História Não diga adeus - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor De Infancia, Comedia, Hot, Principe, Realeza, Romance
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Palavras 3.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Helloooo pessoal! Tudo bom?
Chego aqui com mais um capítulo um pouquinho imenso, mas eu realmente não consegui cortar huauhauha
Espero que curtam <3

Capítulo 11 - Depois da Trilha


No dia seguinte eu estava prontinha pra trilhas. Queria usar as roupas novas que tinha comprado, mas também não queria escandalizar ninguém. Então coloquei um vestido leve, sem tanto tecido, a manga curta. Não era costume usar as mangas assim, e eu senti olhares na minha direção, mas ignorei.

-Eu acho que se nos perdemos na floresta meus braços vão servir de lanterna, olha essa brancura- eu ri com o Alan.

- Não rouba minha piada! - ele me deu um empurrãozinho.

Eu ri. -Fui mais rápida.

- Não zombe de si mesma, deixe esse trabalho pra mim.

-Desculpe- eu ri. -Por aqui tem bichos?- eu olhei pro chão.

- Bem vinda à natureza.

-Eu gosto- estava encantada com aquilo.

- Se você olhar pelas árvores, vai ver uns esquilos.

-Legal- eu olhei ao redor sorrindo. -Eu trocaria todos os luxos dessa vida pra viver na natureza, sério... É tão mais tranquilo. Ia sentir falta só dos instrumentos musicais

- Falando nisso… A Joana trouxe pra mim do mercado - ele tirou do bolso uma gaita.

-Oh- eu peguei da mão dele na hora. -Sabe tocar?

- Ela me ensinou.

-Hm -que proximidade é essa de repente? - Mostre, então.

Ele colocou a gaita da boca e começou a tocar uma música parecida com a que eu fiz  pra ele. - Não está certo ainda, mas estou tentando.

-Está ficando bom, gostei- dei um sorriso.

- Sabe tocar?

-Não, eu nunca tive um, mas li sobre isso- eu peguei e tentei tocar.

- Eu te empresto ele.

-Emprestar?- eu ri. -Você deveria me ensinar -dei um empurrãozinho nele.

- Ensino depois - ele voltou a andar.

Eu fui atrás dele, sentindo que havia algo de diferente nele. Quando percebi que tive que levantar o queixo para olhar pra ele finalmente entendi do que se tratava. -Você está bem mais alto,não tinha reparado...

- Estou??

Eu fiquei na frente dele e encostei a testa no queixo dele. -Não percebeu?- eu ri..

- Eita!

-Parabéns, você me ultrapassou- eu ri e dei um beijo no queixo dele.

Ele riu todo vermelhinho. - Finalmente, agora sou eu quem tenho que abaixar a cabeça pra te beijar.

-Faça isso agora!

- No final da trilha - ele me deu um selinho.

-Por que vai me fazer esperar?!

- Porque você fica mais animada.

-Você só quer me ver me esticando pra te alcançar- eu ri andando na frente.

- Também- ele riu.

-Palhaço -isso não vai ficar assim, vou me vingar.- Aliás... Outras partes suas estão maiores do que eu lembrava.

Ele engasgou com o ar. - Q-Que??

-Naaaada.

- Me respeita!

-Ei, você estava falando dos meus peitos ontem, tenho direito.

- Tem nada, e eles estavam saltando.

-Eles estão sempre saltando- Eu pisquei pra ele e deixei que me ultrapassasse, já que era ele quem estava dizendo o caminho, e fiquei atrás dele tentando tocar a gaita e cantando um pouco quando não conseguia. Nós chegamos bem longe, dava pra ver o castelo todo dali de onde estávamos .

- Oba, chegamos - ele se jogou no chão.

-Andamos bastante hein?- sorri me jogando no chão, minhas mãos estavam até doendo de segurar a sombrinha para não queimar minha pele

- É uma trilha rápida pra cá... Está vendo aquela pedra ali? - ele apontou uma pedra que teria passado despercebida se ele não a tivesse mencionado.

-Sim,o que tem?

- É uma pedra.

Bufei. -Obrigada pela informação, jamais adivinharia sozinha

- E uma saída da casa escondida.

-Isso é tão empolgante!- me animei na hora. -É pertinho?

- Mais ou menos...

-Quantas saídas tem?

-Umas cinco

-Isso é ótimo,mais chance de fuga. Podemos ir ver?- fiz uma carinha pidona.

