História Não é Biologia, é Amor! - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Brotherxbrother, Bts, Incesto, Jikook, Jk!top, Kookmin
Visualizações 239
Palavras 3.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão pela demora. Boa leitura💕

Capítulo 8 - Não é apenas Aceitar.


Fanfic / Fanfiction Não é Biologia, é Amor! - Capítulo 8 - Não é apenas Aceitar.

O recinto estava silencioso, apenas me era permitido ouvir do meu coração tamborizando ruidosamente em meus tímpanos. Julgava que por hora não tinha como seguir uma linha de raciocínio centrada, apenas me concentrava nas informações que me foram passadas.

Me sentia tragicamente nervoso, assim como as emoções que eram tão claramente transmitidas através do seu rosto de bochechas coradas. Me permitia até mesmo pensar que me encontrava no mesmo estado que o seu. Minhas mãos trêmulas repousavam sobre meu colo, impossibilitadas de se movimentarem. Me encontrava em modo inerte, preocupado com qualquer coisa que tão concretamente saía de sua boca, pois eu sabia que tudo daquilo qual ele afirmava sentir com tanta convicção, eu também sentia. Mas, ao contrário dele, eu temia e não possuía coragem para jogar tudo aquilo para fora e me confessar.

Era errado, não era? Óbvio que sim.

— Você não pode ficar dizendo tipo de coisas como essas, — Sussurei baixo, mesmo que todo o espaço estivesse vazio assim como o resto da casa, temendo sermos ouvidos até mesmo pelas paredes. — É errado, e você não sabe o que está falando.  — Seus olhos semelhantes a pequenas jabuticabas agora me fitavam sérios, transmitindo nada mais do que desdém.

Nesses últimos dias, com a chegada do ensino médio para nós, ele estava se tornando bom em falar com indiferença ou tratar com desdém qualquer um por aí. Minha tia dizia que tudo isso era reflexo da adolescência. Eu não sabia se concordava ou não, embora tivesse a sua mesma idade.

— Quem não sabe o que fala aqui, Jiminnie? Eu estou sendo o mais claro possível. — Resmungou, como se minhas palavras o tivesse diminuído a um bobo. — Eu estou apaixonado por você. Eu sei disso porque já me senti assim uma vez antes e também a tia Sulie disse que isso era amor. — As palavras fluiam tão bem e ingenuamente da boca pequena, que eu até mesmo me assustava.

No entanto, um ponto me destabilizou.

— Como assim você falou a nossa tia que...— Eu não conseguia terminar tal sentença, porém ele sorriu bobo, achando graça da situação.

Ele era infantil. Não era novidade para ninguém que eu amadureci bem mais rápido que Jungkook.

— Claro que eu não disse a ela que era por você, chim, puff. — Estalou a língua no céu da boca, me fazendo revirar os olhos.

Um silêncio pairou sobre nós, porém, mesmo assim, eu não conseguia raciocinar muito bem. Sulie tinha saído com os nossos irmãos há algum tempo, então o vácuo qual nos encontrávamos era ainda maior e eu temia a algo, ainda mais por estar a sós com ele em meu quarto.

Céus, eu teria um ataque de nervos.

— O que você está fazendo?! — Exclamei surpreso já quando seu rosto se encontrava próximo ao meu.

— Me beija, Jiminnie? — Seu pedido era manhoso, e os meus olhos duplicaram de tamanho.

Ele não estava verdadeiramente cogitando tal ideia, estava? Omo, o moreno só deveria estar louco.

— Você está louco? — Minha voz fugiu trêmula e minhas mãos já pareciam suar em ansiedade. — Eu não quero te beijar, Jungkook. — Falei, tentando convencer mais a mim mesmo do que a qualquer um.

Eu não queria confirmar para mim mesmo que queria mais do que tudo ter os meus lábios juntos aos seus, todavia era tão perigoso.

— Só um beijinho, ninguém vai ver ou saber. — E desde sempre ele era um pouco manipulador.

