiros lhe deram ainda não havia feito o efeito completo e conseguia sentir uma fisgada na fratura vez ou outra. Apoiou o braço bom no joelho e começou a digitar lentamente a mensagem com uma mão. Já demorava um século com as duas, imagina com uma só! E ainda não gostava de abreviar palavras, então...

 

Kahei [09:52 am]

Eu estava na moto e caí quando desviei de um gato.

Quebrei o braço e estou no hospital.

 

Jungeun [09:53 am]

...

 

Sooyoung [09:53 am]

...

 

Hyejoo [09:54 am]

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

 

Hyejoo [09:55 am]

Tu é muito burra, mano

Não conseguiu ver o gato na tua frente?????

 

- Essa Hyejoo é uma desgraçada! - Kahei resmungou para si mesma ao ver a reação da amiga – Nem quando eu estou sofrendo ela para de me zoar.

 

Kahei [09:59 am]

Claro que vi

Mas quis me jogar no chão de propósito porque nunca tive a experiência de um braço quebrado

 

Kahei [10:01 am]

E vocês não deviam estar trabalhando, suas porra?

 

Hyejoo [10:02]

Não venha jogar sua amargura pra mim, Wong!

Você foi burra sim, caralho

Usa óculos pra quê?

 

Jungeun [10:03 am]

E como você está agora, amiga?

Precisa de algo?

Quer que eu vá aí?

 

Sooyoung [10:03 am]

Se quiser eu vou!!!!!!!!!!!

To louca pra uma desculpa pra sair daqui kkkkk

 

Hyejoo [10:04 am]

Tu vai ficar quietinha aí, Soojovem

Não vou fazer teu trabalho de novo

 

Sooyoung [10:05 am]

E quando foi que tu fez, Son Hyejoo????

Eu levo meu trabalho muito a sério, pirralha

De quem foi a ideia de colocar essa menina no grupo hein??

 

Sooyoung [10:06 am]

Foi tua, né Kahei?

Pois o acidente é deus te castigando!

 

Jungeun [10:06 am]

QUE HORROR, SOOYOUNG

PEDE DESCULPAS PRAS DUAS AGORA

 

Hyejoo [10:06 am]

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK toma trouxa

Vai desobedecer a namoradinha?

 

Kahei [10:07 am]

Não precisa, Eunnie

Assim que a médica vier me ver, dou notícias

 

Sooyoung [10:07 am]

Espero que ela seja gostosa

 

Hyejoo [10:08 am]

Espero que ela seja gostosa

 

Jungeun [10:08 am]

*emoji revirando os olhos*

 

Kahei normalmente odiava as amigas, mas as vezes elas serviam para lhe fazer rir. Estava respondendo as duas imbecis quando ouviu a cortina do seu leito mexer e uma mulher entrar, olhando para a prancheta e fechando-a em seguida.

- Bom dia, Kahei. Sou a Drª. Jung Jinsoul, o que te trouxe até aqui?

A mulher olhou-a pela primeira vez e a castanha sentiu como se tivesse mais uma reclamação a fazer além da fratura no braço: ataque súbito do coração derivado do choque de ver uma mulher tão bonita. Ela aparentava ser alguns centímetros mais alta, com longos fios loiros e um rosto que definitivamente deveria ter sido esculpido pelo mais belo escultor do mundo – que infelizmente Kahei não saberia dizer qual é porque arte nunca fora seu forte na escola. Os olhos eram lindos. A boquinha vermelhinha parecia ser uma delícia. O maxilar desenhado era um charme. Nunca pensou que diria a seguinte frase, mas amém Sooyoung e Hyejoo por terem lhe desejado uma médica gata! Pelo menos algo de bom têm que sair depois de tanto sofrimento, certo?

- Bom dia, Doc – Respondeu maravilhada – Eu queria dizer que foi minha moto, mas infelizmente foi a ambulância.

“Talvez ela goste de mulheres bem humoradas, sei lá”, pensou consigo mesma, “não custa tentar”.

 A loira riu.

- Bom saber que mantém o bom humor – Colocou a prancheta ao seu lado na maca e segurou em seu braço para examiná-lo – Como exatamente aconteceu esse acidente?

- Eu estava na minha moto dentro do meu limite de velocidade quando um gato apareceu do nada na minha frente – Fez uma expressão de dor quando a médica segurou próximo ao seu pulso – Freei e desviei dele, mas acabei caindo e quebrando o braço. A senhora da padaria em frente ao local não me deixou pegar um táxi, então acabei vindo de ambulância.

