História Não deveria - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny), Will Scarlet, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Once, Ouat, Queen, Regina, Snow White, Snowqueen, Zelena
Visualizações 154
Palavras 2.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capitulo para vocês. As coisas vão desandar um pouco para poder surgir novidades. Good Reading!

Capítulo 8 - La mort


Fanfic / Fanfiction Não deveria - Capítulo 8 - La mort

A lua banhava com esplendor nossos corpos, estávamos de mãos dadas sorrindo uma para a outra, tínhamos passado por uma cerimonia linda, até Regina correr a minha frente e eu ao ir atrás dela e encontrar com uma mulher cheia de ódio e rancor que depressa colocou as mãos em meu pescoço querendo sufocar-me.

-Snow, Snow, acorde querida, calma, não há ninguém aqui além de nós duas.

-Haamm...- despertei puxando o ar aterrorizada – Regina, me abrace.

-Já estou fazendo isso minha menina – sorri.

-Me abrace mais e não me largue.

-Teve um sonho ruim? –beijei sua testa.

-Eu diria apavorante.

-Quer falar sobre ele?

-Não, coisas assim não se recordam ou criam vida. Vou procurar algo para comermos.

- Não seria melhor sairmos de uma vez por todas daqui?

-Sim. Você tem razão.

Coloquei minha roupa e ela fez o mesmo. Recolhi alguns objetos, meu arco e seguimos para o lago, pegamos água o suficiente para sair dali, mas tudo foi interrompido por uma espada atravessando o ventre de Regina e seu braço que instintivamente se estendeu para me alcançar.

-NÃOOOO...-gritei.

Senti braços me puxando e amarrando um pano em minha boca. Consegui ver apenas o corpo de Regina indo ao chão lentamente, uma lágrima foi derramada ainda quando fixava seu olhar em mim, e atrás dela estava meu pai. Minha vista embaçou no mesmo instantes. Tentei gritar, mas a voz não saia. Leopold chutou seu corpo para conferir se ainda vivia e ele não se moveu. O rei caminhou até mim e desferiu um tapa que não foi sentido mais do que a dor já dominante em meu coração e corpo ao ver Regina morta. sim, ela estava morta e não pudemos viver nosso amor.

-DESGRAÇADA, VOCÊ É UMA MULHER DESGRAÇADA – dizia com ódio – mas isso será modificado ou não sou o rei destas terras.

Fui carregada até o cavalo por alguém que não me preocupei em saber quem era, minha atenção estava voltada ao corpo imóvel de minha rainha que no decorrer da cavalgada se distanciou com rapidez e naquele instante minha vida acabou.

Muitas manhãs haviam passado após aquele dia trágico do qual não pude ser quer me defender ou enterrar o corpo de minha amada, estava convicta de sua inexistência e do futuro infeliz que me aguardava. Os súditos e todos daquela terra estão celebrando o matrimonio que não sonhei, que não pedi e tão pouco com a pessoa que não desejei. Mãos me vestem, me enfeitam e só consigo ver o nada em minha frente.

-Pense que por um lado você não ficará sozinha, terá alguém para cuidar de você – falava Ruby pondo o véu.

- Não sou um bebê, não preciso de cuidados – falei friamente e caminhei em direção a porta – Vai ficar com essa cara de surpresa? Venha, deleite-se com minha desgraça, todos estão esperando – segui para o salão.

Leopold estava esperando para me levar. Relutei mas como não queria ser morta ali mesmo, montei um sorriso murcho e coloquei meu braço no seu. Os músicos deram inicio a entrada da tão esperada noiva e David estava ao fim do corredor com um sorriso que eu não saberia dizer se era de “vou ser dono dessas terras” ou de “finalmente vou devorar a ‘virgem’ do rei”. As pessoas sorriam e achavam que eu estava transbordando felicidade quando na verdade estava vazia.

Para minha infelicidade aquela baboseira foi rápida o que me aproximava mais da noite de núpcias. Tivemos uma dança insuportável e muitos, muitos agradecimentos para pessoas que não estava vendo mais que vinham me cumprimentar. Dei uma desculpa qualquer e subi, por sorte, David não foi atrás de mim. Retirei meus sapatos e joguei-me na cama que em pouco tempo estava banhada de lágrimas e pó de arroz. Minha vontade era morrer, era dar fim a tudo isso, foi então que tive a ideia e peguei um punhal que tinha ao lado de minha cama ao afastá-lo de meu corpo para o enfiar em meu ventre, uma mão me segurou.

