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História Não diga que me ama - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá leitores,

capítulo muito importante o de hoje. Eu escrevi,pensei, escrevi e acho que ficou bom. Não esperem romance, viu? Vcs vão entender...

Queria agradecer a todas que comentaram e que me ajudam a continuar inspirada para escrever. Muito obrigada msm!

Capítulo 6 - Sirene


Fanfic / Fanfiction Não diga que me ama - Capítulo 6 - Sirene

Sirene – capítulo 6

 

Enquanto os três amigos dormiam profundamente, Maitê se mexeu para tentar aliviar o peso estava sendo pressionado do seu lado. Ela tentou se livrar do peso irritante, mas sentindo algo contrair seu movimento ainda mais, ela abriu os olhos para ver o que estava acontecendo. Com sua visão embaçada, ela esfregou os olhos cansados ​​antes de sentir a respiração de alguém atrás dela.

Quando ela se virou para ver quem era, a mente de Maitê relembrou de ontem, lembrando que Henrique e Marília ficaram ali também no sofá enquanto Juliano subiu com Mohana para o quarto. Apertando o nariz quando a respiração matinal atingiu seu rosto, seus olhos escuros olharam para baixo para ver Marília praticamente em cima de Henrique, aconchegando-se mais perto dele quando ele se mexeu.

Maitê olhou para a posição deles; Henrique estava atrás dela enquanto a envolvia com a mão torcida, o que não era para ele fazer, e Marília não estava ajudando com a situação. Sim, era exatamente assim que ela queria acordar.

Lentamente, ela levantou-se do seu sofá e quando ela movimentou o corpo para trás para esticar a coluna, um gemido saiu de seus lábios. Não era daquela maneira que gostaria de ter passado a noite. Ela então foi em direção ao banheiro para jogar uma água no rosto e escovar os dentes para tirar o gosto da cerveja da boca. Na casa de Henrique sempre tinha escovas de dente novas no armário do banheiro.

Depois de passar um tempo no banheiro afim de ficar um pouco mais apresentável, ela desceu escada abaixo em direção à cozinha. Maitê congelou quando viu Henrique batendo ovos com o braço bom.

- O que cê está fazendo?

Henrique olhou para cima e sorriu como sempre fazia.

- Bom dia, Maitê. Estou fazendo café da manhã, ué.

Maitê estreitou os olhos enquanto caminhava para o outro lado do balcão, inclinando o quadril para ele.

- Eu estou vendo, mas por que você faria o café da manhã quando deveria estar colocando gelo no pulso? – questionou arrancando o garfo da mão dele, empurrando o homem alto em direção à geladeira - Agora bota gelo no pulso antes que eu o amarre e tenha que fazê-lo eu mesma. - Maitê o avisou enquanto despejava os ovos batidos na frigideira que já estava com manteiga.

Henrique atendeu o desejo de Maitê enquanto pegava a bolsa de gelo do freezer e gentilmente a colocava no pulso enquanto observava cuidadosamente o que ela estava fazendo.

- Mulher, tenta não queimar nossa comida desta vez. Prefiro não ter ovos no estilo carvão no café da manhã. - Ele riu quando viu o olhar irritado que era exibido nas feições de Maitê enquanto ela resmungava.

– Foi apenas uma vez, porra, e mesmo assim você nunca vai esquecer.

O homem sorriu quando pegou algumas uvas da tigela ao lado dela e as colocou na boca:

– Basta apenas uma vez para tornar algo memorável. – ele concluiu.

Maitê lançou seu olhar através da cozinha e percebeu que estava faltando o outro ser sensível e borbulhante.

- Onde está Marília?

Henrique respondeu que ela ainda estava dormindo e Maitê não fez questão de acordá-la, uma vez que Marília parecia ter tido um momento difícil na noite passada. Maitê não era burra. Ela sabia que Marília ficava com ciúmes quando Henrique direcionava toda sua atenção para ela.

Em sua mente, era uma estupidez ela ficar com ciúmes pelo fato de Henrique ter a ajudado durante aquela prática de slackline. Não era como se eles estivessem saindo ou fazendo sexo na frente dela, então havia razão alguma para ter ciúmes.

Enquanto Maitê terminava de preparar o café da manhã, ela lembrava Henrique de manter a bolsa de gelo no pulso, ela sabia que ele pode agir como uma criança às vezes. Esteja Henrique conversando ou fazendo outra coisa, ele esqueceria completamente o que estava fazendo antes, por exemplo, a bolsa de gelo que precisava permanecer em seu pulso escorregaria e ele nem perceberia.