- Vamos - ele me abraçou e me beijou

Eu apertei ele, sorridente, e fomos até a pedra -Tem que levantar isso?

- Subir, ainda bem que é pequena

-Okay- nós a levantamos, debaixo tinha um alçapão. Eu o abri, ali embaixo era bem escuro...

Alan pulou lá dentro. - Vem, Lia.

-Você tem alguma coisa pra iluminar aí?- perguntei, de repente nervosa. Eu gostava de ar livre, não de ambientes que pareciam um túmulo.

- Aqui não tem iluminação, você se guia pelos sentidos...

Eu hesitei,mas entrei encostando o alçapão... Não dava pra ver nada além de uma fina faixa de luz. -Cadê você?- fui tateando.

Ele tocou minha cintura. -Apenas segura, vamos sair lá.

-Certo- ainda bem que ele não estava vendo a minha cara, não era tão empolgante como eu imaginava... Eu não gosto de subterrâneos. Mas fiquei quieta,ninguém precisa saber de nada, e ele estava me guiando. Eu coloquei um braço ao redor dele também e deixei que me guiasse.

Após alguns minutos de caminhada paramos de repente, e eu o ouvi bater em uma porta. - Achei - ele suspirou aliviado após um ruído finalmente havia luz. Parecia que estávamos no castelo de novo, mas com as paredes de pedra.

- Estamos dentro da pedrona, só que com janelas... Não é muito diferente do palácio né?

-Liberdadeee- eu corri pra uma janela para respirar.

-Olha pra baixo - ele riu. Olhei para baixo e notei que estávamos no topo de um precipício.  - Por causa disso tem janelas, aqui é bem alto para perceberem janelas em uma rocha.

-Caramba, eu nunca ia imaginar...

- Eu vou te ensinar a andar pelos corredores e não se perder.

-Não tem outro caminho sem ser por baixo?-me afastei da janela.

- Não... Você vai ter que passar por eles de qualquer jeito.

-Só se estiver com você. Quantas pessoas sabem sobre esse lugar?

- Meu tio, o ministro, o chefe da guarda real, eu e você.

Eu sorri e dei um abraço nele. -Obrigada por confiar em mim.

- Eu disse que confiava plenamente - ele me olhou.

-Eu sei- estiquei o rosto para beijá-lo

Ele me apertou e me beijou. Estávamos sozinhos, ninguém iria atrapalhar, é a oportunidade perfeita eu acho… Eu o beijei mais algumas vezes,brincando com seu cabelo. Será que o sangue dele estava ficando quente como o meu? Eu dei uma mordida leve no seu lábio e beijei seu queixo,então seu pescoço.

Ele me afastou. Eu estava esperando que fosse de vez, mas ele mordeu meu pescoço me apertando mais contra si. Então ele mordeu minha orelha. Eu achei que fosse derreter ali,meu corpo estava quente... E arrepiado... Eu suspirei, passando a mão pelas suas costas.

-Vem - ele me puxou de repente e atravessamos a sala rapidinho, entrando em um quarto.

Espera... Isso era sério? Olhei pra ele. -Esse é seu quarto?

- Sei lá - ele riu. -Tem vários.

Eu apertei a mão dele. -Você quer...?

- Você não quer mais?

-Claro que quero- eu dei um selinho nele.

- Certeza?

-Absoluta- eu o beijei e puxei pra mim.

Ele foi me beijando e andando pra cama, então ele se sentou e me pegou no colo. Acho que não tínhamos ficado tão próximos assim em todos esses anos... Era uma sensação boa demais, ele estava bem quentinho. Beijei seu queixo o beijei outra vez, passando a mão pelos seus braços. O Alan tirou a camisa rapidinho e voltou a beijar o meu pescoço me apertando.

Eu me arrepiei e me afastei um pouco. -Um segundo...- eu me levantei de um pulo e tirei o vestido pela cabeça. Eu apoiei ele na porta e voltei para o colo do Alan.

-Você é arrumada com isso?-ele pareceu surpreso.

-Não,mas se o vestido estiver amassado vão saber que tirei.

- Ah, levei um susto, ia perguntar o que fez com a Lia

Eu ri. -Quieto -eu fiz ele deitar e fiquei o olhando. De repente eu me dei conta de que não sabia muito bem o que fazer. Eu passei tanto tempo admirando em segredo... Bom, não que eu me esforçasse muito para esconder, Alan que era lerdo demais pra perceber. Eu me inclinei sobre ele e fui distribuindo beijos.

