História Não deveria - Capítulo 9


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny), Will Scarlet, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Once, Ouat, Queen, Regina, Snow White, Snowqueen, Zelena
Visualizações 135
Palavras 1.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nono, agora a narração da nossa rainha. Good Reading!

Capítulo 9 - La reine méchante apparait


Fanfic / Fanfiction Não deveria - Capítulo 9 - La reine méchante apparait

Minha menina era uma belíssima mulher e meu coração foi pego de surpresa por tantos sentimentos que surgiram e se concretizaram esta noite. Como era bom tê-la em meus braços de forma intima. Tudo finalmente estaria bem. Admirei seus contornos antes de pegar no sono e ser desperta por suas agonias. Ela teve um pesadelo e o salvei dele. Sempre a salvaria, ao menos era o que eu acreditava até sentir meu ventre rasgar, o sangue de todo meu ser esvair-se e a minha doce Snow ser levada.

(...)

- Não seria melhor sairmos de uma vez por todas daqui?

-Sim. Você tem razão.

-NÃOOOO...- foi a ultima coisa que escutei.

Acordei com o crepitar de uma lareira, uma manta de pele quente por cima de mim e alguém sentado ao canto. Não dava para ver quem era, apenas o contorno. Tentei elevar meu tronco, mas a dor se espalhou por todo meu corpo e desmaiei.

Estava frio e tremia como uma criança deixada ao relento, aquela mesma pessoa veio em minha direção, não conseguia ver quem era, minha vista estava turva, e me cobriu com mais uma manta. Foi até a lareira e a luz do fogo cresceu, em seguida senti algo morno em minha testa e adormeci, não sabendo por quanto tempo.

A claridade invadiu minhas pálpebras as fazendo abrir e contemplar cortinas caindo ao longo da cama e da imensa janela. Peles trabalhadas cobriam meu corpo. Do outro lado uma jarra e uma pequena bacia de ouro com detalhes em prata, mais a frente uma penteadeira repleta de frascos e outros objetos que não consegui distinguir. Encostado a porta, jazia um homem estranho.

-Quem é você e onde estou?

-Bom dia, majestade. Esta em seu castelo e em suas terras.

- O que quer dizer? – consigo sentar-me com dor para o ver melhor.

-O que foi dito, hehehehe, seu castelo e suas terras.

-Quem é você e o que quer comigo?

-Permita-me - beijo sua mão - meu nome é Rumpelstiltskin ou Rumple, como queira chamar – andando ao redor da cama – um velho amigo de família que a concederá mais poder e magia.

-Um bruxo? Um mago? Nunca o vi em minha família – disse preocupada.

-Hehehehe...digamos que alguém que cuidará de agora em diante dos assuntos da rainha.

-Onde esta Snow? – olho ao redor e tento sair da cama, mas a dor era dilacerante e me impediu.

-Ela esta no reino de seu pai e vivendo muito feliz.

-Mentira. Tentaram me matar e a levaram.

-E a caso você acha que ela não estava envolvida nisso, queridinha? – me aproximei de seu rosto.

-O que esta falando?

-A mais pura verdade, querida – disse Cora ao entrar no quarto.

-Lanço meu olhar para a porta – Mamãe?! – me assombro – vo-você estava morta o, o espelho... Sidney... ele...

- Se acalme querida, ele mentiu, foi preciso até esse dia – sentei ao seu lado e a abracei.

-Mamãe, que falta me fez – lagrimei – como pode mentir assim? Como pode me deixar nas mãos daquele homem horrendo? Como...

-Foi necessário eu me afastar para que você pudesse adquirir força e conhecimento, quanto a Leopold, ele terá o que merece, não imaginei que a faria mal, mas deixe isso de lado. Vamos focar em sua vingança e poder.

-Como assim, vingança? Não quero isso e quanto ao poder, já o tenho, sei usar magia.

-Hehehehe, queridinha, a prática que fazes não te trouxe beneficio algum, não te deu nada, apenas dor, olhe – mostrou o espelho a ela.

-Sidney?

-Majestade, apenas veja.

Ele revela Snow White sorrindo com meu corpo deixado aos abutres e indo abraçada as costas de um homem em cima de uma cavalo.

-Não pode ser verdade, não...

-Veja Regina, é preciso – minha mãe virou meu rosto.

O rei festeja o noivado de Snow e ela surge linda de vestido branco, com um sorriso imenso no rosto. O príncipe também era belo. A festa foi uma das maiores e sorridente ela dizia sim a ele.

-Não aguento mais ver isto.

-Majestade, apenas termine de ver.

Fui inocente e voltei minha vista para aquelas imagens e contemplei minha menina, minha Snow na cama com o príncipe e apesar de aparecer apenas seu rosto, ele estava rubro e a satisfação estampada nele.

-Chega. Maldita – jogo o espelho no chão – como pode me trair deste jeito, como disse me amar e agir assim, planejar minha morte, depois de tudo que fiz a ela.

-Não chore minha querida, a vida é assim, as pessoas que salvamos nos enganam e acabam nos iludindo em troca de poder, sempre ele. Por esta razão, Rumple a ajudará a manusear melhor a magia e a obter o que deseja.

-Sim mãe, agora mais do que nunca entendo o que é ser enganada por quem mais amei.

-Fale a ela Cora, o que mais essa aventura juvenil a custou.

- Não é o momento certo.

-O que mais perdi mamãe? Diga – a olho com lagrimas.

- Seu ventre foi ferido e...apensar de todos os cuidados que tivemos, você não poderá ter mais filhos.

- O que? Não irie gerar filhos?