Trazendo os pratos coloridos até a sala de estar onde todos pudessem comer, ela esperava que o cheiro dos ovos mexidos com pão e café fosse suficiente para acordar Marília. Ela colocou um dos pratos sobre a mesa de centro. Deus alguns passos mais para perto da “bela adormecida” e posicionou o outro prato na frente do rosto de Marília e então como o cheiro fumegante começou a invadir suas narinas.

Marília gemeu e abriu seus olhos, ainda meio grogue.

– Eu sinto cheiro de ovos e café.

– Bingo! Agora tire sua bunda daí e venha comer. – Maitê bateu na bunda da amiga e entregou-lhe o prato.

Marília finalmente sentou-se no chão. Maitê sentou bem ao lado dela enquanto Henrique já estava sentado no outro canto, feliz comendo seu café da manhã em silêncio.

 

 

O dia seguiu normal. Henrique aproveitou o domingo para ficar com sua família. Marília trabalhou de casa nos detalhes de seu novo dvd e depois emendou uma partida de tênis e Maitê ficou em casa relaxando até a hora que foi chamada para uma cirurgia de emergência de trauma, o que a fez deixar o hospital somente depois de dez horas de cirurgia.

O paciente estava em estado crítico o que tornava o processo cada vez mais difícil para Maitê. Mas no final, o paciente teve uma forte hemorragia e morreu na mesa de cirurgia. Ela estava devastada. Uma das partes mais difíceis do seu dia foi ligar para o contato de emergência e informar que seu ente querido havia falecido.

Ouvindo os soluços irregulares no outro lado da linha, Maitê estava parcialmente grata por isso não ter sido feito pessoalmente, porque ela se sentiria ainda pior, vendo alguém chorar na frente dela e ainda ter que abraçá-los e consolá-los. Ela desculpou-se, mais uma vez e desligou o telefone com um suspiro cansado.

- Noite difícil?

Maitê girou nos calcanhares para ver o familiar cirurgião de olhos verdes.

- Eu posso dizer que sim.

Eduardo se aproximou cada vez mais da médica cansada e colocou seu braço ao redor de seus ombros.

– Por que não te pagar uma bebida para afogar suas mágoas? – ofereceu.

Maitê soltou uma risada seca.

– Claro. Parece ótimo. Pode ser agora mesmo.

Ela correu até o vestiário para trocar de roupa. Depois de alguns minutos ela saiu, esfregando os olhos enquanto caminhava ao lado do homem mais velho. Tinha passado cerca de uma semana desde seu último encontro com esse homem e vê-lo com a sua natureza solidária apenas o fez querer pular na cama com ele novamente. Com certeza, até o final da noite, ela faria isso.

Andando um quarteirão de distância para o bar mais próximo, eles caminharam e viram diversos rostos familiares quando entraram e pegaram uma mesa. Eduardo pediu licença e foi em direção ao balcão para pegar uma bebida. Maitê sorriu suavemente quando ele voltou com sua bebida favorita.

- Você não acha um pouco estranho saber a minha bebida favorita?

Eduardo riu, o canto de seus olhos enrugou adoravelmente enquanto seu sorriso brilhante a deslumbrou por um momento.

– Eu não acho que seja estranho saber a bebida favorita de uma amiga próxima. O que seria estranho era se eu soubesse a bebida favorita de cada mulher que eu já dormi.

Maitê balançou a cabeça em acordo enquanto bebia sua cerveja.

- Eu sou uma das suas amigas mais próximas? Então você vê todas suas amigas mais próximas nuas? – falou erguendo a sobrancelha para o homem mais velho.

Os olhos verdes de Eduardo brilharam quando ele se aproximou da mulher bonita ao lado dele:

- Nenhuma delas é tão bonita quanto você.

Maitê zombou do elogio brega quando cruzou as pernas.

- Você não precisa me fazer essas cantadas bregas para dormir comigo. Eu já me decidi.

- Quem disse que eu estava te cantando? - seus olhos desafiadores encontraram os dela.

Pela primeira vez, Maitê se sentiu mal quando Eduardo continuou a jogar esse jogo que ele tinha com ela. Mordendo o lábio, ela bateu as unhas na mesa de madeira enquanto continuava olhando para Eduardo. Um sorriso leve caiu em seus lábios quando ela murmurou:

- Acho que estou pronta para ir para casa.

- Eu também.

