História Não conte nada aos girassóis - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, Lay, Personagens Originais, Xiumin
Tags Baekhyun, Brothers, Chen, Chenmin, Country, Drama, Fazenda, Girassóis, Irmãos, Jongdae, Lay, Não Contar, Não Fazer, Não Sentir, Xiuchen, Xiumin
Visualizações 74
Palavras 1.751
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu segurei esse extra por muito, muuuuito tempo. E quando estava disposto a escrevê-lo, uma moça talentosíssima disse que minha fic faria parte de um projeto, e eu recebi essa imagem que até agora não superei. E de tão lindo, resolvi escrever logo esse extra e botar esse finalzinho pra fora; essa foto resume tão bem a essência dessa história, que vou guardar junto com cada palavra <3 E sobre essa pontinha de Não conte nada aos Girassóis: Espero que gostem, e que tenha valido a pena mostrar.

Capítulo 7 - Extra: O que é amarelo?


Fanfic / Fanfiction Não conte nada aos girassóis - Capítulo 7 - Extra: O que é amarelo?

—Ela é alguém difícil de aproximar, como eu já disse na ultima vez que estiveram aqui, a mãe a agredia constantemente. Ela não deixa que ninguém a toque, é um caso difícil.

A mulher lia a ficha por trás dos óculos.

 Papeis, papeis, papeis. Não eram coisas escritas que o fariam desistir. Queria vê-la com os próprios olhos novamente, enxergar o que realmente importava, ver nela o que se escondia por trás dos cabelos escuros.

Não trouxe um presente como a maioria fazia, nem mesmo um agrado qualquer.
Ao seu lado, Jongdae deitou a mão em seu joelho inquieto, fazendo parar de sacudir, e questionando perto de seu rosto quando a moça de terno se afastou.

—Você tem certeza?
 

Não era o momento perfeito, as finanças estavam desreguladas, o salário era bom, mas estavam tentando levar uma vida que exigia demais de um professor de faculdade e um chefe de cozinha.

—Dae, o que a gente pode fazer? Não da pra evitar. Mesmo que eu diga que não podemos, você vai me fazer buscá-la mais cedo ou mais tarde.

Ele concordou.
Era a mais pura verdade. Porém nunca tiveram de lidar com algo tão difícil.

A mulher voltou com as chaves, mais papéis dos quais Xiumin não queria saber. E um olhar questionador.

—Mesmo que não seja a primeira vez, sabem que pra dois rapazes é ainda mais difícil, não é?  
Ela alertou.

Porém, ele tinha muita convicção nos fios dourados pra permitir que ela continuasse insistindo.

—Não queremos filhos. Não é o que está pensando.

Ela assentiu, abriu a porta dando visão do corredor e das várias salas de portas fechadas, dava pra ouvir o barulho de risadas infantis sem mesmo passarem o batente.

—Boa sorte.
A mulher desejou de ultimo, apontou para que eles passassem, e ficou de prontidão na porta depois de indicar o numero da sala.

Os dois andaram pelo corredor, passando por vários quartos e vendo as crianças brincarem pelo vidro nas portas.

A ultima das salas estava um pouco mais escura, e a porta estava aberta, no fim do quarto, na cama de baixo de um beliche, uma menina cobria o rosto com os cabelos negros, e se escondia entre as próprias pernas.

Olhou Jongdae, respirou fundo, e deu o primeiro passo pra dentro.
sentou-se ao lado da menina que vivia ali, sozinha, e pela segunda vez essa semana, foi sua única companhia.

—Oi, sou eu de novo, você está bem?
Chamou por ela. Lhe fazendo perguntas caridosas. “você comeu bem esses dias? Dormiu bem esses dias?”

—Estou bem, obrigada.
A voz dela saiu incerta, quando Xiumin pensava que já tinha se aberto aos dois, novamente, ela se trancava em seu próprio corpo.

—Bianca, vou ser direto. Tá? A gente tá aqui hoje, pra te levar pra casa. E nós dois ficaríamos muito felizes, se você fosse com a gente.

Custou, até que ela respondesse.
—Eu não quero...