Assim eu lembrei de todos os tempos que íamos até os playgrounds para andarmos de bicleta, ou até mesmo de skate, e tragicamente caíamos e ralavamos os joelhos, quando fazíamos um complô contra os nossos pais por puramente ciúmes dos nossos recém chegados irmãos, andávamos de mãos dadas para atravessar a rua e ainda dividiamos o mesmo canudo do milkshake.

Eu o conhecia tão bem quanto como conheço a mim mesmo, entre tantos que me rondavam, Jungkook era o que mais me amava e apoiava. Era ele que, quando eu olhava em suas orbes escuras, sentia meu coração derreter em um amor puramente genuíno.

Foi nesses mesmos pensamentos que eu me entreguei ao meu primeiro beijo seguindo uma linha de raciocínio que eu julgava precipitada, entretanto que me fazia tão pleno por hora.


— Você anda muito no mundo lua ultimamente, Chim. — Uma voz aguda fora capaz de me tirar rapidamente do meu torpor, me deixando a par do que acontecia ao redor, enxergando Taeyong vir até a mesa qual eu estava na biblioteca.

Estávamos com os pés nas férias de verão, o que era irônico pois as madrugadas eram de um frio cortante. No entanto, eu não estava tão comovido por me ver livre da escola nos próximos dias, eu, seriamente, me sentia focado em entregar os últimos trabalhos do semestre e me lamentar pela partida de Moonlight.

Os últimos acontecimentos que se sucederam eram apenas borrões em minha mente enevoada. Fora muito repentinamente quando minha melhor amiga chegou até mim e alegou claramente que estava voltando para o seu país, sem previsão de voltar a solo coreano brevemente. Eu me senti sufocado em desespero por não ter mais com que contar nesse curto tempo de escola qual ainda teria que frequentar, embora Yoongi e Taehyung continuavam ali para mim. Contudo, as coisas no nosso grupo de amizade tinha se desmontado em frações de segundos depois a festa qual Tae pegou seu namorado beijando Moonlight. Embora a loira desse desculpas esfarrapadas para explicar o motivo pelo qual resolveu passar um temporada fora, era do conhecimento de todos que a americana apenas não estava conseguindo suportar a vergonha qual passou ao ser apontada como vadia por Taehyung na frente de boa parte da massa estudantil da escola.

Aquela madrugada fora a primeira vez que vi a loira ficar desnorteada frente a tantas acusações do Kim, foi a primeira vez que vi o próprio Tae chorar em frente a todos e Yoongi clamar por desculpa sua. Sim, o nosso círculo de amizade estava um caos, como um coraçãozinho animado quebrado em pedaços, e eu não tinha um pingo de ideia de como juntar seus caquinhos novamente.

E agora eu me encontrava ali, num fogo cruzado, totalmente perdido em qual partido tomar. Não aguentava ver o casal qual eu tinha carinhosamente apelidado de Taegi viver como cão e gato simplesmente porque Taehyung não suportava o fato de ter sido traído por seu namorado. E, cara, eu não tirava o seu direito de ficar chateado porque era claramente compreensível a sua mágoa. Porém, o que fazer quando a amizade também conta e o seu amigo te implora para ajudar a reconquistar a confiança do namorado dele? Bom, eu estava perdido e desolado aquele último tempo.

Agora sabia que meu momento perdido na vida fora percebido até mesmo pela Min, que me encarava risonha.

— Estou perdido. — Resmunguei, cansado, abrindo o livro que mantinha em mãos sem lê-lo novamente. — Minha cabeça está bagunçada. O namoro dos meus amigos está por um fio, e eu sinto saudade da Moolight. — Choraminguei por fim suspirando, e a ouvi bufar, embora esta parecesse tentar controlar um pequeno lapso de raiva para comigo.

— Você ainda gosta dela, né? — Resmungou controlando o tom de voz, e eu simplesmente franzi o cenho frente a sua raiva infudada.