Lábios colidiram quando Maitê finalmente abriu a porta de sua casa. Ela sorriu quando se atrapalhou e quase caiu ao tentar chegar até a sala. Enquanto as roupas se espalhavam, ela se tornou mais frenética, trazendo o rosto dele mais perto dos lábios dela. Eduardo gemia abafado quando tirou os lábios dos dela.

– Acha que podemos fazer isso no quarto?

Maitê olhou para trás contando os passos. O quarto estava longe demais no momento.

– Não.


 

(...)

 

A mulher de cabelo escuro sorriu feliz enquanto vestia o roupão, tendo vislumbres do homem musculoso que se vestia também. O homem exibia alguns arranhões antes de vestir a blusa de manga longa cinza que cobria seu lindo corpo. Eduardo andou para perto da porta e depositou um beijo terno nela.

–Vejo você no trabalho. – Ela disse.

Eduardo balançou a cabeça em acordo:

– Eu tenho 15 minutos entre cirurgias amanhã, encontre-me na sala de repouso por volta das 11h.

Maitê sorriu. Ela mal podia esperar para fazer sexo pela manhã, acenando com a cabeça em concordância, ela abriu a porta e o seu sorriso desapareceu quando viu Henrique parado na porta, pronto para tocar a campainha. Ele sorriu para a sua amiga em saudação antes de olhar o homem musculoso ao lado dela. E então seu sorriso se desfez.

– Henrique, eu não vejo você há muito tempo. Como tem passado? - Eduardo perguntou.

Maitê podia ver o ódio no olhar de Henrique quando ele respondeu:

– O que você está fazendo aqui? - disse rispidamente.

Eduardo franziu os lábios quando Maitê olhou para seu melhor amigo.

– Ricelly. - Ela falou, dando-lhe um olhar para ele se comportar. Eduardo apenas sorriu.

– Se Maitê pode me perdoar, então por que você não pode?

Henrique estava pronto para atacar o homem, mas Maitê rapidamente o afastou.

 - Henrique! Pare! - ela manteve os olhos nele quando Eduardo saiu balançando a cabeça. Ela pode dizer que ele estava furioso quando invadiu a casa dela, fechando a porta com força e andando atrás dela até o quarto.

 - Que porra foi aquilo? – ela questionou.

Maitê nunca viu Henrique ficar chateado com algo assim.

Quando ela não estava falando com Eduardo e compartilhou que ele era um pouco aberto demais com a amizade que eles tinham, ela cortou relações com ele. A mulher sabia muito bem que poderia dormir por aí com quem quisesse, mas não ia dormir com um homem que dorme com uma mulher diferente todos os dias. Estabelecendo limites desta vez, Maitê estava contente com sua situação com Eduardo, mas, infelizmente, Henrique estava chateado.

- Que porra é essa? Por que diabos cê estaria falando com ele ou ainda pior dormindo com ele ?! Cê esqueceu o que ele fez contigo?

Maitê estreitou os olhos enquanto colocava as mãos nos quadris.

- Estou ciente do que ele fez comigo, mas isso foi no passado, Ricelly! Você precisa superar isso - Ela estava chateada que ele iria fazer sermão e exigir que ela parasse de fazer o que ela fazia há anos. Quem ele pensa que é?

- Não, VOCÊ precisa se superar. - Henrique apontou um dedo na direção dela.

Maitê riu sombriamente enquanto esfregava as têmporas, absorvendo o silêncio enquanto tentava se acalmar. De alguma maneira distorcida, ver Henrique naquele estava realmente deixando-a um pouco quente e incomodada. Cavando o calcanhar no chão de frio e dando as costas para ele, ela respondeu friamente:

- Estou apenas me divertindo como sempre, Ricelly

Ele agarrou Maitê pelo braço e a puxou pra si, com um pouco mais de força, seus rostos ficaram cada vez mais próximos. Olho no olho. Ela podia sentir o hálito quente dele, uma mistura de cigarro com menta. Ela pode ver os detalhes daquele rosto amigo: o olhar de raiva, a sobrancelha grossa, a barba e aquela boca provocante. Provocante? - ela pensou.

- Diversão? Você chama isso de diversão? - Henrique continuou a segurando e olhou ao redor do quarto semi destruído quando Maitê enviou um sorriso provocador. Ela delicadamente colocou a mão no quadril dele, desafiando-o:

- Somente alguém que é puritano não sabe o que é diversão e você não é do tipo puritano, Henrique.