Mas não há quem tape tão facilmente o sol de Xiumin com a mão.

Falava tão cuidadoso, respirando fundo pra demonstrar paciência, cantando de jeito leve palavras confortáveis.

—Sei como você se sente, eu também já me senti assim. Mas alguém me deu uma chance. Todo mundo merece uma chance, eu quero dar uma a você.

—Eu não quero ser sua filha.

—Não queremos uma filha – a menina levantou o rosto, seu cabelo escuro deslizou nos ombros, deixando seu rosto a mostra. E sua marca também, logo acima dos olhos surpresos – Queremos uma irmã.

Ele sorriu, de jeito doce.

De certeza, havia aprendido a imitar a voz suave e olhos acalentadores com alguém.

A menina, com seus nove anos, olhou fundo pra ele, quase na alma. E acariciou a cicatriz em sua sobrancelha. E ele entendeu.

—Sei o que está pensando Bia, mas você pode confiar em mim, eu prometo. Somos amigos, não somos? E amigos não mentem. Eu sei como você se sente, acredita em mim?

Ela nada disse, mas o sol dele é tão radiante, que se falar não adianta, ele a mostraria.

Escorregou na ponta do colchão
E dobrou os joelhos, ficando na frente dela.

Ergueu as mangas da camisa até o cotovelo, e estendeu os dois braços, pra lhe mostrar suas próprias marcas. A menina analisou sua pele, e subiu o olhar pra prestar atenção em Jongdae, que logo atrás do rapaz de cabelo loiro, levantou a camisa e mostrou marcas iguais, na lateral de sua barriga. Deixaram que ela visse suas peles queimadas.

 

...

 

Foi uma viagem de carro silenciosa, mas ambos os corações estavam tranquilos. Proteger havia se tornado uma missão, quando descobriram que o amor cultivado no campo não se resumia a dois. Não se restringia a toques e beijos.

Amavam de um jeito maior
Amavam de um jeito amarelo

 

Antes mesmo de descer, ainda pela janela, a menina silenciosa achou a casa bonita. Mesmo ainda duvidando se podia chamá-la de lar.

Jongdae segurou sua mão, e caminharam até a porta, mas ele não avançou por ela, parou no tapete da entrada, e se abaixou pra ficar na altura de seu rosto.

—Bia, você vai ter todo tempo do mundo pra ver este lugar como sua casa. Mas a partir de agora, somos uma família. Tá bem? – ela assentiu ainda recuada – pra ser mais exato...

O rapaz de cabelos negros sorriu, e ela jamais havia visto um sorriso tão sincero, e nem olhos tão brilhantes, quando ele concluiu:

—Somos uma família de onze.

Ele abriu a porta da casa de dois andares, na vizinhança mais tranquila dali.
E ela entrou num lugar onde tudo parecia seu. As paredes eram cobertas por desenhos de giz de cera em papel colorido. O chão tinham brinquedos espalhados e a casa cheirava a bolo. Como se estivessem dividindo com ela tudo aquilo.

Uma moça passou e disse o quanto era uma menina bonita, também sorrindo. Jongdae lhe agradeceu por ter ficado enquanto eles estavam fora, e logo ela se foi.

E quando Xiumin ensaiou dizer algo, um som estrondoso começou a se aproximar, de tênis surrando o piso. Um garoto surgiu do corredor quase tropeçando nas coisas  em seu caminho, ajeitando os óculos e tentando falar muitas palavras ao mesmo tempo

—Ele é grande! Precisamos de um capitão. Dae, construímos um forte, construímos um forte de travesseiros vem ver.

Aquilo inevitavelmente assustou a menina, que ao inspirar intimidada, se escondeu atrás das pernas de Xiumin. O menino que puxava o outro irmão pelos dedos notou uma terceira presença, e também assustado, inspirou o ar pra dentro e se escondeu atrás das pernas de Jongdae.

As duas crianças espreitaram uma a outra, e quando se viam, voltavam a se esconder.

—Caleb, essa é a Bianca – ele tinha a menina protegida atrás do corpo,e falava com o rapazinho tímido a sua frente, escondido em Jongdae – diga olá.