— Claro que sim. Eu a amo. — A respondi o que se era óbvio, me arrumando melhor sobre a cadeira, recebendo de um girar de olhos seu. — Moonlight é minha melhor amiga, Taeyong. Sinto sua falta porque ela me entende melhor do que ninguém, e eu estou num momento da minha vida qual ela é essencial estar presente. — Completei, embora não a devesse explicações, apenas sendo alvo do seu olhar critico.

— É, realmente não faz sentido você gostar dela quando ela gosta do Yoongi. — Deu de ombros, como se eu me importasse, visto que eu não sinto nada além de amizade pela loira. — A não ser que você goste de se iludir. Não é bom confiar em garotas assim. Ela é do tipo que facilmente…

— Eu realmente não estou acreditando que você está a apontando mal bem em minha frente, Taeyon…— A interrompi, praticamente a fuzilando com olhos. — Não é só porque que não gosta dela que deve se achar no direito de julgá-la mal. — Eu me senti um tanto irritado diante a situação, e a ruiva entendeu disso quando eu larguei do livro literário qual lia sobre a vasta mesa de madeira, a fazendo se escolher em seu próprio corpo.

— Perdão, Chim. — Suspirou, puxando o cabelo longo para trás, deixando a pose incisiva de lado. — Confesso que não consigo lidar com a possibilidade de você gostar para valer dela. — Sibilou com mansidão, de fato como se tal sentimento em si fosse um peso e a cansasse.

Tentei me manter neutro, pois, embora não compreendesse o seu modo de sempre querer não entender meu não relacionamento com Moonlight, ainda me convencia que era apenas a paixão febril que ela aparentava sentir por mim a fazendo agir um tanto “toxicamente”.

— Taeyon…— A chamei carinhosamente, tentando não parecer rude nas minhas próximas palavras. — Eu não gosto da Moonlight, entenda isso, sim? E mesmo não gostando dela, eu também não gosto de você. Te vejo e sei que é uma garota legal, doce e inteligente, mas eu não posso me forçar a gostar de você como também não posso deixar de ser apaixonado por essa pessoa qual já amo, entende? — Vi seus olhos se arregalarem de supetão e julguei se estava fazendo o certo.

— Você ama alguém? — Sua voz parecia quebrada, e eu até conseguia sentir seu desapontamento quase palpável. — Jimin…

— Sim, Taeyong. — Afirmei, juntando suas mãos a minha calmamente. — Não posso te negar essa afirmação, mas também não posso te revelar quem é. — E um segundo depois que findei meu diálogo, o som estridente do final do primeiro tempo de aula tomou todos os espaços e corredores do prédio do terceiro ano, me levando a abandonar a sua mão fria à medida que me pus de pé, a deixando estática para digerir das últimas informações.

Apesar de saber bem do seu amor platônico, ainda teria que levar um tempo para compreender do porquê ela me gostar tanto assim a ponto de parecer se entristecer aquele nível. Todavia, olhando bem, eu entendia a sua melancolia, pois a sentia em relação a Jungkook, no entanto, antes sabia que tudo dependia unicamente de mim. Hoje, não mais.

À tarde eu não tinha muito o que fazer depois da última aula do dia. Em especial nessas últimas semanas, Jungkook não cruzava o mesmo caminho que o meu, como se odiasse olhar para minha cara. No entanto, apesar do novo afastamento entre nos dois, ele parecia ter adquirido uma nova postura na sua vida de estudante, visto que, aparentemente, frequentava todas as suas aulas do dia, e apenas não burlava os horários fumando pelo campus ou jogando seu tempo fora.

Apesar de me sentir melancólico por o ver tão longe de mim, sem ao menos tentar uma vez se aproximar como antes, eu agora tinha a plena certeza que toda a sua presença me fazia falta. Sabia que antes eu não o queria longe de fato, e sim me iludia nesse pensamento por ter medo. No entanto minha conversa com Moon me fez clarear minhas ideias e decidir tomar minhas próprias vontades, e quando ele me negou do seu beijo, eu tive a comprovação que ele era sensato e me amava o bastante para querer que eu pedisse por si sem álcool no sangue ou inconsciente, sem depois o culpar pelo meu próprio arrependimento. Ele não queria me ver arrependido por amá-lo.