- Entendi... Sente dor em alguma outra parte do corpo? – Perguntou enquanto examinava o ombro e clavícula para saber se havia lesões nesses locais.

“Na minha boceta, desde que você chegou”, riu em pensamento e forçou-se a voltar para o momento.

- Só do lado direito do corpo, porque foi desse lado que eu caí, sabe?

- Foi bonitinho da sua parte machucar-se para salvar o gato, Kahei – Jinsoul finalmente parou de examiná-la e olhou-a nos olhos, sorrindo – Agora eu irei pedir uma radiografia para saber como exatamente está o seu braço e daqui a pouco te encontro para fazermos o tratamento, tudo bem?

Kahei assentiu e viu a médica abrir as cortinas do seu leito e andar até o posto de enfermagem. A castanha observou todos os movimentos feitos pela outra e chegou à conclusão de que além dela ter um rosto divino, também possuía um corpo perfeito: o jaleco e as roupas até tentavam esconder, mas nunca conseguiriam disfarçar as coxas torneadas, o bumbum arrebitado e a cintura escultural. Será que conseguiria pelo menos o seu telefone? “Por favor, deus, eu juro que não te peço mais nada se você me ajudar nisso!”, implorou mentalmente e teria continuado suas preces se não tivesse sido interrompida por uma enfermeira que veio levar-lhe para realizar a radiografia.

O exame foi feito de forma rápida e ela logo estava de volta à maca, esperando a médica que ainda não havia voltado para lhe dar o diagnóstico preciso. A dor estava começando a voltar e esperava tomar outro medicamento logo, porque definitivamente não queria chorar de dor na frente da sua paixonite do momento. Enquanto recitava mantras indianos – ou o que achava ser –, Jinsoul voltou com o exame em mãos e parou a sua frente, retirando a radiografia para explicar-lhe o resultado.

- Então, Kahei, você fraturou o rádio distal, que é esse osso aqui que vai do antebraço até o seu punho – Apontou para o local indicado e a castanha assentiu, fingindo compreender. Infelizmente sempre dormiu nas aulas de Biologia – A boa notícia é que não é algo grave e nem precisará de cirurgia... e a má notícia é que precisará deixa-lo imobilizado por dois meses.

- Sem andar de moto por esse tempo? – Perguntou com um leve bico.

- Se não quiser levar uma multa, atropelar gatos ou arranjar outra fratura, temo que sim – Respondeu divertida – Essa é uma fratura muito comum e que por não ter sido exposta significa que o osso se regenera por ele mesmo. Vamos apenas colocar um gesso para que não aja nenhuma possibilidade de movimento nessa área e você já pode ir para casa.

Kahei assentiu cabisbaixa por saber que ficaria sem seu meio de transporte preferido e logo depois fez uma careta ao lembrar-se de que provavelmente teria que ir trabalhar de carona com Hyejoo – o que significava sair de casa sem saber se chegaria ao destino. A mais nova seguia suas próprias leis de trânsito que eram baseadas em três princípios: primeiro as damas, devagar se vai longe, mas rápido vai mais longe ainda e que não é errado se a polícia não vê. Arrepiou-se com a nova perspectiva e balançou a cabeça para livrar-se dos pensamentos.

- E então, pronta?

- É o jeito, né...

Jinsoul trouxe os equipamentos necessário para engessar o antebraço da outra e iniciou o processo de colocar as malhas para proteger a pele que seria engessada, cuidadosamente. Kahei observava a feição da médica por debaixo da máscara cirúrgica e pensava em algum jeito de tentar demonstrar para ela que estava interessada em ter algum tipo de relação extra-profissional. Vasculhou sua pasta cerebral de cantada atrás de alguma que fizesse a médica aceitar tomar alguma bebida depois do expediente.

- Você é bem nova para ser médica, não? – “Que maneira bosta de começar uma conversa, Kahei...”, pensou – Formou-se recentemente?

A loira sorriu e mesmo sem conseguir vê-lo, Kahei já sabia que era um sorriso lindo.

- Você me pergunta isso porque está realmente interessada em minha formação acadêmica ou só porque quer saber a minha idade?