- Vamos testar aquele negócios dos beijos pelo corpo?

-Isso, me diz se você não gostar...- primeiro fui passando os dedos pelo peito e abdômen,depois comecei a distribuir beijos suaves. Acho que é assim.

- É bom...

-Que bom- eu fiquei aliviada e tentei fazer diferente. Mordidinhas leves... Eu vi o Alan se arrepiando e dei um sorriso de satisfação. Então abri a calça dele,ok... Essa era a parte que interessava,né? Mas o que eu tinha que fazer? Será que eu devo beijar também? Parecia estranho...

- Que foi?- ele me olhou e olhou pra calça dele.

-Estou pensando- eu peguei na mão.

- Ah... Só mexer pra cima e pra baixo... Com delicadeza, devo avisar.

-Claro, claro- ainda bem que eu não inventei de morder. Eu fiz como ele mandou, pra cima e pra baixo... Esfregando...

Ele suspirou - Certo... Isso é muito bom

-Que bom...- eu sorri e continuei. Testando... Ele pareceu gostar quando fiz com um pouquinho mais de força, mas eu resolvi não exagerar porque ele disse que era pra ter delicadeza. Eu fiquei impressionada com aquilo ficando duro e... Maior. Não sabia o porquê, mas só de fazer isso meu corpo ficou quente. Senti vontade de tirar o resto da roupa por causa do calor. Eu joguei o cabelo pra trás e me inclinei, voltando a beijar seu corpo.

- Minha vez - ele sentou na cama e já foi logo tocando os meus seios por cima da roupa enquanto me beijava.

-Calma...-ele tocou com mais delicadeza. -Melhor, faça como quiser...- sussurrei antes de voltar a beijá-lo.

Ele abaixou a minha roupa debaixo e se abaixou começando a beijar os meus seios. Eu não estava esperando o gemido que saiu de mim. Aquilo dava uma sensação tão boa,me deixava tão quente… Ele me olhou e começou a acariciar o outro ao mesmo tempo. Eu gemi mais um pouco, o jeito que ele estava fazendo era muito bom. Ele continuou naquilo por um tempo e me beijou, agora ele desceu de vez minha roupa e passou os dedos entre as minhas pernas com toda delicadeza.

Eu dei uma estremecida. Ele parecia bem tenso...- Você está bem?

-Me avise se te machucar.

Eu concordei com a cabeça e sorri. - Pode ir.

- Estou indo bem?- ele parecia preocupado.

-Está sim, eu estou gostando.

Ele suspirou aliviado e continuou a me massagear com os dedos enquanto me beijava. Eu fiquei apertando seus ombros pra deixar claro que estava gostando. Quando ele interrompia os beijos eu gemia. Ele encontrou meu ponto mais sensível e aí o negócio ficou melhor ainda. Eu estava fervendo.

- Você está bem? - ele ofegou depois de um tempo nos beijando.

-Estou...Ótima...-eu gemi, mal reconhecia minha voz. -Isso está muito bom...

Ele me beijou com mais intensidade e tirou os dedos dal. -Você está pronta?

-Estou- eu acenei com a cabeça

- Então eu vou tentar... - ele veio pra cima de mim e ficou me olhando entre as pernas ficando super vermelho. Até mesmo meu rosto esquentou um pouco. Eu abri um pouco as pernas e fiquei o olhando. Meu corpo estava na expectativa.

- É mais complicado do que eu imaginava...

-Por quê?

-O espaço... - ele passou o dedo lá embaixo e eu senti um incômodo quando o dedo começou a entrar em mim. - Ah!

Eu resisti ao impulso de fazer uma careta. Se ele achasse que estava me incomodando era capaz de parar. -Que foi?

- Achei, mas... Está muito apertado, acho que vai machucar- ele disse, preocupado.

-Vai ficar tudo bem,relaxe- dei um beijo nele.

-Eu quem devia estar falando isso. Não quero te machucar... Então se doer muito me avise - ele me deu mais um beijo e começou a tentar entrar em mim.

Eu o retribuí como sempre, até começar a sentir a dor. Eu me forcei a ficar quieta, então o beijei intensamente antes que ele me perguntasse. Ele entrou mais um pouco, ai...Eu estou sendo rasgada aqui... Ele pareceu conseguir entrar totalmente, eu ainda sentia a dor, mas estava me acostumando com ela. Então enfiei as unhas nos ombros dele.

-Tudo bem...-eu sorri.

- Mesmo? - ele ofegou.