Aquela hora minha tia não viria me buscar de tarde visto que as crianças não tinham ido à escola, assim eu me apressei para voltar para casa, tendo em mente que mais tarde teria um trabalho de história com a dupla tico e teco que só discutia agora. Por um lado eu me sentia aliviado por não ser a vela da turma, por outro me sentia a ponto de histeria por a dupla brigar a todo momento.

Eu era feliz e nem sabia.

Na verdade, tal trabalho em trio que iríamos fazer era só, no fundo, uma tentativa de Yoongi em busca de reaproximação. Já Tae, alegava que o mataria se o albino tentasse algo. Se apressando pela calçada abaixo daquele sol ameno, eu tinha em mente minha própria tática para levantar uma bandeira branca naquele fogo cruzado e os fazerem concordarem em dar uma trégua ao menos pelo bem de minha saúde mental.

Apertando as alças de minha mochila mais próxima ao meu corpo, lembrei de como Taeyong se manteve longe pelo resto do dia, como se me evitasse. O intervalo fora solitário para mim, já que meus amigos não estavam mais felizes uns com a companhia do outro. A lembrança mais memorável desse meu dia com certeza era a qual vi Jungkook transitar pelo refeitório tendo em seu encalço a mesma garota caidinha por si da festa, e SeokJin, que certamente falava asneiras em seu ouvido, pois ele ria como nunca antes. O trio estava bem próximo, e eu me sentia inseguro e…triste. Céus, eu não era mais o motivo dos seus sorrisos sinceros como costumava ser. E mesmo que tal pensamento parecesse egoísta ao extremo, eu não queria que a sua felicidade se encontrasse em outras pessoas.

Omo, eu era tão contraditório que por muitas vezes já desisti de entender a mim mesmo. Revirei os olhos aleatoriamente, depois soltando um risinho por minha ação boba, avistando minha casa de dois andares despontar ligeiramente à frente.

— 'Tá preparando para segurar a fera Taehyung pelo resto do dia? — Fui segurado brutalmente, e pulei no lugar, gritando assustado antes de ver Suga rindo por mim involuntária reação. — Aish, você quer me matar do coração, garoto? — Me irritei, parado na rua à medida que gesticulava para ele.

— Sorry, Bae. — Me deu mais um dos seus habituais sorrisos gengivais. Nem parecia que falava palavrão, olhando assim. — Você que é muito assustado para o meu gosto.

— Você chega como um assaltante prestes a roubar, e eu que sou assustado demais? — Praguejei, incisivo, e os olhos pequenos foram revirados. — Afinal, o que está fazendo aqui? — Resmuguei, pondo a mão sobre o peito para sentir a minha frequência cardíaca aos poucos ir diminuindo a base que me acalmava.

— Vim fisgar um lanche de graça. — Deu de ombros, como se sua respostas não o desse as características de um folgado nato. Mereço. — Vamos logo, estou afim de encher o estômago antes que o Tae acabe com ele com um soco.

— Taehyung não é tão agressivo assim. — Rebati, sendo puxado pela mochila por um apressado Yoongi para seguir a diante.

— Ah claro que não. — Foi sarcástico, girando os olhos em desdém. — Você precisa o ver na cama. — Foi questão de segundos para que sua expressão se transformasse para uma pervertida, e, céus, eu senti nojo ao imaginar daquilo. — Eu quem o diga.

Toda a minha imaginação voou longe e tudo se tornou pesado demais para que eu podesse suportar. Eu não tinha estômago para aquilo.

— Me poupe, não me interessa saber como o Tae age em sua intimidade, Yoongi. — Praguejei, e ele riu, por um momento se tornando nostálgico diante o assunto.

Min Yoongi era um tanto, só um tantinho, pervetido, sabe?

