História Não Conte a Ninguém - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 81
Palavras 1.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, essa vai ser uma short fic.
Comecei no universo de Harry Potter recentemente e ainda to perdida haha
Espero que gostem e perdoem qualquer erro.

Esse capítulo é narrado no ponto de vista do Draco em 3° pessoa, o próximo vai ser da Hermione em 3° pessoa e assim sucessivamente, mas podem ter capítulos com os pontos de vista de ambos.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Draco


Malfoy não sabia dizer com exatidão quando começou, mas toda vez que enxergava a Granger e seus amigos imbecis correndo por aí como era o costume de idiotas, ele sentia seu estômago se revirar e uma vontade perturbadora, inata, visceral, de fazer qualquer coisa que pudesse deixá-la à beira de um ataque cardíaco de tanta raiva. Os seus métodos mais antigos de falar mal de seu parentesco com trouxas não tinha mais efeito nenhum, ela poderia até ficar magoada e furiosa, mas iria levantar a cabeça e sair de queixo empinado como a moça orgulhosa e aparentemente segura que era. 

Ele já não sabia o que fazer para infernizar, se sentia um demônio que não foi convidado para a temporada no inferno, ela parecia superior aos caprichos que Draco poderia tentar, e ele não se sentia bem depois quando exagerava apenas para ganhar um olhar azedo ou um "cuide da sua vida, Malfoy".

Poderia tentar conjurar algum tipo de feitiço contra ela, mas a maldita Granger sangue-ruim era uma das bruxas mais fortes que ele já vira naquele ano, ela poderia tentar algo pior contra ele. Não, não era medo, apenas precaução e uma abordagem mais inteligente.

Então ele não sabia quando começou a ter arrepios quando ela passava por perto, quando uma voz parecia semelhante a dela e ele de repente se tornava muito consciente de cada pessoa ao seu redor para constatar que não era ela, e se fosse, estaria com o maldito Weasley, ou o Potter, ou os dois. 

Ele não percebeu que havia algo acontecendo desde o baile entre as escolas, quando ela dançou com o Viktor e ele ficou olhando de longe querendo puxá-la pelo braço para longe e arrancar aqueles broches de seu cabelo. Não lembrava de ter odiado alguém naquela intensidade de forma tão imediata. Tinha o Potter, mas a situação era diferente, Harry era uma pessoa que merecia desprezo e uma bota suja de terra na boca, ele não o odiava.

E ele não sabia como ou quando aquilo começou, mas tomou uma proporção gigantesca quando ela passou correndo por ele naquela manhã toda descabelada, os ombros encolhidos, cabeça baixa como se quisesse desaparecer no mundo. Sua primeira reação foi segui-la para zombar, irritar, dizer algo que pudesse torná-la ainda mais miserável; mas ele foi parado no mesmo instante que teve aquela vontade. 

A Granger, a sangue ruim, ela estava chorando.

"Vão na frente, encontro vocês depois".

"Tem certeza, Malfoy?"

Ele nem se deu ao trabalho de responder e foi embora. 

Talvez conseguisse outro soco da Granger, motivo suficiente para denunciá-la e assistir a desgraça do seu camarote. 

Ela estava indo direto para o Hagrid, isso não era novidade para ninguém que ela e seus amigos tinham aquele homem como uma espécie de fada ou tia-avó, ele não entendia e nem se importava. 

Pensava que seria mais difícil segui-la, a moça era sempre muito cuidadosa, mas ela apenas corria de um lado para o outro como se fosse parar apenas quando acertasse um muro. 

Ele vinha sorrindo maléfico atrás, mas nem tanto, na verdade, seu âmago parecia uma bola de chumbo e o seu sangue puro corria lentamente. 

Por que ela estava chorando?

Ficou escondido vendo ela bater na porta chamando aquele ogro, troll maldito, batendo desesperada na porta como se fosse quebrar os punhos.

Era óbvio até para um idiota que ele não estava. 

Malfoy não sabia se deveria sair do seu esconderijo, não estava afim de irritar, ela parecia desolada, mas também não poderia aparecer e ficar apenas olhando. Mesmo que ele gostasse de perturbar a Granger ao ponto de ter o nariz quebrado mais de uma vez, varinha na garganta com ameaças e tantas outras coisas, ele teve a educação de um Lord, era um cavalheiro, e não tinha mais idade para ações tolas, para infantilidade, não eram mais crianças e mesmo que o sangue dela o ofendesse, ele precisava admitir que tinha uma profunda admiração pelas habilidades dela, sua inteligência. 

Claro que ele só começou a perceber isso nos últimos meses, geralmente sua vida girava em torno de provocar, maldizer, prejudicar, provocar, brigar, ganhar um soco na cara, era patético e indigno de um Malfoy. Como ele pôde ter sido tão infantil?

De repente, sentiu vontade de dar um susto nela.

"O que você tá fazendo aqui?" ela virou o rosto cobrindo os olhos, estava de uniforme, mas seus braços estavam nus, e ela não tinha como limpar seu rosto. 

A prova do desespero foi que saiu naquele clima frio sem casaco apenas para chorar na barba imunda e no peito fedido do Hagrid.

"Eu vi você correndo e resolvi avisar que o Hagrid não está".

Pelos poderes, ele nunca diria algo como isso, até seu tom de voz estava estranho, inseguro, oscilante, embora ela nunca fosse perceber isso. Apenas um olhar muito observador notaria. 

"Não preciso que me ajude com nada, Malfoy".

Ele não teve o que dizer, deveria ser a primeira pessoa a dizer isso a si mesmo. 

Não deveria estar seguindo uma sangue-ruim como um cachorro nem que fosse para salvar a vida. 

Ela continuou esfregando a cara, estava com o nariz vermelho, as sobrancelhas vermelhas, os olhos inchados, uma coisa horrível inchada e molhada por suas lágrimas que não paravam de cair, aquele cabelo todo cacheado em seus ombros, eles estavam mais soltos do que costumavam ser nos últimos anos.

Será que eram macios? 

Ele inspirou fundo e enfiou a mão no bolso puxando um lenço, tinha o selo da sua casa e suas iniciais bordadas. Ela poderia rasgar e enterrar, ou queimar, ele não se importava, apenas parecia a coisa certa a se fazer quando a garota estava se cobrindo de choro quase descontrolada.

"Pouco me importa sua opinião, Granger". Ele a segurou e ela tentou se debater o ameaçando enquanto Malfoy esfregava o lenço em suas bochechas segurando seu braço. "Ficar chorando por aí não combina com você".

Ela não conseguiu nem falar direito, abaixou a cabeça e ele ficou assustado, porque agora ela estava chorando de verdade. Talvez de pena de si mesma por ter que receber ajuda de seu inimigo.

Nenhum amigo por perto, nem mesmo o imundo do Hagrid. 

Ela segurou o lenço limpando o rosto, Draco sabia que já havia se exposto demais, e ainda assim, suas pernas não queriam se mover. 

Hermione o encarou como se duvidasse dele, provavelmente tinha alguém escondido esperando para dar o bote; mas não havia. 

Sem pegadinhas, sem provocações, sem mentiras, apenas os dois parados na entrada da cabana do Hagrid. 

Ele nunca deveria ter seguido Hermione.






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