-Cuidado, Snow – retirei o objeto de sua mão e o joguei longe – Sei que não me ama e sei também que tudo foi corrido, mas, por favor, não tire sua vida por isso. Prometo que a farei feliz e um dia você ao menos gostará de mim.

Ele falava, falava e eu voltei a fixar meus olhos vermelhos no nada. Ainda que David aparentasse ser um rapaz de bom coração, nada me traria a felicidade que se fora com Regina, ninguém me faria viver outra vez, nada poderia aplacar o vazio que sentia. Com cuidado tirou minhas vestes e beijou meu ombro.

- Vou esperar se não estiver bem.

- Estou ótima, tire tudo e me possua, não é o que quer? – olhou-me confuso e titubeou.

-Mas...achei que estavas triste e...

- Deixe de ser idiota.

Retirei o restante de minhas vestes e ele me viu nua. Pela afronta e como imaginava, avançou em mim, beijando meus lábios, meu pescoço e passando suas ásperas mãos em meu corpo. Levou-me até a cama e deitou-se em cima de mim. Fechei meus olhos e mergulhei nas lembranças de Regina tocando-me e ao sentir seu membro penetrar em minha intimidade, chorei, mas sua ânsia em me ter, ignorou isso e ouvia seus grunhidos tendo prazer comigo. Voltei a imaginar Regina, e a dor foi passando, ainda que ele estivesse com mais rapidez e força em mim. Não demorou muito e ele chegou ao ápice. Foi ridículo, tão jovem e tão pouco experiente em aguentar o prazer. Como fiquei molhada, ele acreditou que estava satisfeita. Deitou-se ao meu lado e me abraçou.

-Fico feliz que tenha sentindo algo, confesso que achava que estaria fria e não conseguiria entrar em você. Obviamente não é virgem, mas isso não me importa, pois somente eu tocarei você agora, bela esposa.

Dei um sorriso sem graça e ele entendeu errado ou simplesmente não ligou.

-É tudo que sabe fazer, príncipe? – o desafiei - Minhas damas e amigas irão rir de sua bela noite de núpcias. Acho que seu amiguinho não faz o trabalho direito – senti um tapa em minha face.

-Chega! Acha que por ser filha de Leopold é digna de me tratar assim. Pois bem, não serei gentil com quem não me é.

Fiquei assustada e tentei sair de lá, fiz uma burrada tremenda em achar que ele era um bobo qualquer, mas não. Virou-me de costas e fez o que eu não queria. Uma, duas, tantas vezes que esqueci. A cada invasão, um puxão em meus cabelos e as mãos em meu pescoço. Forçou-me a por a boca e engolir. Bateu mais em meu rosto e invadiu-me de todos os modos. Falou tantas palavras ruins que aquilo tudo parecia não ter fim.

-Nunca mais me desafie princesa, nunca mais fale algo para uma pessoa que você não sabe do que é capaz. E não adianta tentar fugir, negar ou reclamar, quanto mais o fizer mais foderei você com força até que sangre se preciso for, mas só pararei quando me satisfizer. Não me olhe com essa cara de coitadinha. Foi seu pai quem a deu, você não é nada. E tenha certeza de que terei outras, pois só você não será o suficiente. Se cumprir com seu papel, tudo ficará bem e a tratarei com cuidado.

Vestiu suas roupas, me deixando sozinha e ferida.

 Cuidava das margaridas do jardim de minha mãe e da macieira de Regina quando ouvi rumores de destruição por todo o reino. Meu pai estava adoentado e mesmo assim foi lutar juntamente com David. Após aquela terrível noite de núpcias entendi que deveria ser uma mulher muda e obediente, deste modo não sofreria tanto e foi o que aconteceu. Ele não me tocava fazia um ano e isso era um alivio. Sabia de todas as suas mulheres mas não me importava desde que estivesse longe de mim. Um herdeiro sempre foi solicitado por meu pai, mas em todos os momentos, David dava desculpas o que também me deixava descansada.