Henrique deu uma olhada para a melhor amiga, era melhor não entrar nisso, mas ele se enterrou demais para recuar agora. Ele estava pronto para terminar essa conversa, não importa quanto tempo levasse. Essa era a maneira dela de puxá-lo para algum tipo de jogo distorcido que Eduardo a arrastou e ele não estava comprando. Balançando a cabeça, ele recusou:

- Não, Maitê. O que você está fazendo não é divertido, é mais do que ridículo e absolutamente infantil.

O que ela estava fazendo com Eduardo era completamente infantil e adolescente, ela estava chegando aos trinta anos e sua amiga precisava crescer.

- Então você está transando de maneiras erradas, meu querido amigo. Por que não mostro a maneira certa, em vez disso?

De todos os relacionamentos que Henrique teve, a maioria deles era saudável, na medida do possível. Várias mulheres já tinham passado pela sua vida, mas ver Maitê dar-lhe o sorriso que ela dava para outros homens era um pouco inquietante. Henrique sabia que estava errado. Ele sabia disso, mas algo nos olhos dela apenas o atraiu e antes que ele pudesse envolver sua cabeça em torno do que ele fez, a boca dela arrebatou seu corpo e mente, deixando-o sem fôlego.

Eles foram em direção a cama, enquanto se beijavam com urgência. Ela desamarrou o roupão que estava usando. Quando as pernas dela se envolveram em torno de seus quadris, deveria ter sido o momento em que ele deveria recuar, mas vê-la nua por baixo dele era mais do que ele podia imaginar. Seu corpo e sorriso lascivo assumiram seus sentidos quando ele se abaixou nela. O desejo era mais forte do que seu lado racional.

 Gostosa, ele pensou e sorriu para si. Aquilo estava o excitando cada vez mais e Henrique só pensava o quão sexy ela era. Eles se olharam sem dizer uma palavra. Não demorou muito para que os dois estivessem completamente sem roupas, as pernas dela enroladas em volta da cintura dele. Seu corpo e sorriso lascivo tomou conta dos sentidos dela, quando ele a penetrou com urgência.

Maitê arqueou as costas, quando ele beijou seus seios. Um gemido saiu de sua garganta enquanto suas mãos percorriam suas costas, uma vez que ele começou a se mover dentro e fora dela. A mulher habilmente contrariou seus quadris e segurou seus braços com força, cravando suas unhas e beijando-o ferozmente, fazendo com que sua mente ficasse em branco mais uma vez. Ele gemia, apreciando a sensação de seu corpo pressionado contra o dela. Respiração pesada, pele suada.

Maitê era algum tipo de sirene, enquanto ela gemia o nome dele várias vezes. Ela parecia estar enlouquecida de prazer. Nunca passou pela mente dele imaginar alguém como Maitê, sua melhor amiga, gemer seu nome em completo êxtase. Mas, naquele momento ouvi-la era tudo que ele queria. Henrique queria que ela gemesse seu nome como um Cd arranhado. Xingando-a baixinho ele empurrou nela mais forte e cada vez mais forte, fazendo-a gritar.

– Porra, Henrique! É isso! - Seus gemidos e gritos abafados eram viciantes.

Com a última energia que lhe sobrara, ela movimentou-se ficando por cima. Com um sorriso vitorioso, alisando a barba dele, plantando beijos em seu pescoço, ela foi descendo pelo seu corpo, alcançando a sua masculinidade. Olhos de Henrique estavam fechados enquanto a sua boca envolvia o membro dele. Gemendo com o tamanho dele, ela balançou a cabeça para cima e para baixo.

– Maitê - ele respirou, finalmente, entrando no ritmo das coisas. Sua mão segurou a parte de trás de sua cabeça mantendo-a lá enquanto terminava o seu trabalho. Engolindo o seu líquido quente, ela rastejou de volta em cima dele enquanto ele ofegava pesadamente quando empurrou o cabelo dela para trás.

– Eu espero que você saiba que não acabei com você ainda.

Henrique sorriu profundamente.

– Eu sei que não.

Henrique sentiu sua masculinidade crescendo novamente com o toque de Maitê. Ele sempre soube que ela era boa com as mãos, mas ele não sabia que ela era tão boa fazendo isso. Agora, ele não tinha dúvidas. Ela o bombeou algumas vezes e em seguida ele ficou por cima dela, desejando a sensação de se mover dentro dela mais uma vez.


Notas Finais


Gostaram?
Que os jogos comecem...

Beijos para vocês que são incríveis! Obrigada por comentarem!

Até o próximo capítulo!


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