-Sim,continue- eu beijei o queixo dele. Ele me beijou e começou a se movimentar devagar, beijando o meu pescoço. Eu o sentia se movendo, indo e vindo e passando pela parte dolorida... Nas primeiras vezes foi bem incômodo, mas depois eu estava gostando daquilo. Era bom senti-lo dentro de mim, meu corpo respondia a ele. Eu comecei a gemer, passando as mãos pelas suas costas.

Ele foi aumentando o ritmo aos poucos e parou pra me beijar e chupar os meus seios, então voltou a se mover me apertando contra si enquanto mordia o meu pescoço. Agora sim, estava perfeito... Com ele me tocando e me beijando desse jeito… Eu não lembrava mais da dor. Meu corpo esquentava e esquentava... Palpitava. Eu não sabia quanto tempo tinha passado, mas chegou um momento que eu achei que estava ficando insuportável...E aí... Ficou uma sensação ainda melhor e meu corpo relaxou incrivelmente.

Alan parou completamente ofegante também e me beijou durante um bom tempo até sair de cima de mim e deitar no meu lado. Eu fechei os olhos, esperando o fôlego voltar, o fogo baixar... Quando eu estava bem recuperada eu olhei o Alan.

-Isso foi maravilhoso.

- Machucou?- ele me olhou preocupado.

-Um pouquinho- eu admiti.

- Devia ter me avisado - ele acariciou o meu rosto.

-Eu não queria que parasse- eu sorri pra ele. Acho que eu ia continuar sorrindo por uns dez anos.

- Estou feliz que tenha sido com você.

-Eu também- dei um beijo nele. Na verdade era um sonho se realizando, mas isso era super clichê. -Fico feliz que tenha mudado de ideia sobre isso...

- Eu também - ele riu.

Eu encostei nele. -Você já estava pensando nisso quando me trouxe aqui?

-Pensei, mas não estava seguro para tentar

-Eu gostei da privacidade -beijei o queixo dele.

- É, não tem nenhum guarda passando aqui perto pra ouvir.

-E tem como ninguém saber do sangue...

- Sangue?? - ele arregalou os olhos.

-Sim- eu olhei pra baixo de mim com uma careta. -É mais do que eu imaginava, parece que levei uma facada...

- Meu Deus - ele sentou e arregalou os olhos. - Você tem certeza que está bem??

-Eu estou ótima, não se preocupe... É normal- eu comecei a afastar o lençol sujo.

- Isso não me parece normal.

-Mas é, pode se acalmar- eu beijei o rosto dele. -Eu ainda vou querer de novo.

- O-Ok...

-Eu preciso de um banho- eu me levantei.

- Vem, vou te levar até onde tem água aqui - ele pegou minha mão.

Que bom que ele levantou, porque eu fui dar um passo e quase que caio no chão. Minhas pernas estavam sem firmeza nenhuma. O Alan praticamente me carregou pelo caminho. Oh céus,estou aleijada. Ele disse que era uma das saídas daquele lugar, mas tinha água corrente, não dava pra mergulhar e nadar, mas já era algo. Ele acendeu umas tochas pra melhorar a visão ali dentro.

- Pronto, eu vou buscar umas toalhas.

-Esse lugar escuro de novo- eu resmunguei comigo mesma e comecei a lavar as partes que importavam. Ardeu muito no contato com a água, credo! Foi meio dolorido limpar, mas eu não queria ficar com o negócio sujo. Comecei apenas a me refrescar mesmo, meus olhos fechados e relembrando os momentos com Alan lá em cima. Eu estava tão feliz... Será que eu devia dizer o que sentia...? Não… Eu não queria estragar as coisas. Alan voltou com as toalhas um tempo depois e sorri pra ele.

- Lia... - Ele parecia um pouco preocupado.

-Hum? Que foi?-eu estranhei essa cara de repente.

- É que... Já está escurecendo...

-Ah- desanimei. -Já?

- Já. E eu não sei voltar no escuro.

-E agora??

- Vamos ter que passar a noite aqui...

-Ah... Hum, espero que não fiquem preocupados com seu sumiço...-e lá se foi a discrição.

-Com certeza já devem estar nos procurando que nem loucos... Vamos pensar na história para contar.

Eu saí dali e peguei uma toalha. -Não acho que consigo pensar em algo convincente.

- Já está se sentindo melhor?

-Sim,minhas pernas acordaram...-eu me sequei e me enrolei na toalha.

- Fiquei preocupado.