-Não, e isso encerra o contrato que tive com sua mãe, entretanto, para poder poupar sua vida, ela fez outro e você além de conseguir sua vingança, me trará algo.

- Não terei filhos...- falei a mim mesma.

Uma dor imensa me tomou e meu colo encheu-se com as lágrimas que caiam. Diziam muitas coisas, mas não as escutei, deitei-me e fiquei presa a minha infelicidade. Como pude ser tão ingênua em acreditar que alguém me amaria de verdade? Como pude me deixar levar pelo sorriso inocente de Snow? Por que tudo isso me sucedeu? Muitos questionamentos rondaram meus dias e todos eles alimentavam mágoa e rancor.

-Tire...ande, não seja tola, arranque o coração desse jovem camponês.

-Eu não posso fazê-lo – virei de costas.

- Ele esta desacordado, arranque. Como quer ter controle de seus poderes se não consegue fazer algo tão simples.

-A mim não é simples, como posso tirar a vida de alguém?

-Me aproximo dela – do mesmo modo que tiraram a sua, só que a deixaram respirar para sentir mais dor. Olhe para ele e veja Leopold e por trás dele sua querida filhinha e todo o reino.

-Aaaahh, chega – me dirijo até o homem, enfiando a mão em seu peito e tirando seu coração.

-Hehehehe, isso rainha, agora esmague.

-Esmagar? – o órgão pulsava em minha mão.

-Sim, Evil Queen –ando ao seu redor - esmague o coração de Snow White para nunca mais ela rir de seus sentimentos.

Suas palavras fizeram minhas lembranças voltar e cada sorriso dela me dizia que eram de deboche. Sem mais questionar fiz o que mandou e aquela foi a primeira de muitas pessoas que retirei a vida sem ao menos saber a real razão. No mesmo instante as trevas rondaram e me senti plena de força e mais poder.

No castelo:

-Vossa majestade, os homens se aproximam de suas terras.

-Matem todos eles, não importa quem sejam apenas os elimine.

Uni diversos homens e forças ocultas que me trouxeram domínio sobre aquela parte de terras. Os que ousavam se aproximar eram mortos a espada ou por minhas próprias mãos. Não havia mais piedade em meu ser, apenas sede de vingança, no momento certo Snow White e seu reino, pagariam por tudo que me fizeram passar.

Cora havia sumido outra vez, mas não dei importância, afinal, ela nunca fora um exemplo de mãe devotada. Sidney mostrava-me como Snow estava feliz nas poucas vezes em que duvidei de meus atos e a cada vez que a via, todo o ódio era alimentado e minha convicção acentuada de que seu fim era necessário.

Pragas chegavam aos reinos próximos, seres mágicos que haviam eram abatidos assim como os camponeses, estrangeiros ou soldados. Todos tinham o mesmo destino, a morte.

As disputas por água se acumulavam, pois as nascentes que eu permitia existir geravam raiva entre os reinos até alcançar as terras médias do maldito rei Leopold. Meus homens por mais que lutassem estavam perdendo e o plano era este, deixar aquela mísero príncipe acreditar em sua vitória e o rei pensar que estava bem de saúde.

Fora infiltrado pessoas de minha confiança em seu reino e aquela noite de comemorações, Leopold proferiu suas ultimas palavras.

-Façamos um brinde ao futuro rei David Nolan.

- AO REI! – disseram todos.

-Ele tem se mostrado todo esse tempo fiel e digno de meu trono mesmo antes de minha...

Seus homens mais próximos não o puderam salvar, sua querida filha não pode ajuda-lo e ver aquela cena me trouxe imenso prazer. Seus guardas corriam para em vão me atingir e a todos lancei fora.

-Não tenham o trabalho de tentar me deter, o rei já é morto e vocês não podem fazer mais nada – gargalhei plena.

Ao olhar mais a frente estava Snow, sem acreditar no que via indo em sua direção, pude de longe perceber que seu coração se agitava e isso me deixou com uma imensa vontade de arranca-lo, mas seu maridinho atravessou meu caminho e mais uma vez precisei intervir, o jogando contra a parede.

-Regina?!

- Olá Snow White. Vejo que sua vida seguiu muito bem sem mim – começo a engasga-la – mas saiba que a partir de hoje, você não terá paz alguma, muito menos esse reino imundo.

-Regina, não consigo respirar – mal conseguia dizer.

-Em breve buscarei o que me pertence e você, minha menina, morrerá.

A larguei como um nada e sai dali, voltando para meu castelo.

-E como foi?

-Patético, deveria ter tirado suas vísceras ou fazer algo que o pudesse agonizar mais – peguei minha taça com vinho que meu servo entregava.

-E a princesa? Arrancou seu coração?

-Não se faça de tolo, sabes muito bem que não é o momento – viro a taça de uma só vez.

-Sentiu pena da sua menina? – digo sussurrando em seu ouvido.

-Lanço minha mão em sua roupa – pena será o que não terei se continuar me aborrecendo.

-Sim, sim, sim, hehehehe, me largue, esta amassando minhas vestes.

-E nunca mais diga que ela é minha menina ou melhor, jamais pronuncie seu nome em meu castelo e saia, quero ficar sozinha.

Desapareceu em sua fumaça enquanto o observava com desprezo e tomava mais de minha taça.

-Em pouco tempo Snow White, em pouco tempo não terás mais o folego da vida.


Notas Finais


O que o ódio, a mágoa e a falta de buscar com a pessoa certa a verdade não nos torna, hem? Cuidado leitores, cuidado com o que sentem ou o que fazem vocês sentirem. Sempre que possível, confiram com os envolvidos e não com a platéia, pois ela só fala do que a emoção as toma ;)


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