No entanto me ocupei melhor em abrir a porta de casa com a minha chave reserva ao perceber que ninguém estava lá dentro, dando a Yoongi a tão esperada liberdade de “se sentir em casa”. Eu nunca antes odiei tanto uma expressão quanto odiei esta, visto que o meu amigo agora abria a porta da geladeira como se a própria fosse de sua propriedade enquanto eu apenas o olhava com o cenho franzido, afinal ele estava furtando tudo que jazia ali.

— Você deveria ter um pouco de educação. — O repreendi quando ele apenas comia dos sanduíches que preparava como um ogro morto de fome. Na real, eu nem ligava tanto assim, só estava a fim de mexer consigo.

— A tia Sulei deixa, cara. — Soltou quase um muxoxo incompreensível a medida que deixava farelo de pão escapar de sua boca. — Eu posso. — Sorriu convincente, me levando a encará-lo com puro desdém.

— O que a tia Sulei não deixa, não é mesmo? — Resmunguei, pois nada nunca foi um problema para a mais velha. Ela era liberal demais.

E, bom, eu não estava reclamando disso. Nem tampouco Yoongi, que se aproveitava realmente, já que a casa era ordenada por minha tia, e não pelos meus pais. Assim, tudo era liberado.

— Estou indo tomar banho. — Avisei, cansado. — Fica esperando aí o seu amorzinho chegar. Cuidado para não ser morto antes da hora. — Brinquei, e ele riu alto com sarcasmo.

— Pode ficar tranquilo. — Resmungou, então eu o lancei um sorriso antes de seguir até as escadas, mas fui parado por um chamado seu de última hora. — Esqueci de te mostrar, mas a tia deixou um bilhete afirmando que foi visitar um tal de Go Seungin com as crianças e volta mais tarde. — Disse enquanto era possível visualizar um post-it sendo balançado em sua mão.

Juntei as sobrancelhas, confuso, já subindo às escadas pois eu não lembrava de nenhum cara chamado Go Seungin em minha memória, a não ser o professorzinho de artes da escola das crianças. Omo, será que a minha tia estava de romancezinho com esse homem? Que milagre seria esse, céus? Fiquei boquiaberto com as possibilidades que se passavam em minha mente.

Todavia deixei aquilo um pouco de lado e, em pouco tempo, já me encontrava devidamente limpinho e mais relaxado. Enquanto fui até a varanda do meu quarto, eu percebia a noite chegando e fora inevitável que eu não me perguntasse por onde andava Jungkook, que ainda não tinha voltado para casa, embora fosse do seu habitual desaparecer assim. Suspirei. Acreditava que nunca seria capaz de entender o que rodava sua cabeça, como também não compreendia muitos dos meus pensamentos. Éramos duas incógnitas que juravam que poderiam se encontrarem juntas.

Todo aquele turbilhão de pensamento e sentimentos estava se tornando incontrolável o bastante a ponto que eu me perdesse da realidade e me tornasse alheio a tudo ao redor. Entretanto fui obrigado a deixar meu modo de inércia no exato segundo que ouvi gritarias no andar de baixo e corri até onde a confusão acontecia.

— Eu avisei que você não poderia vir com gracinhas para cima de mim, seu cafajeste! — Fui recebido pela raiva de Taehyung, que possuía a sua respiração descompassada diante a Suga encolhido no chão no mesmo instante que gemia de dor.

Okay, agora eu confessava que Kim Taehyung era bem agressivo quando queria.

— Ei, ei. — Intervi, atordoado, o puxando longe do corpo frágil do Min. — Você não pode o bater assim, Tae. Se controle. — Tentei acalmar os ânimos por ali, e Taehyung resmungou algo antes de me empurrar fraco para longe, me fazendo bufar em descontentamento.

— Eu acho que vou vomitar todo o lanchinho de hoje só com esse soco. — Choramingou em dor, me fazendo ter pena pelo seu estado deplorável.

— Vem, vou te ajudar. — Puxei meu cabelo com nervosismo para trás antes de seguir até o corpo encolhido do outro para ajudá-lo.

— Ninguém mandou você vir se achar no direito de me beijar quando me traiu com aquela diaba loira. — Acusou raivoso. — Você deveria saber que eu odeio traições, Min Yoongi.