Eu sorri. Tão fofo. -Eu achei que fosse morrer,mas acho que deve ser normal...-abracei ele.

- Bem... Acho que tenho uma ideia - ele beijou meu rosto.

-O quê?-eu sorri.

-Podemos dizer que estávamos fazendo uma trilha quando tentaram nos atacar, então passamos a noite na floresta nos escondendo e eu me machuquei. Então você me ajudou no caminho de volta, você vai pro exército como a garota que salvou o príncipe. Que tal?

Eu ri. -Você precisa do machucado pra isso...

- Bem, eu vou pensar no machucado.

-Bom, tirando essa parte do machucado até que é uma boa ideia...

- Sobrevivo a alguns arranhões.

-Eu posso te arranhar se quiser- ofereci com um sorrisinho.

- Pode ser.

-Agora algo muito importante... Tem comida aqui?

- Tem... Não é o banquete do palácio, mas fome não passaremos.

-Por mim tudo bem,o importante é ter comida. Sabe,eu me sinto meio culpada agora...

- Culpada?

-É, eu estava desejando ficar por aqui e acabou acontecendo- eu ri. -Mas não queria que saísse prejudicado.

-Tudo bem. Eu não me importo.

-É, é uma aventura- sorri. -Agora me leva nessa comida.

O Alan me guiou até lá, mas resolvi subir pra me vestir primeiro. Eu logo vi a inutilidade disso...Não tinha ninguém aqui, a única pessoa além de mim havia visto tudo mesmo. Então eu vesti só a minha roupa íntima e o segui para o que eu supunha que fosse a cozinha. Eu dificilmente entrava na cozinha, mas ali tinha um armário, uma mesa e um forno a lenha… Só podia ser isso.

-A maior parte é carne seca, mas dá pra fazer pão - ele estava batendo na massa.

-Não sabia que você sabia cozinhar- o olhei surpresa.

- Não sei, mas eu vejo muito os padeiros fazendo então estou tentando.

Eu sorri. -Ooh... Eu não entendo absolutamente nada de cozinha...- eu sentei e fiz uma careta. Doeu.

- Algum problema? - ele me olhou

-Nenhum -fiz cara de paisagem. -Doeu um pouquinho, nada demais.

- Melhor você ficar deitada.

-Não quero. Eu quero ajudar,o que eu faço?

- Fica aí, eu nem sei o que estou fazendo.

-Está bem- eu juro que tentei ficar sentada, mas não consegui. Logo fui vasculhando todos os armários enquanto o Alan fazia a comida todo tranquilo, brigando comigo e pedindo pra eu me aquietar. Eu só me aquietei na hora que a comida ficou pronta.

-Esse pão está com um cheiro bom- eu observei.

Ele mordeu. - Esqueci o sal.

-Coloca por cima- dei de ombros.

- É, a carne salgada da conta - ele mordeu a carne.

Eu experimentei. -O pão está com a massa boa...- eu achei uma faca e cortei na metade, enfiando a carne dentro. -Bem melhor -eu comecei a comer.

- Se precisarmos fugir um dia... Posso ser padeiro.

Eu ri. -Eu compraria seu pão.

- Ótimo, você está com sono?

-Estou, isso cansou um pouco. Você está?

- Eu senti muito sono logo de cara.

-Depois de comer dormimos... Aqui em cima é meio frio né?- eu percebi, mas talvez fosse porque estava usando poucas roupas.

- É... Mas é quente durante o dia....

-Ou 8 ou 80- eu bocejei. Toda aquela energia me abandonou após comer. Bebemos água e subimos para o mesmo quarto de antes. -Alguém vem aqui trocar a comida?-perguntei ao me sentar na cama.

- O chefe da guarda real vem aqui a cada dois meses, já que são alimentos duradouros.

-Ah sim- eu deitei e me cobri, a pele se arrepiando. O Alan deitou ao meu lado. Eu fiquei parada, em dúvida... Eu queria tanto chegar mais perto dele, abraçar, mas talvez ele achasse estranho... Eu cheguei um pouco mais perto, se ele perguntasse eu diria que estava com frio. -Alan...Isso teria acontecido se… Eu não estivesse indo embora?- eu não queria trazer esse assunto à tona,mas precisava saber.

- Acho que não agora...

-Hmm- eu fiquei em silêncio e fechei os olhos. Nada de tristeza, Lia, você vai estar animada. Então me aproximei um pouco mais do Alan e caí no sono.

 


Notas Finais


E aí, o que me dizem? :3


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