Kahei arregalou os olhos, surpresa por sua técnica ter sido descoberta. Essa médica realmente não estava pra brincadeira! Contudo, como viu que ela estava disposta a entrar no seu jogo de sedução, resolveu colocar suas cartas na mesa.

- Acho que não preciso mentir, certo? – Seu sorriso que era pra ser sexy tornou-se uma careta de dor ao sentir uma fisgada na fratura – Eu só quero saber se você é muito nova pra tentar alguma coisa.

- Depende do tipo de “coisa” – Jinsoul levantou o olhar do seu antebraço e lhe lançou um olhar penetrante.

- Algo que envolva outro ambiente, talvez uns drinks e com certeza menos roupas.

Jinsoul riu.

- Se você me der uma boa cantada, talvez eu pense no seu caso.

“Ah, mas aí você quebra minhas pernas porque eu não tenho nenhuma cantada legal...”, desesperou-se em pensamento com a possibilidade real de perder a chance de ter algo com a médica gata. Por que as coisas precisam depender do seu próprio esforço? É esse o problema que faz a sua vida amorosa ser tão parada. Contudo, não podia transparecer que estava arrancando os cabelos internamente, então ajeitou-se da maneira que pôde na maca e resolveu colocar suas melhores cartas na mesa – que infelizmente não era tão boas assim.

- Gata, você não é cardiologista mas sei que pode cuidar muito bem do meu coração.

Jinsoul gargalhou.

- Nossa, essa foi péssima!

Kahei encolheu os ombros, levemente envergonhada de sua performance.

- Infelizmente o meu estado de saúde atual está afetando meus flertes.

Na verdade não era esse o caso: sempre teve dificuldade em dar cantadas em mulheres bonitas e por isso preferia quando não precisava rolar conversa e já partia pros finalmente. A castanha tinha certeza absoluta de que sua língua não havia sido feita para conversar e sim para beijar e fazer um excelente, diga-se de passagem, sexo oral. “Porra, Jinsoul, me dá um real de moral e me ajuda a desenrolar os beijinhos”, implorou novamente.

- Sei... – A loira zombou, começando a modelar o gesso que iria de metade do braço até a ponta dos dedos. Kahei suspirou, pensando em como seria irritante ter que lidar com todos os cuidados que aquela merda requisitaria – E, então, desistiu?

- Fica mais fácil se me falar qual cantada funciona com você.

A resposta talvez tenha soado meio ríspida, mas era meio incômodo ter seu braço fraturado sendo mexido daquela forma; apesar de Jinsoul estar sendo muito cuidadosa e habilidosa. As duas ficaram em silêncio e Kahei só esperava que aquela tortura acabasse logo, mesmo que achasse muito legal o fato de o gesso estar sendo modelado no seu braço. Era como estar fazendo um vaso de argila ali na sua frente! E seu sonho sempre foi mexer com aquela massa facilmente modelável porque os vídeos no Youtube faziam a atividade ser tão relaxante...

Depois de minutos que pareceram horas, finalmente estava completamente imobilizada. E seu braço parecia pesar cinco quilos! Que merda era aquela? Jinsoul pediu licença por alguns minutos para poder devolver os equipamentos e limpar-se corretamente, Kahei resolveu atualizar as amigas. Abriu o aplicativo de mensagens e revirou os olhos com o conteúdo das mensagens – suas amigas definitivamente dividiam o mesmo neurônio. Com a câmera apontada para o gesso, tirou uma foto e enviou.

 

Kahei [11:50 am]

Olha como a Kaheinnie vai sair daqui~

 

Hyejoo [11:51 am]

Quase duas horas e eu ainda não consigo acreditar nisso

Que tu quebrou o braço por causa de um gato

 

Hyejoo [11:51 am]

Puta que pariu, Kahei

 

Kahei [11:54 am]

Por que não está trabalhando, flor?

 

Sooyoung [11:54 am]

E onde tu já viu essa maldita trabalhar?

Só enche o saco o dia todinho

 

Hyejoo [11:55 am]

Caladas, invejosas

 

Jungeun [11:55]

Que bom que está bem, amiga

Precisa de ajuda pra voltar pra casa?

 

Kahei [11:59 am]

Não, meu bem

Eu vou de táxi

 

- Voltei.