— Gente, eu chamei vocês aqui para fazermos um trabalho, não com o propósito de as madames se socarem. — Suspirei, deixando o loiro jogado no meu sofá espaçoso, já se recuperando do soco. — Não sejam dois brutamontes, pelo amor de Deus. — Cruzei os braços como se repreendesse duas criancinhas, e Taehyung pareceu ficar mais calmo, parecendo estar um tanto contrariado. — Vamos começar logo com esse trabalho antes que eu enlouqueça com essas briguinhas de vocês, céus. — Terminei, fuzilando ambos com o olhar antes de subir até o andar de cima atrás dos materiais necessários para fazermos o trabalho.

Contudo, antes que eu finalmente pudesse voltar com os devidos materiais já em mãos para o andar de baixo, ouvir o barulho estridente do meu celular anunciar uma novo chamada em cima do meu criado-mudo e me adiantei até ele, o pegando em mãos e me perguntando de quem seria aquele número desconhecido qual brilhava no visor, largando os livros e cadernos de lado.

— Alô? — Não tardei a aceitar a ligação, confuso pela respiração aparentemente descompassada do outro lado da linha. — Alô? — Insisti, impaciente e um tanto nervoso.

— Jimin? — Ouvi uma voz melódica, apesar de visivelmente trêmula, e me assustei pois não me era familiar. — Jimin, é você?

— Sim, sou eu. — Passei a ficar nervoso. — Omo, quem fala?! — Me alterei, apertando melhor o celular contra a minha orelha.

— Sou Seokjin, Jimin. — Ele parecia alterado, e eu inspirei procurando equilíbrio diante ao pessimismo pelo qual fui atingido repentinamente. Minha mente só me lembrava de Jungkook a todo o momento, me fazendo tremular de medo.

— Céus, Seokjin, você está me deixando nervoso. O qu…

— O Jungkook precisa de você agora, Jimin. — Sua voz soou oitava mais alta, me fazendo ter um lapejo de desespero diante a sua resposta.

— O que aconteceu com ele, Seokjin? — Praticamente gritei, sentindo meu pulso acelerar e ar faltar em meus pulmões.

— Eu não sei ao certo! — Gritou do outro lado, sem controle diante a sua própria voz. — Só sei que você deve ir até a casa da árvore o mais rápido que puder. — Ele instruiu, e eu arregalei os olhos, perdido e sentindo o sangue borbulhar em minhas veias.

— Certo, certo, eu vou agora mesmo. — Gritei inconsciente, desligando a chamada de prontidão, sentindo lágrimas inudarem meus olhos no próximo segundo.

Minha mente fervia com cada possibilidade ruim que me atravessava a mente naquele instante, me tirando todo o meu autocontrole e racionalidade. Céus, eu sentia que iria desabar a qualquer segundo se não corresse ao encontro do azulado o mais antes possível.

Foi sendo impulsivo que abandonei tudo para trás e desci as escadas praticamente correndo, assustando o casal no andar de baixo, que me encheram de perguntas por todo o trajeto que levei até a porta, antes puxando um casaco grosso de cima do sofá até que já me encontrasse do lado de fora e, incrivelmente, tendo tempo de fechar a porta na chave sem me importar com os outros dois confusos lá dentro.

Mesmo diante ao frio das noites do início verão, eu conseguia sentir perfeitamente lágrimas grossas dedilharem meu rosto vagorosamente no instante que eu praticamente corria pelas ruas em busca do endereço qual me fora repassado. Eu conhecia bem a casa na árvore qual Seokjin tinha citado, afinal eu e Jungkook a considerava como o nosso refúgio em boa parte de nossas vidas.

Eu só não sabia que Jungkook continuava a ir lá. No entanto, não me prendi muito aquilo, e sim apenas que, o que quer que tenha o acontecido, eu estaria devidamente lá, segurando sua mão, agora sem nenhuma hesitação. Pois eu o amava, e eu não mais me julgava por isso.


Notas Finais


Não me matem, comentem yah💞❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...