Terminei tudo e fui praticar o que fazia apenas nas suas ausências, andar a cavalo, lançar flechas e me dirigir até ao lago depois do bosque, ir até o local onde Regina perdeu a vida. Sempre e na mesma data, depois do meu casamento, vinha para deixar flores, lamentar minha falta de atitude e chorar por um amor que me foi tomado.

-Me perdoe, por favor, por não ter feito nada, me perdoe.

A escuridão cobria meu caminho quando retornei ao castelo. Dei Rocinante que ainda estava em minha posse para o cavalariço, guardei meu arco e fui para o quarto quando...

-Onde estavas?

- David?! Não me assuste assim. Estava cuidado do jardim, me dê licença, preciso de um banho – ele me puxou pelo braço.

-Não minta. Você não estava em parte alguma do castelo. O que foi fazer?

-O encarei – Estava praticando com o arco. Algum problema?

-Todos, não pode sair assim, não sabe que acontece uma guerra lá fora?

-Sei, mas fui para um lugar distinto, não se preocupe, estou bem – beijei seu rosto e me virei para sair de perto dele.

- Segurei seus dois braços – Não me beije se me trai a confiança. Agir com rebeldia não a ajudará – levei meu nariz até seu pescoço – estas com um perfume delicioso.

-O que você quer?

-O que quero? Você, nua e de costas. Anda tira a roupa.

-Mas David, eu...

-Não discuta. Só faça o que mando.

- Ao menos tome um banho – senti gosto de sangue na boca..

- Será possível que depois de um ano você ainda não aprendeu.

Rasgou minha roupa, me virou e toda a dor que senti aquela noite, voltou.

-Chega, por favor, não fiz nada, não quero.

-Mas eu quero, estava com saudades do seu corpo, continua apertada e deliciosa. Esses seios duros e gostosos, como não querer você.

A noite foi longa tanto mais que a outra e desta vez isto seguiu por quase duas semanas até que finalmente ele foi chamado para lutar e Leopold retornou mais adoentado que antes.

-O que quer meu pai?

-Venha cuidar de seu rei, estou morrendo.

- Que morra, você se tornou um péssimo pai e um rei infame. Não me importo com sua partida, porque depois disso deixarei esse maldito reino.

Sai de seu aposento convicta de que me livraria de tudo, mas como sempre, me enganei e ele recuperou a saúde. Estavam comemorando a vitória que David havia conseguido. Muita bebedeira, muitas mulheres, muitas falácias inapropriadas, um completo desagrado que eu tinha que aguentar.

-Façamos um brinde ao futuro rei David Nolan.

- AO FUTURO REI!!! – disseram todos.

-Ele tem se mostrado todo esse tempo fiel e digno de meu trono mesmo antes de minha...

O cálice de Leopold foi ao chão e seus olhos saltaram para fora, ele parecia engasgado e correram para socorrê-lo, mas seu corpo convulsionou e uma baba espumosa saia de sua boca.

-David! – disse assustada, ele correu até mim para impedir que eu me aproximasse.

Nada mais podia ser feito, ele morrera e em seguida ouvimos uma risada alta e cortante. Ao me virar a vi. Regina, ela estava viva. De seus olhos saiam fogo. De seus lábios escarlate saia o maior sorriso maléfico que já tinha visto. Apertei os olhos para acreditar.

-Não tenham o trabalho de tentar me deter, o rei já esta morto e vocês não podem fazer mais nada.

Lançou suas mãos e os guardas voaram pelo salão, outros pelas janelas. Não era preciso toca-los, apenas com um gesto ela os tirou de seu caminho. Muitos se afastaram tentando se esconder nas paredes e colunas. Ela caminhou até mim, retirando David pelo pescoço sem o tocar.

-Regina?! - meu coração voltou a bater de uma alegria duvidosa.

- Olá Snow White. Vejo que sua vida seguiu muito bem sem mim – começou a engasgar-me– mas saiba que a partir de hoje, você não terá paz alguma, muito menos esse reino imundo.

-Regina, não consigo respirar – falava com dificuldade.

-Em breve buscarei o que me pertence e você, minha menina, morrerá.

Largou-me e sumiu em uma fumaça roxa deixando a todos assustados e a mim vazia outra vez.



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