—Olá.

—Oi...
Ela respondeu, com o rosto parcialmente a mostra.

Jongdae virou-se pra ele, e pediu acariciando seus cabelos.
—Diga aos outros que temos alguém pra apresentar, faça eles se comportarem e diga pra serem bonzinhos e não assustarem ela, posso confiar em você?

—Sim capitão!
—Muito bem meu soldado.

E tão rápido quanto surgiu, pisando duro no chão, o menino saiu correndo em velocidade maior.

—Bia, você vai ter muito tempo pra conhecer os outros, mas já te aviso que aqui, somos todos irmãos.

Ela ouviu dos fios dourados.

“Papai...”
—Bom, quase todos.

A porta do único quarto conectado a sala foi aberta, a menina olhou bem pra cima, esperando alguém passar. Mas os dedinhos que abriam uma fresta estavam bem lá embaixo.

Dedinhos que coçaram os olhos, dedinhos que acabaram de acordar, e andando preguiçoso até o meio da sala se deu de braços a Jongdae.

Ele sem duvidas amava a todos ali, mas tinha um mimo especial pelo caçula que era o único a insistir em chama-lo de pai.

E Xiumin se perdia no riso largo que via em Jongdae, em beijar as bochechinhas gordas daquela criança, que de forma cruel foi abandonada na porta de um supermercado, as duas da madrugada. Chorando sozinho.

 

Dez anos após tudo o que passaram, eles abriram mão de uma vida a dois, de um romance desimpedido, por um bem maior. Assumiram uma missão, de cuidar daquelas crianças perdidas. De dar uma segunda chance a quem precisa. De serem órfãos cuidando de órfãos, e juntos, sararem suas feridas e construir uma família.

Não era fácil cuidar de oito – agora nove – crianças, tendo que conciliar isso a aulas e noites de um restaurante cheio. Os horários distintos às vezes não permitia que estivessem presente ao mesmo tempo. E mal havia hora pros dois aproveitarem a companhia um do outro.

Mas estar ali seja pra comemorar uma nota alta, ou pra passar noites em claro com algum pequenino doente. Dava um sentido a todo sofrimento que tiveram.

Embaixo daquele teto, dentro daquelas cercas, todos eram irmãos, e regavam cada um com amor, fazendo florescer neles a esperança de terem uma vida feliz.

Naquela noite, a mais nova moradora da casa conheceu seus irmãos e irmãs. E ouviu, a noite, Xiumin tocar uma musica no violão frente a lareira, sorrindo pra Jongdae, que tinha crianças  deitadas em suas pernas, cercando-o com vários lençóis que embalavam pezinhos agitados.

Ela foi colocada na cama, por dois irmãos carinhosos. E mesmo em seu primeiro dia já dormiu tranquilamente, pois o travesseiro era macio, o colchão quentinho, e aquela casa parecia o lugar mais acolhedor do mundo todo.

 

Pela manhã, foi acordada cedo demais. Porém o irmão mais velho de todos disse ser algo importante.

Ela foi levada até o quintal do seu novo lar.  Xiumin segurou seu ombro, e Jongdae arqueou as costas pra segurar suas duas mãos, e depositar nelas algo pequeno.
Quando abriu, tinha protegido nos dedos, uma semente.

E em seus olhos foi dito por ele:

— Você precisa ter coragem Bia, e acreditar em si mesma. Por que um dia você vai crescer, vai aprender a voar sozinha, e encontrará sua missão nesse mundo. Até lá, vamos cuidar uns dos outros, como uma família.

E quando ele lhe deu passagem, ali, nos fundos da casa, ela pode ver plantadas flores de girassóis, com tamanhos diferentes, e de um amarelo radiante.

Xiumin cavou um buraco no chão, onde a menina depositou sua própria semente de girassol, e ouviu dizer que um dia também se tornaria uma bela flor. E que aquilo simbolizava um recomeço.

Nove recomeços, de pétalas bonitas, plantados nos fundos da casa.
Por que os girassóis sempre voltam a florescer um dia.

 

 


Notas Finais


Agora sim:
Adeus a esses dois :')


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