Já sem a máscara e com o cabelo solto novamente, Jinsoul retornou até a maca onde Kahei estava, parando ao seu lado e realizando diversas anotações. A castanha deixou o celular ao seu lado e começou a pensar em um forma de voltar ao assunto do flerte, afinal, queria realmente que algo saísse dali. Então, ignorando o incômodo que era ter um braço mais pesado que todo o resto do seu corpo, respirou fundo e virou-se para a médica com o resto de dignidade que ainda lhe sobrava.

- O negócio de eu te dar uma cantada ainda está de pé?

Jinsoul levantou os olhos da prancheta e olhou-lhe confusa, mas sorriu em seguida em entendimento.

- Já disse: só se for boa.

- Eu tenho certeza que vai valer a pena – Garantiu e deu o melhor sorriso cafajeste que conseguiu – Gata, você não é Napoleão mas conseguiu conquistar Bonaparte do meu coração.

A gargalhada da loira preencheu a emergência e Kahei fez uma careta de leve porque apesar de tudo, a risada parecia diferente. Tinha gosto de promessa.

- Essa foi pior que a primeira – Falou com resquícios de riso nos lábios – Mas eu adoro história...

“Obrigada por ter me ensinado essa, Sooyoung!!!”, comemorou internamente e sorriu com a possiblidade que se abria. Jinsoul era linda, inteligente e estava lhe dando mole. Qual a probabilidade de conseguir outra conversa tão positiva com uma mulher? E nem estava bêbada! O que era definitivamente um milagre...

- E então, como fazemos?

- Bom, eu tenho compromissos durante o resto da semana e farei plantão no final de semana – Começou e conseguiu observar a feição animada de Kahei desmoronando – Mas isso não quer dizer que eu não tenha uns minutinhos sobrando...

Com um sorriso que demonstrava toda a malícia do momento, ela colocou o papel que escrevera a minutos atrás no bolso do jaleco e caminhou até a saída da emergência, virando o rosto para trás e piscando, num sinal claro de que queria que fosse seguida. Sem esperar nenhum minuto a mais, a castanha pegou o celular que estava ao seu lado na maca demorou uns segundos até acostumar-se com o peso do gesso e seguiu na mesma direção da loira.

Encontrou-a parada em frente a uma porta qualquer no corredor, esperando-a. Sem saber muito bem o que estava rolando, chegou perto da médica e antes que pudesse abrir a boca para perguntar o que diabos estava acontecendo, sentiu-se ser puxada para dentro do que parecia ser o almoxarifado visto que estava cheio de vassouras e produtos de limpeza. Com uma meia luz, o rosto de Jinsoul parecia ainda mais bonito. Caralho.

- Não tem problema você estar aqui? – Perguntou observando o local rapidamente – Você é médica e aqui tá cheio de bactérias, sei lá.

- Relaxa – Jinsoul sorriu e aproximou-se devagar da castanha, colocando as mãos por baixo da camiseta que ela usava e arranhando de leve a cintura de pele macia – Eu tenho um jaleco reserva no meu armário.

- Puxa, você é prevenida, hein?

- E você fala demais...

Como já estavam perto, Jinsoul só precisou aproximar um pouco o rosto e encostar seus lábios nos de Kahei, que prendeu a respiração de surpresa. Tá, ela já tinha uma ideia de que iriam se pegar forte no almoxarifado, mas o beijo de fato estava sendo muito melhor do que o pensamento que tivera. O beijo era uma delícia: molhado, com mordidas, lambidas, chupadas... tudo o que é preciso e necessário para fazer uma calcinha molhar. Com o braço fraturado parado ao corpo – mais por não tê-lo conseguido levantar de fato do que por lembrar-se da fratura –, usou a mão esquerda para finalmente tocar os cabelos que estava de olho a tanto tempo. Segurou-o com força na parte da nuca e ouviu a loira gemer de leve; seu corpo aumentando alguns graus de temperatura.

Jinsoul então desceu até o pescoço da castanha e beijou toda a extensão cheirosa de forma quase divina. Era completamente apaixonada por pescoços. E o fato de ouvir a respiração descompassada da outra deixava tudo ainda melhor. Porra, ela podia sentir a lubrificação molhar a calcinha. Quando deu-se por satisfeita, voltou para a boca gostosa. Beijavam-se a tanto tempo que até poderia dizer que os lábios estavam doendo, mas obviamente não se afastaria. Contudo, mesmo que planejasse passar o resto da vida morando naquele beijo, Kahei sentiu Jinsoul afastar-se. Um barulho molhado ressoando por todo o cômodo pequeno.

- O que foi? – Perguntou ofegante.

A resposta não veio em palavras, mas ela compreendeu rapidamente a linguagem corporal da médica quando esta mordeu o lábio e começou a abaixar-se, ficando de joelhos. Seu queixo caiu com a audácia da loira, mas logo a expressão de surpresa deu lugar à de prazer ao sentir a língua quente de Jinsoul em sua boceta.

 

|||

Depois que recuperaram-se da rapidinha no almoxarifado, as duas saíram rapidamente do cômodo, conversando no corredor para disfarçar os rostos vermelhos e os sorrisos cúmplices.

- As recomendações para casa são bem simples – Jinsoul começou a falar, retirando o papel e caneta do bolso do jaleco – Você precisa ter cuidado para não molhar o gesso e coisas do tipo. Ele deve secar completamente em no máximo três dias. Eu receitei alguns analgésicos que você pode fazer uso apenas se sentir dor, o que eu acredito que não vá acontecer por mais de dois dias. Dúvidas?

Kahei limpou a testa que tinha uma leve camada de suor e sorriu.

- Sim. Qual seu número de telefone?

Jinsoul arqueou a sobrancelha, um sorriso brincando nos lábios. Antes de entregar a receita para a castanha, escreveu algo na parte branca que não continha nenhuma informação relevante. Ao terminar, dobrou-o e colocou no bolso de trás da calça de Kahei, mandando um beijinho no ar e saindo andando de volta pelo caminho que levava para a emergência.

Kahei assoviou baixo escanear todo o corpo formidável da médica, que agora estava sem jaleco, e começou a caminhar para fora do hospital, já chamando um táxi. Por sorte, o tempo que perdeu-se pelos longos corredores foi o suficiente para o carro chegar. Quando estava acomodada confortavelmente no banco de trás do automóvel, pegou o celular para falar de novo com suas amigas. Resolveu, então, mandar um áudio porque seria mais rápido que digitar toda a história.

- Galeraaaaaa, vocês não sabem o que aconteceu! – Começou a falar e baixou o tom de voz para que o motorista não ouvisse o que estava falando – Eu e a médica que me atendeu nos pegamos no almoxarifado do hospital, velho. E eu ainda peguei o número dela!

Mandou e esperou a resposta que viria rapidamente, visto que as mulheres viviam no whatsapp e não trabalhavam. Ao lembrar-se do número, virou-se de lado para poder tocar o bolso de trás e adicionar o telefone de Jinsoul, afinal, depois de hoje ela com certeza queria repetir a dose. De preferência quando estiver cem por cento. Contudo, ao abrir a receita e olhar na parte onde não estavam os nomes dos remédios e as recomendações, riu em descrença com o que ela havia escrito. Toda a situação havia sido boa demais pra ser verdade. No entanto, não sentiu raiva e sim admiração por ela ter sido direta e não ter dado confiança. Seria muito pior ter que lidar com uma possível indiferença.

Pegou o celular novamente e abriu o aplicativo de mensagens, apertando para mandar outro áudio.

- É, gente – Começou com a voz levemente decepcionada – Lembra que falei que tenho uma lista de pessoas que eu não confio? Acabei de adicionar mais uma categoria que agora é o topo: mulheres com sorrisos bonitos. E se vestirem jaleco e tiverem belas pernas, caiam fora. Conselho de amiga.

Bloqueou a tela do aparelho e voltou a encarar o recadinho do que deveria ser o número de Jinsoul. Balançou a cabeça, sorrindo.

No papel, estava escrito: “desculpe. você é uma delícia, mas só interajo com pacientes no hospital”.


Notas Finais


ai provavelmente deve ter erros essa desgraça mas é que eu tomei quase 500ml de café umas 21hs e té agora não consegui dormir kkkkkkkkkkkkkkk e eu revisei mas como sou burra provavelmente deixei algo passar

fiquem em casa, migas. aproveitem pra conhecer snsd e se apaixonarem pelas cacura do kpop

obrigada por lerem e desculpem o mau humor. eu gosto de ficar em casa e sozinha mas só quando eu quero kkkkkkk quando é forçado eu fico desse jeito. desculpem :(((((((

ps.: cuidem da higiene do corpo de vocês como se tivessem acabado de cumprimentar o bolsoshower


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